Achei muito curioso que
num dos seus últimos posts, falando sobre a experiência de ser um recém-separado, meu amigo Edu conta que quer assumir a solteirice, mas que pra isso precisa de
"uma certa independência, esteja sozinho ou acompanhado." E conclui sabiamente que
"é mais saudável assim."O que há de curioso nisso? Na decisão do Edu (muito certeira, por sinal), nada. Curioso é eu me encontrar exatamente no outro extremo, pensando em me deixar apaixonar de novo -- mas decidido que pra assumir isso preciso justamente de "
uma certa independência, esteja sozinho ou acompanhado, porque é mais saudável assim."De todas as coisas que me passaram diante da possibilidade de me envolver de novo num relacionamento (ou simplesmente, de me declarar apaixonado de novo, independente de compromisso), a que mais me martelou é que o grande desafio agora será estar com alguém, ou gostar de alguém, sem me anular; Sem deixar que meus projetos, meus
likes e meus
deslikes, meus amigos e meus sonhos passem para um segundo plano.
Mais do que (simples, mas não facilmente) abrir o coração de novo depois de
tamanha decepção, a grande tarefa será viver um romance sem deixar de ser eu mesmo, sem deixar de ter minha autonomia. Preocupar-se e ser atencioso com o outro sem deixar de cuidar e de gostar de mim.
Sei que não é muito fácil ser racional ou lógico quando se há sentimento envolvido (ainda mais esse tipo de sentimento, que faz tão bem). Mas a vida é isso aí, é aprendizado constante. E seja solteiro ou comprometido, o importante é que a gente, cedo ou tarde, aprenda a ser feliz e a se valorizar sozinho, pelo que é e gosta. Independência é mais que conseguir pagar as próprias contas. Independência é estar bem de verdade, não importa se sozinho ou acompanhado. E
amor verdadeiro, amor eterno mesmo não existe sem amor próprio.
Boa sorte pro Edu e pra mim, seja lá o que acontecer.
Boa semana a todos!
.