quinta-feira, 21 de junho de 2007

mas tudo passa, tudo passa, e nada fica, nada fica...


Mil coisas na minha cabeça agora. Vou tentar não fazer um texto muito confuso.

Há sete anos eu concluí meus estudos na Universidade do Texas, em Austin. O dia em que fui me despedir do campus foi um dos mais felizes da minha vida. Não porque eu estava deixando o lugar (até estava muito cansado mesmo). Foi um dia feliz pelo “conjunto da obra”.

Eu entrei na UT em agosto de 99, pelo portão principal. Portão, aliás, por onde eu não voltei a passar durante todo o um ano que estudei fora. Desse portão a gente tem uma visão da torre que norteia os alunos, e meio que vê todo o campus. O fato é que nesse meu último dia lá, depois de rodar por tudo, de quase chorar por ter de deixar pra trás aquelas bibliotecas maravilhosas e os esquilinhos que nunca me deram bola, eu fui andando e quando vi estava deixando o campus pelo mesmo portão que entrei. Não foi intencional, vi tudo o que queria ver e fui caminhando e parei bem no portão principal. Era fim de tarde (bom, 8 da noite do verão texano), e a torre estava bem no meio de um céu bem alaranjado, como tudo o que simboliza a bacaninha Austin.

Quando eu vi aquela pintura à minha frente eu chorei. De viadagem, pouquinho, mas chorei porque eu estava diante dos fatos inegáveis de que eu havia conseguido, de que tinha sido ainda melhor do que eu imaginava, de que eu era capaz, de que nenhum dos milhões de empecilhos foi suficiente pra me derrubar. Aquele foi um dia de certeza de que mais uma etapa da minha história, uma das mais importantes, estava concluída. Graças a Deus, muito bem concluída (as “férias na Flórida” e o retorno pro Brasil, logo depois, são outra história).

Lembrei desse dia porque hoje outra etapa da minha vida acabou. Uma etapa canseira. Um carminha a mais que eu paguei. Eu comentei há pouco tempo que minha vida era surreal. E são momentos como o que passei esta noite que me fazem ter certeza disso. Uma vez uma amiga, grande amiga, me disse que minha vida parecia novela. E realmente há coisas que a gente jura que só acontece em novela que são rotina na minha vida.

Esta noite eu tive que fechar um ciclo de desaforos, desafetos, humilhações, dores físicas, estafa mental, noites sem dormir, romances desfeitos, e muito, muuuuito trabalho (a troco de?). Mas tive que fechar ouvindo desaforo. E tive que fingir que nem eu, nem ninguém presente no local, sabia que era desaforo (e surreal) o que eu tive de ouvir. Foi constrangedor pra mim, mas eu tenho certeza que foi ainda mais constrangedor para os outros presentes.

Mas acabou. Foi. Tarde. Foi a nota 100 mais escrota da minha vida. Não quero nem comentar mais sobre isso. Tô escrevendo pra enterrar. E peço a Deus que me cerque de gente menos hipócrita das próximas vezes. Peço a Deus que eu não tenha que me comportar como um hipócrita muito mais vezes. Melhor dizendo, eu só agradeço a Deus. Sem nenhum carolismo nisso, não fosse por Ele eu não teria dado conta. Não fosse por Ele eu não teria feito nada. Nada de nada.

Vou fechar este post gigante. É assim gente. Nós temos fases boas, temos fases fezes, o importante é ir dando conta e tentar ser feliz. Porque sobreviver à base de infelicidade não dá não.

Que venham as próximas etapas (ou como diria a Ale, as próximas tramas de “Malhação”). E eu sei que já estão a caminho.

Sucesso pra todos nós, everyone!


P.S. Bananas, né? Sei demais. Ô, como sei, um cacho de bananas.
Cada fumo de rolo que me aparece...
P.S.2: Post escrito na noite de 20 para 21 de junho.
P.S.3: Desta vez não chorei não. Mas se chorasse seria por indignação, não por felicidade. Paciência. And let’s move on, dudes! Hook’em Horns!

2 comentários:

Anônimo disse...

É, Humbert, meu caro! Grande verdade é essa de que tudo passa na vida! Ainda bem, não!?
Porque passa o que é ruim, pra aliviar.. passa o que é bom, pra deixar saudade.. e o melhor de tudo, passa o tempo, pra gente avaliar tudo o que passou e ver o quanto crescemos e nos tornamos melhores (ou não.. como diria Caetano). Só o que é da gente, fica.
A Glauciane vive dizendo que eu vou ser escritora de novela. Se eu botar fé, você sabe que você é meu protagonista, né?! Na vida e na arte, amado! Porque você é mesmo incrível! Beijos da Jana

Carol disse...

Amigo,
Foi osso, vai ser osso até o final do ano, mas vamos conseguir sair dessa e cada um a sua maneira irá encontrar motivos para dizer que vale a pena viver.
Passamos muitas coisas nestes últimos tempos e olha que estamos no meio do ano.
Você é uma pessoa especial, continue acreditando em você e saiba que Deus não dá uma carga mais pesada que não possamos carregar.
Coragem irmão, coragem.