sábado, 25 de agosto de 2007

Jô Penteado


A Christiane Torloni, já citada neste blog, foi uma criatura muito marcante na minha infância. Na verdade uma de suas personagens foi muito presente nos primeiros (bom, e de certa forma sacais) anos da minha vida. Eu falo da Jô Penteado, da novela "A Gata Comeu", de Ivani Ribeiro. Não deixa de ser curioso o próprio penteado da moça, que na época era o que havia de top de linha. Também cabe lembrar que essa novela foi reprisada duas vezes, ainda na minha infância, então a imagem da personagem ficou gravada incontestavelmente pra mim e pra mais um bando de bobão que assistia novela.

Bom, mas eu não vou falar da novela, nem da Christiane Torloni. Eu queria falar de uma coisa que eu "inventei" nesse passado tosco, uma sensação, um conjunto de experiências que eu chamo de "Síndrome de Jô Penteado". O que pega é que a Jô, que era uma das personagens mais carismáticas de que já se teve notícia, passou a novela inteira tentando se acertar com o homem de Itu, Caio (hehehe, não, ele não era de Itu, mas era interpretado pelo Nuno Leal Maia, protagonista do filme que remete à cidade paulista). O caio era até meio mala.

O problema é que sempre, toda vez, infalivelmente, toda vez que parecia que a coisa ia acontecer e os dois iam se entender ("e ser felizes para sempre") acontecia alguma coisa absurda com a Jô e as coisas desandavam de novo. Ela teve amnésia, acidentou-se com um carro, precisou mentir que não gostava dele. Era aquela porra que só ela porque obviamente se os dois se entendessem a novela acabava.

Bem, minha vida não é novela (graças a Deus, porque se fosse, provavelmente seria produzida ali uns dois países abaixo do Canadá, hehehe). E também não passei meus 25 aninhos correndo atrás de nenhum Caio. Mas a verdade é que muitas vezes, quando tudo parece que vai dar certo, pimba!, a vida passa a perninha de novo e Murphy mostra a que veio. Tanto é assim que quando as coisas vão dar certo mesmo eu chego a ficar apavorado, esperando o que poderá acontecer dessa vez.

Algumas vezes eu me fodo lindamente. Mas, graças a Deus novamente, em muitas delas tudo se resolve e a Jô inside se dá bem.

Bom, quem me conhece, quem leu os últimos posts e tem tutano, entendeu que essa semana rolou aquela "Síndrome de Jô Penteado". Eu vacilei feio comigo mesmo. Deixei passar algo que não era pra ter passado. Mas eu tô melhor. Eu sei que eu não sou Deus e não posso dar conta de algumas situações na vida. O que tiver que ser vai ser. Quem tiver que ser vai ser. O que passou pode acontecer outra hora se tiver que acontecer.

Estou oficialmente fora da fossa, caros leitores. Mandem perguntas com bobagens, por favor.

Besos.

P.S.: Repetindo, esse foi o último post a esse respeito. Deprê não combina com nenhum de nós dois mesmo.

P.S.2: Gostaria de agradecer publicamente minha amiga Polly Sapori, aquele brijo que só ela, que nem sabia exatamente o que estava se passando e me disse coisas muito boas e que reacenderam a luzinha aqui em mim. Ainda por cima ela fez um post em homenagem a este humilde bloguinho no seu saporioso blog, o Cremdeuspai, que eu indico aí ao lado. Brigadão Polly. Brigadão mesmo, gata! :)

3 comentários:

Polly disse...

"Quem tiver que ser vai ser. O que passou pode acontecer outra hora se tiver que acontecer"...gostei da frase. Sua, mas poderia ser minha. Talvez por isto tenha consigo dizer o que queria ouvir sem saber o que precisava ouvir. É assim mesmo...tava feito você, embora não soubesse como estava...ehhe. Vida maluca que nem Freud explica. Quem sabe eu ou você né?

Amei o post! Obrigada pelo agradecimento e pelas palavras que, não duvido, só podem ser sinceras se vindo de você.
Beijos....beijos e cremdeuspai!

Lê disse...

Monta um barraco e casa com a Pollyeeeene... HUMPF! Enciumei!!!
KKKKK
beijuscos!

Polly disse...

kkkkkkkk...ciúme é demais!!!
Gente, tem pra todo mundo...o coração do Humberto é grande...tão grande que só ele explica.

Beijos,

Polly