quarta-feira, 29 de agosto de 2007

o Humberto indica


De volta à life, preciso indicar um livro que tava pra sugerir faz tempo. Bom, mas deixa eu falar primeiro porque lembrei dele só agora.

Hoje (na verdade, ontem) de manhã eu teclei com uma amigona minha que mora longe pra dedéu. Mas é pra dedéu mesmo. Eu gosto tanto dessa criatura que a gente conversa como se ela estivesse aqui do lado (e como se já não fizesse uns quatro anos desde a última vez em que nos vimos pessoalmente). Anyways, falamos da vida, ela falou muito sobre ser mulher. Eu pensei o quanto eu não faço idéia de algumas coisas sobre isso...

Mas o que mais me chamou a atenção foi a semelhança entre os problemas, os dilemas e as neuras dessa minha amiga e os problemas, os dilemas e as neuras de pelo menos outras quatro chegadas. Só duas delas se conhecem, mas só se viram uma vez. De modo geral, são cinco amigas minhas, todas grandes e boas amigas, que moram muito longe uma da outra, que nunca se falaram, que têm raças, corpichos, trabalhos e estilos diferentes...

Mas, gente, estão tão iguaizinhas nos últimos meses que eu me pergunto se Vênus (as mulheres não são de lá?) não anda mexendo com a mulherada toda. Ou seria culpa só dos namorados sem noção mesmo?

Eu tento ajudar essa moçada como posso. Muitas vezes o melhor a fazer é ouvir mesmo. Mas já que eu sei que vão todas ler este post e que muitas outras leitoras que eu não conheço podem estar passando pelos mesmos perrengues, resolvi indicar um livro e duas músicas que, bom, eu acho, ajudaram a solucionar a situação biziuzática de uma das gatas-garotas, que se prolongava há anos.

Mulheres nervosas, cansadas e nada dispostas a continuar engolindo sapos, sugiro começar ouvindo "Anything But Down", da Sheryl Crow. A música é ótima, a letra é melhor. Se o seu inglês ainda tá macarrônico, tenta uma das várias traduções tosquinhas disponíveis na internet (confesso que não achei nenhuma, sorry).

Depois, já mais cogitante de dar o chute no balde que mora no íntimo de seu ser, já começando a ter coragem pra dizer pro seu Joselito do coração o que ele não queria ouvir, é bom cantar alto "Why", da Annie Lennox. A música, segundo uma amiga, podia ter sido escrita por qualquer mulher que ela conheça. Com relação à letra, é meio poética, talvez, mas tente interpretar quantas vezes puder. Você vai acabar descobrindo que não é assim tão poética afinal, é até bem direta, e diz tudo que anda entalado nessa gargantinha de ouro.

Finalmente, mas de modo algum por último, trate de ler "A Casa de Bonecas", peça teatral clássica do norueguês Henrik Ibsen. O texto é de 1879, mas acredite, tá atualzinho, atualzinho. Duas das citadas acima já leram e já comprovaram. Deve ser fácil achar o livro em sebos, e rola em livrarias on line também. Não vou contar o que se passa, já disse que não sou o melhor dos críticos literários (ainda, talvez, hehehe), mas posso dizer que ninguém, nem homem e muito menos mulher, sai ileso do final dessa história.

Então, amigas todas, as de longa data e as que eu nem conheço ainda, depois dessa batelada, tomem suas decisões acertadas. Boa sorte e coragem. E aos seus respectivos namorados, mais boa sorte ainda e muito mais coragem (hehehe).

Boa quinta pra everyone. Juízo!


P.S.: Não entendeu a cotovia? Leia o livro, mulé! :)

5 comentários:

Pollyanna Sapori disse...

Me explica isto! Nem to namorando ainda e meus dilemas também são parecidos com os de várias mulheres, em diversos status diferentes...cremdeuspai! rs

Vou seguir a sugestão.
Gostei da idéia do livro, Casa de Bonecas...parece interessante.

Beijos...Beijos

Anônimo disse...

Direto na têmpora!
Programa definido para sábado PELA MANHÃ: procurar "Casa de Bonecas" em todos os sebos de BH - com diversas paradas para um café, lógico!
Besos, besos..

Humberto disse...

Hehehe, já conheço até minhas anônimas, kkkkkk!

Carol disse...

Adorei o post. É isso ái! Casa de Bonecas marcando pesado os namorados.

Valeu.

Polly disse...

A Lê ficou com ciúmes do post que você fez pra mim...rs. E a história do barraco é que ela começou no post que mandou dando crise de ciúme...rs. Falei que no barraco da nossa vida haverá sempre espaço pra ela.

Beijos