quarta-feira, 8 de agosto de 2007

revistas, revistas, revistas...

Vou começar a falar aqui algumas coisas que eu penso e de repente acontecem. Não porque eu sou “gênio” ou coisa parecida (aliás, ando numa preguiça de geninhos...). Acho que é um pouco observação mesmo. Ou então é o mundo que anda muito previsível.

Bom, é negócio é que eu comentei há pouquíssimo tempo com uma amiga que não ia demorar para a Winona Rider voltar triunfal à cena. Afinal de contas ela é um espetáculo, espetáculo de atriz (quem nunca viu “As Bruxas de Salém” tem que ver, pela Winona, pelo Daniel Day-Lewis, pelo Arthur Miller), é linda e é stylérrima – já tinha sido capa da Vogue estadunidense duas vezes, e numa época em que atrizes na capa da revista nem era regra. Além do mais, se a Kate Moss se “enfodou” (verbo criado por mim neste momento, que significa o oposto de “se fudeu”) depois que publicaram uma foto dela cheirando coca zero por que, mais cedo ou mais tarde, a Winona não se enfodaria também depois de ter “lalado” umas pecinhas básicas na Saks Fifth Avenue (é foda, até pra roubar neguim tem que ter estilo).

Pois não é que Dona Winona (rimou) voltou à cena este mês, justamente com uma capa de Vogue US? Essa Anna Wintour! Esse eu! Porque se eu tesse já minha revista (calma, esse “eu tesse” é pra zoar alguém que eu conheço e que fala assim) eu também tava colocando a Winona na capa neste momento! Hehehe, ai, a presunção Sadia...

Bom, eu vou ficar na espera de um bom filme com a atriz logo. No mais, quem estiver interessado em saber o que Ms.Rider disse na entrevista à Vogue, acessa o style.com, aí no link dos sites que eu indico, e lê no original. Se não souber inglês, caça jeito de estudar, se possível comigo ($$$).


MAIS REVISTA

Vogue lá, Vogue cá e eu no meio. Enquanto a mulher que deu origem à Keira Knightley e à Rachel Weisz é capa da revista nos Estados Unidos, a estrela da edição brasileira é Dona Camila Pitanga. Eu adoro quando negras e mulatas são capas de revista. Francamente, não é nenhum comentário da linha “100% negro e afins”, mas isso aqui é Brasil, caramba, deveria ser uma coisa mais comum ver negras nas bancas. Mas, enfim, Pitônga, destaque indiscutível e corpo indiscutível da novela das ocho, é merecidamente capa da Vogue Brasil de agosto. Não é a primeira vez que ela figura uma revista style. A atriz já foi capa duas vezes da Elle, só pra citar um exemplo de peso.

Por outro lado, nem arrasando total em “Paraíso Tropical” e nem com as centenas de pedidos em comunidades no Orkut, Camila conseguiu estar na capa de Nova (ai...). No lugar dela (ah, vá, neste momento o lugar É dela), colocaram a figurante com nome de totó (Luli? Vá dizer que você não visualiza um yorkshire de lacinho na cabeça?!). Pra completar, conseguiram fazer uma capa horrorosa, apesar da lindura indiscutível da atriz novata.

Eu não entendo essa Nova (e olha que, como quem me conhece sabe, eu estudo essa coisa há anos...): são quase 35 anos de circulação e necas de uma pretinha na capa. Ah, vá, e vem com esse papo de “não racismo”? Não, de vez em quando (mês passado, por exemplo) ela bota umas matérias sobre beleza negra, sobre preconceito racial...mas capa, que é bom pra dar exemplo, néva. A Camila Pitanga pode ter o corpo e a cor dos sonhos da mulherada, a Taís Araújo pode ser protagonista, a Isabel Fillards pode sorrir adoidado que nada é motivo suficiente para a Nova por uma negra na sua capa. É uma vergonha. Bom, por enquanto vamos nos contentando com as miscigenadas. Afinal de contas, a Juliana Paes já foi capa, a Raica já foi capa, a Luíza Brunet já foi capa nove vezes, e elas (como, aliás, nenhuma brasileira) não podem ser consideradas 100% brancas (ou 100% negras ou 100% whatever).

Bom, saí da Winona e vim parar na Brunet. Como meus leitores fiéis já perceberam, eu voyajo bastante na maionese.

Abraços pra everyone, Cynthia Greyner, please, não me dê mais motivos para ouvir críticas à Nova e à minha escolha de tomar a revista como material de pesquisa.

Fui.


P.S. Opa!, já ia esquecendo! Pela terceira vez uma carta minha foi publicada na Elle! KKKKKKK, ai, eu adoro! Eu sei que eé muita viadagem, mas eu adoro. Eu elogiei a capa de julho, que tem uma ruiva (afinal, também tem brasileira ruiva) e, como de costume, tava muuuuuuuito style. Aí, tá vendo?, há esperança no mercado editorial. Pelo menos em algumas capas. :)

P.S.2: Não entendeu quando eu disse que a Winona deu origem à Rachel Weisz e à Keira? Nem eu entenderia :). É só que eu acho que as duas me lembram ela demais, só isso. Nevermind. (Nem fui eu que escrevi embaixo da foto da Winona, viu só?)

P.S.3: Cynthia Greiner é a atual diretora da Nova.

P.S.4: Eu admito, adorei a Camila na capa da Vogue, mas detestei a capa (Tá pior que a da Nova). Pelo menos pela internet. Tenho que ver de perto.

2 comentários:

Maíra disse...

Primeiro, a capa da camila pitanga ta mesmo horrorosa... segundo, não acho que a rachel se pareça com winona, mas enfim ehhehe já te falei isso!

revistas, revistas, revistas.... essa vai ser sua vida forever! Uma vida de sucesso, diga-se de passagem.

Adorei o post de hj, é bom viajar nas coisas!

XoXoXoooo

ahahahahahahha

Anônimo disse...

Cara,que surpressa tive ao ler seu post,esta semana comentei com algumas amigas que nunca uma NEGRA foi capa de Nova,(e muita gente não se toca)o que acho um absurdo preconceito.
As protagonistas das novelas das 21:00,quase sempre são,agora seria a vez da deslumbrante Thais Araujo,vou esperar pra ver.
Acompanho as capas de nova ha vários anos e gosto em geral das capas,mas quantas negras brasileiras poderiam ter estampado as capas e nunca foram convidadas.