segunda-feira, 17 de setembro de 2007

o bigode faz o homem?


Dia desses o assunto “bigode” veio à tona enquanto eu e alguém discutíamos trivialidades. A conversa até saiu um pouco do eixo e acabou parando ali mesmo pra não terminar em melga (viram, né?,nada de palavrões literais dessa vez...). O papo acabou, a gente se desculpou, mas eu fiquei com a pulga atrás da orelha, ainda mais depois que comentei minha interpretação do bigode com outra pessoa.

O ponto levantado (não por mim!), num momento de ira (hihihi) foi: o bigode seria não apenas um top de linha para homens na moda como seria o próprio bigode o que faria de um homem um homem. (???!!!)

Bom... Imberbe que sou, a indireta foi bem direta. Nem foi isso que magoou não. Magoou porque veio de quem veio. E, sobretudo, assustou porque veio de quem veio. Se essa cabeça não é a mais aberta que eu conheço, fudeu meio mundo (oops!, palavrão de novo, sorry!).

Mas amigo serve pra isso mesmo, pra gente discutir e conversar e pensar nas coisas, mesmo que, eventualmente, das maneiras mais tortas que se possa imaginar. Pois bem, e eu pensei na coisa.

Em primeiro lugar, lembrei que a primeira coisa que eu descobri estudando gêneros e principalmente estudando a mulher e seu papel social (só nos dois últimos anos analisando três décadas de publicidade feminina) é que eu posso estudar isso por três encarnações que eu não vou saber o que é estar na pele de uma mulher (a menos, é claro, que numa dessas encarnações eu venha como mulher. Bom, não acredito muito em encarnações mesmo). Anyways, eu posso teorizar, posso pesquisar, posso chegar às minhas conclusões, mas nunca, never ever, vou ter a autoridade que tem uma mulher para falar sobre o que é ser mulher.

Curiosamente, estou num momento em que meus estudos estão apontando para a questão masculina. E esse bigode veio à calhar, no fim das contas. Porque eu posso até não ter um chumaço de pêlo em cima da boca, mas sou um homem. Logo, sobre o que faz de um homem um homem eu posso dizer e sem pestanejar (porque pestanejar é coisa de bibinha, hehehe). E eu posso afirmar categoricamente que não é um bigode que faz um cara se sentir seguro de sua sexualidade não. Aliás, se um cara precisar de um bigode pra isso, boa sorte pra ele.

Eu sei que, considerando-se o número elevado de leitoras que eu tenho e a lenha que eu tô botando na fogueira, eu deveria então definir o quê, afinal, faz de um homem um homem. Mas, francamente, não vou teorizar sobre isso aqui não. Eu vou deixar pros meus estudos futuros, quem se interessar que me procure daqui uns dois anos pra ler completo. :)
De todo modo, dá pra dizer que esse “homem” que cada um é tem mais a ver com uma dignidade, uma confiança e uma cara a tapa que só quem tem sabe o que significa.

Provavelmente a mesma cara a tapa que deu o bigodudo Freddie Mercury, da foto aí acima. Duvido que por ser gay ele se sentisse menos homem (bom, até conheço vários que se sentem sim). E duvido também que era essa tchônga desse bigode dele que o fazia se sentir assim.

Só pra fechar, e esperando depois deste post não perder a minha melhor amiga e última esperança de vida inteligente que eu tinha, vai aí uma citaçaozinha do (Michel) Foucault, que ela tanto adora e que eu tô lendo há semanas:

“Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir”.

E no fim das contas, né gata?, se for mesmo muuuuito indispensável, na falta de um bigode decente e que valha pra alguma coisa tem sempre uma boa peruca que possa funcionar muito melhor.

Beijos imberbes e sem arroz pendurado pra todas.


P.S.: Foucault, Michel. A história da sexualidade - Volume 2, O uso dos prazeres. Edições Graal: Rio de Janeiro, 2006, p.13.

MAS, E AÍ, MAIS MACHO OU MENOS MACHO,
QUEM VOCÊ TRAÇAVA?

Hehehehe!

7 comentários:

Maíra disse...

hhahahaha Sacaneou com as fotos!!!! A tchonga do bigode só piorou os gatinhos (Cauã?)!!! Sacanagem...

Ai ai, gato, nem comento... entre bigode e piruca, eu te conto quem ta ganhando! hahahaha

bjo!!!

Carol disse...

Amigo,

Eu fico com os que não tem bigode.

Bjos

Polly disse...

Eu fico com os sem bigode.
Este negócio de bigodinho me lembra bem cobrador de ônibus...passado negro...rs.

(mas confesso que se rolar um cavanhaque, aí sim pode ser...ai...ai...rs)

Humberto, o próprio disse...

KKKKK, Polly, nem fala em "bigudim" da classe operária não porque foi isso que origem ao "debate". Hehehe, eu prometo nem tocar nesse assunto mais :)

xicoarantez disse...

TENHO CAVANAHQUE, ACHO DIGNO.. TO NEM AI..

xicoarantez disse...

TENHO CAVANAHQUE, ACHO DIGNO.. TO NEM AI..

Anônimo disse...

tenho uma vizinha com bigode fala aí ela é ele ou ela....kkkkk