domingo, 23 de setembro de 2007

viagens na maionese Sundaynianas



Olá everyone, como foram de fim de semana? Muito beso na boca?
O meu fds não foi nem de longe o que eu planejei, mas eu saí no lucro de toda maneira. Fiz umas coisas que tava adiando e hoje, domingão, curti minha leseira de calor com muita música e muita viagem na maionese. Pensei em tudo, em todos, em quem se foi, em quem tá aí, em quem há de vir... Pensei muito em meus amigos, os das antigas, os atuais, os que eu já não sei bem...

Antes deixa eu falar das músicas. Ouvi de tudo hoje. Meus CDs todos do Oasis, muito Arctic Monkey, muito de tudo... Sabe essas músicas que ficam na sua cabeça? Pois então, este ano eu já passei por "P.D.A.", do John Legend, por "You Give Me Something", do James Morrisson, por "Rehab", da já figurinha carimbada aqui Amy Winehouse. Continuo ouvindo todas, mas agora eu tô com o CD inteiro da Amy na cabeça e com "Over My Head", do The Fray (essa já sai até no meio das minhas Ave-Marias matutinas, hehehe).

Mas, enfim, pensei nos meus amigos. Eu quebro a cara com eles de vez em quando também. Eu escuto, escuto, escuto, peno, "me se viro", como dizia a poeta, tento fazer alguma coisa, e aí quando tudo melhora, pimba!, eles somem. Não todos, claaaro. Só uns pouquíssimos. Que, incrivelmente, continuam sendo amigos pra mim. Bom, mais uma vez não custa lembrar Dona Alanis (que também ouvi horrores), que lá em 1994 já recomendava que todo mundo tivesse seu coração pisoteado por precaução.

Mas eu confesso que eu fiquei com a pulga atrás da orelha: Eu sou amigo só na hora da rôia? Só na hora do aperto é que se recorre ao Humbertão aqui? E na hora da farra, não rola não? Please, amigas do Humberto, respondam, estou curioso.

De todo modo, no meio das minhas divagações a respeito da "verdadeira amizade", lembrei de uma história que li aaaaaanos atrás no saudoso "Bi-Toque" (sim, eu lia "Bi-Toque", no falecido "Diário da Tarde", às segundas-feiras, depois de ler o noticiário de futebol. Mas, repito, isso foi aaaaaaaanos atrás). Bom, achei a história na inetrnet, um cara de pau assinou, mas essa história é um "causo do acauso", como diriam Hermes & Renato (viu como eu tô filosófico Boaventura hoje?). Bom, senta que lá vem a história:


Todas as andorinhas sabem que, no inverno, é preciso voar para lugares mais quentes.No hemisfério norte, a coisa fica ainda mais preta. Frio danado, neve às toneladas. Mas havia uma andorinha que detestava essa história de ter que viajar milhares de quilômetros para escapar do inverno rigoroso. As outras voavam, e ela ia ficando, se enfiava no ninho, aguentava aquelas primeiras noites mais frias e adiava a viagem.

Certa manhã, ela percebeu que a situação estava perigosa. Mesmo a contragosto, resolveu levantar vôo para terras mais quentes. Tinha voado muito pouco quando começou a chover. Estava frio demais, aquela água nas asas da andorinha acabou congelando. Ela foi ficando pesada, não conseguia bater as asas direito, perdeu altura e caiu numa fazenda, ao lado do estábulo. Sem forças, concluiu: estou morta.

Naquele exato instante, uma vaca passou e "produziu" um montão de esterco em cima da andorinha. A andorinha pensou que aquele seria um modo horrível de morrer, atolada na bosta, até que começou a sentir um calorzinho gostoso, que vinha das fezes esverdeadas. Ganhou ânimo, fez no monte um buraco com o bico e pôde respirar à vontade.O calor aumentou, a andorinha voltou à vida e, manifestando sua alegria, mesmo sem saber cantar bonito, resolveu pôr a voz pra fora. Cantou e cantou, satisfeita.

Exatamente naquele momento, o gato da fazenda rondava por ali. Ouviu o som de um pássaro, remexeu o monte de bosta e não teve dúvidas: comeu a andorinha.

MORAL DA HISTÓRIA 1: nem sempre quem joga você na merda é seu inimigo.
MORAL DA HISTÓRIA 2: nem sempre quem tira você da merda é seu amigo.
MORAL DA HISTÓRIA 3: se você estiver na merda, mas, pelo menos, sentir algum conforto, fique de bico calado.


Ótima, não?
Enfim, gente, como vocês podem ver, eu pensei todo tipo de bobagem hoje. Mas pelo menos ouvi música boa. E pelo menos não vi nem cheiro da pavorosa televisão dominical.

Besos pra todos, boa semana pra everyone, vamo correr atrás e caçar jeito de melhorar o que tiver ruim. E, please, amigos, sejam amigos.


P.S.: Esse tilzim da foto parece tanto o meu neném quando era filhote...ôh saudade do cão! (Neste caso, literalmente).
P.S.2:Vê lá, hein?, o Humberto explica, te tira da merda, mas é seu amigo, viu?!
P.S.3: Eu sei, eu sou ridículo, pode falar. KKKKKKKKK!

4 comentários:

Maíra disse...

Ai ai... devia ter ido ontem ao balé... foi ótimo, e depois vc ainda iria passar por experiências joaquinísticas, e depois ia descobrir q a noite tava super badalada (pelas pessoas mais bizarras que já pizaram nessa mega metrópole belorizontina)... mas muitos fins de semana virão, e espero que mais fartos paar podermos beber vodka até cair!

Quanto ao tiuzinho, nem me fala, q eu to aqui com o coração partido olhando pra minha princesa dormindo tranquila, sabendo que está segura. Dói, viu... mas ela vai ficar aqui.

beijos, gato..........

Carol disse...

Amigo,

Espero realmente ter a oportunidade de dividir tb momentos bons. Por hora são só os ruins mesmo.

Bjos.

lê disse...

Homem-lindo. De BH a Parrí, você sempre estará comigo! Beijos, beijos!

Polly disse...

Adorei a estória completa. A versão resumida me poupava dos detalhes....rs.

Beijos, querido!