domingo, 14 de outubro de 2007

manda a vaca pro brejo!

Já ouviu falar da “parábola da vaca”? Não, não tem nada a ver com aquela égua que pôs aquele porco no mundo. É outra vaca. Enfim, tava fuçando uns outros blogs aí enquanto pensava na vida e em um deles achei uma menção à tal parábola da vaca. Fiquei curioso e, na procura, achei essa versão no Google (já disse o quanto eu amo o Google e seus correlatos?). Enfim, dá uma lida:


Parábola da Vaca

Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.

Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.

- O senhor vê aquela vaca?, disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela nos dá o leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.

O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo:
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo.

O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem!

O sábio, como convém aos sábios chineses (e aos alunos com cérebro da puke), apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
- Vá lá e empurre a vaquinha.

Indignado, porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo (coitada da vaca!).

Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família, pedir desculpas.

Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importando, antena parabólica. Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos (hehehe, meio biba essa descrição, não?) comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. “Devem estar mendigando na rua”, pensou o discípulo.

Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá.

- Claro que sei. Você está olhando para ela.

Incrédulo, o discípulo afastou-se do portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
- Mas o que aconteceu? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo?

O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.

Moral da história: Às vezes é preciso perder para ganhar mais adiante. É com a adversidade que exercitamos nossa criatividade e criamos soluções para os problemas da vida. Muitas vezes é preciso sair da acomodação, criar novas idéias e trabalhar com amor e determinação.


Conta só pro Humbert aqui: Você é capaz de identificar as vacas da sua vida? Você tem vacas na sua vida? E, mais ainda, você teria coragem de jogar o vacaril penhasco abaixo?

Eu tenho duas vacas. Uma de longa data e outra que também já ta ficando bem mocinha. E eu SEI que elas vão rolar pelo despenhadeiro muito, muito em breve, porque elas já tão me dando muito mais prejuízo que conforto. Pior que fazer a gente se acomodar, essas éguas dessas vacas tornam a gente uns cagões.

É, gente... a vaca é bunitinha, a vaca é bem intencionada... mas é uma vaca! Se você tiver só uma (e não umas 500.000 cabeças delas), empurra no penhasco! :)

Besos, boa semana pra todos nós.


P.S.: Nossa, perdendo a força, mas ainda nadando... Tem que nadar, né nao?
P.S.2: Fala a vera, a psicologia desse blog tá cada mais barata, hehehe...

4 comentários:

Sheilla disse...

Amei a reflexão!!!!!!!!!!!!!!!

Polly disse...

Vixe...tô deixando a vida de rainha do gado de lado...rs. Acho melhor seguir outro rumo...ainda tem umas cabeças pra rolar...mas elas vão rolar...é só uma questão de tempo!!!

E vamo embora, Humbert!!!!!

Anônimo disse...

É Humbert, querido! Se pelo menos as vacas que a gente cria na vida fossem como as do Renan e nos rendessem um bom lucro, ou como aquelas milinárias, de expor em leilão... mas nem isso. Por essas e outras é que tem horas que tem que jogar penhasco abaixo mesmo, antes que a gente se jogue no lugar delas... e acabar com essa aVACAlhação!!
Beijos, meu amor.
Jana

Emanuelle disse...

É como dizem: "temos que sair da zona de conforto para conseguirmos crescer". A tal zona de conforto realmente nos torna uns acomodados. O problema da história é que dá mesmo pena da pobre vaquinha que não culpa de nada e teve que morrer pro galerão ganhar o milhão kkkkkk!! Beijoks saudosas, querido :)