domingo, 18 de novembro de 2007

pausa na pausa (ou "black and yellow")

Existem filmes que eu realmente gostaria de ter assistido no cinema. "Little Miss Sunshine", ou "Pequena Miss Sunshine" (dã!), é um deles. Na verdade, acabei de assistir e por conta disso mesmo quebrei minha pausa neste blog (confesso que tava mesmo doido pra fazer isso). Eu precisava escrever.

O filme sempre me pareceu simpático. Eu sempre gostei do visual. Eu gosto de amarelo e preto, sempre gostei, sempre foram minhas duas cores favoritas, apesar de todo o fascínio que eu tenho pelo vermelho e, em menor escala, pelo azul também. Mas, enfim, finalmente tive a oportunidade de assistir, sossegado, ao filme. E ele é muito, muito mais do que eu esperava.

Seria difícil pra mim, por exemplo, dizer qual personagem se parece mais comigo. Tem dois ou três que chegam a ter uma semelhança até exagerada, pelo menos do meu ponto de vista.

A vida tem umas coisas realmente engraçadas. Todo mundo que lê este blog sabe que eu estou no meio de uma batalha dura e com poucas chances de vitória, mas tô aí nela, nadando. Foi por isso que fiz a pausa, pra me dedicar mais. Eu tenho pensado em tanta coisa nesse período e aí, quando eu resolvo dar uma descansada (na verdade, assistir ao filme pra praticar meu inglês), eu vejo um filme desses. Qual a graça? A semelhança com as conclusões a que eu tenho chegado. A semelhança com as ironias. A semelhança com algumas de minhas reações diante das "surrealezas". Se eu não conseguiria apontar qual dos personagens se parece mais comigo, eu posso dizer sem medo de errar que a cena do filho na kombi, lá pelo final da história, poderia muito, muito bem ter sido protagonizada por mim (tipo, ontem, no Palácio das Artes).

Enfim, "Little Miss Sunshine", além de ter a Toni Collette, que eu amo, é um filme lindo. Visualmente lindo. Espiritualmente lindo. Se serve de sugestão, assistam e assistam. E depois assistam.

Mas de volta ao preto e ao amarelo, eu viajei nessa maionese também, sabe? Porque o filme é triste, mas é alegre (não chega a ser comédia, como o classificaram, mas é bem alegre). E daí eu pensei nas cores, o sad preto e o gay amarelo (happy só se traduz como alegre em propaganda idiota de cerveja ruim).

Fiquei pensando bem em mim...Eu não sou exatamente triste, mas também não sou do tipo esfuziante (graças a Deus, tem coisa mais chata?). Eu acho que essa combinação que tanto me atrai desde sempre (mas que não rola com roupa, please) é bem um resumo da minha personalidade. Há um certo equilíbrio, eu acredito.

O filme me fez pensar em mim e gostar das conclusões, isso não é ótimo? Eu lembrei do Charlie Brown, que é totalmente o que eu costumava ser até alguns anos atrás (e que tá sempre com a simpática camisa amarela de traços pretos).

Eu lembrei do clipe de uma banda grunge dos anos 90, na minha adolescência, digo, infância... A banda era a Blind Melon, e o vídeo era da música "No rain": tem uma abelinha (preta e amarela, claro) que passa o clipe todo tentando se encaixar nesse mundo cinza.

Eu pensei na própria abelha, o bicho, que ferroa, mas também produz algo doce. Eu sei que isso soa pieguíssimo, mas é bem eu (não o pieguíssimo, mas o ferroar e produzir mel da abelha. OK, e o voar e fazer cera bem de vez em quando também).

Enfim, acho que não adianta muito sofrer mesmo não (na verdade, segundo um dos personagens adianta um pouco, sim). No fim, como já dizia meu escritor favorito, o Fernando Sabino, dá tudo certo.

Já tinha tempo que eu havia decidido mudar o layout do "humberto explica", justamente pra amarelo e preto. Depois do filme, agora é que eu vou mudar mesmo. Logo, logo.

Eu volto pra "pausa". Em breve eu tô aqui for good.

Abraços pra todos.


P.S.: Assistam o filme. E assistam o clipe da abelinha também, é cafoninha, mas é legal (se falar que a definição serve pra mim também, apanha!). Bjos.
P.S.2: Toni Collette fez o "Casamento de Muriel" e "O Sexto Sentido", pra citar dois.
P.S.3: Tá, eu concordo, gay hoje tá mais pra gay que pra alegre mesmo. Mas whatever, deu pra entender.
P.S.4 (que resume o post):

7 comentários:

Carol disse...

Amigo,

Vou ter que assistir, pois acho que irei visualizar a minha vida também.

Força para nós.
Bjos.

Anônimo disse...

Oi Xuxu!!! Tem um tempão q quero assistí-lo!! Te chamo pra vê-lo comigo ok?! Hj eu vi `Piaf, um hino ao amor`, simplesmente maaaaraaaaviiiilhooooosoooooo 1 Vc tem q ver! Ah queria falar essa semana tem o Festival Varilux de Cinema Francês! Eu amanhã eu vou! Se vc quiser ir, me liga ok?! Beijos, Chiara

Maira disse...

ai gato........ que saudade,viu... to tendo tempo pra nada.... mas em breve terei!

te adoro, amigo.... num esqueci de vc não, depois te conto TUDO!

beijos!

Helena disse...

Fala Humbert, assim como vc eu assisti o filme recentemente e amei. Também como vc eu amo o clipe da menininha, e acho que foi daí que veio inspiração pro filme(será?!). Falando em amarelo e preto, e o Kill Bill? Esse foi um filme que demorei pra assistir, mas desde então eu adooooooooro. Outro que não é amarelo e preto mas se encaixa na categoria "boas surpresas" é o "Fabuloso destino de Ámelie Poulain".
Saudades, beijos

Humberto disse...

Helena, gata, eu não pus o "Kill Bill" pq não consegui encaixar na "história", mas faço minhas as suas palavras :) Foi igualzinho, demorei um tempão pra assistir e adorei.

Depois eu faço um post só pra ele pq eu amo a Uma Thurman (cê sabe, né?, HUMberto, UMA, tudo chiquérrimo).

Besos gata.

Helena disse...

Pois é gato, agora que vc formou vai ter tempo pra postar muita coisa bacana.
Bjs

Edu disse...

Sabe que lendo este trem antigo deu vontade de sapear por todo o seu histórico, desde o começo? Tem post bagarai mas um dia eu faço isso. Beijão!