quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

revista (uma) OVA

Tô em processo avançado de chute no balde. Não uns chutinhos, nada de embaixadinhas. Bicudão mesmo. Só pela fartura de posts de hoje já deve ter dado pra perceber.

Tomei, por exemplo, a decisão de sumir com revista da minha vida, sobretudo a porra da Nova. Cansei de revista. Nada mais de parar de banca em banca. Nada mais de escrever pra redação. Nada mais de me indignar com a ausência de negras das capas das femininas. Nada mais.

Ainda não sei se vou queimar, se vou vender, se vou guardar pra não me arrepender depois que o chilique passar. Mas não quero mais acordar e ver revista na minha frente. Tem vinte anos que eu estou nessa, e quem me conhece sabe que isso é igual a minha vida inteira. Chegou. Não deu, não vai dar nunca.

Não tem uma semana que eu assisti a um filme bacana, “À Procura da Felicidade”. O protagonista, vivido pelo Will Smith, disse algo que foi tão deep inside que eu anotei pra postar aqui. Depois de ficar feito um maluco, correndo de um lado pro outro pra provar que é bom, que pode ser um profissional foda, que batalha, e depois de passar o filme inteiro correndo de um lado pro outro pra pegar ônibus, ele finalmente se dá um tempo e vai pra praia com seu filho. Na praia:

“Far away from buses and noise and a constant disappointment in my ten-gallon head and myself. Because when I was Young and I’d get an A on a History test or whatever I’d get this goof feeling about all the things that I could be. And then I never became any of them”.

Eu tô exatamente assim.
Não quero mais revista. Não tenho mais nenhuma ilusão a esse respeito. Cansei de ficar correndo atrás desse sonho estúpido. Vou correr atrás de outros, provavelmente tão estúpidos quanto. Mas não mais desse. O meu, agora, eu quero em dinheiro. Por isso, não vou mais sofrer se eu vir a Fergie ou a Sandy na capa da Nova. Eu quero mais é que elas saiam todo mês.

Benedicta hora que eu li o “Aqui na Redação” da Fátima Ali, em 1989. Benedicta hora que eu soube da existência da Cosmopolitan. Por que eu parei de comprar revistinha da Mônica, eu ainda tinha idade pra isso. Eu não tinha idade era pra Nova. Crianças precoces são um tóba mesmo,viu? Por que eu tinha que ser fodinha em português e não em futebol de botão?

Vou me voltar pra música, que sempre foi uma paixão muito forte. E pro cinema. Não pra trabalhar com nenhum dos dois, porque minha voz é de taquara rachada e minha capacidade de interpretar, dirigir ou atuar é a mesma do Cuda Nagle. Assim como na vida pessoal, quero algo que me faça crescer, que me deixe feliz e, sobretudo, que não me traga dor de cabeça. Música e Cinema, dear, Daddy is totally coming back!

Whatever. Whatever. Whatever. E whatever.

Tchau, Nova, já foi tarde. OK, na verdade, EU é que vou tarde, muito tarde.


P.S.: Para os preguiçosos de plantão, a tradução: “Longe de ônibus e do barulho e de uma decepção permanente e da mim mesmo. Porque quando eu era mais novo e tirava um A em História ou na matéria que fosse eu tinha uma sensação boa pensando em todas as coisas que eu poderia ser. E aí eu não me tornei nenhuma delas”.

P.S.2: Nas capas, Paula Garcia (a preta, de dezembro de 1990), as saudadosas Adriana de Oliveira e Elaine Danella (capas verde e rosa, respectivamente janeiro e junho de 1990), Luma de Oliveira na capa amarela de abril de 1990, Xuxa na raríssima e clássica das clássicas capa de junho de 1989 (a primeira Nova que me caiu nas mãos...) e Valéria Monteiro de calça santropeito na capa de fevereiro de 1993.

P.S.3: Para aquele bando de mal informados que dá palpite em tudo nas toscas comunidades de Nova no Orkat, a capa deste mês é a quinta, não a sexta de Adriane Galisteu, a campeã de capas não é a Xuxa (10), mas a Bruna Lombardi, com 12 capas, e há um estudo antigo, e até ultrapassado, que defendia que o "O" da revista formava um halo para santificar e dar uma aura à mulher da capa de Nova; acho que a foto preta dá uma idéia da viagem. E só pra irritar um pouco mais no final, Aminha amiga Bruna foi capa em abril de 75, setembro de 77, fevereiro de 79, fevereiro de 80, dezembro de 82, setembro de 83 (minha capa favorita), dezembro de 85, outubro de 86, agosto de 88, junho de 92, setembro de 93 e mais uma outra que eu ainda não sei que mês foi. Joga fora, Humberto, joga fora!

3 comentários:

Luz disse...

Que legal ver essas capas. Gostaria muito de ver as capas com Andréia Reis, que virou a queridinha da Nova após a morte de Adriana de Oliveira. Por onde anda ela (a Andréia) a propósito?

Anônimo disse...

Estou procurando uma revista nova de 1990 e 1991 q eu tinha. Eu acho q era com a Luma de Oliveira na capa, mas não lembro ao certo, a única coisa q lembro é q a data da revista era de 1990. Eu queri a revista por causa de umérie de ginástica q eu segui e q era espetacular. Vc gostaria de vender alguma das suas revistas?
Entre em contato comigo pelo email: lmoscatel@yahho.com.br

Dal disse...

Estou procurando uma revista nova de 1990 e 1991 q eu tinha. Eu acho q era com a Luma de Oliveira na capa, mas não lembro ao certo, a única coisa q lembro é q a data da revista era de 1990. Eu queria a revista por causa de uma série de ginástica q eu segui e q era espetacular. Vc gostaria de vender alguma das suas revistas?
Entre em contato comigo pelo email: lmoscatel@yahho.com.br