quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

viagem (na maionese) de montanha-russa

Nesses dias todos que eu andei longe do blog (e, como sabiamente disse Edu de Ressus, perdendo meu tempo) eu só parava duas vezes por dia. As duas para comer. E, como conseqüência do vício, para ver televisão enquanto comia. A primeira vez era pontualmente às 10h da manhã, quando por meia horinha eu assistia ao simpático “Caverna do Dragão”. Aliás, considerando que eu assistia isso na Xuxa em 1986, assistia na “TV Colosso” em 1994 e assisto agora de novo, eu posso supor que em 2014 vou assistir em Malibu com a Gisa.

Anyways, acho que esses dias longe do blog eu andei muuuuito sensível porque era acabar o desenho e eu dar uma choradinha. Pode um trem desse? Mas era sem erro, era só tocar aquele instrumentalzinho no final, a Uni dar um gemidinho (“méééééé”) e eu ficar igual grávida.

Um segundo depois eu já tava me perguntando como eu podia acordar e dormir lendo Foucault, Deleuze, Nietzche e Giddens e simplesmente ficar emocionado com a “Caverna do Dragão”.

Bom, viajei na maiósa, como de costume, e cheguei à seguinte conclusão:

A “Caverna do Dragão” é bem parecido com a vida. Pelo menos a minha. Ta lá o povo, perdido num lugar que não é o seu, se sentindo deslocado. Enfrentando todo dia um monte de assombration, uma pior que a outra. Caminhando sem saber bem pra onde justamente pra ver se encontra uma saída. Quebrando a cara todo santo episódio. E sempre seguindo em frente. Mesmo que não saibam pra onde vão, as personagens vão, sempre tentando sair daquele lugar que não é o seu, mesmo que toda vez que chegam muito perto da saída alguma coisa surreal acontece e eles acabam ficando onde estão. Tem um velhinho pra ficar botando pilha e um urubu chifrudo que não pára de se meter no caminho deles. Eles só se fodem, na verdade, mas insistem em tentar dar um jeito. Porque, cá pra nós, o pior que pode acontecer é eles não conseguirem melhorar e acabar ficando onde estão. No lugar onde ficariam de qualquer jeito se não levantassem e fizessem alguma coisa pra mudar a situação.

Enfim, isso é bem eu. Não sei se tenho cinco amigos e um unicórinio pra seguir comigo, mas eu sigo. E eu acho que bem um monte de gente que eu conheço também vê a coisa assim, vai ver é por isso que tanta gente gosta do desenho e há tanto tempo.

Será que a gente volta pro parque de diversões?

Abraços everyone, abraços.


P.S.: Meu “unicórino” já se foi, meu neném, que completaria 18 anos no último dia 02 se não tivesse encontrado seu caminho três anos atrás. Saudade é isso.
P.S.2: Eu seria o Eric, com certeza (hehehe). Mas eu bem queria a capa da Sheilla de vez em quando. E, pela minha experiência, a Diana seria minha melhor amiga. O Prestor também. Agora o Hank, Jesus, que malinha. E o Bob, bem, criança não é comigo.
P.S.3: Por favor, eu disse gemidinho da Uni. Quem estudou comigo na puke, please, não confunda com o gemidinho da quase xará da unicórnio, porque esse outro gemidinho me daria vontade é de cortar os pulsos.

6 comentários:

Caroline disse...

Amigo,

Eu sempre quis ser a Diana. Acho que parece comigo. Ah se o seu almost friends soubesse.

Bjos.

Helena disse...

Mais um ponto em comum entre nós! Sempre achei que a Caverna do Dragão não passava de uma metáfora da entediante e nem um pouco romântica vida real. Pode ter certeza que eu estaria na tchurma e seria a Diana.
Bjs

Helena disse...

Ou melhor, a Sheilla! A ruiva! rsrs

Humberto, o próprio disse...

A Sheilla é ótima, Helenosa, já pensou usar aquela capa pra nunca mais pegar ônibus na vida, hehehe?

Anônimo disse...

Bora seguindo, Humberto... que quando a gente menos esperar o portal abre e a gente sai dessa Caverna, amore! Se Deus quiser! Keep the faith!
Beijo da Jana

Anônimo disse...

A associação entre a ficção e a nossa realidade, é bem real! Vamu que vamu...ainda que não saibamos pra onde. O que é inadmissível, é ficar parado!