quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

deixe tocar

Tô aqui ouvindo pela enésima vez meu CD do Killers, Sam’s Town. Eu não me lembro do último artista que conseguiu me fazer adorar um álbum da primeira à última faixa.

Eu lembro que eu sempre gostei de “Somebody told me” e “Mr. Brightside”, do primeiro disco, Hot Fuss, mas eu nunca tinha esquentado muito com a banda, não. Mas aí eu ouvi “Read my mind”, um zilhão de vezes citada neste blog. Eu gostei de cara do clipe, e o período em que eu conheci a música foi bem intenso pra mim – Tanto que hoje em dia eu tenho que lembrar do quanto que eu gosto dela pra não deixar que ela se torne uma lembrança de tantas decepções.

Na verdade o CD todo pode ser lembrança incômoda de alguns fatos, momentos e pessoas, duas pessoas. As que me deram o CD. Mas eu gosto tanto de todas as músicas (OK, e das pessoas) que acho difícil ficar ligando o disco às coisas ruins que aconteceram. Prefiro lembrar de tudo que foi bom, de quanto era bom estar com essas pessoas, de quando eu acreditava nos sonhos todos que tinha na época. E, acima de tudo, prefiro ouvir pura e simplesmente o som muito, muuuuito bom do Killers.

E como eu não me perdôo de não ter ido no Tim Festival, putz! Nossa, acho que teria sido o show da minha vida. Porque eu não apenas ouço tudo no talo, como eu canto tudo quando escuto aqui em casa. É música pra malhar, pra pensar, pra bater pezinho enquanto fuço na net, é música pra deixar a alma leve. É boa música.

Eu não sei qual é o tipo de som preferido de cada um de vocês. Mas se valer a sugestão, esse é um CD que tem que ter. Muito, muito, muuuuuito bom!

Quanto a mim, tenho que adquirir logo o álbum mais recente, Sawdust, só com de B-sides. Já ouvi alguma coisa na eMpTV e já gostei. É, eu adoro The Killers.


P.S.: Eu ainda tô tentando escrever críticas que valham. Mas o melhor a fazer, neste caso, é largar pra lá e ouvir o CD. Você vai ver que eu tenho razão.
P.S.2: Crítica também é uma bosta, né? Cada um que goste do que lhe convir, whatever pra opinião dos outros.




P.S.3: Alguns trechos das músicas de Sam’s Town. Pense a respeito.

1) “I’m sick of all my judges / so scared of lettin’ me shine.” (“Sam’s town”)
2) “Outside the sun is shinnin’ / it seems like heaven ain’t far away.” (“Enterlude”)
3)
You sit there in your heartache / waiting on some beautiful boy to / to save you from your old ways / you play forgiveness /watch it now... here he comes!" (“When you were Young”)
4) “How do you know that you’re right?” (Bling)
5) “I know that if destiny’s kind / I’ve got the rest of my life / but my heart, it don’t beat / It don’t beat the way it used to / and my eyes, they don’t see you no more.” (“For reasons unknown”)
6) “I never really gave up on/ breakin’ out of this two-star town” (...) “It’s funny how you just break down / waiting on some sign” (...) “The stars are blazing like rebel diamonds cut out of the sun / when you read my mind.” (“Read my mind”)
7) Bom, eu gosto de “Uncle Johny”, mas não tem nenhum trecho mais especial pra mim, não.
8) “Don’t you wanna come with me? / Don’t you wanna feel my bones / on your bones? / It’s only natural.” (“Bones”)
9) “Let me wrap myself around you / Let me show you how I see / and when you come back in from nowhere / Do you ever think of me?” (My List”)
10) “This town was meant to passing through / boy it ain’t nothing new / now go and show ‘em that the world stayed round / but it’s a long, long, long way down” (...) “I just wanna show you what I know / then catch you in the current, let you go.” (This River is Wild”)
11) “Why do I keep counting?” acabou de se tornar minha preferida. Esta vale ler a letra toda, não apenas trechos. Ouça agora! (OK, segunda preferida, “Read my mind” é muito foda pra mim).
12) “Agressively / we all defend the role we play.” (“Exitlude”)

P.S.4: Definitivamente Deus estava muito inspirado no dia em que inventou a música. :)


PLUS!

Falei ontem com uma amiga que eu amo literatura, mas não morro de amores por poesia. Pois vou pagar minha língua e transcrever aqui "The aim was song", do estadunidense Robert Frost. Acho que tem a ver com o que eu quis dizer no quarto P.S. (e me lembra o professor Thomas Burns e os bons tempos de Letras na Federal de Tubiacanga). In English, people, sorry.

The aim was song

Before man once came to blow it right
The wind once blew itself untaught,
And did its loudest day and night
In any rough place where it caught.

Man came to tell it what was wrong:
I hadn’t found the place to blow;
It blew too hard – the aim was song.
And listen – how it ought to go!

He took a little in his mouth,
And held it long enough for north
To be converted into south,
And then by measure blew it forth.

By measure. It was word and note,
The wind the wind had meant to be –
A little through the lips and throat.
The aim was song – the wind could see.


P.S. DO PLUS: OK, bem bilíngüe (e gigantesco) este post. Mas não tinha como ser diferente, não nesse caso. Hugs for everyone.

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