segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

conversa no jardim

E de repente você começa a perceber que aquela pessoa brilhante não era brilhante; era pedante.

E de repente você começa a se dar conta de que o jeitinho especial de ela ver o mundo é, na verdade, um jeitinho caipira e um tanto limitado de pensar o mundo.

E de repente você não quer acreditar que os “elogios” que ela te faz são os mesmos que ela faria se tivesse um cachorrinho: “lindo”, “você é tão inteligente”, “você consegue, você é o melhor”. De repente é foda acreditar que bom pra ela só ela mesma.

De repente você tem que encarar os fatos de que a pessoa que você ama é só uma pessoa normal, muitas vezes até bem mais normal do que você gostaria que fosse. E aí você tem duas opções: ou se anula de vez e passa a viver de acordo com as regras, as vontades, as crenças e a vaidade da outra, ou você busca aquele algo de amor-próprio que ficou escondido em você – e demonstra para a pessoa querida que você é gente, não um puppy, e que é a troca de idéias e experiências entre vocês que vai fazer o sentimento bom crescer e a felicidade florescer.

Gostar de verdade de alguém é um exercício muito, muito difícil. Gostar muito de alguém que "gosta" de você é ainda mais difícil. Deixar de gostar desse alguém e restaurar o amor por si próprio, então, é trabalho para Hércules.

É osso, mas acho que as duas flores roxas que nasceram em outubro estão murchando. E acho também que o problema todo nem é das flores. É da terra onde elas cresceram. Esse coração já não é exatamente o de um trouxa e, desse modo, o terreno se torna a cada dia menos fértil para o florescer desse tipo de vegetação.


P.S.: Há algo de recíproco neste texto. Sabe aquela história do dedo que aponta para uma direção e dos outros quatro que apontam para outra?

6 comentários:

Caroline disse...

Amigo, como eu diria se estivesse conversando com você pelo telefone: você vem falar isso pra mim.

Bjos.

Se cuida.

hUMberto, o de sempre disse...

Como eu diria se estivéssemos na aula de inglês: põe a interrogação! Hehehehe. Tks mulé, tks! :)

Caroline disse...

É folgado mesmo. Fico subindo e descendo tela aqui no trabalho. RSRSRS

Humbeeeeeeeerto disse...

KKKKKKKK!

Polly disse...

Segurança é a última coisa que devemos esperar de um relacionamento, seja qual for...quando falamos de pessoas, Humbert...tudo e nada é possível e absolutamente nada é previsível!

O que importa é que são menos duas flores estragadas no jardim...mais espaço para aquelas que valem a pena!!!!

Beijos,

Polly

lê disse...

grrrrrr...
coloca num guardanapo esta história. num gostei não...
beijinho, luv u!