terça-feira, 22 de janeiro de 2008

sinal dos (velhos e novos) tempos

Semana passada eu vi uma cena que eu jurava que não veria nunca mais. Numa bela manhã, eu saio no portão de casa e noto, pasmo, que do outro lado da rua existe uma caixa dos Correios. Como assim?! Ainda existe isso? Como assim, na frente de casa?! Isso tava ali o tempo todo e eu não vi ou, mais bizarro ainda, é recente?

Meu susto não parou por aí. Quando a funcionária dos Correios abriu a tal caixa, caiu não uma, mas um mooooonte de cartas, a pobre teve que abaixar e catar aquilo tudo. !!!!!

Várias morais da história e várias perguntas:

1) Jesus, eu preciso mudar muito, mas muuuuito mais rápido do que eu pensava! Onde eu venho morando! Que vizinhança é essa?

2) Nada, realmente nada contra cartas, eu confesso que já escrevi muuuuuitas na minha vida, e das longas, mas pensar que em 2008, quando já dá pra mandar uma mensagem pro Japão instantaneamente, ainda se tem que recorrer a correspondências envelopadas (envelopinho branco com aquela bordinha verdinha-amarelinha mesmo!) só pode ser sinal de que a desigualdade tecnológica é muuuuuito mais gritante do que eu gostaria de crer.

3) Quem será que escreveu tanta carta? De que tratariam? Quanto tempo levam pra chegar ao felizardo?

4) Quando foi que eu recebi uma carta pela última vez? Por que a viada da Alê me mandou um postal de Paris endereçado pra casa dela em Tubeagácacanaga?

Na vera, na verinha, email é bom, é ótimo e eu amo receber e enviar, dos mais pessoais aos mais formais. Mas eu acho que eu senti foi um mix de susto + saudade + invejinha quando eu vi aquele tanto de carta cair da caixa. Porque carta era tosco, mas era tão mais, como dizer?, bacana. Sim, sõa muito como conversa de velho, mas nooooon!, não é o caso. É o mundo que anda mudando muito rápido mesmo. E carta, com todas as suas peculiaridades, uma um meio de comunicação lento, mas, sabe lá Deus porquê, bem mais pessoal.

Eu tenho uma mãe mexicana que vive no Texas. Eu posso enviar email, foto, o que for por computador pra ela. Mas Dona Teresa diz que prefere mesmo é que eu mande cartas. Ela gosta de ver minha letra que, segunda ela, ajuda a lembrar melhor de mim. :)

Muda, mundinho doido, muda à vontade. Mas guarda um lugarzinho pro que for legal, pra quem for legal.

Besos everyone.


P.S.: Ah, mundinho doido, pleeeeease, muda rápido o tipo de música que andam tocando. PelamoooooooordeDeus, ninguém merece NXzero à esquerda, Beyonce Crap, J-ziiiihhh e toda uma leva de porcarias que a gente é obrigado a ouvir. Se der pra acabar com essa canseira de reality show também, seria ótimo! E reestruturar o departamento de RH das empresas, trocar por gente que não diz que "vai estar retornando a ligaçao", tem jeito? Bom, rola terminar com essa década estúpida de 10? Enfim, muda rapidinho, tá? Thanks a lot!

Um comentário:

Helena disse...

Aaaah estou louca pra ver o postal da Alê!!! Humbert, vamos combinar de encontrar com a Andréa logo (está com ela, certo?)!!!
Bjim