segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Não acredito, Faustão!"

Quem faz a programação da TV aberta nos fins de semana? Eu juro que eu fico curioso. Como pode tanta porcaria? Indiscriminadamente, não importa o canal, desde o mais comercial até aquele se se julga a "opção de quem pensa", tudo que vai ao ar nesses dois dias é muito ruim, especialmente no domingo.

Eu sei, bem feito pra mim e pra todos os trouxas que perdem seu tempo com televisão no fim de semana. Mas, c'mon né?, custava ter algo que prestasse? Tem horas que a gente quer só descansar a cabeça mesmo. Diga-se de passagem, foi justamente pra isso que eu liguei por uns poucos minutos a TV, pra descansar a cabeça, porque eu vinha estudando direto (OK, eu sou o top-tatu, que não sai, estuda e ainda por cima e assiste TV no fim de semana).

Anyways, não é sobre o lixo que é a programação de weekend da televisão brasileira que eu vou falar. Ela só me deu a idéia do post de hoje. Tava vendo um "Arquivo Confidencial" com a Juliana Paes no Faustão. Nem vou comentar o merecimento ou não de um quadro em homenagem a uma artista ainda tão em início de carreira, porque eu até acho a moça esforçada (e é gostosa, embora incrivelmente haja divergências). Vou falar é do quadro do programa mesmo.

Na verdade, o que me deixa sempre com uma pulga atrás da orelha é pensar que uma pessoa precisa ser famosa, precisa de um quadro (um mico) desses para a família dizer que ama e aquele blábláblá todo. Se não ficar famoso não rola afago no ego então, não? Filhos, irmãos e amigos fracassados ou que estejam ainda tentando dar um jeito na vida não merecem homenagens? Eu achei que essa cultura de losers X winners fosse coisa só de estadunidense.

Enfim, o pior é que eu acho que todo mundo, quando assiste a esse quadro, fica pensando como seria participar dele um dia. O que a gente precisaria fazer pra chegar lá? Quem falaria alguma coisa? E o que falariam?

No meu caso eu fico pensando as bobagens, claro. Eu fico pensando, acima de tudo, nas caras que eu ia fazer. Sim, porque quando aquele amigo falso lá do Estadual Central aparecesse dizendo que me adorava e que está feliz pelo meu sucesso eu não ia agüentar, não, ia rir muito alto. E minhas namoradinhas de infância, será que estão gordas? Será que eu ia segurar o "cremDeuspai" na hora que as visse balofinhas? :P

No meu "Arquivo Confidencial", será que eu ia dar conta da Esmeralda dizendo que foi um prazer me orientar no Dejeto? E meus rolos? Onde eu ia enfiar minha cara quando aparecesse um (ou cem) dos meus rolos?

Será que alguém da Tchón ia falar de mim? Quem seria? A Meg? O Henrique? Jesus, rolaria uma luxuosa citação da Adriana? Talvez sim, talvez não. Acho que se viesse algum depoimento dali vinha mesmo era das minhas linduras do décimo quarto, provavelmente a Mari ou então aquele espetáculo que era a Lets (ô saudade de trabalhar com profissionais como a Lets!).

Zoações à parte, eu bem ia ficar feliz se aparecessem alguns amigos que se perderam no passado. Se rolassem depoimentos da Emmanuelle, do Neivaldo e da Rosimary da 4ª série, da Carla Sabino da sétima série, da Christiane da natação, da Rízzia e das meninas do Estadual Central, da Marta e da Nataly da Letras, do Dr. Ricardo do D.A. do ICB, do Rodrigo Negão, da Dona Glória e do Marcelo Jeguinho do Hotel... De verdade, eu ia ficar emocionado, mesmo se falassem bosta de mim (provavelmente teriam muitas, hehehe).

Nossa, falei do Hotel. Seria muito engraçado se o Seu Creysson falasse de mim, só o seu bom português dele já valeria o "Arquivo Confidencial" todo, KKKKK! Na certa alguém falaria da Metropolitan, da minha história com revistas, desde aquele piti por conta da capa arranhada da revistinha do Zé Carioca, na mais tenra idade, até o dia em que eu vi a Liliane Ferrarezi na capa da Vogue (e sei outro piti, mas esse de felicidade).

Se no meu "Arquivo Confidencial" rolasse alguma menção ao meu filho, aí sim, eu desabaria de verdade. Ultimamente, assim como nos tempos em que eu morei no Texas, só choro se penso no meu neném, especialmente quando ele foi descansar, uns três anos atrás. Saudades também do Marco Antônio, da Michellén, do Bustica, do Sayadin, do Lestat... Meus bons amiguinhos que vem e vão.

Claro, enfim, talvez rolasse depoimentos da famiglia. Se eu tiver me tornado bem sucedido, e rico especialmente, era capaz de eu receber tudo quanto é tipo de homengem e de "eu te amo" dos Bundy. Era capaz do figlio mais velho da minha mãe aparecer pra dizer que sempre deu apoio, que sempre apostou em mim. Iam todos dizer que eu sempre fui trabalhador, nunca fui vagabundo, sempre fui o mais querido da famiglia, o que daria futuro. Ai, ai, só rindo.

Melhor parar por aqui. Arquivos como o meu melhor serem mantidos como confidencial mesmo. Do contrário a gente riria muito. E alto. Especialmente vendo os depoimentos da Caroline, da Maíra, da Alê, os da Andréa, hehehe, da Polly, da Sheilla, da Dani Montilla, da Fabiane na Finlândia, da Teresa, da Christiane da Letras, da Janaína... A verdade é que eu teria um bocado de gente pra falar sinceramente de mim. E é bom pensar nisso.

Besos, boa semana pra everyone, me contem seus "Arquivos Confidenciais" depois, hehehe.


P.S.: Fracassado ou bem sucedido, um "Arquivo Confidencial" da minha vida só valeria se tivesse o depoimento da minha eterna e dos pais dela, gente que eu guardo sempre no meu heart machucado. Os melhores amigos que eu tive. Esses dias ouvi umas músicas que me lembram muito da melhor época que eu vivi ao lado dessa pessoa. Acho até que essa época era boa pra todo mundo. Quer apostar? Escuta só essa musiquinha e mais essa e vê se você não viveu boas histórias entre 1998 e 1999.

Besos, everyone, muitos besos!

P.S.2. NECESSÁRIO: Acho que é o Latindo na foto, não sou eu! Vê bem, "Arquivo Confidencial" do Latindo... E eu achando que o da Juliana Paes era um exagero.

4 comentários:

Polly disse...

Adoreeeeei! rs. Eu fico imaginando este arquivo confidencial...e no discurso e histórias que eu contaria de você...rs. Também penso nas pessoas que gostaria que lá estivessem pra falar de mim...e naquelas que eu não queria e que provavelmente lá estaria para puxar o saco...ai, ai!

Mas domingo é muito osso! Ninguém merece isto...ninguém!!!

Beijos...beijos

Anônimo disse...

Ai, Humbert, "deuso"!!! Esse seu arquivo poderia até ser confidencial, mas meu depoimento ia ter que ter umas duas horas, pra rasgar quilôôôôômetros de seda e dizer da minha amizade, meu carinho, consideração e admiração extremos por você, por tudo o que você é e pelo que faz. E esse meu puxa-saquismo, meu amor, não é nada confidencial e nem arquivado.. é D E C L A R A D Í S S I M O!!!
Beijo, querido, te adoro muito!
Jana

Humberto, o do ego inflado disse...

:) Eu nem pensei no quanto eu ia gostar dos coments quando eu escrevi o texto.

Ai, Janaína, você é um espetáculo, mujer, um espetáculo!

Maíra disse...

Oi oi...

é bem verdade que as pessoas que mais esperamos não digam nada, nunca, sobre nada de bom sobre a gente. E é bem verdade também que ninguém fala do seu sucesso se você não é artista da grobo. E é bem verdade que quando mais precisamos de elogios e de saber que as pessoas nos amam não é quando estamos usufruindo da glória do sucesso, e sim quando estamos na merda (com o perdão da expressão). Mas parece que alguma força oCUlta só nos faz sentir pior quando já estamos na lama. Ninguém ajuda, nada aparece, e as poucas pessoas que ainda estão ao nosso redor estão todas preocupadas com os próprios problemas. Talvez esse problema seja um ciclo vicioso, onde também precisamos enxergar as coisas ao nosso redor, para talvez, ouvir um pouco de bondade. Mas tem época que é foda (desculpe de novo)... pq parece que quanto mais ajudamos e tentamos ser "bonzinhos", mais nos fudemos! (ah, nem preciso pedir desculpa mais pela expressão, né)

Beijos Gato!