segunda-feira, 31 de março de 2008

confissões de adulto

Leitora fidelíssima do blog, a Helena (ou Helenosa de Tróia), pediu pra eu falar do seriado “Confissões de Adolescente”. Então vamos lá!

Em 1994 a TV Cultura ainda exibia a série “Anos Incríveis”, que eu adorava. Não lembra qual? Era aquela do Kevin Arnold, um zé meio malinha, que se fodia bastante, mas também se divertia um bocado. Vai ver era por isso que eu achava ele tão parecido comigo. Eu adorava mesmo.

A série se desenvolvia seqüencialmente e tal, claro, e o próprio ator foi crescendo em frente às câmeras. Numa bela sexta-feira, eu tava assistindo “Anos Incríveis” e o Kevin pegou a namoradinha dele com outro (choque maior que o dele só o nosso). Enfim, os dois conversaram, tudo no mundo se resolveu e a série acabou. The end. Eu nem acreditava naquilo.

Daí, na segunda-feira, quando eu jurava que iam recomeçar a série, a Cultura começou a exibir “Confissões de Adolescente”. “O quê?!!! Como assim? Cadê o Kevin e a Wendy? Cadê o songo do Paul? Que merda é essa, série protagonizada pela Maria Mariana?!! Socorro!!!”.

Quando eu era adolescente eu detestava a Maria Mariana (hum... eu não detesto hoje em dia, mas não amo também, não). Quando eu vi que iam começar uma série com ela, como qualquer adolescente, eu fiz um escândalo. Daí eu assisti ao primeiro episódio: bom, era fato que a visão da adolescência agora seria feminina (eram quatro protagonistas); então, nada mais de identificação como a que ocorria com o Kevin Arnold, certo? Errado! Eu adorei o primeiro episódio.

PAUSA: Tá enorme este post, não tá? Sorry, hoje eu tô com vontade de escrever tudo que não foi escrito nos últimos dias. Puro blá, blá, blá mesmo, então se quiser parar, eu compreendo. Mas se der conta de continuar, be my guest! :)

Eu dizia que adorei o primeiro episódio. E o segundo. E o outro e o outro. Era legal porque rolava tudo que rolava com a gente mesmo, e, obviamente, numa visão mais brazuca que em "Anos Incríveis". E tinha os meninos também, claro, daí dava pra se identificar. E o mais legal, das quatro filhas do Dr. Paulo, vivido pelo ator Luís Gustavo, a Maria Mariana (Diana) era a que menos tinha brilho. Basta dizer que a irmã mais nova (e mais engraçada), a Carol, era vivida por ninguém menos que uma iniciante (e já talentosa) Deborah Secco. Tinha ainda as atrizes Daniele Valente, que fazia a Natália (a filha adotada, e minha favorita) e a Georgiana Góes, que interpretava a Bárbara.

Aqui em casa a gente assistia tanto à série que eu e minha irmã chegamos a decorar muitas das falas. Até quem não assistia conhecia algumas, de tanto passar pela sala e ver a gente assistindo às fitas. Na série também tinha a Leandra Leal, com singelos 13 aninhos, e o Dudu Azevedo, como eu já mencionei aqui no blog.

As meninas continuam por aí. Agora são mulheres. A Daniele, que chegou a fazer "Zorra Total" (Jesus!), parece que vai levar a carreira mais para o lado do humorismo. A Georgiana chegou a fazer novela na Gróbis (“O Amor Está no Ar”, 1998), mas sumiu (a última vez que eu a vi foi num comercial de sorvete, há pouco tempo). A Maria Mariana pode ser vista na série “O Menino Maluquinho”, exibida na TV aberta pela mesma TV Cultura. E a Deborah Secco, bom, essa vocês conhecem bem.

Quem não tiver visto a série, ou quiser rever, pode alugar na locadora. Tem uma caixa com todos os episódios. Hoje em dia a gente é adulto (bom... alguns de nós se tornaram adultos) e as situações e tiradinhas podem não mais parecer tão engraçadas. Mas vale pelo figurino (você vai lembrar que vestiu bermuda jeans com camisa de malha tamanho G, pra fora, como se fosse a coisa mais style do mundo; vai lembrar das calças saint tropeito; vai lembrar que Double You já foi uma banda bacana e que todo mundo dançava house, KKKKKKK!).

Enfim, a série era bacana. O ano de 1994 foi muito bacana. E os adolescentes daquela época eram chatos e inseguros como qualquer um – Mas sabiam escrever e eram mais bacanas, hehehe. Até a chata da Maria Mariana soube escrever uma peça teatral que virou uma série inesquecível pra quem tinha entre 12 e 19 anos em meados da década de 90 (até os chatos eram mais bacanas).


Brincadeira. Cada um sabe o que é legal em sua época. E sabe até a hora em que o melhor da adolescência se torna só a lembrança dela. É isso, Helenosa. :)



P.S.: Os dados referentes à idade do autor neste post são discutíveis. :P

2 comentários:

Caroline disse...

E hoje, os adolescentes assistem Malhação.

Abs.

Helena disse...

Valeu Humbert! Que saudades de assistir...Vou correndo na locadora!
Beijos