terça-feira, 25 de março de 2008

liberdade? igualdade?! fraternidade???!!!

Sábado passado meu amigo Fulano me ligou. Não pensem vocês que é só a mulherada que me procura pra chorar as camilas pitangas. Anyways, ele tava meio completely very shocked com os caras com quem vinha tentando se relacionar. Biba sofre, hehehe. Anyways again, eu fui ouvindo o seu relato e concordando com ele que há motivos para se chocar, sim.

Não vou me estender na história, pra não expor o pobre, mas o fato é que ele se deu conta de que ou vive sozinho e na galinhagem ou namora, mas, nesse caso, tem de se submeter a um cara que quer não apenas mandar nele, mas quer que ele seja do tipo dócil e dependente (homem dócil e dependente?). Em outras palavras, muitas bibas do século XXI se comportam como os a maioria dos homens do século XX. Dá pra acreditar numa merda dessas?

O fato é que relacionamento hoje em dia, seja lá de que orientação for, tá osso. A impressão que dá é de que há um desrespeito geral. Todo mundo é muito individualista, por um lado, e, por outro, não está disposto a dar valor à individualidade e à autonomia do outro. Então fica assim, “ou você tá comigo do jeito que eu quero você ou vá ficar sozinho”.

E o Humberto pergunta, quem entende?

***

Eu vou ter que ser mais específico aqui: o mais chocante na “quebrada de cara” do Fulano foi que, mesmo tendo tomado uns dois ou três chifres do cara que ele achou que tava namorando, o Fulano teve de ouvir desse mesmo idiota que o namoro não ia decolar porque o Fulano era "sexualmente bem resolvido demais". Então, peraí, até viado tem que ter de dois tipos agora?! O pra casar e o pra traçar?! Então pra se relacionar com alguém o cara agora tem que se comportar como (ou fingir que é) uma donzela na cama? Cadê a porra da liberdade e da igualdade e do respeito pelos quais as malas das bibas requebram todo ano na Paulista (e pelas quais outras bibas realmente lutaram muito nas últimas décadas).

Vai entender o ser humano. Eu lembrei, na hora, da Leila Diniz. Ela mesma, a Leila que eu sempre menciono aqui. A Leila, que estaria completando 63 anos no dia de hoje. A Leiluska, que onde estiver, deve estar de queixo caído com a caretice, o conservadorismo e a limitação mental das pessoas neste novo milênio.

É assim, cara Leila. Precisa de muito tempo pra mudar as coisas. Precisa nascer muitas outras Leilas, e agora “Leilos”, pra ver se essa civilização toma jeito. Por enquanto, tá difícil.

Besos pra todas.

3 comentários:

Caroline disse...

No final das contas, poucos são os que assumem sua personalidade e lutam pelo ideais que acreditam.

Abs.

Humberto, o (nada) enigmático disse...

melhor dos seus coments, amiga. Mesmo involuntariamente, hehehe. Boa sorte com o Big Phone!

Anônimo disse...

nem toda mulher e leila diniz....amem