sexta-feira, 2 de maio de 2008

guardadinho na memória

Eu tenho um hábito esquisito, e eu sei que mais gente tem também, que é o de sentir uma espécie de falta de ar quando eu quero lembrar uma coisa e não consigo. Daí fico martelando, martelando e martelando horrores até que eu lembro.

Tinha um desenho que eu lembrava, da época da minha primeiríssima infância – eu só tinha alguns flashes desse desenho, na verdade. E como eu era muito bebê na época em que era exibido o tal deseínho, nunca consegui explicar pra ninguém do que se tratava, nunca consegui que ninguém me ajudasse a lembrar qual era. Cheguei a me perguntar se eu não estava inventando coisas, mas lembrei que os personagens desse desenho estavam pintados na parede do jardim onde minha irmã mais velha trabalhava. Enfim, existir, eu sabia que o programa existia. Mas lembrar...

Então foi com muita felicidade, das mais sinceras mesmo, que eu li um post no Pastelzinho, onde o Maurilo, o autor do blog, comenta desenhos da época de sua infância – e, pimba!, lá estava o tal desenho: "Barbapapa"!!! Depois de aaaaaaaaanos, adeus falta de ar!

Pelas informações que eu achei no Google, eu devo ter visto alguma reprise desse desenho, ou algo do tipo, quando ainda era bebê mesmo, no máximo da idade da Sophia – Pra quem não a conhece, é a já bacaníssima filha do Maurilo, estrela número um do blog (e da vida) dele.

Eu tenho duas sobrinhas muito novinhas, uma de pouco mais de três anos e sua irmã, de pouco menos de um ano. Vivo falando pra mãe delas, my unique sister, pra dar muita atenção às meninas e ficar atenta ao que se passa ao redor delas. Porque (descobriu e falou Humbert Freud!) tudo isso ficará com elas, em algum lugar, pra sempre, sempre. Se puxarem a memória de elefante do tio, então, putz!

Eu lembro de quando a Rita Lee lançou “Mania de Você”. Eu lembro de como era a sala aqui de casa quando eu tinha dois anos, nessa mesma época. E agora esse "Barbapapa". Mas essa minha memória boa já rendeu uns micos engraçadinhos. Como quando a Polly comentou comigo que lembrava da outra vez que o Papa João Paulo II veio ao Brasil e eu, aliviado de alguém também se lembrar, disse pra ela que era a lembrança mais antiga que eu tinha – até me dar conta de que ela se referia à visita de 1997 (e eu à de 1980).

Enfim. Eu me interesso por muitas coisas. O cérebro e seu funcionamento, a memória, tudo isso me deixa muito curioso. Do que será que eu ainda serei capaz de me lembrar? O que será que eu ainda farei de inesquecível?

Coisa doida essa tal de vida. Mas eu adoro ela! Desde o comecinho que eu nem me lembro mais.

9 comentários:

Polly disse...

Vixe...não lembrava mesmo de 1980, ainda mais se tiver sido antes de 29 de outubro...ou será que eu espiava alguma coisa de lá, onde ficam as criancinhas antes de descer ao mundo? rs.Acho que lá tinha muito mais coisa melhor pra se fazer...rs.

Freud, o legítimo, deve explicar seu caso...ou eu, depois que me tornar psicanalista de verdade...porque de mentira, já tenho minhas suposições...heeheh.

Beijosss

Humbert, o jovem disse...

Pois é, menina, estranhas essas datas todas, pq eu mesmo nasci em 1983 (para os 25 de 2008).
Vai entender, né? Só Freud mesmo pra explicar! :P

lê disse...

nunca vi um menino de 25 anos com tão boa memória!!! hahaha
besos, amore!

Humbert, o prodígio disse...

Cê vê, menina, lembra até o que aconteceu antes de nascer, hehehe!

Caroline disse...

Nossa! Nunca vi esse desenho. Em que canal passava?

Abs

Helena disse...

Humbert, não sei como ainda não te fiz essa pergunta: por que as coisas são tão mais fáceis na televisão?

Anônimo disse...
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humbert, o sincero disse...
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humbert, o sincero disse...

Helenosa, gata, responderei com capricho em breve. Mas já adianto que não sei. :P