domingo, 22 de junho de 2008

num passado realmente remoto

Finalmente eu conheci as “mastiguinhas” que a Sarah, caríssima leitora, mencionou. Eu creio que isso não foi vendido aqui em TuBHcanga na minha época, porque ninguém da minha generation lembrou de ter comido isso. Infelizmente, pelo visto, já que tem cara de coisa que era gostosa. Será que ainda vende?

Por falar em coisas da nossa infância remota (graças a Deus, aliás), semana passada morreu o ator André Valli, eterno Visconde de Sabugosa do "Sítio do pica-pau amarelo" na memória de qualquer um que foi criança entre os 70 e os 80. Lá se vão os ícones...

Sabe lá Deus por quê, eu tenho pensado muito em tudo que eu vi e ouvi quando era muito novinho. Esses dias entrei na comunidade Pirata do Espaço” no Orkut. Tem lá uma multidão (mais de quatro mil membros) que assistiam o desejo japonês, mas, claro, não lembram que ele passava no “Clube da Criança” porque, claro também, ninguém nunca assistiu a Xuxa na infância. Criança cresce e fica boba mesmo, é um cu.

Fato é que, assim como os piratas do espaço, eu adorava tudo que passava no primeiro programa da Xuxa, incluindo a própria. Eu lembro que a gente saía correndo do pré-primário pra dar tempo de ver pelo menos o “Dartagnan”. E o “Don Drácula”, eu cagava de medo. Mas de todos, meu preferido era mesmo o “piratão do espaço”, que rolava como novela, tinha capítulos, dava medo também, mas também era muito bom. Eu não sei, mas eu sinto que na minha época criança não era tratada feito retarda, não. De alguma maneira, naquele tempo acreditava-se que criança gostava de brincar e tal, mas tinha cérebro. Hoje em dia, nossa...

Pra fechar as lembracinhas, e o que elas fizeram de mim, eu tenho que citar um deseínho, também do “Clube da Criança”, que chamava “Super Aventuras”. Eu sentia uma tristeeeeeeeeza com a abertura (eu tinha entre seis e oito anos), dava uma dó da minininha cabeçuda, era tão solitário... (pausa para a ficha que caiu agora)... Bom, eu tinha dó da minininha da abertura, que parecia que sabia que ia ser sozinha a vida inteira. Mas assistia ao desenho, que não era novelinha, mas eram episódios, baseados em nada menos que clássicos da literatura: Romeu e Julieta, Tom Sawyer, O Quebra-nozes, Drácula de Bram Stocker, O Flautista de Hamlin... Tudo original, sem dó nem piedade, nenhum enfeite pra criancinha. Tipo Romeu e Julieta mesmo, eu lembro da aflição que eu fiquei pro padreco chegar a tempo de avisar pro Romeu do veneno, mas necas... a Julietona pegou o espadão e, creu!, foi pro saco. Não era lindo que criancinhas fossem expostas ao melhor da literatura sem viadagens? Nenhum tati-bi-tati.

Eu sei é que quando formei em Letras a única explicação que arrumei pro fato de eu gostar de literatura foram as “Super Aventuras”: Ninguém aqui em casa era de ler, as professoras que eu tive no ensino fundamental só nos ensinavam a ter pavor de leitura... Sei lá, ou foi isso ou foi alguma coisa de vidas passadas.

Escrevi demais. Saí das “mastiguinhas” e fui parar na literatura.

Boa semana pra todos.
E parabéns pra Caroline, John Lennon reencarnado um ano e meio depois, que entra na casa dos trinta amanhã, hehehe. Bah, ela tirou os óculos, malditas lentes sem graça!

Besos!

3 comentários:

Caroline disse...

Obrigada amigo.

Gente não é 30 anos não é 27 aninhos.

Abs.

Polly disse...

Fiquei feliz demais com seu post...melhor que tratamanto de botox é saber que não se recorda nem das mastiguinhas e de nenhum dos desenhos citados...rs.

Adorei!
heheehe

Humbert, 4ever young disse...

Ok, senti-me old, mas tudo bem Dona Polly. :P
Você ia adorar o "Super aventuras". Não lembra nem do "Sítio"? Hein, hein?!