quarta-feira, 4 de junho de 2008

por quê, Humberto Augusto, por quê?

Fazia tempos que ninguém perguntava nada no blog. Eu adoro as perguntas. :) Daí a Heleninha, gente finésima, perguntou. E perguntou de novo. E agora eu vou arriscar uma resposta.

Pois bem, a gata queria saber por que as coisas são mais fáceis na televisão (e depois foi mais dramática e soltou a pergunta que intitula este post).

Então, Helena Maria... Acho que não é nem uma questão de a vida ser mais bacaninha na TV, não. O que incomoda é quando nossa vida real fica novelesca demais. É foda quando tudo parece estar dando certo e de repente, pimba!, desanda. Mas é assim mesmo, a vida é dinâmica. Como diria a Sheryl Crow, “everybody gets high, everybody gets low”.

Eu, que já fui acusado de ter uma vida de “Malhação” (segundo a Alê, toda semana tem alguma coisa diferente acontecendo comigo), sugiro o seguinte: Se a vida anda aprontando dramalhões mexicanos com você, deixa baixar a Maria do Bairro. Suta o balde! Se os seus rolos com nome de galã latino andam aprontando coisas surreais com você, faça como a mocinha que sempre começa pobre e termina rica: Encara, gata, vai à luta! Se precisar do chororô, chora, mas arregaça as manguinhas. Chorar com a cabeça no travesseiro é uma coisa, chorar, sacudir e dar a volta por cima é outra muito diferente – e muito mais digna, eu acho.

A vida pode ser mais fácil na televisão, mas é mais gostosa na vera. Porque na TV só o final é feliz. E na real, a gente tem momentos bons e ruins, a gente encontra gente nova e deixa passar quem venceu a data de validade, a gente se fode e a gente se dá bem – A vida real, gata, não é feliz só no final, não. A vida real é feliz o tempo todo. Principalmente quando a mocinha é linda, inteligente, saudável pra caramba, tá bem de trabalho, bem de grana, dirige seu carro, tem os pais por perto e mais um monte de amigos que a adoram.

Eu acho que é isso aí. Viva as emoções de cada capítulo. Vai saber se não é no de amanhã que um Gianecchini passará a fazer parte da trama?

Besos mujer. Besos leitoras todas do elenco. Besos bem novelescos, hehehe.

P.S.: “Com muita honra... Helena del Son Bento, yo soy!....”

6 comentários:

Helena disse...

Minha vida não é "Friends", mas ainda bem que posso contar com os meus (os verdadeiros). Beijos

Caroline disse...

Amigo,

Simplesmente adorei.
Lembra da frase dos atores e atrizes que fazem parte da nossa vida?

O negócio é saber quem é o elenco principal e quem foi rebaixado para coadjuvante.

No final, vale a pena viver.

Abs.

Carol

Humbert, o cerimonioso disse...

Helena, o post não te magoou, né? Please, se vc achou sacanagem a Maria do Bairro, me diz que eu tiro fora.

Mas vida de novela, por vida de novela, achei melhor comparar a nossa com as mexicanas que com aquela chatice das novelas do Manoel Carlos (e comparar com aquelas "Helenas"' óbvias deles).

Beso, gata.

Helena disse...

Imagina! Vamos combinar que o acontecido foi digno de novela mexicana. Adorei! Bjos

Polly disse...

Novela mexicana não é só coisa de Heleninha: é coisa de Pollyanna, de Humberto...de Anas, Márcias, Joãos e etc...em qualquer lugar do mundo, a vida da gente é meio mexicana...mas concordo com o Humberto, apesar de tudo isto a gente tem a oportunidade de ter momentos felizes o tempo inteiro.

Beijos, pra você e pra Heleninha!

Sarah disse...

Eu assitia A usurpadora...