quarta-feira, 27 de agosto de 2008

a peregrinação até Carol Castro

Eu sei que este post vai parecer estranho pra algumas das leitoras mais fiéis, mas, enfim, entendam como quiserem.

Ontem à noite, depois de uma aula loooonga, e depois de ter passado o dia sem comer, por pura falta de tempo, ainda arrumei tempo (como?) pra tentar comprar a Playboy da Carol Castro.

Sim, lá estava eu de novo correndo atrás, bom, de revista.

A Carol Castro é uma coisa. Ela faz em mim o mesmo efeito da Alessandra Negrini (antes de cortar o cabelo de cuia) e eu arrumei a mesma coceirinha quando soube que ela ia finalmente fazer Playboy (no caso da Alessandra eu estava fora do país, aí eu arrumei foi desespero mesmo).

Anyways, a revista saiu, a mulher ainda por cima encarnou três das minhas personagens favoritas do Jorge Amado (Tieta, Gabriela e Dona Flor), eu vi as fotos em alguns programas fofoquescos e em sites. Mas fui enrolando pra comprar meu exemplar.

Daí que ontem eu li uma matéria dizendo que a bendita igreja católica, a mesma à qual a puke pertence, conseguiu tirar a revista de circulação por causa de uma foto em que a atriz segura um crucifixo. Aliás, conseguiu que a próxima tiragem da revista saísse sem a tal foto.

Convenhamos que a Playboy fez isso pra causar, né? Mas convenhamos também que personagem de Jorge Amado além de sensualidade também é marcado por religiosidade. E convenhamos ainda que se padre não vê a revista não deveria criticá-la (como assim censurar algo que nem se viu?).

Fato é que eu já ia comprar mesmo a Playboy, então resolvi comprar logo pra não ser privado por seja lá quem for do meu direito de ver o ensaio completo.

Daí, voltando ao começo desta história, saí da Federal e fui até aquela belezura do Shopping Del Rey (local que desfruta de minha ojeriza desde que a gatíssima Janaína me contou um causo de lá). E? E necas da revista. O que eu fiz? Fui logo pro centro da cidade, certeza de que lá eu achava. Achei. Um único exemplar no Shopping Cidade – com a capa suficientemente amassada para me fazer procurar a preciosidade em outro lugar.

Daí desci pro centrão mesmo e logo na primeira banca nada de Playboy da Carol Castro. “Mas como assim Seu Jornaleiro, acabou a revista?” E a resposta: “Foram todas recolhidas hoje à tarde.”

Pronto! Humberto desesperado (e puto!). E você aí acha que eu voltei no Cidade e comprei a amassada? Ca-laaaaaaaro que não. Fui de banca em banca atrás de um exemplar novinho (e com a foto!). Mil bancas, moíííído, com fome (não, não queria comer no centro de TuBHcanga depois de tanto tempo sem comer) e nada de revista.

Até que meu santo (que provavelmente também queria ver a foto) lembrou daquela drogaria aqui da roça que costuma ter tudo, inclusive Playboy. Entrei na primeira que eu achei e, pimba!, tinha uns dez exemplares pra eu escolher a mais gostosinha, digo, novinha.

Ainda tive que ouvir duas barangas atrás de mim, na fila, reclamando “Nááássa, com tanto lugar pra comprar revista, precisava vir aqui?”. Não costumo dar atenção a gente feia, logo nem respondi.

Cheguei em casa, abri a revista (calma, queridas leitoras, ainda lembro que este é um blog de público majoritariamente feminino) e viajei nas fotos, lindas – Mas, sinceramente, as da Alessandra Negrini ainda são minhas preferidas.

A foto do crucifixo? Logo se vê que os padres não viram. Tem um peitinho de fora. E só.

Enfim, mulher bonita, fotos bacanas, musas de Jorge Amado, revistas, Playboy... De vez em quando vale a pena bater umazinha, digo, uma perninha, pra comprar mais uma preciosidade para a minha já caríssima hemeroteca.

Bom dia pra todos.

16 comentários:

Caroline disse...

Nossa depois de tudo que passou ainda ouvir um comentário de barangas é duro, para não dizer outra coisa.

Abs.

Janaína disse...

Ah, Humberto... tenho certeza de que sua saga valeu a pena. Não vi a revista, mas já ouvi comentários de que ficou linda. E Carol Castro é mesmo um espetáculo, não é verdade?! Aquela ali tem que andar com terço na mão, figa no pescoço e arruda na carteira. Tudo pra desafiar a hipocrisia da igreja católica e espantar mau olhado de barangas da Araújo... rs
Beijo.

Sarah disse...

Acho que sei como ninguém como é essa sensação de correr atrás de revistas.É uma sensação horrorosa, só abafada pela sensação de euforia dada pelo encontro do objeto desejado.
Nem morri ainda, mas toda vez que vc fala na hemeroteca, eu me reviro no caixão.

Humberto disse...

Caroline, o melhor é que as barangas comentaram, mas quando eu olhei pra trás já estavam as duas com a revista na mão e comentando baixinho. E a revista realmente sumiu das bancas.

Jana, de hipocrisia da iglesia católica nós sabemos bem. Qualquer um que tenha estudado naquele lugar sabe bem. Quanto à revista, realmente espetáculo do bom trabalho.

Minha cara Sarah, revisteiros são seres incompreendidos (e doidos, hehehe). Você não imagina o que foi minha saga pra conseguir aquele livro "A revista no Brasil"; Foram nove meses, ou seja, literalmente um parto. No mais, não precisa se revirar onde for. Minha hemeroteca ainda é humilde (uns 800 exemplares, eu acho) e anda precisando de uma faxina. Mas se você gosta de revista tanto quanto eu, provavelmente ia pirar, sim. Porque eu mesmo demoro tanto pra faxinar pq cada vez que faço isso passo o dia folheando tudo. Enfim, coisa de nêgo doido. :P

Besos pra todas.

Caroline disse...

Nossa senhora... que demora para responder. Desse jeito eu não acesso mais este blog. E para piorar não teve um post novo essa semana. Até parece que trabalha!rsrsrsrsrsrsrsrsrsr.....
Por falar em trabalhar... você bem que podia ter me avisado!!

Abs e bom final de semana.

Humbert Saraiva disse...

Avisado o quê, Jesus? Não trabalha?! Nem vou comentar :P

Overdose de post no fim de semana, hoje não dá, não.
Inté!

Caroline disse...

Ah! Então você não está sabendo. Ninguem comentou nada com você?
Sabia rsrsrsrsr

Abs.
Te ligo no final de semana.

Sarah disse...

Tá, então, quando faxinar acha aquela revista NOVA de 1990 que tem a Madonna na capa de cabelo chanel preto, vai?
Se acha? se acha? se acha?

obs: num vai me deixar no vácuo dessa x :P

Humberto Pecegueiro disse...

Não tenho esta edição, Sarah, a de julho de 90. E é justo a que tem a despedida da Fátima Ali, que fundou a revista no Brasil. Uma hora eu consigo. Mas eu tenho umas seis ou sete daquele ano, capas lindas.

Abs!

Sarah disse...

Belezinha, quem encontrar primeiro avisa :)
Se eu achar, te dou ela, ok? Pego a folha que me interessa, óbvio srsrrs.


bju

Humberto disse...

QUe folha te interessa, cara Sarah? Fiquei curioso :P

Sarah disse...

Uai, a que tem a foto da Adriana de Oliveira com um comentário , grandinho até, feito pela mãe dela. Lembro-me de ter folheado a revista e lido, lembro inclusive da foto que tem, ela de coque e uma roupa meio véu branco, fundo azul.Como estou atrás desta revista, eu vi a de fevereiro (capa Cindy), março(capa Andréia Coimbra), abril(Luma), maio( Isadora Ribeiro). Não é nenhuma dessas, logo é uma das próximas e tenho certeza que é a da Madonna, certeza.

OBS: visita meu site !!
http://br.geocities.com/adrianadeoliveiraonline/

Põe sua city no contador do meu site srrssr

bju

Humbert menino de 13 anos disse...

Então foi a Adriana de Oliveira que nos ligou, querida Sarah... Hummmm... Adorei saber disso.

Aguarde post, minha amiga.

Sarah disse...

Uhuuuuuuu

não entrou no site né? !
magoei....

Humberto disse...

Entrei demais, só ñão tive tempo ainda de comentar e te escrever com calma.

Mas adorei. Sarah, eu gostava muito da Adriana, no post que vou fazer a respeito eu vou falar.

Com relação à imagem na NOVA da Madonna, tem certeza que não é na NOVA da Luma? Pq na da Luma eu lembro que tem uma matéria. E a edição da Madonna é úniva de 1990 que eu nunca nem folheei, então não lembro. Ma nós vamos achar essa revista.

Não magõe, OK?
:)

Abração!

Sarah disse...

Eu vi lá!!! brigadimmmmmmmm BH no site :)

Então...não é a a Luma, a a Luma tem uma matéria de 4 pág com ela, consegui esse exemplar no ano passado, um achado!!

Pois é, essa coisa a Dri é muito legal, eu era fã dela quando criança mesmo. Depois falamos sobre.
bjuss