segunda-feira, 8 de setembro de 2008

pra começar a semana

“Eu não gosto de intimidade com jornal e são poucos os jornalistas com quem mantenho amizade. Não gosto da idéia de estar conversando com uma pessoa, porque a tenho como uma amiga, e essa pessoa, por sua vez, estar interessada profissionalmente na conversa, tornando depois público o que era particular. Isso me inibe e faz deteriorar qualquer amizade. Há muitos jornalistas que sobrepõem a profissão à amizade. Já houve quem se utilizasse da minha amizade para obter informações usadas depois, indevidamente. Então você é obrigado a conversar com um pé atrás e isso não é conversa de amigos. Se um amigo que é jornalista está me entrevistando, eu me comporto como um artista falando para um órgão de imprensa. O jornalista, queira ou não, exerce um poder e eu não quero ser simpático a poderoso nenhum”. (Chico Buarque de Holanda, em entrevista a Lena Frias, do “Jornal do Brasil” de 10/11/97)


É por essas que eu admiro muito e tenho um respeito gigantesco pelo Chico Buarque, mesmo não sendo o maior fã de sua música e voz e mesmo detestando a maioria dos que são.

Um comentário:

Sarah disse...

Tá aí um exemplo do lado pavoroso da fama. Por sinal, acho que só existe esse lado, deve ser horrível ser uma pessoa pública e ter a vida constantemente vigiada, ainda que num conversa supostamente entre amigos.
Preço alto que se paga.

Uma vez o Chico foi num palestra na minha faculdade mas uma pena, sabe-se lá o porquê, entrou mudo e saiu calado. Mesmo assim foi muito aplaudido, pela presença.

OBS: O Marcelo Antony quando ficar mais velho vai ficar a cara dele.(hehe)