domingo, 12 de outubro de 2008

brilho eterno

Que eu adoro blogar não é novidade pra ninguém. E que eu tenho andado sem tempo pra escrever o quanto eu gostaria também já não é nada novo pra quem acompanha o blog. Na verdade, assim como aconteceu no ano passado, pelo menos até meados de dezembro eu devo escrever menos. Não menos posts, eu espero, mas posts menores. O tempo tende a ficar cada vez mais curto nas próximas semanas.

“Humberto, o que tem isso a ver com essa mulher maravilhosa aí na foto?” Tem a ver que foi por conta dessa mulher maravilhosa que uma das minhas leitoras mais bacanas chegou até o blog. E como não vou ter tempo de escrever posts enormes, pensei que este “último” poderia ser dedicado ao assunto que trouxe nossa querida Sarah ao “o Humberto Explica”: a modelo Adriana de Oliveira.

Considerando a média de idade de minhas leitoras, é possível que muitas não se lembrem da Adriana. Talvez se lembrem, vaaagamente, da repercussão de sua morte, em janeiro de 1990. Naquele que seguramente era o começo de seu auge.

Qualquer um que se interesse por revistas e por modelos lembra bem desse brilho no olhar que você pode ver nas fotos. Porque só ela tinha.

Em 1989, justamente quando o meu interesse por revistas, modelos, publicidade e jornalismo se consolidou, era quase impossível não encontrar Adriana de Oliveira em algum editorial de moda. O sorriso era o mais lindo. Ela era facilmente reconhecível.

Aqui em casa já rolava uma assinatura da Nova, e embora eu ainda não soubesse o nome da modelo bonita dos cabelos pretos e anelados (coisa raríííííííssima hoje) e dos olhões azuis, eu já contava com uma capa estrelada por ela. E essa capa veio, a primeira da década de 1990. Foi quando eu soube de seu nome. Adriana de Oliveira estava em todas, em tudo, como neste comercial da Kibon. E aí, numa noite, o “Jornal Nacional” vem sem avisar e noticia a morte, por overdose de drogas, da minha modelo favorita (Aliás, da favorita de todo mundo que gostava, fazia ou conhecia revista). Uma menina linda que tinha tudo, sem exagero nenhum, tudo de bom pela frente.
ff
Quando eu descobri que a Sarah gostava da Adriana eu fui me surpreendendo com várias coisas. A primeira delas, o fato de já ter quase vinte anos que a Adriana morreu. Depois, visitando o site que a Sarah tem em homenagem à modelo, acabei descobrindo que a memória dela continua bem viva – Tem muita gente que escreve sobre ela, tem muito vídeo com a Adriana no Youtube.

Eu cheguei a me perguntar se não era meio bizarro essa coisa de ainda gostar, lembrar de alguém que se foi há tanto tempo. Mas concluí que não é não. Em primeiro lugar porque a gente sempre tem um ídolo que se foi, sobretudo gente que se foi cedo (Marilyn Monroe, Jim Morrisson, Kurt Cobain, Clara Nunes...). E em segundo lugar, aí é conclusão minha mesmo, eu acho que o brilho, esse despojamento da Adriana, pelo menos pra mim, são característicos de uma época que se foi, se não junto, pouco depois dela. Os tempos, as relações, as pessoas hoje são muito escrotinhas. A gente vive a era Galisteu, da forçação de barra, da necessidade de aparecer, de fingir tudo, de fingir pra gente mesmo, uma época de livros e palestras de auto-ajuda. O brilho se foi.

Todas as fotos neste post são obra do também saudoso José Antônio, fotógrafo que também mexeu com meu imaginário por anos. Você talvez conheça a filha dele, Nana Moraes, que herdou do pai a tarefa de fazer capas bacanas por aí (sem contar no André Schiliró, que eu adoro, e que foi assistente do Zé). Enfim, também as fotos do José Antônio têm alguma coisa que já não existe mais.

Post saudosista? Coisa de velho? Esquisitice total deste blogueiro? Não sei dizer. Acho que enjoei desta época em que todo mundo sabe de tudo, em que todo mundo é auto-suficiente. Mas não vou ficar divagando sobre mil coisas diferentes. Porque este post eu fiz foi pra Sarah, pra homenagear nossa querida Adriana de Oliveira e pra por um pouco de beleza neste site. Chega de falar de pitis de Madonna, do mau gosto da Família Miranda, das saias e pochetes do Marc Jacobs. Afinal, a década de 00 dos anos 2000 está quase chegando ao fim e a gente tem de ter esperança de que haja jeito pra esse mundo.

Bom, me perdi. Mas acho que vai haver quem me entenda.
Adriana, seu brilho estará sempre por aí.
Beijos pra todos, boa semana.


P.S.: Todas as fotos nesta página foram feitas para capas da Nova (e pensar que hoje em dia “capa de Nova” é sinônimo de tosqueira). Infelizmente só a verde rolou. Eu, na minha infância revisteira, fiquei anos imaginando como não teriam sido capas lindas, sobretudo a amarela. Até hoje me mordo de vontade de ver as outras fotos da sessão. Será que alguém tem pra me mostrar? Alguém aí na Abril, hum, hum?
P.S.2: Não posso deixar de mencionar que à época da Adriana, meu sonho era acordar com 36 anos (hehehe, ai, as crianças de antigamente eram tão estúpidas e felizes...). Hoje, às vezes, me dá vontade de voltar aos 12 anos (hehehe, ai, os adultos de agora são tão estúpidos e cagões...).
P.S.3: Agradecimentos ao meu amigo Heder Perdigão, designer brilhante, que tratou as imagens pra mim.

Beijos, everyone, beijos...

35 comentários:

Janaína disse...

Humbert, meu caro! Tenho que assumir que estou "velha" mesmo(afinal, estou com 30)!. Me lembro claramente da Adriana de Oliveira. Eu nunca tinha visto ninguém com os olhos cinzas em toda a minha vida, e pela presença constante dele em várias capas (inclusive uma da Capricho, que eu tinha), o ar misterioso e quase sempre sério desses olhos cinza-azulados eram uma coisa que mexia com o meu imaginário infantil. Foi realmente um choque quando ela morreu. Eu não sabia muito bem o que era fama, mundo de modelo, drogas, nada disso. Mas já sabia admirar o que era bonito. E eu nunca vi mulher mais bonita em toda a minha vida.

Sarah disse...

Em primeiro lugar, considerando principalmente sua falta de tempo, só tenho que agradecer por ter lembrado e feito este post lindo!!

Segundo que ele já inicia com esta foto que é uma das minhas prediletas(que por sinal é do José Antônio). Lembro até hoje quando a vi, folheando o Suplemento de Beleza da Nova de setembro de 89. Um choque.

Sua maneira de escrever resume tudo:" O sorriso era o mais lindo". Olhos , sorriso e o cabelão ( que não podia ser diferente , era legal daquele jeito). Pontos marcantes de uma beleza única, única mesmo. Sempre falo, alguém já viu alguém parecida com a Adriana? Num tem, ninguém parece com ela.

Pois é, quase 20 anos,mas parece que foi ontem que ela estava aqui, assim como tudo que era daquela época e que é impossível não sentir saudades.

A sua surpresa de muitas pessoas se lembram da Adri foi também a minha grata surpresa. Cheguei a achar que só eu lembrava e quando descobri que não, surgiu a idéia do site. Antes dele e dos vídeos do youtube sabe o que se achava na net sobre Adriana de Oliveira? Nada. Muita injustiça! Alguém precisava preencher esta lacuna indesculpável.

Sobre as fotos deste ensaio para a capa da Nova, também imagino que deva ter sido uma mais linda que a outra. Na época era a única modelo brasileira que tinha requisitos para integrar um time de modelos poderosas como as que surgiram nos anos 90.Não é a toa que tava causando furor no mundo da moda.

Verdade que acabei achando o blog por conta daquela postagem que incluiu a Adriana mas eu não teia permanecido aqui, sendo uma leitora fiel e mais, uma admiradora das suas idéias se vc não fosse um execelente "blogger" srrsrs.

Humberto, mais uma vez valeu pelas palavras, pela consideração e homenagem à Dri.

bejuss

Sarah disse...

Ah, Janaína !

Adriana na capa da Capricho? Céus, quero ver!

Humberto disse...

Sarah, vc é revisteira como eu mesmo! Sem eu nem precisar mencionar, vc lembrou que a primeira foto é do suplemento de beleza que veio na edição de setembro de 1989. E, assim como eu, vc ficou curiosa pra saber que capa da "Capricho" é essa que a gente não lembra.

De verdade, Sarah e Janaína, é muito bom ler o que vcs dizem. No dia de hoje, então, pode parecer viadagem, mas vou dormir mais cheio de paz. Porque são palavras tão bacanas e sinceras, que me lembram porque eu gosto tanto de escrever (porque de alguma maneira o texto vai mexer com quem lê).

Sarah, o brilho da Adriana era só dela mesmo. Teria dado muito trabalho pra Cindy (que eu tb adorava) e sua turma nos anos 90. Mas eu tenho que confessar: Se vc conhecesse o sorriso de Janaína...

Mas eu vi uns vídeos com a Adriana hoje. Vi um da final do Supermodel Brasil em que ela ganha, por uninimidade (bom, convenhamos, o juri não é o melhor) até da Helena Ranaldi (que é uma coisa maravilhosa). Eu fico pensando pra vc que mora aí perto de onde ela viveu, ela devia ser uma rainha. :)

Fiquei curioso, meu faro jornalístico daria um jeito de fazer uma matéria, saber da família, do que se lembra da "Dri" nesses dias de hoje.

Enfim, a vida pode ser curta. A gente tem que ser menos cabeça dura e não sofrer por quem não vale, pelo que não vale. A gente tem que saber valorizar e agradecer por nossa própria beleza, eu acho. Saber ser feliz mesmo.

De novo, Jana e Sarah, beijos. E obrigadão.

Sarah disse...

E a gente adora o que vc escreve, aqui a gente ri, brinca, fala sério, escracha o povo kkkkkk

Legal que viu os vídeos. Esse vídeo do Supermodel é bem bacana mesmo, existe o internacional que tem só uma palhinha no youtube. Meu preferido é o da entrevista na Poppovic.

Pois é, moro perto mesmo, em Santo André :). Depois te escrevo um mail.

"A gente tem que saber valorizar e agradecer por nossa própria beleza, eu acho. Saber ser feliz mesmo.". Grandeee Humberto, frase genial!

Janaína disse...

Humberto, amado! Ser sua leitora e amiga é uma das maiores honrarias que eu tenho no meu pobre curriculum e um dos maiores prazeres que eu tenho na vida! Meu sorriso não é nada, amore... é só um mecanismo que aciono automaticamnete quando leio suas preciosidades e quando me lembro da sua presença mais que importante na minha vida. Eu é que devo te agradecer, sempre!
Sarah, caríssima... me desculpe pela gafe! A foto mais que marcante a qual eu me referia é da Capricho sim, mas creio que não seja capa não. Você a tem, inclusive! É uma em que a Adriana está vestida de verde, em cenário igualmente verde, com aqueles olhões, parecendo uma deusa de esmeralda. Foi marcante para mim não só pela beleza dela, mas porque minha irmã escolheu justo aquela foto como modelo para cortar os cabelos(que eram na linha da cintura) curto e repicadinho como o dela na época. Mas minha irmã jamais conseguiria ficar tão linda. Parabéns pelo site (referência memorialística) e, principalmente, pela sua sensibilidade.
Beijos e sorrisos pros dois!

Sarah disse...

Simmm sei qual é claro!! a foto da transformação do antes e depois!
Pois é, eu também tinha aquele corte de cabelo na época, da hora.
Obrigada Jana pelas palavras também!!

bejuss

Humbert disse...

Meninas, muito obrigado pelo carinho. Significa muito mesmo pra mim.

Abrações. :)

cabral, o descobridor disse...

rainha detected

Alexandre disse...

Humberto,adorei saber que tem ainda pessoas como vc,e nós aqui que se interessam por fatos e duras realidades,como foi da modelo que nunca esqueci,apesar dos meus 34 anos,Adriana Oliveira,amava comprar tudo que falasse dela,e qdo o jornal nacional,anunciou sua morte,pra mim foi um choque,pois tinha ela como um espelho,me lembro que na época era comentado que era á modelo que tinha o melhor salário,e um ícone de beleza.Infelizmente tudo passa,+ o bom é que temos como recordar á graças á vc.bjs........

Alexandre disse...

Humberto,adorei saber que tem ainda pessoas como vc,e nós aqui que se interessam por fatos e duras realidades,como foi da modelo que nunca esqueci,apesar dos meus 34 anos,Adriana Oliveira,amava comprar tudo que falasse dela,e qdo o jornal nacional,anunciou sua morte,pra mim foi um choque,pois tinha ela como um espelho,me lembro que na época era comentado que era á modelo que tinha o melhor salário,e um ícone de beleza.Infelizmente tudo passa,+ o bom é que temos como recordar á graças á vc.bjs........

Anônimo disse...

Ela era muito linda, lembro dela demais, principalemnte pelo sucesso rápido que ela fez, da noite pro dia, e da reportagente do Fantástico falando da morte dela (a primeira vez que me surpreendi com a beleza dela foi na capa da Moda Brasil... ela tava linda... ela foi meu ícone de beleza... enfim, a morte dela foi muito triste para todos os fãs, que bom encontrar informaçõea aqui e ali sobre ela. Parabéns pela postagem... Helia

priscila disse...

Tão linda, tão linda, porém não teve cabeça para escolher suas companhias, suas escolhas e também não soube lidar com a fama e dinheiro repentino. Erros graves, que lhe custaram a vida.

Anônimo disse...

Realmente ela era uma pintura. Tinha uma beleza bem natural e um jeitinho tímido e despojado.
Com certeza foi influenciada por seu namorado, um filhinho de papai que lhe ofereceu drogas no dia da morte. Hoje deve ser pai, deve trabalhar normalmente...enquanto não sobrou nem os pensamentos de Adriana, que está no cemitério para sempre!

Anônimo disse...

eu conheci ela por revista era linda mesmo pena que se foi tão cedo se daria muito bem nos tempos de agora se não fissese a burrada que fez.

insequapavel disse...

Foi um meteoro! Um cometa lindo, mais brilhante que o Halley de 1910! Surgiu num repente brilhante, mágica, num catálogo da Avon que minha mulher trouxe para casa. Depois, num folheto da M. Rosenmann, num comercial da Kibon (que inveja senti daquele picolé que escorria pela barriguinha dela), e em mais alguns. Num repente escuro, poucos meses depois, a notícia. Sofri tanto com aquela notícia, quanto com a da morte de John Lennon, tão repentina, e sofreria depois com a de Ayrton. Anos depois, o Fantástico promoveu uma enquete, para eleger a brasileira mais bonita do Século XX. Meu voto iria para ela, que não apareceu na enquete. Se beleza fosse quantificada, o quadrado da soma de Maria Fernanda Cândido (a vencedora), Vera Fischer, Ana Paula Arosio, Xuxa, Martha Rocha, Rejane Vieira (Miss Brasil 1972) e Luíza Brunet não daria a raiz quadrada do peso da beleza de Adriana. Foi muito bom encontrá-la, via Google Images, neste blogo. Senti-me readolescendo. Obrigado.

Anônimo disse...

Acabei chegando aqui no blog, também devido a essa modelo. Eu sou artista plástico e no final da década de 80 era aluno de escola de artes. Eu era então, fascinado pelo rosto dessa mulher que povoava quase todas as capas de revistas e comerciais na tv. Não me conformo com sua morte prematura até hoje. Foi uma tristeza muito grande. Estava buscando fotos na net, pois pretendo imortalizar sua beleza, também em uma tela. Quando finalizar deixo o link para todos verem. Grato por lembrar dela. Abço.
G.Lopez

o Humberto disse...

Adoro os comentários que sempre aparecem neste post e no outro sobre a Adriana. Fica claro que aquele brilho que ela tinha e que me encantava tanto causava o mesmo encanto em muitas, muitas outras pessoas.

Obrigado aos que gostaram do texto.
Abrazos.

Anônimo disse...

Estava passando pela sala quando apareceu a imagem dela e a voz do Cid Moreira. Eu pensei que tinham errado a hora do comercial...foi um soco na boca do estômago. Era a notícia da morte dela no Jornal Nacional. Nunca esqueço.

Anônimo disse...

Tenho pena de você, do comentário de 14 de setembro. Ela não "era drogada". Se fosse usuária contumaz de drogas, talvez tivesse resistido à dose. Foi um erro. Um engano, motivado por uma empolgação repentina, pelo humor infantil, pela curiosidade natural da juventude. Todos erramos, vez ou outra. Algumas vezes, nada acontece; outras, pode ser trágico. Você também está sujeito a sofrer muito por causa de um erro. E eu espero que lhe aconteça. Não fatal, mas que lhe marque muito, para aprender a respeitar a dor alheia. Se isso lhe acontecer, e você ler comentários a seu respeito como o que você fez a respeito dessa linda criatura, a quem todos se referem com amor, admiração e saudade, você vai aprender a dor que causa a indiferença e a impiedade de alguém.

Insequapável disse...

Esqueci-me de colocar meu nome, no comentário acima. sou Alberto Moura, também conhecido, por colegas da turma da faculdade, como "Insequapável". Voltando à trágica fatalidade de Adriana de Oliveira, lembro-me de Jacqueline Saburido, que também ficou marcada por uma irresponsabilidade de um jovem motorista que guiava depois de "algumas cervejinhas". Também linda e jovem, teve a tristeza de ter o corpo quase todo queimado, e está viva, até onde sei, constantemente sedada por causa da lancinante dor física ainda causada pelas queimaduras. Histórias assim, reais e terríveis, me entristecem, por ver que a "raça humana, tapada, insana, que nem liga p'ros exemplos herdads de nossos avós" continua indiferente à dor alheia, e iludida com a possibilidade de não acontecer a todos. Quem mais mata o Homem é o Homem.

o Humberto disse...

Insequapável, eu excluí os comentários da pessoa a quem vc se refere. Não gosto desse tipo de baixaria, especialmente quando vem de alguém covarde o suficiente pra nem colocar o nome. Pareceu-me uma pessoa bem doente até, vc não achou?

Abs pra vc.

Insequapável disse...

Com certeza, é alguém que tem o pior tipo de doença que pode existir: a doença moral, a falta de caráter. É uma doença difícil de se curar, pois vem sempre acompanhada de muito orgulho, prepotência e covardia, sentimentos que impossibilitam a humildade, a tolerância, a empatia, e, lógico, a vontade de mudar, a necessidade da auto-crítica e da correção. Os resultados dessa doença costumam ser o isolamento e a solidão. Digno de pena e nojo (não de piedade) é quem escolhe o estilo de vida daquele infeliz. Parabéns, Humberto, pela sua decisão de retirá-lo. Grande abraço.

Paulinha Bell disse...

Que demais esse post... Achava ela linda, maravilhosa quando nova, e buscando na internet algo sobre ela me deparei com esse post.
Fico feliz que ela esteja viva em muitas memórias ainda.

Beijos e parabéns

insequapavel disse...

Alô, seu José Silva... ou melhor: seu Zé Ninguém! Eu devo ser realmente um drogado, pois é assim que me sinto, diante da beleza, do bom gosto, da inteligência e do brilho de pessoas como Adriana de Oliveira, que brilhou por tão pouco tempo, mas deixou sua luz iluminando pessoas como eu, por décadas. Esse ópio que me move é o que me faz continuar suportando um mundo tão cheio de gente sóbria, séria demais, fria, incapaz de se deixar envolver pelas coisas realmente importantes da vida. Gente que só pensa em dinheiro, em política, em poder - coisas que vêm e vão tão rapidamente, que nada deixam. O álcool que me embriaga é esse que me anima, que me faz saborear uma cantata de Bach, um quadro de Dali, um rock dos Beatles, do Yes ou do Emerson Lake and Palmer, cada um com seu estilo, com seu recado, com sua beleza. Quando Adriana surgiu no cenário publicitário brasileiro - e mundial -, minhas filhas ainda não eram nascidas. Hoje, já estão na Faculdade, já mudaram de suas feições de bebezinhas rechonchudas, para duas mulheres esbeltas, elegantes e cheias de sabedoria, e a beleza de Adriana ainda me empolga, depois de tanto tempo. Quantos prédios já foram construídos e destruídos, nesse período! Quantos políticos já foram eleitos e perderam seus mandatos! Quantas coisas já mudaram, desde então... hoje já não existem mais datilógrafos, já não se manda mais filme fotográfico para revelar, quase não se remetem mais cartas pelos correios, já não se compra mais um LP, jã não se usam orelhões de ficha, nem se disca mais telefones, pois são todos de teclas... Mas ainda se escuta Bach, Beethoven e Mozart, os quadros de Van Gogh já atingiram o valor de 70 milhões de dólares, a Mona Lisa ainda é o quadro mais caro do mundo, "Yesterday", "Let It Be" e "Hey, Jude" ainda são as músicas mais executadas nas rádios do mundo inteiro, os conjuntos de rock dos anos 70, hoje chamados de bandas, e apelidados de dinossauros, ainda lotam os estádios, Pelé ainda é o atleta do século, o Brasil ainda é o país com mais títulos de futebol no mundo, Marilyn Monroe ainda é uma unanimidade, e Adriana de Oliveira ainda emociona as pessoas, mesmo sem dizer nada. Sinto pena de você, Zézinho, que ainda não teve o gosto de saber o que é uma emoção verdadeira, o legítimo êxtase provocado por uma bela saudade. E dessa droga, desse ópio, dessa cachaça, não desejo jamais perder o vício!

o Humberto disse...

Disse tudo, caro Insequapável, disse tudo.

Eu tenho pena dessa senhora que está usando nomes fakes, sempre masculinos, ou assinando como anônimo. Deve ser uma pessoa muito, muito infeliz, além de bastante à toa.

Não entendo como ao invés de viver a pessoa prefere cultivar mágoa e falar um festival de bobagens, mas aí é cada um consigo mesmo, ali antes de deitar a cabeça no travesseiro.

Opiniões diferentes são sempre bem-vindas aqui. Mas estupidez, ainda mais com quem não está aqui para se defender ou, pior, com a família dessa pessoa que já se foi, isso eu não vou deixar publicarem aqui não.

Abraços.

Edilson disse...

Como não lembrar da garota linda da propaganda do picolé Kibon? essa garota de beleza rara foi um flash de luz que iluminou por breve espaço de tempo o mundo da midia daquela epoca, compara ao sucesso e beleza era a nossa Gisele de hoje, pena que não teve tempo pra solidificar a carreira, se foi num momento de ascenção profissional invejavel, tinha tudo pra se tornar milionária no ano seguinte, mas preferiu deixar nos com saudades, e que epoca de saudade aquela dos anos 80 e inicio de 90, ser jovem era ser tudo, hoje velho do auto dos meus 40 anos, me sinto um babaca tendo saudades daquele tempo, hoje tudo é estranho.

Claudia Andrade Alves disse...

Que gente maravilhosa meu Deus!!! Parabéns a você criador deste blog e a essas pessoas a qual mencionei como "maravilhosas", lógico tirando aqueles que fizeram alguns comentários maldosos e que foram deletadas graças a Deus! Adriana se estivesse vivia estaria com 44 anos, ou seja um ano mais velha do que eu, então quer dizer que eu era sua fã assim como das modelos e revistas dos anos 80 e 90, capricho, nova, Claudia. Tenho até hoje uma foto da Adriana de uma página arrancada de uma revista (da pra ver aí como eu era fã, há 24 anos que guardo esta foto. Lembro-me do dia em que a notícia da morte dela foi veiculada em todos os noticiários do Brasil, fiquei muito impressionada e chocada: porque se fora tão cedo no auge de uma carreira promissora e fico pensando, como estaria ela hoje? Certamente que continuaria linda, bem resolvida, casada, com filhos quem sabe. Lembro-me do comercial do jeans Pool, do shoping paulista, do sorvete Kibon, da entrevista com Celso Russomano, do The Super Models of the World em que ela foi a grande vencedora e por fim da música Human in chains que marcou aquela época,e que estava entre os "hit parades". Adriana, linda de viver e que morreu tão estupidamente e aquele que colaborou para sua morte precoce vive até hoje impune!!!

o Humberto disse...

Oi Claudia,
obrigado pelo comentário. :)

Eu te entendo. Sempre adorei modelos, ainda mais naquela época, e pra mim, nunca houve uma mais bonita e iluminada que a Adriana.

Te digo que estes posts com ela sao os mais visitados do blog. Entao, esteja certa, tem MUITA gente que pensa como nós e que não esquece essa moça, nem sua história (e nem a tristeza toda de sua morte).

Que fique sempre a memória.

Um abraço, apareça sempre.

analice garcia ana disse...

Hoje faz um ano que tomei conhecimento da morte da Adriana!E de lá pra cá ñ paro de pensar nela.´já se passaram 24 anos,mas parece que foi ontem!Bisbilhotando sobre noticias da Piera Ranieri,me deparei com essa triste noticia,lembro muito bem dos comercias que ela fez e de algumas revistas.Ela era simplismente maravilhosa!!!!!

analice garcia ana disse...

Hoje faz um ano que tomei conhecimento da morte da Adriana!E de lá pra cá ñ paro de pensar nela.´já se passaram 24 anos,mas parece que foi ontem!Bisbilhotando sobre noticias da Piera Ranieri,me deparei com essa triste noticia,lembro muito bem dos comercias que ela fez e de algumas revistas.Ela era simplismente maravilhosa!!!!!

Anônimo disse...

Vc sabe que fim levou os seus colegas Claudia Bassaneto.Dogoberto Costa e o namorado dela Ciro Roberto Azevedo Marques?

Lunna disse...

Nossa, que viagem no tunel do tempo! Eu me lembro muito bem dessa menina linda, eu tinha na epoca a revista Nova e se minha memoria nao me falha, a revista fez uma homenagem a ela, e o fotografo disse que a camera amava a Adriana! E tao estranho lembrar que eu fiquei tao triste quando ela morreu,pois eu nao a conhecia, talvez por entender que alguem com um futuro tao brilhante pela frente morreu de uma forma tao estupida! Eu lembro que na homenagem da revista Nova eles disseram que ela ia trabalhar na Alemanha por uns tempos, algo assim, ja estava de contrato assinado... Seu olhar tem um que de inocencia e pureza, e hipnotizante de tao lindo... Obrigada por relembra-la, eu tinha 13 anos na epoca mas lembro como se fosse hoje. Que a bela Adriana descanse na paz e gloria de Deus...

Sandro cardoso disse...

Era linda pena que ela foi vencida pelas drogas...

Paulo disse...

Vc deve ter despeito pq deve ser um cão chupando manga respeito eh bom e cabe em qualquer lugar