quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

um em três (ou "resta um" ou "devaneio à la polly")

A história está se repetindo, com requintes de crueldade. A experiência até ensinou a ser paciente, mas não disse se resolve. Não parece que haverá solução. Pelo contrário, o simples fato de a história se repetir depois de dez anos só confirma que não haverá saída. Haverá, no máximo, círculos. E se for pra acontecer sempre a mesma coisa, sempre o mesmo problema, sempre a mesma situação esdrúxula, então é porque nunca haverá solução.

Da primeira vez doeu muito mais. Incomparavelmente muito mais. Os sustos foram muito maiores, as perdas foram irreparáveis, mesmo. Desta vez machuca, mas já não há muito drama (ou só há muito drama). Porque o cruel deste retorno é que desta vez não há reciprocidade. Da outra vez matou, sem dó. Desta vez é masoquismo.

Não desorienta apenas essa droga de número. Desorienta também tudo o que mais que o acompanha dessa vez: a certeza do fracasso completo em todas as áreas, a certeza das escolhas erradas que não vão parar, a certeza de que nunca se terá o pouco que se esperava e merecia ter e, pior, a certeza de que isso é para um só, o que sobrou. O restante vai, e irá cada vez mais, muito bem, obrigado (de fato). A certeza, vejam só, desorienta.

Chove torrencialmente nesse cu do judas onde eu nasci (e de onde ainda não consegui escapar). Não muito longe de casa, eu sei, há uma família de mendigos, que inclui um nenenzinho de não mais que um ano, dormindo sob lonas, em papelões e com a companhia fiel de uns três (aff!) cães.

Moral da muito mal escrita história:
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
dai-nos juízo.


P.S.: Não custa lembrar Regina Navarro Lins:
“A cabeça está acima do coração não é à toa”.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

quem foi o apressadinho?

"Tomara que chova três dias sem parar"


Alguém muito ansioso pelo carnaval deve ter cantado a marchinha com vontade. Já choveu por três dias e sem parar. Fez até frio! Rola de voltar a bater um solzinho? Mais do que nunca, nesta hora tá fazendo falta. Thanks!

sábado, 26 de janeiro de 2008

não há saída.

Não mesmo.

choveu


E aí caiu aquela chuva em Tubeagácanga e meu final de semana foi pro saco, hehehe. Nem de longe igual ao finde da Gisa. Fazer o quê? Filme, pipoca, música, livro e relax total. Vou ficar aqui ouvindo a Alicia Keys, que além de ser essa lindura aí é uma cantora de verdade, e ouvindo mais Kaiser Chiefs -- porque a primeira música grudada na minha cabeça este ano é "The angry mob", deles; O clipe (com as coelhinhas aí ao lado) é muito bom, vale dar uma olhada.

Es esto por hora, pessoal. Torcida pelo sol de amanhã. Besos!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

enquanto isso, num fim de semana em Malibu...

- O-bá! Findi! Findi! Aguinha de coco, hum! Muito bom! Muito bom! "V" de vitória, hahahah!



(- "Nós gatos já nascemos pobres, po-rém já nascemos ricos"... Peraí Dona Gisele, cê tá lembrando a música errada, canta direito mulher, vamos lá, "Nós gatos já nascemos pobre, po-rém já nascemos gatos"... Hum... tá errada ainda... "Nós pobres já nascemos gatos"... Não, não lembro a letra dessa porra, não, deixa eu cantar outra... "Não me convidaram, pra essa festa pobre...")


- Ô Dón Gisé, sóra viu o Seu Humberto por aí?
- Uai, minina, ê tava aqui cumigo indagurinha. Ondé caquê doido foi?
- Se a sóra achar ele, vê se ê tá com a Dón Angelina, que ela me deixou aqui com esse carrím e eu tô afim de vazar com o surfistinha ali do quiosque.
- Uai, vai lá então que eu falo com ela.
- Thanks Dona Gisa!

- Ai Eddie, ainda bem que te achei! O Humberto pediu procê ir lá no luauzinho na casa dele hoje mais tarde. Pediu pra você fazer um duet de "Black" com o Jack.
- Putaquipariu, tem vinte anos que eu canto essa merda. Não rola de cantar outra coisa, não?
- Ah, liga ocê pro Humbert e vê com ele. Agora, pára de fumar, cara, que nojo esse trocim na sua boca.
- Ah, não me amola hoje não, Gisa. Eu tava caminhando aí fora, rodeado de crianças brincando e rindo, então comecei a ver tudo preto, não tô bom hoje, não.
- OK, OK, deixa eu caçar meu gato.

- Oi amor! Ai, graças a Deus te achei, esse povo tá tudoagitado hoje. Dá um beijim!


- Aqui, beijim é bom, mas eu tô cuma fome do caráio. Tô com vontade de comer um brady, ou em português, um bom pãozinho, rola?
- Caraca, pão gata? Não rola um troço mais fácil de achar aqui, não?



- Porra, Tom, espetim de gato é sacanagem. Daqui a pouco vem as gorda lá dos direitos animais torrarem minha pele de novo.
- Relaxa gata.
- Tá certo. Vou comer logo porque eu tenho que encontrar uma amiga do Humberto que tá em Malibu pela primeira vez.

- Sílvia, né? Prazer, Gisa.
- É Sandra, Gisele, meu nome é Sandra.
- Cadê o Humberto?
- Ué, a Angelina passou aqui com a neném e os dois saíram numa fufa só.
- Sei como é. Agora, relaxa aí porque tem um paparazzo de olho ali. Deixa eu fingir que não é comigo.


- Como é que é? Guarani, Concórdia, Tubeagácanga? Não tô entendendo nada, Sílvia.
- É Sandra. Chupa o picolé, Gisa, chupa o picolé...


THE (WEEK)END

Bom final de semana pra everyone!

pérola televisiva II

Está sem grana? Duro? Sem um tostão? Fodido e mal pago? Não se preocupe! Até a Gróbis deve estar. Do contrário o que explica a exibição de “Uma Linda Mulher” na noite de hoje, sexta-feira, dentro programação de verão e de férias? Mau gosto? Péssima visão de mercado? Ou perda completa de noção?

Que nada! A Gróbis só demonstra mais uma vez sua visão à frente da concorrência e seu interesse pela diversão dos telespectadores! Quer idéia melhor que essa? Põe no ar um filme áááááááágua com açúcar de quase vinte anos, que já passou um zilhão de vezes na “Sessão da Tarde”, e o que mais pode acontecer além de todo mundo desligar a televisão e sair pra, de fato, curtir uma summer nite?

É isso aí, Gróbis e você, definitivamente zuzo a ver!!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

to the very very very very VERY BEST!!!

Peço licença a todos que lêem este blog para dar um recadinho do coração para uma amiga minha que é a pessoa mais inteligente, mais bonita, mais cool, mais top, mais bacana, mais genial, mais interessante, mais moderna, mais descolada, mais sensível, mais atenta, mais antenada, mais talentosa, mais batalhadora, mais imparcial, mais afetiva, mais madura, mais pé-no-chão, mais compreensiva, mais desencanada, mais carinhosa, mais segura, mais generosa, mais bem vestida, mais sensata, mais calma, mais desejada, mais leal, mais fiel, mais gata, mais grata, mais auto-suficiente que eu conheço:

Se eu não sirvo para as suas horas boas e não sou suficientemente bom para fazer parcerias com você eu provavelmente não sou bom também para ouvir a choradeira de suas pitangas. Procure aquele seu amigo (???) que consegue ser ainda mais inteligente, mais bonito, mais cool, mais top, mais bacana, mais genial, mais interessante, mais moderno, mais descolado, mais sensível, mais atento, mais antenado, mais talentoso, mais batalhador, mais imparcial, mais afetivo, mais maduro, mais pé-no-chão, mais compreensivo, mais desencanado, mais carinhoso, mais seguro, mais generoso, mais bem vestido, mais sensato, mais calmo, mais desejado, mais leal, mais fiel, mais gato, mais grato e, definitivamente, mais auto-suficiente que você. Se ele é tão foda nas horas fodas, deve ser muito superior a mim também nas horas em que você costuma me procurar.

Thanks mesmo por tudo, tá?


P.S.: Caras leitoras, não se preocupem. Infelizmente o recado não chegará à sua destinatária porque ela é muito inteligente, muito bonita, muito cool, muito top, muito bacana, muito genial, muito interessante, muito moderna, muito descolada, muito sensível, muito atenta, muito antenada, muito talentosa, muito batalhadora, muito imparcial, muito afetiva, muito madura, muito pé-no-chão, muito compreensiva, muito desencanada, muito carinhosa, muito segura, muito generosa, muito bem vestida, muito sensata, muito calma, muito desejada, muito leal, muito fiel, muito gata, muito grata e muito auto-suficiente pra ler o blog de um Sô Zé que nem eu.

deixe tocar

Tô aqui ouvindo pela enésima vez meu CD do Killers, Sam’s Town. Eu não me lembro do último artista que conseguiu me fazer adorar um álbum da primeira à última faixa.

Eu lembro que eu sempre gostei de “Somebody told me” e “Mr. Brightside”, do primeiro disco, Hot Fuss, mas eu nunca tinha esquentado muito com a banda, não. Mas aí eu ouvi “Read my mind”, um zilhão de vezes citada neste blog. Eu gostei de cara do clipe, e o período em que eu conheci a música foi bem intenso pra mim – Tanto que hoje em dia eu tenho que lembrar do quanto que eu gosto dela pra não deixar que ela se torne uma lembrança de tantas decepções.

Na verdade o CD todo pode ser lembrança incômoda de alguns fatos, momentos e pessoas, duas pessoas. As que me deram o CD. Mas eu gosto tanto de todas as músicas (OK, e das pessoas) que acho difícil ficar ligando o disco às coisas ruins que aconteceram. Prefiro lembrar de tudo que foi bom, de quanto era bom estar com essas pessoas, de quando eu acreditava nos sonhos todos que tinha na época. E, acima de tudo, prefiro ouvir pura e simplesmente o som muito, muuuuito bom do Killers.

E como eu não me perdôo de não ter ido no Tim Festival, putz! Nossa, acho que teria sido o show da minha vida. Porque eu não apenas ouço tudo no talo, como eu canto tudo quando escuto aqui em casa. É música pra malhar, pra pensar, pra bater pezinho enquanto fuço na net, é música pra deixar a alma leve. É boa música.

Eu não sei qual é o tipo de som preferido de cada um de vocês. Mas se valer a sugestão, esse é um CD que tem que ter. Muito, muito, muuuuuito bom!

Quanto a mim, tenho que adquirir logo o álbum mais recente, Sawdust, só com de B-sides. Já ouvi alguma coisa na eMpTV e já gostei. É, eu adoro The Killers.


P.S.: Eu ainda tô tentando escrever críticas que valham. Mas o melhor a fazer, neste caso, é largar pra lá e ouvir o CD. Você vai ver que eu tenho razão.
P.S.2: Crítica também é uma bosta, né? Cada um que goste do que lhe convir, whatever pra opinião dos outros.




P.S.3: Alguns trechos das músicas de Sam’s Town. Pense a respeito.

1) “I’m sick of all my judges / so scared of lettin’ me shine.” (“Sam’s town”)
2) “Outside the sun is shinnin’ / it seems like heaven ain’t far away.” (“Enterlude”)
3)
You sit there in your heartache / waiting on some beautiful boy to / to save you from your old ways / you play forgiveness /watch it now... here he comes!" (“When you were Young”)
4) “How do you know that you’re right?” (Bling)
5) “I know that if destiny’s kind / I’ve got the rest of my life / but my heart, it don’t beat / It don’t beat the way it used to / and my eyes, they don’t see you no more.” (“For reasons unknown”)
6) “I never really gave up on/ breakin’ out of this two-star town” (...) “It’s funny how you just break down / waiting on some sign” (...) “The stars are blazing like rebel diamonds cut out of the sun / when you read my mind.” (“Read my mind”)
7) Bom, eu gosto de “Uncle Johny”, mas não tem nenhum trecho mais especial pra mim, não.
8) “Don’t you wanna come with me? / Don’t you wanna feel my bones / on your bones? / It’s only natural.” (“Bones”)
9) “Let me wrap myself around you / Let me show you how I see / and when you come back in from nowhere / Do you ever think of me?” (My List”)
10) “This town was meant to passing through / boy it ain’t nothing new / now go and show ‘em that the world stayed round / but it’s a long, long, long way down” (...) “I just wanna show you what I know / then catch you in the current, let you go.” (This River is Wild”)
11) “Why do I keep counting?” acabou de se tornar minha preferida. Esta vale ler a letra toda, não apenas trechos. Ouça agora! (OK, segunda preferida, “Read my mind” é muito foda pra mim).
12) “Agressively / we all defend the role we play.” (“Exitlude”)

P.S.4: Definitivamente Deus estava muito inspirado no dia em que inventou a música. :)


PLUS!

Falei ontem com uma amiga que eu amo literatura, mas não morro de amores por poesia. Pois vou pagar minha língua e transcrever aqui "The aim was song", do estadunidense Robert Frost. Acho que tem a ver com o que eu quis dizer no quarto P.S. (e me lembra o professor Thomas Burns e os bons tempos de Letras na Federal de Tubiacanga). In English, people, sorry.

The aim was song

Before man once came to blow it right
The wind once blew itself untaught,
And did its loudest day and night
In any rough place where it caught.

Man came to tell it what was wrong:
I hadn’t found the place to blow;
It blew too hard – the aim was song.
And listen – how it ought to go!

He took a little in his mouth,
And held it long enough for north
To be converted into south,
And then by measure blew it forth.

By measure. It was word and note,
The wind the wind had meant to be –
A little through the lips and throat.
The aim was song – the wind could see.


P.S. DO PLUS: OK, bem bilíngüe (e gigantesco) este post. Mas não tinha como ser diferente, não nesse caso. Hugs for everyone.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

tem que ter fé

Eu adoro blogar. Mesmo quando tô pra baixo acabo dando um jeito de vir aqui e escrever. Porque blogar é escrever e usar imagens, sons, vídeos. Blogar é fazer a coisa que eu mais amo desde sempre (escrever) com um sem número de novas possibilidades de enriquecer essa escrita. Eu confesso que a única coisa que eu não gosto é o fato de os textos ficarem numa ordem sempre decrescente.

Bom, o fato é que se você ler os últimos três posts aí abaixo vai ver que eu ia dormir chateado com as últimas notícias. Eu já ia desligar o computador, mas resolvi dar aquela "bicadinha" pra saber se andam acessando o blog, de onde, por quanto tempo (tem que lamber a cria, né?).

E foi aí que eu achei, escondidinho, o coment de uma leitora que eu não conheço, mas que salvou meu dia e garantiu minha boa noite de sono. Era sobre o texto a respeito de São Humberto:

Marta, já querida leitora: Muito obrigado! São comentários sinceros como o seu (e dos outros leitores fiéis) que me deixam com vontade de escrever cada vez mais. E acredite: suas palavras eram tudo o que eu precisava ouvir (no caso, ler) hoje. Que meu xará santo te proteja! Que ele nos proteja.

Abraços pra everyone, bom dia pra todos.


P.S.: Carol, gata, você entende mais que qualquer um o quanto encontrar essas palavras reforça minha fé. Thanks você também! :)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

o que está acontecendo?

completely very shocked

CremDeuspai, que tanto de notícia estranha ultimamente. Cruzes, vou desligar o PC correndo antes que apareça mais alguma!

me invista na bolsa

Pérola de Constrância Natalato em resposta à pergunta “o que você acha elegante?", feita pela modelo Tavariana Uaickert, na revista Gross: “Eu acho que elegante não é a pessoa que está preocupada com a moda – e sim alguém que tem a ver com o hoje, com o anticonsumismo”.

Descrição do visual de Constrância feita pela própria revista: “Toda vestida de preto, com acessórios bacanérrimos e, claro, ÓCULOS ESCUROS”. Na mesma matéria: “Tavariana vestia uma camisa branca descolada, uma minissaia jeans e sandália de salto alto”.

Das várias, uma: Ou a revista é deselegante (do contrário não estaria tão preocupada com o que entrevistada e entrevistadora vestiam e não anunciaria nenhum produto para o consumo) ou a entrevistada, “papisa da moda há uns três séculos”, é demagoga ou eu é que não entendo mais nada desse mundo – principalmente desse "mundo da moda".

Só pra fechar: na mesma entrevista, Constrância diz que moderno hoje é ser diferente e que os tipos diferentes estão começando a ser mais aceitos. Eu não tenho dúvida a respeito. E tenho certeza que é por isso que TODAS as modelos nas semanas de moda se parecem cada vez mais umas com as outras.

Não é à toa que eu sempre preferi a Regina Guerreiro. Sinceramente, não é nem o caso de me poupar, não – melhor é me investir na bolsa, mesmo com a crise estadunidense, pra ver se eu rendo e dou algum lucro.

sinal dos (velhos e novos) tempos

Semana passada eu vi uma cena que eu jurava que não veria nunca mais. Numa bela manhã, eu saio no portão de casa e noto, pasmo, que do outro lado da rua existe uma caixa dos Correios. Como assim?! Ainda existe isso? Como assim, na frente de casa?! Isso tava ali o tempo todo e eu não vi ou, mais bizarro ainda, é recente?

Meu susto não parou por aí. Quando a funcionária dos Correios abriu a tal caixa, caiu não uma, mas um mooooonte de cartas, a pobre teve que abaixar e catar aquilo tudo. !!!!!

Várias morais da história e várias perguntas:

1) Jesus, eu preciso mudar muito, mas muuuuito mais rápido do que eu pensava! Onde eu venho morando! Que vizinhança é essa?

2) Nada, realmente nada contra cartas, eu confesso que já escrevi muuuuuitas na minha vida, e das longas, mas pensar que em 2008, quando já dá pra mandar uma mensagem pro Japão instantaneamente, ainda se tem que recorrer a correspondências envelopadas (envelopinho branco com aquela bordinha verdinha-amarelinha mesmo!) só pode ser sinal de que a desigualdade tecnológica é muuuuuito mais gritante do que eu gostaria de crer.

3) Quem será que escreveu tanta carta? De que tratariam? Quanto tempo levam pra chegar ao felizardo?

4) Quando foi que eu recebi uma carta pela última vez? Por que a viada da Alê me mandou um postal de Paris endereçado pra casa dela em Tubeagácacanaga?

Na vera, na verinha, email é bom, é ótimo e eu amo receber e enviar, dos mais pessoais aos mais formais. Mas eu acho que eu senti foi um mix de susto + saudade + invejinha quando eu vi aquele tanto de carta cair da caixa. Porque carta era tosco, mas era tão mais, como dizer?, bacana. Sim, sõa muito como conversa de velho, mas nooooon!, não é o caso. É o mundo que anda mudando muito rápido mesmo. E carta, com todas as suas peculiaridades, uma um meio de comunicação lento, mas, sabe lá Deus porquê, bem mais pessoal.

Eu tenho uma mãe mexicana que vive no Texas. Eu posso enviar email, foto, o que for por computador pra ela. Mas Dona Teresa diz que prefere mesmo é que eu mande cartas. Ela gosta de ver minha letra que, segunda ela, ajuda a lembrar melhor de mim. :)

Muda, mundinho doido, muda à vontade. Mas guarda um lugarzinho pro que for legal, pra quem for legal.

Besos everyone.


P.S.: Ah, mundinho doido, pleeeeease, muda rápido o tipo de música que andam tocando. PelamoooooooordeDeus, ninguém merece NXzero à esquerda, Beyonce Crap, J-ziiiihhh e toda uma leva de porcarias que a gente é obrigado a ouvir. Se der pra acabar com essa canseira de reality show também, seria ótimo! E reestruturar o departamento de RH das empresas, trocar por gente que não diz que "vai estar retornando a ligaçao", tem jeito? Bom, rola terminar com essa década estúpida de 10? Enfim, muda rapidinho, tá? Thanks a lot!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

notinhas

Tô meio na correria e um tanto sem inspiration, mas como não consigo ficar muito tempo sem postar, vão aí algumas notinhas. Coisas que dariam posts, mas que não vou render, não, até porque vocês já devem ter ouvido falar.

Osso de vera

Cês viram o neném da Scheila Carvalho semana passada? Que chato aquilo, lamentei muito por ela. Perder um filho, perder um filho ainda bebezinho... sinceramente, isso deve ser osso de verdade, não essas picuínhas que a gente vive choramingando.

Sebastian

Ontem foi dia de São Sebastião. Um dos meus favoritos também.

Mais Bruna

Como rolou uma insônia e eu não fui pra nite no sábado, acabei vendo um pedaço do (urgh!) “Altas Horas”, na Gróbis. Tentei assistir porque estava lá a Bruna Lombardi. Finalmente discordamos de algo: ela adora lagartixa, eu tenho uma certa aflição. Segundo ela, “galgas” (termo meu) dão sorte. Bom, eu vou tentar acreditar. Acabei não dando conta de 10 minutos do programa porque além da Bruna Lombardi, olha só que escalação bem feita, tinha também a Bruna Surfistinha, o Pauno Vilhena e o MC Leozinho. Coitada da Bruna (Lombardi!).

Caras de pau

Achei no meio da minha hemeroteca uma edição com todas as capas da Caras nos 10 primeiros anos da revista. É hilário! É realmente edição pra colecionador. Dá pra acompanhar a evolução do nariz e dos dentes da Galisteu, o crescimento da Sasha, as tentativas pra se dar um jeito no cabelo da Fátima Bernardes, o rumo que tomou a virgindade da Angélica, e toda uma gama de casamentos (aliás, “bodas” na linguagem da revista) e descasamentos de famosos e outros nem tantos. E a neura dessa revista com idade?! “Fulana de tal, com namorado 15 anos mais novo”, “Beltrana, e seu esposo 35 anos mais novo”. Mas o mais engraçado mesmo são as afirmações das celebridades e o que o tempo faz com elas! Olha só essa:

Caras, 06 de JULHO de 1997: “Paulo Betti defende seu casamento de 22 anos com Eliane Giardini: ‘Eu duvido que minha mulher vá morar sozinha no apartamento que comprou’.”
Caras, 1º de AGOSTO de 1997: “Eliane Giardini separada de Paulo Betti: ‘É um momento de novas descobertas para mim’.”

KKKKKKKKKKK!!!! Não, essa Caras dá um post exclusivo, sim!


Big Bother

Alguém me conta de onde tiraram aquele repórter do "Big Brother"? Gente, aquilo não tem cara nem de SBT, Deus que me perdõe! E que preguiça esse programa, não acaba essa bosta mais não? Ápice da previsibilidade, dá pra saber quem vai ser eliminado até pela "TV Globinho". Nem, preguiça! Preguiça! Preguiça!


Por hoje é só, pessoal, amanhã eu venho com post de verdade e não com um momentinho Fabíola Whypert como esse de hoje. Besos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

enquanto isso, num "sonho" em Malibu...

"Ai, e agora meu Deusinho? Largo mesmo as passarelas? Vou pra Tubiacanga fazer especialização na Universidade Federal de Tubiacanga? Será que lamber o tóba dos 'gênios' é mesmo a solução? Ai, meu Pai, será que a solução é mesmo passar a dar aulas no Guarani? Será que eu deixo de ser a top-top-top-top e top do mundo da moda pra tentar um freela de mídia no mercadinho? Ai, Senhor de misericórdia, por que ao invés de ser bonita e astuta eu não aprendi a usar o powerpoint e o dreamweaver? Por que que ao invés de saber que o Euro tá valendo mais que o dólar eu não me dediquei a ler as cartas de Nathaniel Hawthorne, imprescindíveis para o desenvolvimento social do Brasil? Please, good Lord, será que não seria o caso de eu abrir mão de toda a bagagem cultural, toda a experiência e toda a grana que eu ganhei em doze anos de carreira espetacularmente bem sucedida como modelo e apresentar um projeto de mestrado na UFTB? Hein, Senhor, hein? Ai, Deus, eu preciso tanto de um MBA! Eu preciso tanto das regras de etiqueta pra andar no ônibus que a Glorinha Kaiu ensinou no "Fantárdigo"! Eu preciso de um cartão Tubia-Bus! Ai, Deus meu, ai meu Deus, ai, ai, aaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiii!"
(...)
"Ui, o quê? Não! Não!... (silêncio)... Ufa... CremDeuspai, que pesadelo horroroso... Ewrgh!"

E assim, depois do pesadelo, coisa que até as tops têm, Gisa corre pro mar, um tanto assustada ainda, pra se livrar dos pensamentos e energias ruins: "Volta pro mar, oferenda!, Eu hein, Deus me livre dessa vida!".

Oh, se NOS livre!


P.S.: Na vera, na vera, a Gisa tava era em Miami nessas fotos, mais antigas. Não me admira que ela estivesse com esse nojinho todo na água...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

carinhOSSO

No último sábado eu vi uma cena que me deixou tão pensativo. Mais banal não poderia ser a tal cena. Um beijo. Um beijinho no rosto. Dois namorados juntos, assistindo um filme, aí ali no meio da história, que nem era romance, um beijinho delicado e até inesperado no rosto, mais suave impossível. Carinho, puro carinho.

Nem sou de sentir inveja, nem sei se foi o que eu senti na hora vendo aquilo, mas bateu uma pontada no coração. Há quanto tempo eu não sei o que é isso? O que houve com as pessoas, como algo tão simples se torna motivo de surpresa? Eu mesmo é que não ando recebendo afagos e nem havia me dado conta?

Acho que isso é que me pegou. Pensei na última vez que recebi um abraço carinhoso, um beijo nada tarado (nada contra os desse tipo, fique claro). Até que das amigas eu recebo com boa freqüência, graças a Deus. Mas dos rolos... O nome já diz tudo, rolos...

Me dei conta de que beijo carinhoso mesmo de namorada recebi pela última vez foi daquela que será pra sempre aquela. E, putz, faz muito tempo isso. Provavelmente foi me dar conta do vazio das minhas relações e não o beijo alheio que me doeu de levinho.

Começo o ano cuidando do corpo, cuidando do futuro. Mas aquele beijinho ao lado me despertou para a necessidade de cuidar da alma também. E de passar a me envolver com quem valha alguma coisa, gente para quem eu também signifique algo.

Carinho, pessoal. Passem essa idéia adiante.

Besos sinceros, sinceros...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

para sempre, Bruna

Dia desses eu mencionei a Bruna Lombardi aqui no blog. Eu adoro a Bruna. Ela é um ícone de beleza no Brasil, por mais loira que seja e por mais que isso seja quase um pecado para alguns hoje em dia.

Pra quem gosta de revistas e modelos, como é o meu caso, ela é uma espécie de Twiggy daqui. Há as mais lindas capas e ensaios desde 1970 com ela, eu nem saberia dizer quantas foram. A minha preferida é a edição de dez anos da (hum...) Nova, de setembro de 1983 – não consegui a imagem para postar aqui, mas garanto que é linda, linda, simplesmente linda. Como já disse, aliás, minha amiga Bruna é campeã de capas da Nova, doze no total.

Dia desses também tava zappeando na TV quando vi Bruna Lombardi sendo entrevistada pelo coxinha João Dória. Não só pela beleza e pela simbologia, eu gosto dessa mulher. Eu gosto das idéias da Bruna, por mais inalcançáveis que possam parecer. Nessa mesma entrevista ela disse algumas coisas que eu achei por bem citar aqui. Apesar das aspas, ela não disse literalmente o que está escrito, mas a idéia foi algo assim. Vejamos então:

1) “Ninguém está parado”; Adorei essa. Não vou ficar fazendo reflexões a respeito, não, interprete você ou procure a entrevista no youtoba (já procurei, não tem ainda...).

2) “O tempo é um grande aliado”; Oh, se é! E um grande cozinheiro para pratos frios também.

3) “Eu não sou bonita, eu estou ficando bonita”; Dá pra acreditar que essa mesma mulher, que eu acabei de dizer que é beleza pura há mais de três décadas, acredita que é com o tempo que ela vai se tornando bonita? É outro nível. E aí vem essas pulhas Piovannis da vida achando que são o último biscoito do pacote, eu tenho que tolerar.

4) “A gente tem que sair dessa vida melhor do que entrou nela”; Bruninha, gata, eu tô tentando. Se eu não conseguir isso espiritualmente, prometo que vou tentar pelo menos no financeiro, tá?

5) “A gente precisa mais um do outro do que a gente imagina”; Eu nem preciso comentar essa.

6) Bruna disse que quando se frustra com alguém, ela diz à pessoa na hora. Eu aqui sempre fico melhor quando faço isso, mas eu ainda sou do tipo bonzinho-pateta: eu prefiro ficar na minha, me afastar da pessoa e ficar com a consciência limpa de que quem pisou na bola foi ela. Mas isso já ta mudando. Ando preferindo ficar com a consciência limpa de ter dialogado como adulto – a pessoa que se entenda consigo mesma depois (e que tome banho direitinho).

7) “Eu tenho uma riqueza dentro de mim que ninguém tira, que é saber que se eu tiver que recomeçar do zero, eu vou recomeçar sem problemas”. Pronto, Bruna, nossa riqueza espiritual tá quase a mesma. O que tenho que fazer pra alcançar a financeira e a da beleza também, gata?

8) “Olha que maravilha que AQUILO não deu certo, porque foi por esse motivo que ISSO deu certo agora”. Eu preciso exercitar MUITO essa parte. Aceitar de bom coração e com serenidade que algumas coisas não saiam como planejado ainda não é tarefa das mais fáceis pra mim. Mas eu bem sei que muitas, muitas vezes, eu acabo entendendo que uma coisa não ter acontecido não só foi realmente melhor pra mim como, de fato, abriu caminho para coisas muito melhores acontecerem. Foi assim, por exemplo, quando fiquei em segundo lugar no intercâmbio de um mês no Canadá – e um mês depois fui selecionado pro de um ano no Texas.

9) Bruna não gosta de arrogância. Isso mesmo Bruna de my heart.

10) “O silêncio é o caminho para o auto-conhecimento”. Não procure seu auto-conhecimento em Tubiacanga.

11) “O que a gente tem que fazer é agradecer”. É a vera mais veríssima que tem, embora seja difícil.

Ela não tocou no assunto nesta entrevista, pelo menos não nas partes que eu assisti, mas Bruna também adora cães. E tinha especial carinho pelos cães idosos. Acabei me lembrando de meu neném, que morreu de velhinho. E lembrei também que, curiosamente, a única coisa que eu consegui dizer pra ele no final foi “obrigado”.

Então, Bruna, acho que há esperanças para meu caso. :)


Besos pra todos. Você pode ter achado tudo isso muito clichézento, muito papo de bicho-grilo, mas eu adoro a Bruna Lombardi anyways, anyhow. E o blog é meu mesmo, eu rasgo a seda pra quem eu quiser.
Mais besos pra everyone :)


P.S.: Nem lembrava, eu costumava brincar com meu neném que ele tinha os olhos da Bruna Lombardi, hehehe.
P.S.2: A Bruna estará em cartaz nos cinemas com o filme “O Signo da Cidade”, que também tem o Luís Miranda, a Denise Fraga e a Graziella Moreto no elenco. O primeiro que assistir manda coment, please.

Besos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

conversa no jardim

E de repente você começa a perceber que aquela pessoa brilhante não era brilhante; era pedante.

E de repente você começa a se dar conta de que o jeitinho especial de ela ver o mundo é, na verdade, um jeitinho caipira e um tanto limitado de pensar o mundo.

E de repente você não quer acreditar que os “elogios” que ela te faz são os mesmos que ela faria se tivesse um cachorrinho: “lindo”, “você é tão inteligente”, “você consegue, você é o melhor”. De repente é foda acreditar que bom pra ela só ela mesma.

De repente você tem que encarar os fatos de que a pessoa que você ama é só uma pessoa normal, muitas vezes até bem mais normal do que você gostaria que fosse. E aí você tem duas opções: ou se anula de vez e passa a viver de acordo com as regras, as vontades, as crenças e a vaidade da outra, ou você busca aquele algo de amor-próprio que ficou escondido em você – e demonstra para a pessoa querida que você é gente, não um puppy, e que é a troca de idéias e experiências entre vocês que vai fazer o sentimento bom crescer e a felicidade florescer.

Gostar de verdade de alguém é um exercício muito, muito difícil. Gostar muito de alguém que "gosta" de você é ainda mais difícil. Deixar de gostar desse alguém e restaurar o amor por si próprio, então, é trabalho para Hércules.

É osso, mas acho que as duas flores roxas que nasceram em outubro estão murchando. E acho também que o problema todo nem é das flores. É da terra onde elas cresceram. Esse coração já não é exatamente o de um trouxa e, desse modo, o terreno se torna a cada dia menos fértil para o florescer desse tipo de vegetação.


P.S.: Há algo de recíproco neste texto. Sabe aquela história do dedo que aponta para uma direção e dos outros quatro que apontam para outra?

domingo, 13 de janeiro de 2008

xô tristeza!

!Hola everyone!

Mais uma semana começando, pouco mais de um mês para eu cumprir minha meta. Esse foi um fim de semana bem intenso, então tô muito cansado pra escrever.

Por isso, vão aí algumas pérolas do ótimo site Desencannes, indicado aí ao lado. Se baixar o astral, corre pra esse site, que é ótimo.

Abraços pra todos, coragem, boa sorte e tudo de bom pra todos nós.










Muito bom! Muito bom, hehehe!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

the very best

Logo se vê que a Alê está fazendo um tour pela Europa. :) E sempre arruma um tempinho pra ver o que há de bom no blog!

Eu amo meus amigos, amo minhas amigas. Hoje eu vi a Mari, meu chuchu, ralando como sempre, um brijo.

Eu desejo tudo de bom pros meus amigos porque eles são tudo de bom pra mim. E ganham a cada dia mais valor pra mim, estejam longe ou por perto. Gente que, infelizmente, eu não vejo há tempos, como a Polly, a Christiane, os Rodrigos Negão e Xanxota. Gente nova, como a inenarrável Andréa. Gente lá pra arriba, como a Manu da Bahia. Gente que vai fazer sessão de cinema atrasada, como a Dani Montilla. Gente alto astral total, como a Luana e a Helenosa. Gente que tá aí, como a Carol, a Maíra, o Beltrano e o Cicrano. E gente que tá em casa, mas que tá me mataaaaaaando de "sardade", como a Alê.

Bom final de semana pra essa gente toda. Todo mundo tratando de ser feliz, OK?
Besos e abraços.

Sardade, Lê, sardade demais de usted mujer nojenta em Barcelona!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

merece reflexão

Um simples nick de MSN, no caso o da minha amiga Luana, e uma grande questão que vinha me passando despercebida:
"Quem ama bloqueia".
Hehehe, alguém tem algo a dizer?

doidos por mim

Nunca soube explicar essa atração que eles têm por mim. Eu fico na minha, no meu canto, calado, mas sempre, sempre, se houver um doidinho, um tipo mais abilolado que eu, ele vai puxar papo comigo. Será que o doido sou eu e ninguém me contou?

Era assim quando eu morei no Texas. No lugar onde eu trabalhava. Nas bibliotecas. Mas, sobretudo, era entrar no ônibus, dar uma geral na galera, ver as patizinhas, os boyzinhos da universidade, pra finalmente ver lá no fundo o tipo não-estudante que viria, sim, sentar ao meu lado e desatar a falar comigo. Houve vezes de eu chegar a chorar, de verdade. Porque eu sou um jacu de galocha e eu dou atenção. Então eu converso, aliás, eu escuto, e inclino a cabeça e acabo recebendo a carga de energia da pessoa. Na vera, às vezes em que eu lembro de ter chorado eram quando mais de um tipo doido me pegava pra Cristo ao mesmo tempo, aí eu não dava conta, não. Putamerda, já basta meu mundo maluco, ter que dar conta das maluquices alheias é dose.

Mas sempre ouvi o que os loucões tinham a dizer. E as louconas também. Mas eu acho que eles viam em mim o líder. Só pode ser. Do contrário, se eu, de alguma maneira, não fosse meio como eles eu não cagaria de medo de um deles ser Deus testando minha paciência. Hehehe, sério, era tanto doido vindo prosear comigo nos ônibus texanos que eu ficava com aquela música “One of Us”, da Joan Osbourne, na cabeça (“and what if God was one of us? Just a stranger on the bus trying to make his way home?”).

Fato é que no Brasil o carma prossegue. Ontem baixei no Diamong Goll, aqui em Tubiacanga (aliás, vi lá o sujeito que apelidou esta cidade de Tubiacanga), pra ver “Meu Nome Não é Johnny”, o filminho novo com o Selton Mello (fazendo um piradão...). Cheguei um segundo depois que esgotou a sessão, já tava lá mesmo, esperei mais de duas horas até a próxima.

Observação número 1: Duas horas dando volta num shopping e eu já não sei se os amiguinhos dos ônibus lá no Texas eram mesmo os doidos.
Observação número 2: O filme é bonzinho. Eu fui por sugestão da Mayra (vulgo Jacyra), morrendo de medo de ser outra bosta da Globo Filmes. Mas pode ir ver que é engraçadinho. Aliás, o Luís Miranda está hilário!

Saí do shopping antes de meia-noite e fui pro ponto em frente á Igreja Universal pra pegar meu azulão. Tava lá o Humbertão, na boa, curtindo a brisa da nite, solo no bus stop, quando, claaaaro, chegou o tipinho que iria me alugar o tempo que fosse necessário. Como diria meu amigo Rodrigo Negão, puLLLLLLtaquipariu, o doidinho da vez me torrou a saqueba. Esse além de doido era mala. “Sociólogo” e torrorista! Falou do tanto que o ponto era perigoso, que os pitboys batiam em gente como nós (nós???) ali, que gente como nós (nóóós????) era barrada no Diamong, que a classe média é que era culpada pela violência e todo aquele papinho barato de Boaventura blábláblá... Nossa, nem eu mereço. Já me cansei de muitas coisas, pelo visto não tenho mais saco pros doidinhos, não. Esse nem engraçado era.

No fim das contas chegaram mais duas jovens trabalhadoras no ponto que, aliviadas por não terem sido as “escolhidas”, se compadeciam de minha dor lançando olhares de “Coragem! Força! Sorte aí, hein!”. O doido-mala vazou depois de falar por 54 minutos na minha cabeça (o relógio do JK não me deixa mentir). As mocinhas até falaram depois que ele saiu, me parabenizaram pelo saco de filó e desejaram felicidades. :)

E tudo que eu queria era curtir o silenciozinho da noite fresca. Mais fresca que eu.


P.S.: Bati o recorde de gírias neste post. E vou bater o de P.S.s também.
P.S.2: Adorei o comercial da Motorola que rolou no cinema antes do filme. Toca “Bones”, do Killers, eu amo.
P.S.3: Cheguei em casa quase uma da madruga e ainda assisti ao “Jardineiro Fiel”. Tão lindo o filme, tão linda a Rachel Weiss. Tão bom não ter nenhuma mala falando na sua cabeça quando tudo que você quer é estar solito.
P.S.4: Ainda dentro da série “filmes que só estou vendo agora porque antes fiquei estudando feito um mongol e deixei de ver”, assisti esta semana a “O Diabo Veste Prada” e “Babel”. O primeiro só me fez lembrar dos meus sonhos “revistísticos”: restará ainda alguma micro-esperança? O segundo foi uma decepção: esperei tanto pra ver, achei que fosse óóóótimo como o “21 Gramas” e foi só um filme longo pra cacete, com imagens bonitas, claro, mas com tudo o que há de mais óbvio nesse mundo maluco que a gente vive.
P.S.Final: Quem é louco, afinal de contas, quem pode dizer?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

cora nessa hora

Eu tô na áerea, povão, só um pouco ocupado.
Ando fazendo o que sugere a ilustração de Beto Candia aí acima. Há momentos em que não tem outro jeito. E esse é um deles.

Abraços pra todos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

enquanto isso, em Malibu...

Courtney e Jen bem tomando uma soleta. Pernas pra cima, aquela fufuquinha de depois do almoço. A Gisa e o Jack já até vazaram. Eu vou te contar, viu... Vida de pobre é uma bosta. Será que essas mulheres já ouviram falar do bairro Guarani, em Tubiacanga? Será que já ouviram falar de Tubiacanga? Que será que elas conversam, hein?


"Jen, minina, cê tá muito branca. Dá um jeito, mulé."
"Ah, num vem não, Courtney, que você sempre foi a mais
coalhada do Friends."
"Fala não."
"Ow, spia essa unha no meu pé. Tô achando que essa desgrama encravou."
"PuLtamerda, Jen, encravou mesmo. Quem explica um trem desse? Justo no seu pé, mulé?"
"O Humberto explica, vou ligar pra ele. Tô até precisando mesmo porque eu ouvi um papo de que a Angie teve lá na casa dele sturdia. Ele deve tá cheio de fufa nova."
vero, liga lá, manda ele descer, fala pra trazer uma lixa porque essa sua tá uma bosta. Ainda mais agora com esse pé desse jeito."
"Vou ligar. Do jeito que é ele tá assistindo 'Sem Censura'. Vai gostar!"
"'Sem Censura'?... Esses ricos são tão excêntricos, Jen."
"Nem me fala. Ai, carái, não cutuca não Courtney!"
"Foi mal, foi mal..."


P.S.: Ai, gente, sorry, eu sei que metade aí não entendeu o post, hehehe. Mas francamente, na hora que eu vi minha situation aqui e essas duas nessa vida. Sem comentários!
P.S.2: Quem me conhece sabe das histórias das lixadas de unha em Malibu, ao som de Jack Johnson, eu, Gisa e Jennifer (a Aniston, ex do atual da Angie Jolie).
P.S. Final: OK, não tinha nada pra postar hoje. Ma queria rir, tô cansado de chorar pitanga. Nem eu mereço, né? Ah, e, sim, o papelpop faz essas novelinhas muito melhor que eu. Vai lá que deve ter uma das boas!

Besos!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

pura vaga-lumagem

Comecei o ano resolvendo bobaginhas que sempre adiei. Acho que todo mundo acaba fazendo isso. Tem, por exemplo, uma carta que eu tô pra escrever há quase sete anos – e desconfio que a remetente, se ainda estiver entre nós, já não lembra de mim...

Anyways, aqui em casa tem um livro da “Série Vaga-lume”, que eu nunca tinha lido. Sempre, sempre tive medo do livro, principalmente quando era criança de fato. Trata-se de “Sozinha no Mundo”, de Marcos Rey. Eu não gostava das ilustrações, a começar pela da capa: uma pobre duma mocinha, com uma oncinha, olhando pro nada, com uma cidade sombria ao fundo. Pra completar, nas ilustrações internas tinha uma mulher horrenda (que parecia uma costureira que trabalhava aqui em casa), que corria atrás da garota pela história toda. Na verdade, na verdade acho que era o título mesmo que me metia medo. Medo de terminar sozinho no mundo também.

Enfim, resolvi que eu já tenho idade e tempo sobrando pra curar esse trauma. Peguei o bendito do livro e numa corrida li o troço todo. Realmente a história da menina, a Pimpa, é foda, coitada, mas foram outras as coisas que me chamaram a atenção. E antes de falar delas só queria esclarecer: sim, já não vou ter medo do livro (até porque se ficar sozinho no mundo agora, já sou ridículo o suficiente pra me virar).

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o texto. A “Série Vaga-lume” (que eu costumava chamar de “Série Vagabundo”) foi um marco na minha geração e, provavelmente até mais, na anterior. Mas eu me dei conta de que o texto era tão simplezinho. De tal maneira que eu juro que com 13 anos eu podia escrever um volume. Ainda mais com a mente fantasiosa que eu tinha!

Treze anos, aliás, era a idade que eu tinha quando me obrigaram a ler “Um Cadáver Ouve Rádio”, da mesma coleção, do mesmo autor. Hehehe, eu odiaaaaaaava ler por obrigação, bastava o livro ser indicado para trabalho para eu não conseguir ler. Bom, daí peguei o livro na biblioteca do Renascença, um bairro tranquilinho e bem habitado aqui de Tubiacanga, e fiquei 15 dias com o livro. Claro, não li. Tentei renovar, mas a vaca da bibliotecária não deixou. O pior é que no mesmo dia a outra bibliotecária, uma boazinha que tinha lá, me contou que ia jogar umas revistas fora, e que eu podia pegar o que quisesse pra mim. Resultado: eu fui pra cabine onde havia, sei lá, um milhão de Vejas e passei, hehehe, seis horas lá escolhendo o que levar (em 199x...ooops! Aos 13 anos.). Saí de lá exatamente porque a desaforada da bibliotecária ruim tava falando pra boazinha que “um menino teve a coragem de pedir pra renovar ‘Um Cadáver Ouve Rádio!”; Saí, com trocentas revistas na mão, e ainda olhei feio pra ela, que obviamente se assustou de eu ainda estar ali. A boazinha riu horrores, hehehehe.

Voltando, voltando pro “Sozinha no Mundo”. Como eu disse, pelo menos umas três gerações de jovens brasileiros leram muitos dos livros da “Série Vaga-lume”. Aí eu fiquei pensando no tanto de merda que a gente aprendeu com eles também. Tudo bem que os tempos eram outros, e a gente não pode avaliar as pessoas e as obras de outros tempos com os olhos de hoje, mas convenhamos, encontrei umas passagens no livro que achei no mínimo curiosas. Tais como:


1) “O mais comovido de todos era Hugo Cassini. Tão bom fora para Pimpa que parecia até bonito, apesar do nariz de tucano” (pág. 44).

Bacana o autor, né? Melhor que a descrição do nariz só a aula do que é um nariz bonito e do que não é. Ainda bem que meu singelo tucaninho, nos anos 80, ainda era só projeto.

2) “Era uma garota de sua idade, que seria bonita se não fossem dois dentinhos acavalados” (pág. 46).

De novo, o autor ensina aos meigos leitores de 5ª a 8ª série quem zoar e quem não zoar na sala de aula. Eu só gostaria de lembrá-lo (estará por aí?) que dentinho acavalado, ou encavalado como dizíamos, também tinha a Dona Bruna Lombardi (aliás, ainda tem!) que era de longe a mulher mais bonita da época de todos os livros da “Série Vagaba”.

3) "Nunca há vagas durante o ano letivo, mas no momento só temos a Marina. Pobrezinha, passa as férias conosco. Seus pais são divorciados” (pág.61).

Essa é histórica porque era assim mesmo: “Garotada: zoar com os filhos de pais divorciados!”. Isso é tão engraçado, pensar que realmente havia um preconceito contras essas crianças. E que hoje deve ser o contrário. Por outro lado, eu bem lembro que era doido pros meus pais se separarem, pra eu ser bajulado como minha prima. Bom, estão casados até hoje, fiquei na vontade, hehehe.

4) “E aquela gorducha – agora devorando uma caixa de bombons – em poucas horas tornara-se como uma amiga antiga” (pág.63).

Eu juro que professora nenhuma discutia estereótipo nas provas de livro! Sem falar nos termos usados. Pobre das gordas.


Enfim, pobre de gordos, dos portadores de dentinhos acavalados, com nariz de tucano e filhos de pais separados. Uma legião de coleguinhas leu, por orientação de seus professores, que todos eles eram dignos de muita zoação na escola, na rua, no caralho a quatro.

Quero fechar lembrando que os tempos eram outros, as crianças eram outras, a escola era outra. Por mais que todos esses detalhes pareçam engraçados (ou até revoltantes, em caso de narizes!), cabe pontuar que escola naquela época ensinava e criança naquela época lia. E cabe lembrar que eu adorava o “Açúcar amargo”, “O Mistério do Cinco Estrelas” e “A Ilha Perdida”, entre outros. Todos da histórica “Série Vaga-lume”. :)

P.S.: Com todo respeito à série citada, meu gosto pela leitura eu devo mesmo a Ganymedes José Santos de Oliveira e sua Série “A Inspetora”. Eu sei que a Jacyra me entende, hehehe. Isso dá outro post.
P.S.2: Estou lendo “Lucíola”, do José de Alencar, pra voltar à idade adulta. Comento depois.

Besos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

never bother me ;)

Começou o ano! Lá vamos nós!!!

Nada muito longo hoje, ainda estou me recuperando do Wanderllón desse ano, que foi lá na casa da Jacyra. Sutamos todos os baldes, ou melhor, todos sutamos o balde. Adorei a Giovanna! Anyways, anyways, foi no mesmo apê onde rolou, claro, o níver da Jacyra em setembro, já mencionado um zilhão de vezes aqui no blog.

Eu lembro que na madruga do níver dela nós ficamos de leseira conversando e convencendo uma conhecida a cair nos braços de certo gigantão. Na ocasião eu falei deste blog e da alegria que me dava ver neguim do mundo inteiro acessando o "humberto explica". Daí Gigantão, em sua sabedoria nerdiana, que sabe tudo de tudo e necas do que realmente interessava na hora, veio cortar meu barato: "Ãh... pode ser só o IP. Não quer dizer que alguém lá fora acessou mesmo o blog".

Bom, pra resumir: o mapinha aí acima foi publicado a pedido da gatíssima Alê. Pra mostrar que ela acessou este humilde, mas veramente visitado blog, em Paris. Ai, Gigantão...


P.S.: Claaaaaro que o Gigantão foi pra casa sem conseguir nada com nossa conhecida aquele dia. Aliás, nem naquele dia nem em nenhum outro (OK, OK, sometimes I'm good, but when I'm bad I'm even better, hehehe).

Besos everyone! Abraço Gigantão!