segunda-feira, 31 de março de 2008

os poderosos

Essa semana eu ganhei a Vanity Fair, a Vogue e a GQ deste mês. Adooooro! Mas eu pirei mesmo foi com a Vogue, que ainda por cima tá com a Gisa na capa. Linda! Simplesmente linda, simplesmente Gisa, o espetáculo de sempre. Na foto, ela está radiante, ao lado do jogador de basquete James LeBron, que, como não podia deixar de ser, também está iluminado (não sei aqui na net, mas a capa em mãos tá um espetáculo).

É a chamada “edição do corpo”, e a editora da revista, a papisa Anna Wintour, faz um apelo (uma ordem, na vera) aos estilistas para que, a propósito das Olimpíadas, eles voltem a valorizar o corpo saudável, e não aquele amontoado de modelo-cabide igualzinhas e sem sal (como, aliás, este modesto blogueiro já tinha criticado este ano). A revista está linda e (eu dou meu braço a torcer, porque elas não são minhas favoritas) as tops Carol Trentini e Raquel Zimmerman estão podendo demais também. As duas são ótimas de trabalho, mas Gisa é Gisa, e o brilho é todo dela.

Entretanto, olha só, dizem que a capa (que eu achei linda, sim) tá causando a maior polêmica nos EUA por uma questão racial. Há quem veja na foto uma relação com o filme King King (de modo que LeBron, o primeiro negro na capa da bíblia da moda, seria o King, segurando a mocinha loira e indefesa, que no caso seria a Gisele).

Olha, eu acho um pouco exagero. Mas eu também sei que numa revista do porte e da importância de uma Vogue América nada é por acaso. O pior é que depois que eu li esses comentários já não consigo olhar pra capa sem ver alguma semelhança (merda).

Mesmo assim, eu acho sacanagem. A capa tá linda, tem TUDO a ver com o conteúdo da revista, tá um astral bom. A Gisa e o LeBron estão radiantes. Eu entendo o lado de quem se sente ofendido. Mas também penso que há um radicalismo meio sem noção. Tudo agora é motivo pra mágoas.

Se você puder, leia a revista, veja as fotos. Tudo perfeito, como não poderia deixar de ser. De todo modo, o que vocês acham? Quem apelou foi a revista ou foram as críticas?

***

Ainda sobre a Gisele, spia que chuchu minha gatinha não era quando tinha seus 15 aninhos. Essa foto, feita por Angelo Pastorello, em 1996, será leiloada para arrecadar fundos em prol da Floresta Amazônica.

E agora, o que vão dizer que a Gisa fez de errado nessa história? Tem sempre um chato querendo culpar a mulher por qualquer coisa. Eu, hein, que inveja do cão!

Besos!


P.S.: Eu confesso: Quando a Gisa tinha 15 aninhos e eu 16 (e já era chato), eu não achava ela um chuchu, não. Fã antigo das modelos, a primeira vez que eu vi que a Gisele não era uma modelinho qualquer da Capricho foi num comercial do sabonete Vinólia: Ela vinha linda, numa praia. Ali eu vi que aquela mocinha nariguda era Gisele Bündchen. E pouco tempo depois o resto do mundo também viu.
P.S.2: Coments liberados. Comentem, pleeeeease!

num passado não muito distante...

Hoje é dia 31 de março. São 44 anos desde o golpe militar que instalou a ditadura no Brasil. Você já parou para pensar na bênção que é viver com a liberdade que nós vivemos? Já parou para pensar ao menos no lado bom dela? Se não, pare e pense.

De minha parte, grande interessado que sou pela história do país nos anos de chumbo, agradeço veramente por todos aqueles que lutaram pra eu ter hoje a liberdade de escrever um blog como este, sem outra censura que não seja meu próprio (bom) juízo. Agradeço por poder pensar com minha cabeça, por poder discordar se for preciso. Agradeço, porque sei que hoje em dia seriam poucos os que dariam a cara a tapa (literalmente) e arriscariam a própria vida pela democracia no Brasil.

Se fica algum medo é o da desinformação e o da memória curta dos brasileiros. Eu me pergunto se esquecer tudo o que passou não pode ser uma senhora brecha para que aqueles absurdos voltem a acontecer. Pare e pense no presente, desta vez.

Parece um post carola e ufanista, eu sei. Mas eu realmente torço pra que as pessoas tenham mais consciência do valor da liberdade que temos. E do horror que foram os anos em que nossos pais não a tiveram.


P.S.: Não posso deixar de comentar: Vem sendo exibido um comercial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que frisa a importância dos heróis que lutaram no período militar pelo direito do voto e pela democracia. Corretíssimo. O que é estranho é a exclusão das mulheres no anúncio. Todos os célebres mostrados no anúncio são homens. E as heroínas? Vai dizer que ficaram em casa lendo Cláudia? Não dava pra colocar nem uma Zuzu Angelzinha, não?

confissões de adulto

Leitora fidelíssima do blog, a Helena (ou Helenosa de Tróia), pediu pra eu falar do seriado “Confissões de Adolescente”. Então vamos lá!

Em 1994 a TV Cultura ainda exibia a série “Anos Incríveis”, que eu adorava. Não lembra qual? Era aquela do Kevin Arnold, um zé meio malinha, que se fodia bastante, mas também se divertia um bocado. Vai ver era por isso que eu achava ele tão parecido comigo. Eu adorava mesmo.

A série se desenvolvia seqüencialmente e tal, claro, e o próprio ator foi crescendo em frente às câmeras. Numa bela sexta-feira, eu tava assistindo “Anos Incríveis” e o Kevin pegou a namoradinha dele com outro (choque maior que o dele só o nosso). Enfim, os dois conversaram, tudo no mundo se resolveu e a série acabou. The end. Eu nem acreditava naquilo.

Daí, na segunda-feira, quando eu jurava que iam recomeçar a série, a Cultura começou a exibir “Confissões de Adolescente”. “O quê?!!! Como assim? Cadê o Kevin e a Wendy? Cadê o songo do Paul? Que merda é essa, série protagonizada pela Maria Mariana?!! Socorro!!!”.

Quando eu era adolescente eu detestava a Maria Mariana (hum... eu não detesto hoje em dia, mas não amo também, não). Quando eu vi que iam começar uma série com ela, como qualquer adolescente, eu fiz um escândalo. Daí eu assisti ao primeiro episódio: bom, era fato que a visão da adolescência agora seria feminina (eram quatro protagonistas); então, nada mais de identificação como a que ocorria com o Kevin Arnold, certo? Errado! Eu adorei o primeiro episódio.

PAUSA: Tá enorme este post, não tá? Sorry, hoje eu tô com vontade de escrever tudo que não foi escrito nos últimos dias. Puro blá, blá, blá mesmo, então se quiser parar, eu compreendo. Mas se der conta de continuar, be my guest! :)

Eu dizia que adorei o primeiro episódio. E o segundo. E o outro e o outro. Era legal porque rolava tudo que rolava com a gente mesmo, e, obviamente, numa visão mais brazuca que em "Anos Incríveis". E tinha os meninos também, claro, daí dava pra se identificar. E o mais legal, das quatro filhas do Dr. Paulo, vivido pelo ator Luís Gustavo, a Maria Mariana (Diana) era a que menos tinha brilho. Basta dizer que a irmã mais nova (e mais engraçada), a Carol, era vivida por ninguém menos que uma iniciante (e já talentosa) Deborah Secco. Tinha ainda as atrizes Daniele Valente, que fazia a Natália (a filha adotada, e minha favorita) e a Georgiana Góes, que interpretava a Bárbara.

Aqui em casa a gente assistia tanto à série que eu e minha irmã chegamos a decorar muitas das falas. Até quem não assistia conhecia algumas, de tanto passar pela sala e ver a gente assistindo às fitas. Na série também tinha a Leandra Leal, com singelos 13 aninhos, e o Dudu Azevedo, como eu já mencionei aqui no blog.

As meninas continuam por aí. Agora são mulheres. A Daniele, que chegou a fazer "Zorra Total" (Jesus!), parece que vai levar a carreira mais para o lado do humorismo. A Georgiana chegou a fazer novela na Gróbis (“O Amor Está no Ar”, 1998), mas sumiu (a última vez que eu a vi foi num comercial de sorvete, há pouco tempo). A Maria Mariana pode ser vista na série “O Menino Maluquinho”, exibida na TV aberta pela mesma TV Cultura. E a Deborah Secco, bom, essa vocês conhecem bem.

Quem não tiver visto a série, ou quiser rever, pode alugar na locadora. Tem uma caixa com todos os episódios. Hoje em dia a gente é adulto (bom... alguns de nós se tornaram adultos) e as situações e tiradinhas podem não mais parecer tão engraçadas. Mas vale pelo figurino (você vai lembrar que vestiu bermuda jeans com camisa de malha tamanho G, pra fora, como se fosse a coisa mais style do mundo; vai lembrar das calças saint tropeito; vai lembrar que Double You já foi uma banda bacana e que todo mundo dançava house, KKKKKKK!).

Enfim, a série era bacana. O ano de 1994 foi muito bacana. E os adolescentes daquela época eram chatos e inseguros como qualquer um – Mas sabiam escrever e eram mais bacanas, hehehe. Até a chata da Maria Mariana soube escrever uma peça teatral que virou uma série inesquecível pra quem tinha entre 12 e 19 anos em meados da década de 90 (até os chatos eram mais bacanas).


Brincadeira. Cada um sabe o que é legal em sua época. E sabe até a hora em que o melhor da adolescência se torna só a lembrança dela. É isso, Helenosa. :)



P.S.: Os dados referentes à idade do autor neste post são discutíveis. :P

hum, pitanga!...

Taí a Dona Camila Pitanga, esse espetáculo. Eu não vou nem falar nada. Escrevi várias vezes sobre “choração de pitangas” nos últimos posts, achei que era justo dar espaço pra beleza dessa mulata maravilhosa. O talento dela a gente não deve voltar a ver logo, já que a atriz tá grávida. Mas a gente espera tranqüilinho. E torcendo por outra interpretação inesquecível como foi a de sua Bebel, em “Paraíso Tropical”.

Taí: Pitanga pra mim, agora, sá as Camilas! :P

e o que é pior?

O “Humberto Explica” já rasgou uma sedinha pra Natália Guimarães algumas vezes. Já chegou até a dizer que ela era um motivinho pra gostar dessa roça que é TuBHcanga. Mas, putamerda... Namorar KLBosta? Aí não, aí não dá, não! E isso consegue ser pior, porque há que diga que é namoro de fachada, pra ela continuar saindo com o Aedes Neves. Como diria meu amigo Rodrigo Negão, PuLLLtamerda! O que é pior nessa situação?

***

Ta vendo? A gente fala bem de algumas pessoas e corre o sério risco de quebrar feio a cara. Essa coisa da Miss me fez lembrar que não dá pra “pôr a mão no fogo” por ninguém. Eu lembrei até de um caso que ocorreu uns oito anos atrás...

Já houve um tempo em que existia virgens (e nesse mesmo tempo era bacana ser virgem, vê que bosta?). Eu e algumas amigas fomos adolescentes numa época de transição, tinha as (e os!) virgens e as não-virgens e tava tudo na boa. Mesmo assim, ainda tinha quem olhasse meio torto pras “avançadinhas” (pensa bem que mundo caduco!).

Anyways, daí eu lembro do povo na escola falando de quem era, quem não era, quem devia ser. E lembro direitinho de mim falando: “A Cássia é virgem! Eu ponho a minha mão inteira no fogo que ela é!”.

Primeira observação: Spia que bosta, se eu que já era o mais feminista do bando, tava defendendo a virgindade da amiga, imagina o que não falando das, digamos, "dadas"?

Segunda (e conclusiva) observação: Uns poucos anos depois, a Cássia me ligou pra contar fufa: E assim que eu perguntei (eufórico, eu confesso) quem tava grávida, a Cássia respondeu na latinha: “Eu”. KKKKKKK, eu teria me sentido muito baixo se não fosse a Cássia – tão minha amiga e se tão sabendo que aquela pergunta era quase um cumprimento pra nosso bando, especialmente quando alguém anunciava fofoca quente.

Moral da história: Já queimei minha mão algumas vezes. Depois da última queimada, graças a uma briga minha com meia faculdade pra garantir que uma amiga não era interesseira, não ponho nem uma unha quebrada no fogo por ninguém. Cada um que faça o que quiser, que seja o que quiser, porque tá mais que certo mesmo. E eu não sou pai de ninguém pra ficar defendendo ninguém. Mal dou conta de mim. :P

Jesus, esse post era pra ser mínimo!


P.S.: Da série “não é a cara?”: Janaína, ela não tá a cara da Cléo Pires nessa foto?
P.S.2: “Cássia” é nome fictício, é óbvio!

sexta-feira, 28 de março de 2008

então é assim

O péssimo de fazer 25 anos todo ano é que num belo dia você acorda e, pimba!, está com 30 anos! Mas o ótimo dessa história é que depois de fazer 25 anos todo ano, num belo dia você acorda e, pimba!, está com 30 anos.

quinta-feira, 27 de março de 2008

...

Como os leitores mais atentos devem ter notado, tirei dois posts. Admito que deveria tê-los resolvido com quem os inspirou ao invés de escrever. Estamos conversando. Quanto aos coments, hum, joselitos que foram postados, sem coments meus. Anyways.

Eu vou ficar longe da net por uns quatro ou cinco dias. Por isso, enquanto não poderei responder a coments indelicados e um tanto injustos, ninguém vai poder comentar. Semana que vem eu libero de novo.

Ainda devo postar amanhã. Devo ao menos tentar.

Bom. Besos, né?


P.S.: Sim, lavar roupa suja no blog também é, hum, joselitagem. Mas eu aprendo com meus erros e isso não vai se repetir. Hasta luego, amigos.

quarta-feira, 26 de março de 2008

pérola televisiva VIII (loucura, loucura, loucura)

Já mencionei aqui mil vezes o quanto televisão no final de semana é o que há em matéria de ó do borogodó. Também já confessei que acabo vendo alguma porcaria dessas de vez em quando (do contrário não poderia dizer que são o ó do borogodó). Mas pra mim o pior mesmo é quando um desses ós do borogodó quer dar uma de "consciente e preocupado com a inteligência e a educação do povo". Sinceramente, andei tentando ver o tal do quadro Soletrano, no programa do Luciano Duck, mas é osso.

A começar pelo próprio Luciano Duck. O sábio Caio, cérebro de verdade que tive o prazer de conhecer há um tempo, disse ontem o que há pra se dizer sobre o apresentador. Mas cabe acrescentar: é um tanto podreira ver essa versão 2000 do Sílvio Santos (não pelo carisma, mas pela "preocupação" com os despossuídos). Não é possível que eu seja a única pessoa neste país que se incomoda em ver um cara que nasceu e cresceu em berço de ouro (logo nem sonha em como é ser duro) e teve todas as oportunidades do mundo tirando sarro, digo, ajudando pobrinhos e miseráveis a conseguir um trocado pra construir um puxadinho. É assim que se dá oportunidade às pessoas? Isso é ser socialmente engajado?

Anyways, mas o tal do Soletrano é de lascar. O quadro é uma dessas imbecilidades importadas dos Estados Unidos, claro, e premia o aluno brasileiro que melhor soletrar palavras que ele nunca vai usar. É isso aí, é assim que se incentiva o desenvolvimento da educação no Brasil! Saber escrever pudibundo, mesmo que você não entenda o que significa e mesmo que isso não ajude no seu raciocínio, faz de você uma pessoa mais inteligente, minha criança!

Enfim, esse culto ao analfabetismo funcional é uma tristeza. Eu fico imaginando os debates acadêmicos a respeito (bem, não devem ser muito mais produtivos também, não). Se a gente já se horrorizava com o Pascoale Sifu Neto na lá na FaculdadeLetras, imagina com esse concurso escroto agora.

É preconceito racial, preconceito de gênero, de classe... Agora ainda por cima ganha espaço o preconceito lingüístico. Esses programas de TV "bonzinhos" deviam optar logo entre ser puro entretenimento, e parar de explorar a pobreza e a ignorância alheias, ou usar o espaço que têm pra fazer alguma coisa realmente relevante para este país.

É osso.

P.S.: "Seu Luciano, Osso? Ô (com sotaque de paulista, mesmo que a criança venha do Piauí e seu "O" tenha som de Ó)... Cê Cêdílha e (dez minutos depois) U!" Passei?
P.S.2: Só pra esclarecer: Nascer e crescer rico não é demérito nenhum, não. Muito pelo contrário, é uma bênção.

terça-feira, 25 de março de 2008

liberdade? igualdade?! fraternidade???!!!

Sábado passado meu amigo Fulano me ligou. Não pensem vocês que é só a mulherada que me procura pra chorar as camilas pitangas. Anyways, ele tava meio completely very shocked com os caras com quem vinha tentando se relacionar. Biba sofre, hehehe. Anyways again, eu fui ouvindo o seu relato e concordando com ele que há motivos para se chocar, sim.

Não vou me estender na história, pra não expor o pobre, mas o fato é que ele se deu conta de que ou vive sozinho e na galinhagem ou namora, mas, nesse caso, tem de se submeter a um cara que quer não apenas mandar nele, mas quer que ele seja do tipo dócil e dependente (homem dócil e dependente?). Em outras palavras, muitas bibas do século XXI se comportam como os a maioria dos homens do século XX. Dá pra acreditar numa merda dessas?

O fato é que relacionamento hoje em dia, seja lá de que orientação for, tá osso. A impressão que dá é de que há um desrespeito geral. Todo mundo é muito individualista, por um lado, e, por outro, não está disposto a dar valor à individualidade e à autonomia do outro. Então fica assim, “ou você tá comigo do jeito que eu quero você ou vá ficar sozinho”.

E o Humberto pergunta, quem entende?

***

Eu vou ter que ser mais específico aqui: o mais chocante na “quebrada de cara” do Fulano foi que, mesmo tendo tomado uns dois ou três chifres do cara que ele achou que tava namorando, o Fulano teve de ouvir desse mesmo idiota que o namoro não ia decolar porque o Fulano era "sexualmente bem resolvido demais". Então, peraí, até viado tem que ter de dois tipos agora?! O pra casar e o pra traçar?! Então pra se relacionar com alguém o cara agora tem que se comportar como (ou fingir que é) uma donzela na cama? Cadê a porra da liberdade e da igualdade e do respeito pelos quais as malas das bibas requebram todo ano na Paulista (e pelas quais outras bibas realmente lutaram muito nas últimas décadas).

Vai entender o ser humano. Eu lembrei, na hora, da Leila Diniz. Ela mesma, a Leila que eu sempre menciono aqui. A Leila, que estaria completando 63 anos no dia de hoje. A Leiluska, que onde estiver, deve estar de queixo caído com a caretice, o conservadorismo e a limitação mental das pessoas neste novo milênio.

É assim, cara Leila. Precisa de muito tempo pra mudar as coisas. Precisa nascer muitas outras Leilas, e agora “Leilos”, pra ver se essa civilização toma jeito. Por enquanto, tá difícil.

Besos pra todas.

meu passado me redime

E a Amy me entende. :)

segunda-feira, 24 de março de 2008

pérola televisiva VII (a bela e o fééééra)



E eu assisti ao Faustão domingo pra ver a Cris Vianna. Ela foi até bem discreta, tá muito na dela ainda. Aí tava lá também o tal do Dudu Azevedo, parceiro da moça na novela. Ele, ao contrário da atriz, tava, meu, tipo assim, não parava, tu tá ligado?

O cara soltou seu mega sotaque kérióóóca, gesticuluou, faluou demais, é esso aí, véi, sacou? E eu fiquei me perguntando: A Globo também vai mandar ele praquela fonoaudióloga que tem(?) que corrigir o sotaque da Grazi? Ou sotaque exagerado de carioca pode demais?

Esse é o tipo de "Q", de "que coisa esquisita", que "só se vê na Gloooobo".


P.S.: Acho que ficou claro, mas não custa ressaltar: Nada contra o cara.
P.S.2: Eu sei que deve ser viagem na maionese minha, mas eu não consigo deixar de achar esse ator a cara da Yasmin, filha da Luíza Brunet.
P.S.2: Tem coisa mais irritante que sotaque de carióóóca da Gróbis: o sotaque, o sorriso, a cara, o gestual, o conjunto da "obra" da Sandra Anemblargh. Alguém aí na Gróbis, pleeeeeease, tira essa mulher daí! Com tanta jornalista boa na casa, insistir nessa Dona Maria, pelo amor de Deus, tenham algum respeito pela inteligência do telespectador vespertino.

domingo, 23 de março de 2008

pérola televisiva VI (quem o quê???!!!)

É sacanagem (sem trocadilho) da parte de quem o nome do programa da Cicarelli na Band? Como assim, "Quem Pode Mais?"? Isso sim é um trocadilho infame! Bom, eu nem vou comentar. Eu gosto da Daniella, acho que ela leva jeito pra apresentadora, sim, tem seu carisma... Mas televisão domingo eu não mereço mais não. Anyways, vamos ver o que vai dar (ooops!, sem trocadilho de novo!). E tu aí? Tem podido muito ultimamente?

P.S.: Eu conheço quem ache a Cicarelli horrorosa. Vá lá, esse bocão é incomum. Mas, sinceramente, olha essa foto aí. Dá pra chamar uma mulher dessas de horrorosa? Despeito é uma merda mesmo.

sábado, 22 de março de 2008

Cris Vianna (here she comes again!)


"Empregada da casa de Barretão, vive fugindo das investidas de Barretinho."

Quem é o Barretinho?

"(...) advogado, trabalha no escritório da família, mas não exerce a função com o mesmo afinco do pai. Gosta de se divertir sem maiores compromissos, até conhecer Débora Vieira, ex-namorada de Marconi Ferraço, de quem ficará noivo, para desgosto de sua mãe."

As descrições acima, das personagens Sabrina e Barretinho, na novela "Duas Caras", confirmam o que carisma, talento e beleza podem fazer.

Enquanto Barretinho, interpretado pelo quase iniciante (eu lembro desse cara em "Confissões de Adolescente") Dudu Azevedo, já tinha na sinopse da trama uma história pra desenrolar com a personagem de Juliana Knust (Débora), a Sabrina de Cris Vianna era praticamente uma figurante – só a "diversão sem maiores compromissos", ou mais precisamente a enésima empregada, negra, que é bolinada pelo patrão.

Fato é que logo, logo a figura da atriz ganhou espaço. Eu lembro no comecinho de eu já ter comentado com umas amigas o quanto a "atriz que fazia a Sabrina na novela mala" era bonita. Verdade seja dita, a postura da personagem, obra do autor Aguinaldo Silva, acabou sendo interessante desde o início: Por mais que a serviçal entrasse no jogo de sedução com o patraozinho rico, ela tinha firmeza e respeito próprio – não cedeu. Além disso, era uma funcionária boa de serviço. Enfim, autor e atriz conseguiram mostrar que aquele papel não precisava ser só figuração.

E foi o que aconteceu. A relação do patrãozinho com a empregada foi crescendo, os dois foram ganhando destaque na trama. O patrão branco despirocou e baixou na favela pra desfazer o casamento da ex-funcionária (folhetinesco como se espera de novela, convenhamos).

Há uns dias Cris e Duda protagonizaram uma cena (um tanto insólita) que ganhou alguma repercussão: Sabrina recusou o pedido de casamente de Barretinho alegando que não queria um marido branco, que não queria "aguar seu sangue" (desolado, o cara vai embora e é atropelado – mais folhetinesco).

O racismo da personagem era balela (na verdade, ela tem receio de encarar os dramas de se envolver com um homem branco e rico). Eu, sinceramente, não sei se esse "racismo ao contrário" sugerido pela novela rola de verdade, não. Já vi loura reclamando, com razão, de ser chamada de burra no trabalho e tal, mas "branco" sendo vítima mesmo de racismo? Nunca ouvi falar. Pra ser sincero, nem entendo esse extremismo, sobretudo no Brasil. Dá pra falar em braaaancos e neeegros no Brasil? Com o perdão do trocadilho, e sem querer me estender no assunto, não penso que a discussão seja assim tão "preta ou branca". De toda forma, qualquer pessoa minimamente sensata entendeu que a idéia geral que a trama do casal na novela propõe é que racismo, seja como for, é uma estupidez. Das maiores!

Anyways, o meu foco neste post é a Cris, a bela e talentosa Cris Viana. O número de acessos ao "Humberto Explica" nas últimas semanas, de gente procurando informações sobre ela, me parece um sinal de que o carisma dessa jovem atriz não conquistou só este blogueiro enxirido.

Então fiquem sabendo que Cris está em sua quarta novela na Globo (esteve em "América", "Sinhá Moça" e "O Profeta"). Já foi modelo, claro, e é cantora também. Participou do filme Sexo Com Amor, de Wolf Maia, e de 174, de Bruno Barreto, sobre a tragédia do ônibus 174 (ela vive a mãe do seqüestrador). Tem 30 anos, 1,76m de puro espetáculo da belezura.

Eu já disse que torço pra que essa atriz ganhe cada vez mais espaço. Com Taís Araújo e Camila Pitanga, a mídia brasileira ainda carece de grandes estrelas negras (bom... carecer, não carece, porque elas estão por aí aos montes desde a Ruth de Souza, por exemplo. A mídia é que carece de dar o devido espaço a essas estrelas.).

Bom, mas Cris Vianna esteve esta semana no programa da Ana Maria Braga e estará amanhã no "Domingão do Faustão". Já é um bom começo. A gente só espera que até o papel de protagonista ela só leve o tempo que qualquer atriz precisa pra aprender mais e pra merecer esse destaque – e não uma eternidade.

Cris, gata: Pode brilhar muito porque você leva jeito pra isso. Sucesso!

Besos pra todas, que brilham também, que eu sei. :)

quinta-feira, 20 de março de 2008

goal

Já mencionei que minha revista favorita é a Vanity Fair?

quarta-feira, 19 de março de 2008

anote aí, Carmosina (com sotaque)


O texto acima é do completíssimo site Teledramaturgia, de Nilson Xavier. Qualquer um que goste de novela ou que queira lembrar ou saber mais das boas deve acessar, porque o site é bem legal.


Enfim, eu tava só procurando foto da personagem encarnada por Betty Faria no final dos anos 80 e caí no site do Nilson. Tudo que você precisa saber sobre "Tieta", exibida pela Gróbis em 1989, tá lá. Melhor que isso só assistir ao folhetim mesmo (tem várias cenas no Youtube).

Anyways, eu não vou render assunto hoje, não. Fica aí a sinopse da novela (a minha preferida sempre) pra cada um entender o que quiser. Hoje estou de poucas palavras.

Abs.


P.S.: Não custa indicar também a leitura do livro de Jorge Amado, Tieta do Agreste, que óbviamente deu origem à telenovela. É bem grande. E é muuuuito bom!
P.S.2: Eu tenho que fazer um post com calma só falando dessa novela. Mas já adianto que a cena mais marcante pra mim foi aquela em que a jovem Tieta diz à sua amiga Carmosina (hahahahaha, quase rima!) pra anotar em seu caderninho que ela vai voltar. Por cima.
P.S.3: Detestável procurar imagens de "Tieta", a novela, e só achar de "Tieta", o filme. Só a Sônia Prega mesmo pra achar que dava pra apagar do imaginário popular uma Tieta tão forte e carismática como a de Betty Faria. O mesmo vale para as outras personagens (Sem contar a dificílima tarefa que deram pra Marília Pêra no filme, encarnar uma Perpétua melhor que a da Joanna Fonn – isso, sim, impossível).
P.S.4: Este post tinha outro nome. Quem adivinhar, manda por email. :)

terça-feira, 18 de março de 2008

faça Amy, não faça guerra

Passada rápida no blog pra contar com quem eu sonhei essa noite (hehehe): Com você de novo, Polly! KKKKKK! Vai ouvindo, porque não pára por aí. E não foi só com você.

No sonho doido, como costumam ser os meus, eu saí de casa e vi a Polly sentada na portinha de seu "loft" ao lado dos fundos da minha casa. Aí, eu e Polly, vizinhos que somos no sonho, nos cumprimentamos, e quando eu ia falar “minina, até que enfim, vê se pode a gente vizinhos e se comunicando só por blog” ela me deu um oizinho mais “chega pra lá, Humberto” porque o namorado dela (o “bofe” dela, como a Polly diz) tava do lado. Hehehe, gata, se você quiser saber como era o seu gato, MSN na veia :P

Não parou por aí. No mesmo sonho eu volto pra casa, e quem está languidamente deitada no chão de cimento do quintal, de lingerie, me esperando de braços abertos? Quem? Quem? Quem??? AMY WINEHOUSE! KKKKKKKKK!!!! Adorei esse sonho! Não acabou aí não! Pelo sonho a gente já tava junto, ih!, há uma data. Até esse ponto a minha casa no sonho era aqui em casa mesmo. Mas na hora que eu entrei, com uma cantante Amy nos braços, minha casa era a casa da Marília Pêra na novela. Tão a casa da Marília Pêra que até a Cris Vianna tava lá.

Agora vem a parte foda (não de foda) do sonho: Alguém tinha bagunçado minha cama e a Amy não queria fazer na bagunça (KKKKK, justo quem!). Aí dá-lhe Humberto, naquele estado, pegando ela no colo de novo e procurando cama arrumada (A Cris Vianna era a Sabrina no sonho também, mas não arrumou a casa, não, pelo visto). Daí fudeu, tava cheio de gente em casa, não rolava quarto arrumado, a Amy falando português, pimba!, não comi e o sonho acabou.

Tudo bem, eu nem queria mesmo. You know, she’s no good. E, convenhamos, neither am I.

Besos pra todas.


P.S.: Sacanagem, justo eu, neat guy, que arrumo minha cama todo dia, não ter arrumado no sonho.

segunda-feira, 17 de março de 2008

dieta da naba

Esse aqui não é o nabatedeira, espetáculo de blog da minha amiga Mari, mas vai aí uma receita. Não de como preparar um prato, mas apenas uma dietinha, na verdade. Acompanhe:

Café da manhã: Torrada de naba, com geléia de naba, acompanhada de suco de naba.
Almoço: Salada de naba. Prato bem farto.
Chá das cinco: De naba, claro. Com canela.
Jantar: Ao contrário dos outros alimentos, é à noite que os efeitos da naba costumam ser mais eficazes.
Antes de dormir: Se você fraquejar e sentir que precisa, tome mais uma xícara daquele chá vespertino. Mas sem a canela!

Pronto. Uns dois ou três meses tomando muita naba e você conseguirá o que precisa. Ah, pra quê mesmo é a dieta? Pra criar juízo e fortalecer o caráter. O gosto é meio amargo, mas você nunca mais precisa fazer a dieta depois de levar muita naba por um tempo.

Besos.


P.S.: Deve ser melhor que as sopas da Gimenez e da Galisteu, né?
P.S.2: Naba com canela costuma rolar quando dos coices.
P.S.3: Naba, nabo, nunca sei o nome certo.

domingo, 16 de março de 2008

eu vou pro sul!!!

Não dá mesmo pra confiar em ninguém. Eu tento não ser tão mineiro, mas não dá, tem que ser muito desconfiado mesmo, ter os dois pés atrás, desconfiar até da safada da sua sombra.

Eu não entendo porque as pessoas cometem certas indelicadezas... Indelicadezas não, é muito delicado, a palavra é sacanagem mesmo. Por que as pessoas fazem certas sacanagens com as outras?, that's the question.

Não gosta de alguém? Diga a ela. Ou não diga e suma. Não diga que gosta, não demonstre e faça acreditar que gosta se não gosta. Não se convida alguém só pra barrar na sua festa. É muita palhaçada.

Amigo falso é osso. Rolo (já é osso) falso também é osso. Morar em TuBHcanga e ter que interagir com essa caipirada daqui e com as que vêm da redondeza ainda mais caipira é o top do osso.

Mas é aquela história dos Beatles, Let it be. Em casos escrotos como o que me aconteceu duas vezes seguidas só neste fim de semana o melhor a se fazer é deixar. Deixar que o tempo resolva as coisas e mostre a cada um o que é. Eu vi que sou o mega pato (mas nunca se sabe se rola de virar cisne, por mais viada que essa ilustração pareça).

E vocês dois aí, vêem o quê quando encaram o espelho?

Para a porra todos os falsos com quem eu já tive que lidar. Tem horas que até o meu saco estoura.

That's it, and no further comments about it.

P.S.: Lembram aquele desenho do patinho que vivia dizendo que ia pro sul ("Eu vou pro sul! Eu vou pro sul!")? Ele devia ser de TuBHcanga.


sexta-feira, 14 de março de 2008

vai tocar pra que banda?

Eu acho que o "Humberto Explica" tem mais leitoras que leitores, mas hoje eu peço licença pra falar pros marmanjos. E também peço desculpas às donzelas por alguns termos que eu possa vir a usar, a começar do título do post.

Anyways (marmanjo não fala anyways)... Seguinte, essa novidade circulou ontem na net, mas só deu pra comentar agora. Não entendi bem por que caralhos, mas na Irlanda foi lançado um programa de, digamos, recolhimento de esperma. "Que porra é essa, Betão?" Trocadalho do carilho, hein? Tá lendo meu blog, Flavão? Bom, é isso mesmo, tão precisando de doadores de sêmen lá praqueles lados.

A primeira coisa que me passou pela cabeça (de cima) foi: "Mas que bando de homem frouxo deve ter praqueles lados, hein? PuLtamerda". Então as pobres das irlandesas pra ter filho precisam recorrer ao banco de copinhos?

"Talvez a culpa não seja dos homens", pensei também, caro leitor aflito. Pode ser as as irlindezas andam sapateando mais e aí, pra ser mãe nessas condições, elas se limitam a ter contato com o recheio da nhá benta sem que haja a necessidade de comer o doce (eu falei que esse post era bobajada de homem?).

Por último, pensei naquilo que minha amiga finlando-brasileira diz sempre sobre a pouca prática dos europeus de modo geral quando o assunto é bubiça.

Bom, seja lá qual for o motivo (talvez os irlandeses estejam em extinção...), o mais hilário disso tudo é que pra estimular a doação, um site está trocando porra por ingressos pra shows (não dá nem pra dizer em outros termos, é isso mesmo). KKKKKKKKKK, siiiiiiiiiiiim, troque seu esperma por uma entrada pra um show (troque uma entrada por outra, digamos). É o "Sperm For Tickets"! Tá difícil de acreditar? Clica aí no link e leia você mesmo.


Eu fiquei pensando, "Porra, se estivesse lá dava pra ir em tanta coisa boa! Quanto do copinho será que tem que encher pra ir num show do Killers? E do Spanking, digo, Arctic Monkeys?"

É muita podreira. Eu não consegui identificar quais shows estão disponíveis porque eu teria que me cadastrar pra saber. Mas eu desconfio que a promoção seja pra assistir ao show daquela banda Divinyls, que toca (sem mais trocadilhos) "I touch myself". Só pode.

Rôia, cara, eu mal te conheço, mas fica aí a sugestão, já que você tá por essas bandas.

É cada uma que eu vou te contar...


P.S.: Engraçadinho, eu, né?

quarta-feira, 12 de março de 2008

tiração de onda (sonora)

Há uns dias tava ouvindo um desses programinhas de música antiga numa rádio FM e tomei um susto: tava tocando Kelly Key na tal rádio! Bom, fiquei de cara mas ouvi a musiquinha até o fim, mais por curiosidade que por bom senso, claro.

Era uma musiquinha infantil, quase monga, eu diria, mas não dava nem pra dançar depois de beber muito, como acontecia com "Cachorrinho" e "Baba Baby". E o pior, acho que a pobre teve que forçar tanto pra cantar a música até o fim que a voz dela foi sumindo, sumindo, e aí fica claro até pra mãe dela que a moça não nasceu pra cantar.

Acabou a música, acabou o programa, surpresa ainda maior para o inocente Humbert: Não era a pobre da Kelly Key. Era o Pato Fum!

Agora me explica: Por que zoam tanto de uma coisa e consideram a outra tãããão "cult"?


P.S.: É justamente o Pato Fum que vai abrir o show do Interpol em TuBHcanga, tem cabimento um trem desses? Cheguem atrasados!

segunda-feira, 10 de março de 2008

todos iguais

Pra começar bem a semana, o ilustríssimo Fernando Gonsales. Eu ADORO Níquel Náusea. Dá uma passada lá no site, que tá aí na minha listinha de indicados, e veja outras tiradas, digo, tirinhas, ótimas como essa.

Besos pra todos, boas notícias pra todos nós!

sábado, 8 de março de 2008

"Você já foi ousada, não permita que a amansem"


E eis que o 08 de Março chegou.
Parabéns leitoras, parabéns mulheres todas!

Eu nunca entendi bem esta data. Não compreendo porque as mulheres devam ter um dia especial. Pra agitar o comércio? Por causa daquele incêndio lá nos Estados Unidos? Que seja. Dar à mulher um dia “só seu” mais significa, para mim, lembrar à mulher que ela é diferente, que é “minoria”, que não é homem.

Claro, não é mesmo. As diferenças têm seu valor, graças a Deus. O problema é que a maneira como essa diferença é ressaltada, e de modo especial com essa data, traz em si alguma coisa que deixa claro que homens e mulheres são diferentes – mas, curiosamente, os homens ficam parecendo melhores (afinal de contas, o dia deles são todos os dias, “é óbvio”). Os dias são dos homens, o mundo é dos homens. Desculpem, garotas, mas é isso que parece para mim o tal “Dia da Mulher”.

Eu tenho certeza que para muitas mulheres também. Eu lembro bem quando eu trabalhava na Tom, aqui em TuBHcanga. O número de mulheres era muito maior que o de homens no local. No 08 de março que eu passei lá, queria parabenizar minhas amigas de trabalho, mas estava meio sem saber como fazer (porque realmente, acho uma bobagem). No fim saí dando aquele parabéns meio mecânico e constrangido até que cheguei na Priscilla Dourado. E a Priscilla agradeceu, tão sem graça quanto eu, mas não se conteve e disse que não entendia exatamente porque merecia parabéns naquele dia: “Só porque eu sou mulher?”.

A Pri disse tudo. Afinal, faz sentido parabenizar alguém só por causa de seu sexo?

:)

Pelo sim, pelo não, eu sou cheio de leitoras e não quero correr o risco de desagradar alguma num dia que pode ser especial pra ela.

Meninas, mulheres, seres humanos do meu coração: Muitas felicidades para todas vocês! Porque todo mundo merece!

Beeeeeeesosss!!!!


P.S. GIGANTESCO:
Meu texto é o de cima. Mas abaixo seguem algumas citações que usei no meu projeto de conclusão do curso de Comunicação Social (1976-2006 – “Mulheres Brasileiras: Ainda as Mesmas e Vivendo Como Suas Mães?”). Fica pra que vocês dêem uma olhada no que as mulheres já conquistaram, na repercussão dessas conquistas, no quanto se valoriza ou se demoniza algumas personalidades femininas por terem sido pioneiras. Fica aí pra que vocês pensem no que ainda precisa ser feito.

As citações estão em formato acadêmico, se alguém quiser saber as fontes certinho é só me perguntar. De todo modo, cabe sugerir a leitura de “A Cama na Varanda”, de Regina Navarro Lins. E cabe ressaltar que o título deste post é afirmação da bailarina Isadora Duncan (se não der tempo, ou der preguiça, de pensar em todas as citações, pense ao menos nessa). Todos os besos mais uma vez!


ANOS 70...
"Naquele ano, o presidente era Garrastazu Medici, vivíamos sob ferrenha ditadura e a sexualidade da mulher era algo vergonhoso e, por isso, Nova era submetida a censura prévia. Os homens não “permitiam” que suas mulheres trabalhassem e, nas empresas, elas eram minoria. Na política havia apenas duas ou três. No meio disso tudo, Nova surgiu propondo à mulher que pensasse em si mesma, em seu prazer, em sua aparência, em sua realização profissional, em sua necessidade de participação social" (Fátima Ali1989, p.12).

"A entrevista abalou tanto a moral e os bons costumes da época que o então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, assinou, dias depois, um decreto (apelidado de “decreto Leila Diniz”) instaurando a censura prévia no Brasil. Leila começou a sofrer perseguições políticas e foi vetada em vários papéis para a televisão. Foi o início da fase mais violenta da ditadura militar" (Dias, 2003, p.52).

"A década de 70 talvez tenha sido a mais importante do século XX, a que preparou a humanidade para o terceiro milênio. Isso porque nesta década, na mesma mulher se superam os dois tabus que eram os pilares de sua submissão ao homem, e parte do sistema patriarcal: a liberação da sexualidade fora do casamento e a possibilidade de se sustentar sozinha, sem precisar do homem. E aí estavam, aos milhões, mulheres orgásticas e independentes" (Dias, 2003, p.55).

"Nos países da América latina, soma-se a tudo isso a forte influência do machismo, ainda bastante visível no relacionamento entre os sexos, manifestações públicas de não aceitação de mulheres em posições hierarquicamente superiores dentro da administração pública, por exemplo, ou em cargos de chefia ou de direção superior, no setor empresarial privado" (1989, p.145).

"Os elementos ainda persistem na estrutura familiar patriarcal, baseada na dominação incontestada do pai – mais tarde substituído pelo marido (legal) ou pelo companheiro, ou ainda por um irmão ou representante masculino do núcleo familiar mais ou menos ampliado – tudo isso contribui para reforçar a situação de marginalização da mulher, em relação à vida política nacional" (Tabak, 1989, p.145).

"A verdade é que não tem sido nada fácil para as mulheres, no Brasil, atuar em “igualdade de condições”. As mulheres que chegam à condição de candidatas – a qualquer mandato eletivo, em qualquer nível – queixam-se sempre de que tiveram grande dificuldade para conseguir uma “vaga” na lista de candidatos, ou seja, legenda partidária, para ter registrada sua candidatura" (Tabak, 1989, p.146).

"A escolha de Dilma Rousseff dará à Casa Civil um formato mais gerencial e menos político. Reconhecida como boa gerente no governo, a petista ganhou pontos com o presidente em dois anos e meio de governo pelo perfil trabalhador e discreto" (Alencar, 2005. Acesso em 02 out. 2006). ...ANOS 2000.


ANOS 80 e 90...
"PLAYBOY: Mas esse ritmo de vida foi desgastando o romance.
XUXA: A gente só podia ficar junto na folga dele. A princípio, ele disse: “Para ficar com você eu tenho de saber o quanto teu trabalho é importante.”Depois de algum tempo, disse: “Não, não! Tem de diminuir o trabalho, senão não dá...” Mas eu tinha muito mais trabalho naquela época, estava fazendo muita coisa. Muita coisa. Estava com um programa diário no Brasil e outro na Argentina, estava com um semanal na Espanha e estava estudando inglês para fazer um programa diário nos Estados Unidos. E fazia quarenta shows ao vivo por ano.
PLAYBOY: O Ayrton Senna chegou a pedir para você parar com tudo para ficar com ele?
XUXA: Ele falou: “Ou você diminui teu trabalho, ou arruma um espaço para mim.”
PLAYBOY: Você chegou a discutir isso com a Marlene?
XUXA: Imagina! A Marlene nem sabe disso. Não falei porque nem considerei essa possibilidade. Para mim, o mais importante continua sendo o meu trabalho." (Pinto, 1996, p.52).

"Há trinta anos, seria motivo de escândalo uma moça solteira anunciar sua gravidez em casa, apenas aos familiares. (...) Hoje, no entanto, depois das conquistas obtidas pelas militantes da emancipação feminina, do alargamento dos padrões morais e do esvaziamento do casamento formal, que até mesmo na letra da lei perdeu espaço para a chamada união estável, um anúncio como o de Xuxa já não causa choque". (Camacho, 1997, p.107).

"O que faltou a João Pedro Stédille foi a compreensão humana da realidade de Débora. Faltou também solidariedade. Solidariedade de quem entende o que é não ter casa, não ter os filhos consigo por não ter como sustentá-los. Solidariedade de um universitário que sabe muito bem o que o capitalismo e o mundo do consumo fazem com as pessoas. As "Déboras" não são ETs num mundo abstrato. Além de cidadania, casa, comida e trabalho, querem também um sapato da moda, um vestido novo, um perfume... Esses quereres não justificam nada, mas ajudam a compreender e a respeitar a complexidade do ser humano. (...) E não me venham dizer que as companheiras são umas tontas que não sabem responder a esse tipo de provocação, que tem a ver com o machismo e não com o MST, tem a ver com o desrespeito à mulher e à sua liberdade, que, pelo jeito, grassa em todos os campos." (Marta Suplicy, 1997. Acesso em 05 out. 2006).

"Elas resolveram falar. Quebrando um muro de silêncio que sempre cercou o aborto, oito dezenas de mulheres procuradas por Veja decidiram contar como aconteceu, quando, por quê. Falaram atrizes, cantoras, intelectuais – mas também operárias, domésticas, donas de casa. Falaram de angústia, de culpa, de dor e de solidão. Também falaram de clínicas mal equipadas, de médicos sem escrúpulos, de enfermeiras sem preparo, de maridos e namorados ausentes." (Barros, Santa Cruz e Sanches, 1997, p.26).

"Nossa mãe, que mudança. A Madonna dos escândalos, das provocações a céu aberto agora é só de Lourdes. Quer trocar Like a Virgin por cantigas de ninar. A mais liberada das mulheres vai dar uma educação rigorosa à filha e não quer que a menina sequer assista à televisão." (Wilkinson, 1997, p.118).

"Do jeito como ficou o relatório conclusivo do inquérito policial e conforme a denúncia, o caso Daniela Perez tem tudo para se somar aos hediondos assassinatos de Ana Lídia, Aracelli, Cláudia Lessin, e aos de tantas outras meninas e mulheres, que permanecem impunes. E pior, em muitos casos, a vítima foi de tal forma atacada em sua dignidade nos julgamentos, que se aparecesse no tribunal, com certeza seria morta outra vez." (Meinel, 1993, p.36).

ANOS 2000
"(...) Denise compromete-se com o novo (e explícito) discurso feminista que vem eclodindo do funk, nas vozes de garotas como Tati Quebra Barraco (de Sou Feia, Mas Tô na Moda: (“Tô podendo pagar hotel pros homem/ e isso é que é mais importante”) e Deize Tigrona (de Injeção: “Tá ardendo, eu tô agüentando”). 'As funkeiras falam de sexo, são lúdicas, têm articulação verbal. Que mulher faz isso hoje em dia? Não me ocorre.'"(Sanches, 2005, p.65).

"Foram dez meses entre a morte de Cássia e a conquista da guarda definitiva do garoto de 9 anos que viu nascer e de quem cuidou desde bebezinho. Um período de difíceis emoções: tristeza e saudade pela morte da companheira, angústia e ansiedade com a possibilidade de perder o filho. O pai de Cássia, o sargento aposentado Altair Eller, reivindicou a guarda do neto e, no fim, entrou em acordo com Eugênia. O entendimento permitiu uma decisão ousada da Justiça, reconhecendo, assim, as novas formações da família brasileira. Uma mulher homossexual teve garantido o direito de ser mãe, ainda que não tenha gerado o próprio filho." (S/A in Crescer on line. Acesso em 14 out. 2006).

"Eu, como quase todas as mulheres da minha geração, passei por uma fase de dedicação total à carreira. Seguimos à risca os conselhos de nossa mãe: “Seja independente, não dependa do marido!” Mas, para conquistar nosso espaço, relegamos o emocional a segundo plano. Todas queríamos vencer como os homens, ter poder como os homens. Não me arrependo, sinto orgulho do que construí. Porém, se tivesse que dar um conselho a você, diria “Vá com calma”. Hoje a realidade é outra. Não precisamos deixar nosso universo para adotar o deles. Dá para incorporar o que há de melhor nos dois. E, principalmente, ouvir nossa voz interior, que é a melhor guia." (Ana Paula Padrão, 2005, p.59).

"De um lado, as conquistas femininas são admiráveis; de outro, os homens acostumados ao comando ficaram perdidos, sem saber como se comportar diante dessas mulheres – o que gerou problemas de relacionamento para o qual as novas gerações estão buscando fórmulas. Xuxa e Adriane Galisteu são bons exemplos de que a mulher bem sucedida ainda escorrega nas expectativas machistas. Enquanto a primeira moldou um novo tipo de relação para concretizar o sonho de ser mãe, a segunda tomou pau na tentativa de realizar-se tanto no campo profissional como no pessoal, já que o marido, o publicitário Roberto Justus, não segurou a onda de ter uma esposa com tão pouco tempo livre. Determinada, não abriu mão da carreira e pagou o preço da separação." (Mendonça, 2000, p.19).

"Na nossa cultura patriarcal, a mulher feminina renuncia a partes do seu eu, na tentativa de corresponder ao que dela se espera. O mesmo ocorre com o homem masculino. Suas características são, sem dúvida, a força, a coragem, a ousadia, o desafio, e tantas outras o gênero. Tanto o homem como a mulher podem ser fortes e fracos, corajosos e medrosos, agressivos e dóceis, dependendo do momento e das características que predominam em cada um, independente do sexo. Os conceitos de feminino e masculino são prejudiciais a ambos os sexos por despotencializar as pessoas aprisionando-as a estereótipos." (Regina Navarro Lins, 2000, p.119).

***


É isso. Quem se interessar em ler meu trabalho inteiro, be my guest.

quarta-feira, 5 de março de 2008

um + um = dois



Prosseguindo na discussão sobre a "Semana da Mulher", vou começar tentando atender ao pedido de uma das minhas favoritas: a Lê, que pediu pra eufazer posts menores. Vou tentar, gata!

Bom, antes de escrever este post tive que pensar demais. Não porque seja profundo, como nenhum dos outros é. Mas porque pra fazê-lo eu teria que assumir que, sim, estou assistindo ao "Big Brother"... Sorry, é difícil não assistir a essa melga, você diz que não vai ver, mas acaba vendo, não tem jeito. E, justamente porque eu quero estudar esta questão da imagem da mulher, na verdade a história dos papéis sexuais na mídia, eu não posso deixar de ver, é um prato cheio para as discussões (Linda minha desculpa. O pior é que é vera.).

Não vou falar sobre a história do programa, o que tá rolando nesta edição. Quem estiver a fim de se atualizar a respeito pode acessar um blog chamado De Cara Pra Lua (mas atenção, leia os posts, não os coments, porque esses te fazem se sentir muito estúpido por estar assistindo o tal programa).

O post de hoje quer só homenagear a "vilã" da vez, Natália, a nova miss do "BBB". Natália engatou um namorico com outro participante do jogo, como sempre acaba rolando. Mas ao contrário das demais, ela não se anulou. Continuou aproveitando tudo, manteve suas próprias idéias. O cara, o último dos machistas, pelo menos como fez parecer, vivia "ensinando" a ela como se comportar, o que uma mulher deve ou não fazer e tudo isso, segundo o rapaz, porque ele queria protegê-la. Vêm aí as questões: Proteger do quê? Quem pediu proteção? O que exatamente é essa proteção? Mulher = Alguém que precisa de proteção automaticamente?

Natália, sem fazer esforço, mostrou que é uma mulher, ainda que pareça um pouco imatura pros seus 22 anos (como, convenhamos, todo mundo de 22 anos parece hoje em dia). E escancarou isso lindamente no dia em que o "namorado" foi eliminado do programa (sendo derrotado por ela mesma): ao contrário das namoradas chorosas anteriores, ela vibrou, gritou, brilhou, reviveu com a saída do cara (e, sobretudo, com a sua própria permanência na casa). Ela mostrou que tem autonomia e que ela existe, indepentedente da presença de um homem com ao seu lado. Natália acabou lembrando muita gente de que uma mulher é um ser completo, e que seus parceiros vêm pra acrescentar, não pra completar ou mesmo moldar sua personalidade.

Foi lindo, muito lindo isso, como as fotos acima mostram.

De novo, fica aí a idéia pra se pensar a respeito. Porque assuntos como a autonomia feminina não costumam ser tema de matérias sobre o Dia Internacional da Mulher. Em lugar nenhum.


P.S.: A nota triste disso tudo é que, claro, Natália ficou como "a infiel", "a traíra", "a que não valorizou a proteção de seu homem". Mais triste que isso só aquelas bailarinas do Faustão cruxificando a moça (sem a presença dela) e endeuzando o cara. E ainda mais triste que isso só eu ter que confessar que assisto Faustão (mas esse eu juro que é só muuuuito de vez em quando).
P.S.2: Desculpa, Lê, não consegui escrever menos. Eu tento na próxima.

Besos.

terça-feira, 4 de março de 2008

é sua?

“Semana da mulher”! Hum, bacana. Eu fico pensando o que é das mulheres nas outras cinqüenta e uma semanas do ano. Mas deixa pra lá, vamos guardar essa dúvida pra depois.

De todo modo, até sábado, sempre que eu postar, vou falar de mulheres. Vou tentar não falar das mesmas de sempre. Eu vou escrever esta semana para as leitoras, esperando mesmo que as bobagens que eu penso sirvam pra alguma coisa. Não sou mulher (e, desculpa, mas não quero ser), não sei o que é ser mulher, mas gosto de mulher e convivo com um monte (pelos coments aqui no blog deve dar pra perceber).

Enfim, vamos ver se a discussão vai rolar.

Eu vou começar falando de Deize Tigrona. “Humberto, você pirou de vez?!”, dirão as que conhecem (ou acham que conhecem) a Deize. “Deize o quê?!”, dirão outras e ainda terão umas outras que perguntarão "Deize com 'Z'?!".

Deize Tigrona, a funkeira carioca. Você já deve ter ouvido falar muito de Tati Quebra-Barraco, mas talvez nunca tenha ouvido falar de Deize. Bom, meus posts já são imensos, não vou fazer este ficar maior dando uma biografia da moça. Eu sugiro, contudo, que você dê uma olhada numa matéria super bacana que saiu há uns anos na TPM. Garanto que depois dela seu olhar sobre uma cantora (de funk!) que tem um nome desses já será menos preconceituoso.

Quando eu penso na Deize e penso na questão da mulher eu penso logo é na letra de suas músicas. É chocante pensar que no século XXI ainda seja muito chocante ouvir uma mulher cantar não apenas suas aventuras sexuais como cantar uma segurança sobre sua sexualidade. De verdade, queridas leitoras, quantas de vocês soltariam a voz, sem vergonha, para dizer algo como:

“Eu vou te dar um papo
Vê se pára de gracinha,
Eu dou pra quem eu quiser
Que a porra da buceta é minha
É minha, é minha
Hehehe, perdi 80% das leitoras agora. Mas tudo bem. Eu fico orgulhoso dos outros 20% que, no mínimo, estão se perguntando “Por que o 50 Cents pode falar essas coisas e a Deize não?” ou ainda “Por que homem não apenas pode como TEM que gostar e falar e contar vantagem de seu órgão e de sua vida sexual e mulher não pode de jeito nenhum?”.
A sexualidade feminina ainda é algo tido como pecaminoso, vexatório, sujo, algo que deve ser delicadinho e, sobretudo, escondido – Justamente por isso continuo achando que a revista Nova, e sua obsessão pelo tema do sexo, continua sendo nova, sim (muito embora a abordagem da revista acabe sempre priorizando o prazer do homem). Personalidades como Deize, portanto, ainda são muito discriminadas, na mídia, por exemplo. Você já viu a Deize no sofá da Hebe? No “Domingão do Faustão”? No “Roda Viva”? Já viu a Deize dando entrevista em algum desses programas “femininos” que só ensinam a mulher a cozinhar para a família?

Não viu nem vai ver. Porque mesmo sendo mãe, sustentando um lar e sendo uma cantora popular bem sucedida, Deize falando (e cantando) significa liberdade demais para a mulher. Significa uma vida sexual sem tabus para a mulher – e, por isso, significa o fim da humanidaaaaaaade!

Fica aí, então, o exemplo da Deize. Só pra você pensar. Aproveita e pensa também em por que ainda tem tanta mulher que não chega ao orgasmo, por que tem mulher que não se masturba, por que ainda se fala de como a Luciana Gimenez “estuprou” o indefeso Mick Jagger. Pensa no quanto uma mulher como Leila Diniz deve ter sido odiada nos anos 60. Por fim, pensa também no quanto a própria mulher ajuda na perpetuação dos preconceitos contra as mulheres.

Enfim, gatas, troquem o Jay-Z pela Deize. :)
Beijos pra todas, perdão se fui longe demais na maionese desta vez.


P.S.: Dica de vídeo! Assistam “Mulheres Perfeitas” – com um espetacular elenco que tem Bette Midler, Glenn Close e Nicole Kidman. Eu sei que as mais atentas entenderão o recado direitinho e ainda rirão um pouco. Mais besos!

domingo, 2 de março de 2008

meu nome É Johnnie

Correria? Desespero? Aflicinto? Nada disso. Não adianta mesmo, então desembestar pra quê? Acho que finalmente eu me toquei de que o negócio é seguir, com jeito, sem afobação. Mas seguir. Onde é que vai dar o caminho? Não sei. Só sei que ficar parado não é comigo (mas já não preciso mais correr feito Forest Gump).

Caminhar me faz bem e me basta. E onde quer que eu chegue, um dia, terei chegado por minhas próprias pernas. Além do mais, tendo quem eu tenho como Guia, seguramente vou chegar em algum lugar que eu mereça.

Nesse começo de semana, sugiro a todos: Keep walking. :)

Boa "semana da mulher" para todas as leitoras do blog. Eu vou falar muita bobagem a esse respeito nos próximos dias.

Besos.