sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

dá pra fazer caipirinha?

Eu sei que eu tenho andado meio azedo ultimamente. Acho que os últimos posts demonstram isso claramente.

O negócio é que tem horas em que não dá pra ser de outro jeito. Não há nenhuma crise rolando, não há nada de exatamente ruim acontecendo. Mas também não há nada de muito bom.

Há, eu acho, uma falta. Ou uma ‘não falta’. Não sei, não consigo explicar. Eu diria, no máximo que posso fazer para explicar o sentimento, que estou cansado. Muito cansado. Não apenas um cansaço físico, mas cansaço geral. Cansei um pouco de tudo. De mim, de correr atrás de ônibus, de comer certinho, de ouvir lorota, de gente que se acha, cansei de dar murro em ponta de faca, cansei de ficar recomeçando e recomeçando e, mais uma outra vez, recomeçando.

Pior é que eu nem sou o único. Ontem, na minha ronda jornalística, acabei descobrindo que meu referencial de bom texto e de bom jornalismo, Mino Carta, cansou também – pra caralho, diga-se de passem. Chato é perceber que ele cita “40 anos”, “60 anos” e mais um monte de décadas como intervalos temporais para justificar sua exaustão – E aí, putz, eu mal tenho 30 anos e me sinto cansado do mesmíssimo jeito. O tal de viver 10 anos a mil não deve ser uma boa.

Não dá pra dizer que estou triste, nem bravo – irritadiço, talvez. É ruim isso, eu estou um “não tô”. Tá dando pra entender ou tá Mallu Magalhães demais?

Só sei que no meio dessa confusão toda eu vou me dando conta que Alguém realmente me ampara. Do contrário, nada explicaria eu acordar, nada explicaria a hora que eu acordo e nada explicaria eu dar conta de trabalhar, manter a calma, lavar roupa, tomar banho, brincar com os bichos, resolver os problemas da mulherada à beira de um ataque de nervos... Enfim, aí, e porque eu ando lembrando muito do Texas e dos anos de 1998 e 1999, eu lembro de uma música que eu, bom, amo.
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“Lucky Man” (e a maioria das músicas do The Verve) parece tanto comigo que eu chego me sentir meio pelado quando eu a escuto (inclusive tem algo assim na letra); sei lá, é como se eu estivesse totalmente exposto pra quem quisesse conhecer o que se passa dentro da minha cabeça oca. Pra completar, o clipe da música ainda reforça essa semelhança (tem algo frio, mas há um sol que ilumina o tempo inteiro).

Enfim, prezados, ando esquisito, mas passa. Como já dizia o profeta Nelson Ned, tudo passa (e nada fica, nada fica). Semana que vem eu volto melhor. Daí vou falar dos Cruises no Brasil (super paguei minha língua com a Katie Holmes), da pobrada na estreia do filme deles, da Eva Mendes e de mais outras muitas coisas que ficaram armazenadas nos últimos dias. Vou zoar, vou bajular, vou viajar na maionese como sempre. Porque nada muda – e, vai ver, é isso que cansa.

Besos pra everyone.
Um espetáculo de fim de semana pra todos nós.


P.S.: Não uso nem nunca usei drogas, que fique claro.
P.S.2: Sim, bebi ontem.
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7 comentários:

Caroline disse...

Oi amigo,

Tudo passa nesta vida. Bola pra frente. Desculpe por andar sumida, mas a minha vida está uma locura.

As vezes me pergunto qual á razão disso tudo, mas nunca acho a resposta. Então sigo em frente. Afinal, nõa tem outro jeito.

Curta o final de semana.

Abs.

Janaína disse...

Também não posso falar nada, Humberto. Meu sonho é tomar um Lexotan Diet e dormir até que passe o pesadelo do Projeto Experimental, o fim de carreira que é conviver com as pessoas mais filhas da puta do mundo no meu trabalho, a falta de estímulo da maioria da minha família e o afeto que eu insisto em nutrir por quem não faz o mesmo por mim. Enfim, até que coisas boas comecem a acontecer pra mim, mesmo que sejam pequenas. Prometo que se o Lexotan for de 100 mg eu divido com você, porque tenho experiência comprovada de que o de 50 mg já faz um efeito bom o suficiente.
Um beijo. Fé, força e calma!

Lorena Pôssa disse...

Humberto, deixa que eu te explico:
As vezes é assim. As vezes a gente se sente assim. E tem hora que esse "as vezes" dura muitos dias, dura meses. E tbm nao é pra menos, essa sociedade anda chata! É o BBB, é a Gloria Perez que só sabe fazer novela em outro país e distorcer a cultura alheia, é gente chata na sala de aula, é cliente sem noção te amolando 8h da manhã, é cada uma pior que a outra. Um dia a gente descobre que a vida vai ser assim pra sempre. Aí, ou a gente suicida ou liga o fodas, relaxa, ri dos estranhos, e bola pra frente. Um dia a gente consegue olhar e somente rir, sem choro, sem stress, sem indiferença. Um dia.

Força, Humberto! Força!

Humberto disse...

Thanks amigas. Thanks de vera. :)

Fernando disse...

E aí Humberto!
Assim como você, acho que todo mundo passa por essas fases... eu tb estou assim... Cansei da minha profissão. Estou desanimada com ela... talvez desisto e sigo uma outra, enfim, aí é motivo pra criar um novo blog... em breve!
Abraços,
Fernando

Humberto disse...

Fernandão, coragem rapaz (faça o que eu digo, não faça o que eu faço, rs). Como você disse, são fases. A gente sobrevive.
:)

Abraço!

Fernando disse...

Ué, não tem mais atualizações?