sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

todo tipo de anjo

Eu fiquei de contar o que achei dos filmes que assisti no carnaval. Não dei aquela sorte na locadora, não, mas às vésperas do feriado foi o que deu pra pegar. Como já contei, assisti à minissérie “O tempo e o vento”, muito boa, e aquela porcaria do “Cronicamente inviável”.

Depois desses dois, assisti “Letra e música” (bonzinho, mas só isso mesmo). Tem umas três ou quatro piadinhas ótimas, uma crítica espetacular à marmotagem que é a Britney Spears e todas do gêner, mas é só bonzinho mesmo. Também assisti “Scoop”, do Woody Allen, com a Scarlett Johansson e o Hugh Jackman. Espetáculo. Muito engraçado. Acho que foi o mais bacaninha dos que eu peguei.

Mas o que valeu mesmo foi a minissérie do HBO que eu peguei, “Angels in America”, de 2003. Eu já tinha ouvido falar muito dessa série, mas nunca tinha procurado saber do que se tratava. Bom, nem sei explicar, contrariando o nome deste blog, do que se trata. Só sei que é MUITO boa. Não dava pra ser diferente, considerando que os protagonistas são Al Pacino, Meryl Streep e Emma Thompson.
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A série é bem dramática, mas tem muito humor, bastante surpresa, a fotografia é linda, as atuações (o melhor de tudo) são impecáveis. Valeu muito a pena.

Eu comecei a assistir só por desencargo de consciência (foi o DVD mais caro), mas achei que não ia dar tempo de ver (são seis capítulos, de uma hora cada). A história começa em 1985, início do governo de Ronald Reagan nos Estados Unidos, explosão da Aids. Há muito de temática gay, então se você tem algum tipo de preconceito ou simplesmente não se interessa pode ser que não goste a princípio. Só que a série já começa com a Meryl Streep interpretando um rabino! A série é muito louca, eu não conseguia parar de assistir. E aí fudeu, eu tinha só uma noite pra ver tudo – e vi!

Tem várias coisas que merecem comentar: a personagem da Marie Louise Parker, protagonista da série “Weeds”, e um drama feminino que, suspeito, não é muito raro; A beleza arrebatadora da Emma Thompson (tanto a física, pra minha surpresa, quanto a de sua atuação); A confusão que a gente faz até se dar conta de que os atores interpretam mais de uma personagem. É tudo muito interessante.

Se eu não posso sugerir a todos que assistam “Angels in America”, pelo tema central-periférico (sentiu a loucura?) ou por sua longa duração, sugiro pelo menos aos que resolverem assistir que o façam no escuro, em silêncio – porque alguns sustos são fundamentais. Há gritos e urros que mexem demais. As cenas em que o anjo aparece são espetaculares (eu, novamente, fiquei impressionado com a beleza da Emma Thompson).

Esse anjo, anja, sei lá, aliás, às vezes é hilário. E eu estou até agora imitando a maneira como ele se apresenta, minha estagiária já está quase pedindo pra eu parar de repetir “I-I-I-I-I am the angel of América!”, hahahaha. Se você não for assistir à série, dá então uma olhada aqui nesta cena (uma das últimas e decisivas) de aparição da anja.
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Adoro coisas que me intrigam, adoro trabalho bem feito, adoro bobagens, adoro a beleza, adoro contemplar o talento alheio. Tudo isso tem de sobra em “Angels in America”.

Fica aí a dica.
E fica aqui também meu tradicional e sincero voto de bom fim de semana pra todo mundo. I-I-I-I-I-I-I wish it from the bottom of my heart! :)

Abrazos!
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2 comentários:

Fernando disse...

me interessei por esse Angels In America. Quero ver!!! Valeu Humberto, bom fim de semana pro c tb!

Heron disse...

"Adoro coisas que me intrigam, adoro trabalho bem feito, adoro bobagens, adoro a beleza, adoro contemplar o talento alheio. Tudo isso tem de sobra em “Angels in America”."

Quero assistir demais!!!!!!!!!!!!!!

Obrigado pela recomendação meu caro!