quinta-feira, 25 de junho de 2009

adultescência


Eu sei que a revista Gloss é um sucesso editorial e tal, e que depois dela um monte de revista consolidada, como a Marie Claire, passou a circular também com formato menor etc... Mas eu nunca entendi a linha de capas dela.

É até cliché falar mal das capas da Nova, mas eu realmente não entendo mesmo são as da Gloss. Afinal, a revista se vende como voltada para jovens mulheres na casa dos 20 aos 25 anos; e aí, a maioria das estrelas de capa tem mais de 30 anos (algumas beiram os 40); e, o que mais me encuca, todas essas mulheres são produzidas e maquiadas como meninas de 12 anos! E as caras e bocas? Há alguma lógica nisso?

Se há, alguém aí me explique. Porque pra mim todas as capas da Gloss parecem coisa de menina na puberdade, vestindo roupa da mãe e usando maquiagem escondida pela primeira vez.

6 comentários:

Vinix disse...

Você esqueceu de mencionar a cabalah dos números

369 cabelos (pq nao 370? Já que fizeram mais de 360, arrumem mais um)

367 looks, 403 superdicas, 587 ofertas

Daqui a pouco vai ser 461, 58 tipos de maquiagem

Janaína disse...

Realmente...essas capas da Gloss são dureza de aguentar. Fora o mau gosto, a overdose de números, ainda tem a pretensão, né!? "Gloss tem a missão de ser um guia prático e contemporâneo para a jovem que precisa encontrar seu lugar no mundo." COMO ASSIM?? Revista? Mapa? GPS? Prefiro ficar perdida do que achar meu lugar no mundo dessa forma!
Afffffffffff...

Sarah disse...

Menino, eu nunca folheei uma revista dessa mas uma coisa sempre me chamou a atenção desde o primeiro exemplar que costumo ver a capa na fila do mercado ( kkk). Acho as capas lindas de morrer, todas! Nunca vi uma capa da Gloss feia.

Vendo sob o ângulo que vc citou, lá isso é verdade, parece capa de revista adolescente (rs rs )e de fato a maioria das moças da capa se não tem mais de 30 tem quase isso!

Humberto disse...

Vina, essa dos números tem explicação (tosca,mas tem). Eu já li sobre isso em algum lugar, quando achar te passo).

Jana, eu não sei se acho feias, eu acho estranhas talvez. E isso de ser guia pra encontrar lugar no mundo é de lascar mesmo, nem eu querer explicar as coisas (na zoação, CLARO) é tão besta.

E, Sarah, bom, eu comprei a revista logo que saiu. Tava muito curioso pra ver o que viria. Achei bonita, papel bacana e tal. Mas, sei lá, achei tudo muito superficial, parecia mais uma versão anos 2000. De todo modo, seu comentário serve pra dar um outro ponto de vista pro post. Veja bem, não disse que as capas são feeeeias. Há um equilíbrio. (também não acho que são todas bonitas não). O que eu estranho mesmo é a adequação, não me parece coisa de mulher adulta. Mas daí, você que além de adulta é fina e inteligente pra caramba gosta, então isso deve explicaar muito do sucesso da revista. ;)

Anyways!

Ah, e eu também miro as capas na fila do supermercado. Você não acreditaria no tamanho das filas no Carrefour, dá pra paquerar, hehehehe.

Abrazos!

gabi césar disse...

Humberto, eu compro a Gloss desde que ela saiu e sou assinante há uns dois anos. Realmente, há algumas capas que eu não gostei, mas outras... Por exemplo, essa da Fernanda Lima com make amarelo e luzes de natal (!!!) na cabeça.

Eu a-do-ro essa capa. Se eu acho que ela está maquiada como uma menina de 12 anos? Não. Não porque meninas de 12 anos não sabem que cores claras, quando usadas como sombra, devem ficar preferencialmente ou no canto interno dos olhos ou próximas às sobrancelhas, usadas como iluminador. E a sombra amarela puxadinha pra dentro é um truque de maquiagem que meninas (as entre 20 e 25) conhecem bem e usam, sim. O blus está corretíssimo e o batom também. Apesar de ser tão vibrante quanto a sombra, não desequilibra o make. E a piscadinha à-lá-i-D? Acho linda. Só a Fernanda pra segurar uma capa assim.

As luzes de natal dão um ar divertido e fogem do vermelho-e-verde-musgo que se esperaria de uma capa nessa época. Acho, sim, que há chamadas em excesso; mas não deixa de ser uma das capas que eu guardo com mais carinho.

Quanto ao projeto editorial da revista -- as produções de moda são inusitadas, divertidas e, principalmente, criativas. Diferentemente das revistas que querem ser super hypadas e fashionistas, a Gloss sempre pensa com carinho nas leitoras e sempre (SEMPRE!) tem opções de fast-fashion em seus editoriais. Seus entrevistados são quase sempre pessoas que importam para o universo jovem e as matérias de comportamento são divertidíssimas. E passam longe do material da Capricho. São maduras, mas sem perder o humor. Quase sempre contam, inclusive, com charges e tiras cômicas de gente como o Adão (adoro mil vezes), o Galhardo e a Chiquinha (queridíssima!).

Claro que eu questiono os personagens escolhidos, também. Essa edição da Angélica, por exemplo... Não gostei nadinha.

Enfim, essa é a minha opinião sobre a Gloss. Beijinho ;)
Gabi

gabi césar disse...

*não é "blus", é "blush".

duh

:p