sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

filmes da semana


Esta foi uma semana particularmente feliz pra mim no cinema. Assisti a dois filmes que eu tinha ouvido falar por alto, meio sem saber do que se tratava, e quebrando uma tradição antiga de só ver filme ruim no cinema, dessa vez os dois que eu vi foram muito bons (juntando com "Onde Vivem os Monstros" e "Sherlock Holmes", 2010 está com 100% de aproveitamento).

Neste post eu falo de "A Vida Íntima de Pippa Lee" e "Aconteceu em Woodstock". Pra saber mais sobre a sinopse de cada um deles é só clicar nos títulos. Chama a atenção no primeiro o elenco, com nomes como Alan Arkin, Winona Rider, Keanu Reeves, Julianne Moore, Monica Belucci e a Blake Lively (mocinha do "Gossip Girl"). O segundo filme chama a atenção tanto pelo visual do poster e toda aquela aura de Woodstock como pela direção de ninguém menos que Ang Lee.

Os dois filmes são muito bons, o primeiro talvez se esforce mais pra ser profundo que o segundo, mas no geral eu gostei mais do segundo que do primeiro. Mas aí já é coisa de cada um, vocês vão ter que assistir pra dizer o que acham.

Uma coisa, entretanto, me parece haver em comum entre os dois filmes. Na verdade, duas: a questão da liberdade de viver sua própria vida e a preocupação com a vida dos outros.
Em "Pippa Lee" essa questão de se preocupar demais com os outros é mais central e se arrasta pelo filme inteiro. Mas, pelo menos pra mim, a conclusão foi um tanto adolescente, sobretudo em se tratando de uma protagonista de meia-idade. Fugir por aí, sem destino e tal é muito lindo no cinema, sobretudo no final do filme. Mas na vida real não rola, né? E ninguém vive sozinho, só ermitão (e quem quer vida de ermitão?). Considerando o próprio filme mesmo, em primeiro lugar, a Pippa não é santa, como ninguém é. OK. Além disso, ninguém a obrigou a viver sua vida em função dos outros -- ou seja, ela foi livre pra escolher o que passou. Sei lá, de repente surtar e achar que "o mundo está contra você e sua liberdade de ser vocêêêê" é meio freak demais pra mim. O mundo é punk e as pessoas sao esquisitas, mas definitivamente ninguém vive só nem foge pra lugar nenhum. Sempre havera aguém, sempre haverá os hábitos de um lugar, não dá pra não ter um mínimo de superego. Ninguém merece ser adolescente pra sempre, isso seria o pior castigo.

Talvez a questão do peso de se importar demais com os outros a ponto de se abrir mão "de si mesmo" seja melhor abordada em "Woodstock". Novamente, "abrir mão" já pressupõe sua OPÇÃO por abrir mão. Ou seja, dedicou-se mais àquilo ou àqueles porque quis. De todo modo, nesse filme talvez o protagonista seja mais inocente. Até porque ele é muito mais jovem que a Pippa e é interiorano e tal. Pelo menos pra mim, aqui as cenas onde há essa "quebra da inocência" ou um "momento de compromisso com a própria felicidade" seja mais humano e verdadeiro -- a começar pelo fato de que é quando opta por si mesmo que o protagonista conhece e passa a ter uma relação mais autêntica com aqueles por quem ele tinha optado viver até então.

Não sei se estou falando coisa com coisa. Não é papo de hyppie de Woodstock, juro.

Os dois filmes são bem legais e dá até pra rir bastante. Mas eu gostei mais do segundo, como dá pra ver, né? "Aconteceu em Woodstock" tem uma fotografia linda, uma trilha sonora ótima, como não poderia deixar de ser, e pelo menos dois personagens me deixaram chocados com a semelhança com gente que eu conheço.

Enfim, fica a dica. Quem assistir está convidado a pubicar aqui no blog uma resenha do filme. Porque eu estou curiosíssimo pra saber o que mais gente achou deles.

Abração pra todos, ótimo fim de semana pra todos nós!
;)
s

3 comentários:

Fernando disse...

Belos comentários dos filmes... Já dá para fazer uma sessão cine-pipoca aqui no blog, hein? hehehe... Ainda não vi nenhum dos dois filmes =/

Abs!

xicoarantez disse...

eu to afim de ir ver os 2 filmes, se alguém aqui nesse blog estiver afim tambpem, me liga ok??

Sarah disse...

Eu quero ver esse de Woodstock, depois que assitir dou um pitaco.

Num vjo a hora de vr o Alice do Tim Burton, só coisa assim pra me levar ao cine rs.