quinta-feira, 8 de julho de 2010

nem santos nem demônios – apenas humanos

Tinha prometido falar sobre o filme que assisti domingo passado, então lá vou eu. Na verdade, minha ideia era falar não apenas de "Patrick 1,5" (o tal filme), como dos últimos filmes com protagonistas gays que eu vi.

Só pra constar, que eu me lembre, esses últimos, do mais antigo ao mais recente, foram "Shortbus", "Shelter", "Angels of America", "Do Começo ao Fim", "Pecado da Carne" e "Patrick 1,5".

Na verdade também, eu tinha toda uma outra ideia pra tratar neste post, mas à medida que fui lembrando dos filmes, vi que ela não tinha muito razão de ser.

Fato é que tomando "Patrick 1,5", "Do Começo ao Fim" e "Shelter", eu já ia concluindo que todo filme com, digamos, "temática gay" traz personagens bonzinhos, fieis, criaturas sem o menor desvio de conduta possível – e isso, em todos os casos, foi algo que me cansou um pouquinho, porque não existe ninguém suficientemente insuportável pra ser 100% perfeito.

Entretanto, no que fui fazer este post lembrei dos outros filmes. Esses sim, acho que são filmes muito bacanas, que abordam a questão da homossexualidade de uma maneira mais próxima do real e até mesmo extrapolando o "mundinho". Não são histórias de gays, mas histórias de seres humanos. Já falei aqui no blog sobre "Shortus" e sobre "Angels of America" (que na verdade é uma série do HBO). "Pecado da Carne" também merecia um post, mas acabei adiando demais, então fica pelo menos a dica pra quem quiser ver um filme muito bom. Quanto aos três citados no parágrafo anterior, são as versões gays dos filminhos água com açúcar da Meg Ryan, e a menos que você esteja muito apaixonado ou simplesmente querendo assistir uma historinha de amor, não têm muito pra acrescentar em sua vida.
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Na verdade (mais uma vez), digo isso tomando minha experiência como espectador. Eu gosto de obras que mexam comigo, que me façam pensar ou sonhar, filmes que de alguma maneira ampliem minha perspectiva das coisas (isso talvez explica o fato de obras tão diferentes como "A História Sem Fim" e "Dogville" serem meus filmes preferidos).

Atualmente o que venho assistindo é o há muito finado seriado "Queer as Folk" (na foto), que também parte de um núcleo de personagens gays, como explicita o nome. Sempre ouvi falar da série, mas sempre fiz uma ideia muito, muito diferente dela, e talvez por isso mesmo nunca tenha me apetecido pra assistir.

Fato é que vi os episódios da primeira temporada e, confesso, tô meio de cara com o quanto tudo tem me feito pensar muito. Cada capítulo me faz pensar em muitas coisas mesmo. E adoro a complexidade das personagens: ninguém é exatamente santo nem vilão. Eu vejo muito de mim em cada um deles. E há o que me faz pensar bastante em muitas coisas que vivi nos últimos dez anos. Na verdade, em muita coisa que vivi nos últimos 30 anos.
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Estou gostando muito de "Queer as Folk", e sei que estou atrasadíssimo pra comentar isso. Mas não importa (eu nem tinha blog na época). Gosto de trabalhos bem feitos. E, como disse, gosto de obras audiovisuais que mexam comigo.

Não sei se concluí algum raciocínio neste post. Talvez seja exatamente porque há muita coisa passando pela minha cabeça nas últimas semanas.

Bom, é isso por ora.
Abraços a todos.


P.S.: Não custa lembrar, estou sempre aberto às sugestões cinematográficas, não sei se deixo suficientemente claro o quanto eu adoro um bom filme.
;)
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4 comentários:

xico Arantez disse...

JÁ ASSISTI ATE A TERCEIRA TEMPORADA E TIVE A MESMA IMPRESSÃO. MUITA COISA ALI ME FEZ REPENSAR NA VIDA. EU SOU O DAVE, LEMBRA?? MAS DEPOIS, MAIS NO FINAL VIRO OUTRA PERSONAGEM.. CE VAI VER..RSRSRS
E NÃO FIQUE ODIANDO O BRIAN, NÃO VOU EXPLICAR PORQUE. CÊ VAI VER POR SI PROPRIO DE SEU PRÓPRIO SER... AH! JA TE FALEI QUE MORRE?? É O ...

o Humberto disse...

KKKKKKK, não me conteeeee!!!

Sarah disse...

Puxa Humbert, não conheço nenhum dos filmes citados, como te disse, eu nunca fui muito de cine, mas ando assitindo bastante coisa ultimamente, dá os 5 minutos e eu alugo algo pra ver.
Se bem que adoro alugar uns "museus", outro dia peguei um filme que quando era criança eu comecei a assistir na Grobo umas 3 vezes nunca terminava. Eu sempre tive a curiosidade para saber quem era o assassino rsrs, fora que o ambiente retrô 80´s me atrai.O filme: Dublê de Corpo.
Nossa, como o cinema evouli nos últimos anos!kkk
Ontem mesmo assisti Coco Chanel, é bacana.Ela(a Coco) é bem a minha cara( no temperamento, não no modo de vestir, não, não,eu adoro rendas e frous frous).

o Humberto disse...

Sarah, ainda não vivi Coco, mas tenho que ver. E aqui, assiste algum desses aí que eu sugeri. Seu ponto de vista sobre eles seria muito interessante de ouvir (cuidado só pra não assistir "Shortbus" com a família, rs).

E, ó, não desisti de descobri o nome daquele seu filme lá não. Besos!