terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Humberto, até onde ir para realizar um sonho?"

E fizeram uma pergunta, depois de tanto tempo. E que pergunta. E em que hora.
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A primeira coisa que me veio à cabeça foi algo que me foi dito pela minha terapeuta, aaanos atrás, quando eu ainda precisava dela (saudade, Vânia, por onde você anda? Acho que a alta que você me deu prescreveu). Nas palavras de quem sabia do que estava falando, "sonhos são sonhos, são vontades que nem sempre têm como se tornar realidade (ao contrário dos desejos)". Isso segundo a terapeuta.
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Mas como quem escreve pra esse blog quer mesmo é ler as bobajadas que eu escrevo, vamos lá. A primeira coisa mesmo que me veio à cabeça foi o filme "A História Sem Fim". Muita gente talvez não saiba, e pode até ser surpresa pra alguns, mas se eu tiver que dizer qual o filme mais importante na minha vida vou responder sem pestanejar que é esse.
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Eu não o assisti no cinema, nem foi quando era criança. Vi na TV mesmo, ali chegando nos 15 anos. Eu era bem inocente, apesar de bem vivido, é bom ressaltar. Só sei que era uma época em que eu ainda brincava, mas também já era um momento em que eu sabia que queria escrever e que eu gostava muito de revistas e sabia delas mais que muita gente (muita gente compra revista, mas não tem tanta gente assim que goste de revista).
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Fato é que estava assistindo ao filme sem muitas pretensões, mais por curiosidade mesmo. E nunca, que eu me lembre, um filme me parou daquele jeito. Sei que estava na sala com mais umas cinco pessoas (ah, mil novecentos e só uma televisão na casa), mas parecia que não tinha mais ninguém lá - era eu, o silêncio e o Atreyu. E o mais marcante, e eu me dei conta disso na hora, foi que vendo o filme eu tive um estalo tão intenso que caiu minha ficha do que eu queria da vida. Do que eu queria fazer na vida. Foi na cena das esfinges. O filme acabou e lá, em dezembro de 1991, comecei conscientemente a busca pelo meu sonho.
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A Vânia, minha terapeuta, pode até ter tentado me convencer de que ser jornalista era desejo e era realizável e tal e coisa. Ela estava certa. Eu consegui mesmo me formar. Mas isso foi só um passo muito, muito pequeno (teria sido gigante pro Humberto de 14 anos, incoformado em ter que estudar ainda mais sete anos até sair da faculdade pra uma redação, mas enfim).
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Ser o profissional que eu sempre quis ser, fazer o que eu sempre senti ter nascido pra fazer, se torna cada dia mais apenas um sonho. E um sonho, quando você vive com o pé atolado na realidade, pode ser algo que só machuca. Eu tento acreditar que é importante manter esses sonhos, até pra dar um colorido no dia a dia, mas eu já não tenho a mesma paciência. Eu não tenho mais, ou pelo menos penso que não tenho mais, o mesmo tempo que tinha em 1991. Não dá. E, um pouco pior, não acredito muito mais no tal sonho.
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Então, se as respostas deste blog devem ser dadas com base no que eu sei sobre os problemas em questão, diria que o ideal, na busca pela realização de seus sonhos, é ir até onde isso não afete sua vida real e não estrague a beleza da sua vida real. Porque o perigo de insistir demais em sonhar é perder a oportunidade de viver experiências talvez muito melhores.
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Não é pra se tornar uma pessoa azeda ou frustrada. Nem é pra simplesmente passar a fingir que não tem um sonho. Acho (e somente acho) que é mais um caso de adequar suas expectativas à sua realidade e de não desistir (mas sem se matar por isso). E de resto, deixar que o componente sorte-destino faça a parte dele, porque no fim das contas a vida se resolve por si mesma. E o tal do sonho deve se realizar.
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É isso, né? Licença que eu vou pegar um voo no Falkor.
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P.S.: Olha, cara leitora perguntadeira, se você quer mesmo, de verdade, uma resposta brilhante à sua pergunta, assista ao filme. Vale muito mais.
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6 comentários:

Janaína disse...

Ai, Humberto... eu sei da importância e do valor de um sonho. Você sabe bem disso porque muitas das coisas que sonhamos e queremos são bem parecidas. Também tenho os meus sonhos, mas tenho tentado ser o mais realista possível. Tenho substituído os sonhos por metas. Assim, sei que estou fazendo todo o esforço em prol de uma coisa com dia e hora pra acontecer.
Pode parecer dureza de coração, mas cansei de ficar sonhando, cair da cama pra real e quebrar a cara. Infelizmente, o tempo e as circunstâncias vêm me revelando que sonhar é muito bom, mas é acordado que a vida acontece.

o Humberto disse...

Falou tudo Jana. Era essa mesma a ideia do post.

Sucesso com suas metas, minha amiga. Besos!

xico Arantez disse...

HUMMM. SOU MUITO PRÁTICO MESMO NE?
ME ODEIO POR ISSO. MAS A RESPOSTA TA NA CARA DE TODO MUNDO!! SIGA ATÉ NÃO AGUENTAR MAIS! QUANDO ESTIVER CANSADO DE TENTAR, PULA PRA OUTRO SONHO .. UM DELES VC VAI CONSEGUIR CONCRETIZAR!!
BJO, ME LIGA, FUI!

Kyara disse...

caramba, como não tinha pensado nisso antes? Pular para o outro sonho????? Incrível!!!!
Acho que vou tentar a técnica e depois digo o resultado.

Caroline disse...

Nossa amiga adorei as palavras. Precisamos sonhar sempre, mesmo que as vezes a realidade insista em bater a nossa porta.

Afinal, sonhar é muito bom. Nos leva a outros lugares...

Ah! Continue sonhando.

Abs.

Sarah disse...

eu sou muito sonhadora pra pitacar