quinta-feira, 5 de agosto de 2010

uma nova Vogue Brasil

Vocês devem ter lido há alguns dias a notícia-bomba de que a Condé Nast se uniu à Editora Globo no Brasil. Pra quem não sabe, a Condé Nast é responsável pela publicação da Vogue US, da Vanity Fair, da New Yorker e da Love, entre outras publicações muito fodas.
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A primeira grande mudança que isso representa é o final da era Vogue Brasil na carta Editorial. Olha, francamente, não vejo isso com maus olhos, não. A edição brasileira da Vogue vinha numa sem gracice de desanimar qualquer um. Eram as mesmas capas pouco inspiradas (e quase sempre com a Isabeli Fontana) de sempre, nada de muito impacto. É verdade que a revista sempre foi muito bonita e com um padrão de impressão impecável, como tudo que envolve a Cartal Editorial, mas pra uma Vogue já estava algo que ninguém merecia.
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Por outro lado, morro de medo de pensar no que pode se tornar essa Vogue Brasil nas mãos da Editora Globo, sobretudo em tempos de remake de "Ti-Ti-Ti". Não teria nada mais nada a ver com a revista que uma capa com a Ísis Valverde (protagonista da novela e atriz, que eu adoro, mas não daria). Ou pior, já pensou que filme de terror Fernanda Souza na capa de uma Vogue? Carolina Dieckmann??
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A Vogue US tem mantido uma linha editorial com atrizes na capa que eu (e muita gente) não gosto muito, mas é algo mais compreensível na cultura estadunidense. E a edição de lá tem uma Anna Wintour na direção que consegue bancar isso numa revista realmente de moda. No Brasil uma ideia dessas pode facilmente virar uma versão chic da Manequim.
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Sei lá, pode ser temor exagerado de fã de revistas. Eu vou torcer pra essa nova fase da Vogue nacional significar uma reviravolta mesmo, que a revista fique linda, vou torcer pra ela voltar a ser a melhor publicação de moda neste país (e torcer pra que ela considere moda como muito mais que roupa ou que esses designers afetados daqui). Mas eu não posso evitar de fazer a Regina Duarte (sim, eu tenho medo).
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Quanto às outras publicações, que nem têm versões brasileiras, prefiro nem falar ainda. Especialmente quando penso na Vanity Fair, minha favorita de longe, na New Yorker e na Love (tenho muita dificuldade em imaginar as edições tupiniquins dessas publicações).
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Enfim, vamos esperar pra ver.
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P.S.: Muito mais coisas pra dizer, mas aí já papo pra revisteiro mesmo.
P.S. 2 (super cara-de-pau): Condé Nast-Globo, se for rolar umas seleções pra jornalista nessas revistas, tô dentro, tá? Sério.
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3 comentários:

Sarah disse...

Capa linda com a Cate Blanchett, chique!

Fernanda disse...

Humberto, quanto a vogue brasileira vc não deveria nem se não pensar em ir ...correr atras literalmente dessa editora Globo. Afinal como conhecedor de revistas como vc para eles será só lucro e eu acredito no seu potencial, com certeza leriamos conteúdos falados como gostamos...Com a linguagem jovem e além de tudo mineira de ver as coisas. Torço muitissímo por vc...Bjs!!!!Fefa

o Humberto disse...

:D
Ai, Fefa, quem deras viu? Eu numa revista ia ser tipo o Paco no palco. Cê ia ver. rs

E Sarah, Cate Blanchet fica fina até na capa da Gloss.