segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

crônica de uma vida offline

Num belo domingo de manhã em novembro, depois de algumas semanas meio down, o digníssimo blogador que vos escreve amanheceu bem feliz. As coisas continuavam meio difíceis, mas a vida não é fácil pra ninguém e a ficha dele caiu. Daí ligou o fodas, resolveu pensar mais no lado bom de tudo e decidiu fazer algo que adorava e não fazia há tempos: cantar.
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Estava sozinho em casa, então ninguém seria punido tendo de ouvir a cantoria. De bom papo com alguns amigos nos MSNs da vida, Humberto cantou horrores (literalmente).
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Mais tarde, por sugestão de amigos, resolveu baixar um filme. E foi aí, enquanto fazia o download, que aconteceu: deu aquele mega-pau no PC, o segundo em poucos meses. E o blogador ficou sem computador!
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(AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
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Foi mais ou menos assim mesmo que aconteceu, povo. E aí levou um tempo entre consultorias com amigos que entendem de tecnologia e tal até eu voltar a ter um computador. Ficar offline por quase um mês foi uma senhora experiência, que eu vou tentar contar aqui.
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Na primeira semana, eu estava sozinho em casa, daí achei que ia ter um troço, completamente ilhado. A primeira coisa que eu descobri é que as pessoas só se comunicam via redes sociais. Nem telefone usam mais direito. Se você não está on line, não existe. Bizarro.
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Daí tentei usar uma lan house, quando fiz o post da pausa. Mas não dá pra mim, aguentar um ambiente cheio de adolescentes (alguns nem tanto mais) punheteiros por perto. Fora que hackearam minhas contas, então preferi ficar sem net mesmo até comprar um note novo.
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Curioso é como as coisas realmente acontecem quando têm de acontecer, e pra te dar uma sacudida mesmo. Pelo simples fato de que não ia mais usar um computador de mesa, resolvi arrumar o quarto todo. Ainda nem terminei, mas posso dizer que o que eu joguei de coisa fora não é brincadeira. Coisa que não me servia pra mais nada, que só vinha sendo um peso mesmo. Só de material de faculdade, doei três pilhas enormes. Revistas semanais de anos passados, outras duas pilhas. E de papel que não serviria pra nada mesmo, queimei três pilhas imensas. Deixei pra trás bobagens e muito, muito esforço que aparentemente não me levou a nada na vida.
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Ajeitar as revistas também deu a trabalheira de sempre. Dei uma esvaziada também, deixando por perto só as mais agradáveis. As Novas, por exemplo, estão todas muito bem escondidas agora, rs.
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Enfim, ficar sem passar horas na frente do computador, antes de mais nada, me deixou ajeitar coisas que vinham merecendo uma arrumação há tempos. E isso serve para a alma também.
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Não ficar on line significou, por três semanas, não me magoar com as indiretinhas dos Facebooks alheios. Daí foi um tempo pra aprender a dar a essas indiretinhas apenas a importância que elas merecem – nenhuma.
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Nesse intervalo lembrei o quanto é bom sair de casa e ver os amigos (não é fácil, já que eles continuam on line). Saí pra sujar o All Star depois de meses, e se não me acostumei (porque eu mudei mesmo), pelo menos eu ri bastante (e conheci também alguém muito bacana).
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Nesse tempo off, tomei vergonha na cara e comecei a ler aquele “Amor nos Tempos do Cólera” que vinha adiando há quase dois anos (tô quase acabando, cada vez mais apaixonado por Gabriel García Marquez).
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Trabalhei pra caramba nessas férias de PC, apesar do desespero por ter de usar o computador da minha irmã (pra trabalhar eu precisei, mesmo que fosse correndo).
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Enfim, se tem uma coisa para a qual valeu esse tempo todo sem computador foi pra lembrar que é preciso ter noção. É quase impossível não viver conectado hoje em dia, mas não dá pra passar o dia e a vida só no mundo virtual. É limitar demais a existência. Ter amizades só nas redes sociais, se relacionar e se falar só por web cam, é meio triste. Tem que saber usar. Tem que viver de verdade.
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Talvez daqui a uma ou duas semanas eu já esteja pagando minha língua. Mas eu vou tentar ser mais comedido. E vou insistir em ter meus amigos mais por perto mesmo. Deixa a exclusividade no Facebook pra quem só quer bisbilhotar minha vida (como se eu deixasse ela exposta ali).
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No mais, volto a curtir o que de bom tem por aqui, como os blogs dos amigos, os leitores e amigos fieis que por enquanto só conheço virtualmente mesmo, e escrever minhas bobagens. Tem coisa demais pra contar.
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Besos, como vocês podem ver, continuo com a filosofia de butiquim.
:D
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P.S: A arrumação das revistas merece um post à parte. Assim que der uma folga no mundo real eu volto aqui e conto. É pra loguim. :)
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8 comentários:

Dan disse...

eu acho que a gente acaba se prendendo demais à vida online e, por isso, fico no comp só durante a semana. Aos finais de semana saio de casa mesmo, vejo meus amigos, leio, assisto filmes, conheço gente.
Não consigo viver sem isso.
Quem sabe colocar limite nas coisas não dê certo?

bjo.
bem-vindo de volta!
:)

Anônimo disse...

amei esse post, tirando a parte da cantoria!! claro.. aff!

Heron disse...

O que o Dan disse aí vou puxar pra mim hihihihi, mas é difícil. Meta para 2011.

Caroline disse...

Eu não gosto de conversar on line. O negócio é olho no olho.

Abs,

Janaína disse...

Esse negócio da dependência que a gante tem da tecnologia é complicada mesmo, Humberto. Fico on line de 10 a 12 horas/dia por causa do trabalho. Nem dá pra interagir com os amigos direito. E nos finais de semana, eu nem passo pelo PC, o que me dá uma margem de descanso da realidade virtual pra viver a vida real mais de perto. É um alívio, viu! É quando a gente percebe que realmente precisa de realidade fora da virtualidade.

o Humberto disse...

Dan, tem que colocar um limitezinho mesmo. Nos fds eu tb não fico muito não, mas quero ficar menos durante tb. Aliás, nem ligo de ficar on line, mas gostaria que as pessoas voltassem a se ver mais. Tem gente que eu amo que só fala comigo via Facebook, é foda.

Anônimo, ainda viajo com vc cantando que nem a mulher do filme lá, hehehe (aliás, passou ontem na Globo). Vc acha lindos uns horroroooosos, vai achar maravilhosa minha cantoria tb.

Heron, tb já tô traçando as minhas metas pra 2011. Essa aí meio que entrou agora em 2010 ainda.

Amiga, mas a gente se fala bem no telefone sem olho no olho mesmo,né? Aliás, tenho que te mostrar uma coisa, cê vai rir demais.

Jana, vc é uma que eu tenho que ver mais. Que dia, afinal, vamo encontrar, eu, vc e Glau? (rimou)

besos povo!

Sarah disse...

Ai, adorei, é verdade mesmo essa coisa do quanto a gente passa horas em frente ao PC, o pior é quando se trabalha nele porque tuo tá sempre junto, o trabalho e demais coisas, é quase impossível de nos desvencilharmos.
Viagens normalmente fazem a gente se desligar um pouco de tudo mas é quase impossível não dar aquela conectada (senão diária, quase).Desde de 2006 caí nesse vício virtual, em pare por necessidade, por conta do trabalho e em parte pela facilidade mesmo, hoje vejo o quanro isto está arraigado.Fala a verdade, não dá vontade de chutar 100% isso tudo de uma hora pra outra? kkkkkkkkk
Já vida exposta em facebooks (que isso?) e orkuts...não mesmo, a minha nunca foi ,nem será.Sei o limite das coisas hehe

o Humberto disse...

Vc disse Tudo, Sarah, pra variar. Mas eu ainda tenho que aprender com vc, seus orkats da vida realmente são reservadíssimos. Por outro lado, se eu não tivesse minhas fotos no orkut não tinha nenhuma, pq com o problema do PC perdi todos os meus arquivos.

Enfim, tem que ter noção sempre. Bjo!