quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ho! ho! ho!

Joaozinho nasceu, a contragosto do irmão adolescente, que achava absurdo a mãe ter mais um filho àquela atura. Isso foi o suficiente pra Zezinho, o irmão, infernizar Joãozinho de todas as formas possíveis.
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Quando foi tomando consciência da vida, Joaozinho bem que tentou entender a birra gratuita do irmão, mas em certa altura, como não chegava a conclusão nenhuma (e não sabia do papo do aborto), resolveu que não ia deixar barato: Zezinho podia até irritá-lo de todas as formas possíveis, mas Joaozinho ia retrucar sempre.
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E assim foi, por 26 anos, com Zezinho fazendo o possível pra atrasar a vida de Joaozinho e esse se defendendo da maneira maneira mais irritante possível também, sempre com a plateia da família, que assistia ao eterno arranca-rabo como se não pudesse fazer nada. Foi assim até que a mãe dos dois teve um infarto. Caiu dura feito uma pedra na frente de Zezinho. Por pouco não deixou os dois infelizes por aí.
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Joazinho não viu a cena, porque Zezinho estava só com a mãe na hora. Sabe Deus o susto que deve ter sido, porque Zezinho nunca mais foi o mesmo. De uma hora pra outra, passou a cuidar de si mesmo e de todo mundo. Não apenas nunca mais irritou Joaozinho, como passou a tratá-lo com um sentimento de fraternidade que nunca, nem nas maiores viagens na maionese, ele achou que fosse possível.
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Nesse mesmo ano, depois que tudo ficou bem com a Dona Mãe dos dois, houve o sorteio daquele malfadado amigo-oculto de natal. Pela primeira vez, o sonho de Joazinho se realizou e ele tirou o próprio nome. Podia retornar e tirar outro papel, mas nem cogitou isso. Já sabia o que ia fazer.
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A ideia de Joazinho era esperar a entrega dos presentes. Quando descobrissem que ele tinha sobrado, ia dizer que o amigo-oculto dele era o melhor de todos porque era o amigo que ele tinha escolhido, Zezinho, e que o simples fato de ele ter se tornado o melhor irmão do mundo era presente melhor que qualquer coisa que pudessem dá-lo.
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Mas, como isso seria um final muito bonitinho pra essa história, na véspera de natal Joazinho foi acudir o pai e deu com a cara na porta. Quebrou o nariz, passou a noite internado no hospital. Quando voltou pra casa, no dia 25, como já esperava, ninguém (dos que poderiam ser seu amigo-oculto) foi visitá-lo. Na cama, assistiu ao vídeo com a entrega dos presentes, e a única menção ao seu nome veio de uma prima, que soltou a bonita: "Bem-feito pro Pinóquio, mentiu no amigo-oculto, quebrou o nariz".
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Mais tarde todo mundo apareceu. Joaozinho aproveitou a muvuca e finalmente entregou o presente pro Zezinho: "Feliz natal pro meu amigo oculto".
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Zezinho agradeceu. E Joazinho nunca mais entrou em amigo-oculto nenhum da família.
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"The End".
a.Com essa historinha tosca, o blog deseja um Natal Feliz de verdade. Que os abraços sejam os sinceros e que cada um dos amigos aqui deste espaço possa estar ao lado de outros bons amigos.
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Uma noite iluminada e farta pra todo mundo!
Besos, Feliz Navidad!
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7 comentários:

Anônimo disse...

conheço essa história!!
feliz natal pra vc
xico

o Humberto disse...

:D
Bjo señor, feliz natal!

Caroline disse...

Amigo,

Feliz Natal!! Adoro você!

Bjos

Sarah disse...

Nem sempre a gente pode estar com quem a gente quer estar, mas a gente acaba estando com quem precisa estar.

Esta história me deu vontade de vomitar.Reuniões em família...

E eu adorei o amigo secreto miau, isso aí mesmo.

o Humberto disse...

Hahaha, eu sabia que era ruim, mas não achava que ia dar pra vomitar, Sarah! KKKKKKKK!!! Vou entrar pra academia Vera Fischer de Letras, rs. Feliz Natal mais uma vez, minha amiga querida!

Carol tb, amiga, Feliz Natal, obrigado por tudo!

Heron disse...

:) não resisti e entrei na net...hehe.

Feliz Natal meu Half - Xará! Tudo de bom pra vc!

Sarah disse...

ai Humbert, não é o modo da escria, é o conteúdo rs, tô ligada, da vontade de vomitar.