quarta-feira, 31 de março de 2010

life has a funny way

Hoje de tarde me deu uma saudaaaaade das minhas sujadas de All Star...

A vida é cheia das gracinhas, já dizia Alanis, mas eu me divirto.
Enquanto isso vou conhecendo melhor as pessoas. :)

Se eu não voltar por uns dias, Boa Páscoa pra todo mundo!
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s

caminho da roça

E hoje Minas Gerais deu adeus ao melhor governador do mundo. Ownnnnnn... meus olhos chegam a ficar vermelhos de tristeza.

Mas o estado já tem novo administrador, o segundo melhor governador do mundo.

Só sei de uma coisa: tô louco pra ver a cara da primeira-dama!
:)
a

conflito de gerações

Notícia da Folha de S.Paulo:


Depois eu chamo a mulher de véia e acham ruim comigo. Vê se a Madonna que a gente conhecia ia falar uma coisa dessas?

"- Ai, mamis, que roupinha uó essa sua!..."
"- Nem vem, Lola, sua little bitch. Ou você acha que ninguém percebeu que só você tá sentindo frio aqui e que é só pra usar sua jaqueta nova? E uó é o seu cu."
s

terça-feira, 30 de março de 2010

não se reprima

Hoje, no "Jornal Hoje", nosso amiguinho Evaristo Gosta deu a notícia de que Ricky Martin saiu do armário. Realmente, informação bombástica, coisa que ninguém sabia e que vai mudar o rumo da humanidade. O bacana foi escolherem o Evaristo pra dar essa notícia.

Que será que ele mesmo achou da novidade?

"Atóóóóunro!"

Diante dessa, nem nossa querida Sandra soube como fazer a piadinha habitual:
s
"Rosana Jatobá, parece que o tempo fechou, né? Ou abriu, sei lá, hãhãhã! Ai, ai... ui, como sou espirituosa."


E o Ricky Martin nessa história toda, como será que tá?
s
"Upside, inside out, she's living la vida loca! C'mon!"



P.S.: "Hoje no 'Jornal Hoje'" foi só pra ficar bem no nível do informativo vespertino da Globo.
P.S.2: Os dois apresentadores de fato não fizeram o menor comentariozinho nem a menor expressão depois da exibição da matéria. Em tempos de homofobia latente na Globo, melhor não arriscar com os dialoguinhos infelizes de sempre, né?
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el baile

Eu sei que ficaria estranho, mas hoje eu queria dançar com você.

Seja lá o que fosse, hoje ficaria bom.
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what love has done

Eu tenho certa dificuldade de me desfazer de papéis. Já devo ter mencionado isso por aqui.

Tudo que está escrito pra mim é um pouquinho de História e me parte o coração ter que me livrar disso por motivos como falta de espaço. Mas uma hora não tem jeito.

Hoje, agorinha mesmo, estou tentando diminuir o conteúdo de uma caixa enorme, que contém material que vai do meu primeiro vestibular (em 1996) ao final da minha segunda graduação (em 2007), passando por um intercâmbio (em 1999).

Não é apenas papel. Não são só o meu esforço e a minha esperança durante anos que estão guardadas nessa caixa. É todo um período de transição da minha vida. É justamente o momento divisor de águas que está ali. É onde nasceu esse Humberto que vocês conhecem -- e onde ficou pra trás um outro, saudoso, que cairia duro (não sem lutar muito) se descobrisse o fim que teria toda aquela trabalheira de vida.

Nessa caixa está o primeiro amor de verdade. A primeira grande frustração. A primeira grande conquista. O primeiro amigo urso, o primeiro chifre. A primeira viagem sozinho no mundo. Os estágios. Os NÃOs. Os SIMs. A primeira encarada no espelho. Nessa caixa estão todos os amigos que cresceram por aí e que nunca foram esquecidos. Há muito mais nessa caixa do que eu estava preparado para rever hoje.

Não vou dar conta de terminar o trabalho. Não nesta noite. E não quando eu resolvo fazer o trabalho ouvindo essa música. É demais pro meu coração (ainda) pisciano.

Se você aí tem uma caixinha de recordações guardadas, deixa ela assim mesmo. Porque se as lembranças estão guardadas é porque são importantes por algum motivo. Mas também, se estão guardadas é porque a vida segue -- e pra vida seguir, o melhor é que recordações fiquem guardadinhas mesmo. Porque o que já foi, por melhor e pior que seja, já foi. E é graças a isso que a gente adquire força e coração aberto pra deixar vir o novo, sempre -- seja pior ou melhor.

Porque, no fim das contas, é tudo vida. E tudo ainda vale.
s

segunda-feira, 29 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

DVD este fim de semana?

Eu sei que é filme velho, mas eu só vi ontem. E mesmo pra mim, que morro de preguiça do Walter Salles, com aqueles filmes leeentos, de poooobre, na seeeeeca, a meeeesma coisa de sempre, "Abril Despedaçado" é um filme lindo.

Os pobres são muito pobres e a seca é bem seca, mas é menos lento. E tem uma fotografia linda, tem gangorra (nunca falei que adoro gangorra, né?), as atuações são todas muito boas. E a história é muito bonita.

Enfim, passei aqui rapidinho só pra indicar pra quem estiver pensando em pegar um filminho. Mesmo pra quem já viu, acho que vale.

Abraços pra todos, hasta segunda-feira!
;)
s


P.S. NADA A VER COM O POST: Tomara que chova torrencialmente no fim da tarde de hoje na Pampulha.
P.S. NADA A VER COM O POST 2: Abração pro Oso Mário!
s

sexta-feira, 26 de março de 2010

Shakira lá e cá

Eu gosto da Shakira. Pessoa Shakira. Cantora e compositora talentosa Shakira.

Eu não gosto de algumas coisas, no entanto. Eu entendo que ela tenha que ceder aqui e ali pra fazer sucesso internacional e tal, mas acho que rola um exagero. Pra que ficar tão loira e tão lisa? Precisa rebolar tão Beyoncésticamente?

A gente conheceu a Shakira meio roqueirinha, meio pagando de Alanis Morissette, lá nos anos 90. Aquele cabelo péssimo, mas já tinha muito carisma, era muito simpática. Também é natural que com a maturidade muita coisa fosse mudando, mesmo a coisa da roqueira. Shakira fez sua opção por se tornar uma show-woman. OK, ela pode demais. Tem tudo pra isso.

O que me incomoda um pouco é que a Shakira ficou meio um símbolo da americanização (entenda-se algo como "estadunidos-zação") da América Latina. Não dava pra ter se tornado uma coisa mais hermana, não? Será que precisava ceder tanto? Tão loira?

Acho que não dava. Ou se dava, ela preferiu não arriscar. Deve ter tido seus motivos. Shakira não é uma mocinha burra. Não é nenhuma Britney Spears. Além de voz, ela tem tutano. E mesmo nisso de raízes latinas, a Shakira faz sua parte. Nem que seja pelo lado comercial da coisa, ela faz lá suas versões em espanhol de muitas de suas músicas. E isso é bacana.

Nesse último álbum mesmo, "She Wolf", três hits têm versão inglês e espanhol. Eu gosto das duas. E daí é que vem a encucação que me levou a escrever este post: Se tem versão nas duas línguas (e clipes nas duas línguas) por que os meios de comunicação brasileiros só veiculam as versões em inglês? Qual a lógica?

Se é pra partir do pressuposto de que, espanhol ou inglês, as canções de Shakira serão sempre em língua estrangeira para nós, por que automaticamente somos obrigados a ouvir a versão em língua inglesa? Não faria um pouco mais de sentido ter direito às duas? Ou, muito mais sentido, ouvir a versão em espanhol, que ainda nos dá mais chances de saber o que tem a dizer a loba? (considerando, claro, que nem todo mundo fala inglês).

Complexo, né?

...

Na Argentina, onde ao contrário do Brasil, os meios de comunicação e as pessoas já se referem aos nascidos nos EUA como estadunidenses (já que americanos somos todos), Shakira dá entrevista em espanhol e é ouvida nesta língua nas rádios. Óbvio, você aí diria, eles falam espanhol por lá.

O que eu acho é que mesmo que Shakira cantasse em português, a Globo, a MTV daqui e as Jovem Pans da vida iam preferir veicular a versão em inglês. Porque a verdade é que o Brasil ainda é um paísinho muito do colonizado. É uma nação alisada e tingida de loira -- Como espera que ela seja quem ainda manda nela.

...

Ah, deixa quieto. Isso não é tema pra post, é tema pra bate-papo. Com cerveja (mais uma loura)!
Deixemos esse papo chato prá lá e vamos ouvir a Shakira. E neste link, só pra sacanear, uma música em inglês, das antigas, que eu adoro.


P.S.: Vai, uma em espanhol também, do CD novo, que eu também adoro. Besos, bom final de semana pra everyone!
P.S.2: Ficar na minha, né, uso citações em inglês, em espanhol, em tudo quanto é língua aqui no blog o tempo todo mesmo. :P
P.S.3: Mas antes que desçam a lenha em mim, vou me defender: Meu português é bom e minhas citações em língua estrangeira são em itálico, rs.
P.S.4: Fui. Shakira, llamame!!
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quinta-feira, 25 de março de 2010

nothing at all to me

É finzim de carreira cantar no "Big Bother", não é? Ainda mais pra cinco manézinhos?

Eu tenho lá minha simpatia pela Nelly Furtado, mas... ah, sei lá, muita vergonha alheia pro meu gosto.

Pronto, falei.
s

quarta-feira, 24 de março de 2010

viver o recorde!


Perto das comemorações de seu terceiro aniversário, este blog tem a honra de informar que o post do dia 17, que partiu da separação da Helena da novela pra falar sobre coragem e honestidade nos relacionamentos, bateu o recorde de acessos diários. Somente no dia em que foi publicado, esse texto foi lido por três vezes mais pessoas que o habitual.

Eu fico muito lisonjeado e grato pela preferência.
É esse tipo de coisa que me motiva a escrever sempre aqui e esperar pra ler o que vocês têm a dizer também.

Abração forte a todos!
:)
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é isso o que você quer, Brasil?

Viver em TuBHcanga está se tornando uma bizarrice cada vez maior. Quando a gente acha que nada de mais tosco pode acontecer, não tenha dúvidas, é aí que acontece mesmo.

Hoje cedo eu li no site do jornal O Tempo uma matéria aterrorizante sobre modificações na orla da Lagoa da Pampulha. Você acha que é alguma ação de despoluição do principal cartão-postal da cidade? Acha que é alguma melhoria no trânsito da região? Ora, claro que não!

Trata-se da derrubada de árvores e da destruiçao de canteiros centrais, gramados, rotatórias, calçadas e quebra-molas. O mais apavorante: Tudo isso para dar passagem a uma parada de carros alegóricos de Walt Disney. É de dar calafrios ou não é?

Que espécie de benefício esse tipo de ação pode trazer à sociedade? Quem precisa disso? Não há nada mais importante a ser feito, por exemplo, no campo da saúde? Que tal um trabalho de orientação àquelas pessoas que pescam na lagoa, mesmo sabendo dos riscos que isso significa? E por que não incentivar ações culturais na região, já que tudo que envolve artes em TuBHcanga se concentra na região sul? E, principalmente, por que não incentivar os artistas locais? Quem precisa de Disneylândia aqui, meu Deus? Não é esse o mundo bem melhor que esperamos quando elegemos quem vai administrar nossa roça querida.

Pelo menos segundo o homem que nunca erra, nosso querido presidente do Brasil em 2014, a passagem dos carros alegóricos do Mickey e sua turma na orla da Lagoa da Pampulha "será um sonho realizado para muitos mineiros que não têm a chance de viajar até os Estados Unidos".

:0

Realmente, fica muito difícil não se sentir um personagem de Walt Disney diante de tamanha preocupação com os sonhos dos mineirinhos que nasceram pobres e vão continuar assim. Só espero que não matem minhas amigas capivaras, já que não tem nenhuma capivarinha entre os personagens do conglomerado estadunidense.

O Pateta vai dar uma pescadinha na lagoa, não vai?


P.S.: Foto de Cristiano Trad.
s

coincidência?

Primeiro o Boninho eliminou o judeu.
Depois o Boninho eliminou a biba.
Ontem, com a edição mais manipulada ever,
o Boninho eliminou a nordestina.

É o caso de achar que o Boninho é uma espécie de careca do ABC?


P.S.: Bem feito pra mim, que acabei continuando a ver essa bosta de BBB. Vergonha danada.
P.S.2: Texto imperdível do Vitor Ângelo a respeito das tosqueiras desse programa. Tem que ler.
s

segunda-feira, 22 de março de 2010

Fernanda Vasconcellos, sempre em boa forma

Falando em capas de revistas, achei perfeita a da Boa Forma de março, com a Fernanda Vasconcellos. Como diria a velhina da Terça Insana, gostei de tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo mesmo! Adequação total ao que a revista propõe e ao seu público-alvo.

Além de excepcional atriz, a Fernanda fotografa sempre muito bem, desde quando era mais cheínha (exagero) até agora que tá seca.

No fim das contas, só achei triste constatar que a revista está fininha, fininha. Chega a dar dó.

É isso por ora, povo, volto logo.
Besos!
s

P.S.: A capa tem fundo azul-Tiffany (aprendi com a Tainá), o que a torna mais linda. Não achei a imagem ainda, mas quando achar dou um update aqui, ok?
a

isto é Grazi

Semanas atrás, o Fernando do Cinebuteco tinha pedido pra eu falar da capa da Grazi na IstoéGente. Não deu tempo de escrever antes, mas eu cheguei a comprar a revista pra poder falar com propriedade do assunto, rs.

Na verdade, não tem muito a dizer não. Essa é a Grazi, esse espetáculo, cada vez fotografando melhor. Achei as fotos lindas, mas confesso que acharia mais lindas ainda se elas estivessem na W e não na IstoéGente. E, cá pra nós, que diagramaçãozinha mais desgramada a dessa revista. Parece aqueles cartazes desenhados com régua na cartolina que a gente fazia no colégio.

Bom, acho que já passou um pouco pra render mais, né? Sorry folks.

Abrazos pra todo mundo, boa semana!
s

P.S.: OK, tenho algo mais a falar, sim. Achei meio confuso essa coisa cowntry + Amy + Brigitte Bardot. Mas tá valendo! :)
s
Amy no rodeio? Não, só a Grazi linda como sempre!
s

quinta-feira, 18 de março de 2010

alguém na NOVA lê o blog

Eu sei que vai soar extremamente pretensioso da minha parte (pra não dizer inocente). Mas, coincidência ou não, fato é que três meses depois da minha crítica pitizenta, a Nova parou com aquelas capas com fundos toscos. Desde janeiro as capas da revista estão até bem bonitas. A deste mês, com a Alinne Morais, pela enésima (e merecida) vez, está linda.

Tem alguém aí da redação lendo o blog? Hum? Hum? Se tiver, comenta, pode meter o pau aqui também, que se for pra melhorar, a gente agradece. :P

Besos pra todo mundo!
s

não vale nada, mas eu realmente...

É pra você, sim. Não preciso dizer mais nada não, né?
Iofe.
s

quarta-feira, 17 de março de 2010

uma coragem que mulher costuma ter mais que homem

Olha, eu não assisto essa reprise de "Por Amor", do Manoel Carlos, mas confesso que de vez em quando eu paro no canal pra dar uma espiada. É aquela coisa, né?, nem que seja pra meter o pau e tal é bom dar uma bicada.

Enfim, ontem eu vi a tal cena em que a Helena (Taís Araújo) se separa do Marcos (José Múmia Mayer). Sinceramente, me deu uma leve vontadezinha de ter assistido mais. Eu já vinha bicando e já tava com uma birra desse homem (o personagem mesmo). Já tinha visto uma briga dele com ela, por causa de ela retomar a carreira de modelo.

Enfim, achei que foi bem forte, bem digna. E me peguei aliviado pra Helena da vez, pode? Só de se livrar de um véio carrancudo metido a garanhão ela já mereceu meus parabéns.

Na verdade, acho que valeu mesmo foi pelo exemplo. Todo mundo tem que se dar valor. Ninguém vive sozinho, é fato, ninguém precisa desistir das pessoas como se elas fossem descartáveis, mas ninguém precisa também ficar insistindo em estar com alguém apenas por estar, principalmente se essa pessoa te faz mal.

Enfim. Achei digno.

Abrazos.
s

segunda-feira, 15 de março de 2010

chic até no churrasco na laje

E se tem uma coisa que eu gosto é de ver a Gisa na capa da Vogue estadunidense. Belezura do papai!

Até vestida de piriguete essa mulher fica um brilho. Será que o look empregada vagaba é a nova moda que as mulheres daqui vão ter que copiar? Bom, convenhamos, se o look empregada vagaba pegar será, na verdade, a primeira vez que o Brasil estará exportando estilo.

Voltando à Gisele, nem duvido que essa capa vai gerar polêmica como sua última na revista. Porque do jeito que tem gente caretinha e gente à tõa por aí, é capaz de dizerem que ela está muito desnuda para uma mulher que acabou de ser mãe e blábláblá...

Gisele Bündchen arrasa! É só isso.
E na capa da Vogue eu aaaaamo, é a prova mais escancarada que existe de que a top mais top no mundo há mais de uma década é brasileira mesmo. Doa a quem doer.

Gisa, beijo, liga lá em casa!
s

sexta-feira, 12 de março de 2010

adiós amigo

Muito triste pelo que aconteceu com o Glauco e seu filho.
Ele nunca foi meu amigo favorito, mas era um grande cartunista.

Coisa estúpida é violência. Ô coisa estúpida.
s

quinta-feira, 11 de março de 2010

Brasil Colônia

"A proposta de usar shorts e saias com meia-calça é supercomum na Europa. O casaco militar mais comprido ainda cria uma proporção atual. Outra coisa marcante do look é o colar: não é que ele pode finalizar uma sobreposição de golas volumosas?"


Comprei a revista Estilo de Vida deste mês. Uma revista muito bonita e tal, mas não é nada que eu ame, não. É bem pra mocinhas mesmo, que só querem saber de comprar e tal. OK.

Não tem muita coisa pra chamar minha atenção, pelo menos nesta edição. Mas eu gostei de ver que a filha do José Wilker de repente virou íconezinho fashion. itGirl! É dela, na foto, a declaração aí acima.

Eu adoro esse tipo de divagação. Porque é o que entrega como ainda tem gente com mentalidade colonial neste país das Wanessas Camargos. E daí se o short com meia-calça é super comum na Europa? Isso pressupõe que é melhor? Que as mulheres daqui têm que usar também?

Esse povo que acha que a Europa é muito melhor em tudo, por que não vivem lá e pronto? Será porque lá eles não passam de brasileiros, "aquele povo daquelas terras mal colonizadas por nós mais de 500 anos atrás"?

E só pra não dizer que eu não perguntei: Por quê, se eu quisesse fazer bonito no meu estilo, iria usar alguma coisa supercomum? Ser supercomum, é isso que faz de alguém um lançador de tendências? Uma it girl?

Eu hein.

Fatima Ali

Sabe quando a gente era pequeno e a Xuxa ia lançar disco e a gente ficava doido esperando chegar nas lojas (disco, na loja, ah o passado...). Pois é, aquilo era ansiedade.

E já naquela época, eu era tão fã de Fátima Ali quanto da Xuxa. Aliás, conheci a jornalista numa edição clássica da Nova estrelada justamente pela então Rainha dos Baixinhos.

Enfim, e Fátima Ali lançou em novembro o livro "A Arte de Editar Revistas". E eu só descobri agora! Eu sabia que meu fim de ano foi uma loucura, mas não imaginava que tivesse sido tanto! Enfim, aquela ansiedade de antigamente eu tô sentindo agora, quero esse livro ontem!

Foi por causa da admiração que eu já tinha por Fátima que aos 12 anos desisti da medicina e abracei o jornalismo como um projeto de vida. Era absolutamente o que eu queria pra mim. Foi isso que pontuou todos os meus passos, foi a vontade de fazer bem feito como ela que incentivou minha dedicação.

Quando, na faculdade, fiz meu projeto sobre a publicidade em revistas femininas, meu apreço por Fátima, que lançou a Nova no Brasil, só aumentou.

Saber que há no mercado uma obra dela, depois de tantos anos, é uma surpresa muito boa pra mim. Faz renascer algo. Me faz sentir uma felicidade até boba, bem como as que eu sentia 20 anos atrás.

Vou ler o livro e comento aqui. Mas creio que toda leitora aqui do blog devia ler também porque a autora teve um papel importantíssimo na História dos avanços da mulher neste país.

Eu adoraria conhecer Fátima Ali. De verdade. Mesmo que isso pareça coisa de criança dos anos 80.

a melhor

Quem foi que disse que não há boas revistas no mercado? Eu?

Este mês tive uma boa surpresa com a Claudia. Uma publicação com quase 50 anos, Claudia é uma revista que se mantém como a feminina mais bem sucedida do país. Já teve sua época histórica, sob a direção de Carmen da Silva, também foi muito presente sob o comando da Célia Pardi (embora nessa época pecasse pela caretice) e andou mandando muito bem nas mãos de Márcia Neder (que foi a primeira substituta de Fátima Ali na Nova e que agora dá lugar a Cynthia Greiner, que também dirigiu a Nova até este mês).

Fato é que comprei a revista pela capa. Sempre leio, mas me dou o direito de não adquirir edições que tenham, por exemplo, Claudia Leitte como estrela. Mas, enfim, em março de 2010 a capa de Claudia conta com a beleza da atriz Lília Cabral – sem excessos de photoshop, com marcas de expressão, tudo como deveria ser. O figurino é lindo, as cores estão perfeitas, a estrela tem talento e conteúdo. E o mais importante, sem querer ser limitado demais, entendo que é uma personalidade que tem mais a ver com as leitoras da revista do que uma Ana Hickmann, por exemplo.

Mas prazer mesmo eu tive foi ao ler a edição. As matérias são bem diversificadas, muito interessantes e extremamente bem-feitas. Pra citar só três, a própria entrevista com Lília Cabral é tocante, a outra entrevista, com a juíza Maria Berenice Dias (merecedora de um post aqui qualquer hora), e a matéria sobre os pais super protetores de hoje e a geração de adultos despreparados (sem noção) que eles estão criando para o mundo.

Claro, há o que melhorar. Por exemplo, nas matérias de modas. Ainda que haja uma que sugere as melhores peças para mulheres dos 20 aos 70 anos, tudo é feito para as magérrimas (e a modelo parece não ter chegado aos 20 ainda).

De todo modo, se eu já vinha gostando da Claudia, agora estou fã. Vejamos o que irá mudar com a direção de Cynthia Greiner. Tenho certeza de que o bom nível do jornalismo feito para a mulher na revista vai continuar (e Cynthia sabe fazer revistas há anos!).

Sei que a maioria das leitoras aqui do blog está mais para as publicações de uma faixa etária menor (20 a 30 anos), mas de qualquer modo, entendo que Claudia pode ser uma leitura interessante para qualquer mulher.

Enfim, eu sugiro, nem que seja aliada à sua outra revista favorita.

É isso. Besos, até o próximo post.


P.S.: NADA contra a Ana Hickmann, mas tem toda uma gama de outras revistas em que ela se enquadra melhor, não é verdade?

quarta-feira, 10 de março de 2010

saint-tropeito

Deus do céu sabe o calor que tá fazendo aqui em TuBHcanga. Daqueles de fazer você ficar até meio irritado sem motivo aparente.

Aparente.

Se não tinha razão até há pouco, depois que eu resolvi almoçar assistindo o “Jornal Hoje” já posso alegar que há motivo pra irritação. E nem foi a Sandra Anemblargh dessa vez.

O motivo foi uma matéria, feita aqui em TuBHcanga mesmo, sobre uma coisa que o povinho da moda vem há aaaaanos tentando enfiar perna acima nas mulheres brasileiras: a cintura alta.

Dai-me saco. Tudo bem que queiram dar um tempo na calça de cintura baixa, mas não adianta vir com esse papo de cintura alta. Brasileira é mais cheínha, é mignon e, ao contrário do que os intelectualóides da moda sonham, não é burra o bastante pra usar uma coisa que vai deixá-la parecendo um botijão de gás só porque um bando de porra-loca resolveu que a moda agora é usar cintura alta. Aliás, resolveu não, porque esse povo não decide nada, só copia do que vem de fora – Pras gringas tudo bem usar cintura alta, vai legal com o corpo delas. Mas pra brasileira, tem dó né?

Eu me pergunto também onde entra o jornalismo nesta história. Tudo bem que o “Jornal Hoje” é mais light (pra não dizer imbecil), mas ainda é assim jornalismo e é mais geral que o jornalismo de moda específico. Por que, então, não aproveitam para questionar por que a indústria insiste em produzir peças que não têm nada a ver com a consumidora brasileira? Por que não questionam a insistência em “coleções inverno” quando a gente sabe bem o que é o tal inverno brasileiro?

Mas, não, as mocinhas da matéria seguem em frente:

“Já calça de cintura alta é mais indicada para quem é magra. A mulher também não pode ter quadril largo e nem coxas grossas. ‘O que acontece é que quando a calça é muito justa, para as pessoas mais gordinhas, elas marcam muito a as pernas e marcam muito a cintura’.”

Como assim, a mulher não pode ter quadril largo nem coxas grossas? Hello, it’s Brazil, modafocas!!

Em vários trechos da matéria, repete-se que a roupa (a moda) é pra magra e que se a mulher tiver quadril largo e coxão tem que se virar pra usar – porque tem que usar, nem que seja pra ser tachada de baranga.

Depois do fim da matéria, quando vem aqueles comentários deliciosos e super jornalísticos da Sandra Anemblargh, ela ainda deu mais uma dica pras mulheres com corpo mais volumoso e comentou, simpática que só ela!, que a dica então vale pra maioria das brasileiras. Ora, se a maioria das brasileiras tem o corpo volumoso, por que fazer uma matéria dando como regra algo que só funciona para a minoria? Afinal, quem pauta essa porra de jornal?

Enfim, esse é o tipo de coisa que só faz esse calor tuBHcanguense parecer ainda mais infernal.

Ai, esse friozinho de quase outono... arregaça com meu bom humor.

É isso aí brasileira, agora você já pode ficar fashion,
assim que nem a Jéssica Simpson!
s

vamos malhar? vamos malhar!


Quatro meses fora da academia depois de um ano como atleta e apenas uma palavra para expressar todas as emoções e sentimentos no retorno aos exercícios:

Putaquipariu.


P.S: Santa Dani Campos, rogai por nós!
ss

terça-feira, 9 de março de 2010

lado a lado

Porque o Carol é muito melhor que qualquer coisa no mundo.
Eu não te amo (meow).

(meow)

"Ai, gato é isso, gato é aquilo, eu não gosto de gato por conta disso e mais daquilo...".

Eu respeito o direito de todo mundo de gostar e não gostar do que quer que seja. Mas o fato de eu respeitar não impede que eu tenha uma preguicinha de algumas opiniões.

Eu conheço um milhão de pessoas que não gostam de gatos. Até aí, OK. Mas na maioria dos casos, trata-se de puro preconceito e eu acho isso muito murrinha. Daí porque neguinho não gosta dos felininhos, começa com uma comparação imbecil com cachorro. É um tal de "cachorro é fiel, gato é traiçoeiro, interesseiro, vingativo, blábláblá". Sinceramente, é de lascar.

Essa bobajada contra gatos vem da época da caça às bruxas. Queimavam as mulheres (com o brilhante argumento de que elas eram possuídas -- mas sobre o preconceito contra as mulheres eu já falei demais -- e queimavam juntos os gatos das pobres. Tudo porque gato tem aquela coisa de ficar olhando como se visse alguma coisa que a gente não vê.

Enfim, daí queimaram a gataiada toda e o que aconteceu? Uma coisinha meiga chamada "Peste Negra", que acabou com metade dos seres humanos na Terra. E justamente quem ajudou a exterminar a doença? Os gatos que sobraram, que foram caçando os ratos.

Não sabia disso, né? Pois é, essa daí os cachorros daqui de casa, amigões que são dos gatos daqui também, já sabem até de cor.

Tudo isso eu quis dizer só pra dar aqui no blog o destaque merecido para Frosty, o gatinho inglês que passou 30 dias preso num frigorífico e sobreviveu. Diz aí, que tipo de ser fresco e blábláblá conseguiria essa façanha? Nosso amiguinho ficou meio detonadinho, mas pela carinha na foto dá pra ver vai superar fácil -- e com elegância.

Gatos, cachorros, gente. Tem os bons, os os menos bons. Mas no fundo, todos merecem uma chance. Se você não pode com gatos por conta de alergias, que pena. Mas se você não pode por pura frescura, quando tiver uma chance, conviva com um (ou dois, é melhor ainda). Você vai ver que até o quanto um bichinho pode ensinar sobre a ignorância humana -- e ainda sobre o bem que faz receber e dar um pouco mais de carinho.


P.S.: Aos meus amigos que não gostam de gatos, não quis ofender mesmo, OK? ;)
s

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher (especialmente das que leem este blog!)

Porque eu já falei muito do chamado Dia Internacional da Mulher aqui e aqui, achei que este ano o blog merecia um post ainda mais especial. E pra isso, achei que seria digno dar a ele um pouco do brilho das leitoras que estão sempre por aqui, comentando meus textos com a inteligência, a elegância, a força e a beleza que só as mulheres costumam ter.
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A cada uma de vocês, queridíssimas amigas do "O Humberto Explica", presentes ou não nestas fotos: Mais que parabéns por mais um de seus 365 dias, muito obrigado por fazer parte e alegrar todos os meus dias!

quinta-feira, 4 de março de 2010

o que me responderiam os esquilinhos?

O dia tá quase acabando. Foi um dia esquisito, bem esquisito. Porque não foi ruim, mas algo ficou me martelando o tempo todo. E eu fiquei pensativo e é aí que fode o esqueminha.

Tive vontade de me transportar lá pra graminha do Six Pack, conjunto de prédios na Universidade do Texas em Austin, onde estudei anos atrás. Vontade de deitar lá e respirar e pensar (produtivamente) nas coisas. Pensar no por quê de algumas escolhas erradas... no por quê de continuar insistindo... no por quê de algumas coisas que os amigos fazem (ou não fazem)... pensar.

Mesmo estando tão longe da graminha com os pássaros pretos e os esquilinhos e mesmo não tendo conseguido chegar a conclusão nenhuma, de algum modo eu estou tomado por uma tranquilidade que chega a dar medo. Porque se tem uma coisa que eu aprendi no Texas é que dá tudo certo.

Sempre.

Boa noite (ou bom dia) meus caros.


P.S.: Só pra constar, enquanto estudei lá eu não tive mais que duas ou três chances de, de fato, deitar na tal graminha e pensar. Ô, quem me deras na época ter tempo pra essas coisas.
s

quarta-feira, 3 de março de 2010

quem mexeu no meu café com leite?

Ontem, indo ao centro aqui de TuBHcanga, o ônibus em que eu estava desviou das obras (intermináveis) da Avenida Antônio Carlos e eu pude matar uma curiosidade antiga: Passei DENTRO da Pedreira Prado Lopes, uma espécie de Rocinha aqui da roça. Foram os três minutos mais longos da minha vida, já que fui por ali de surpresa.

Enfim. Vi na Pedreira, digamos na borda da "comunidade", como é a vida ali. Aí hoje eu vi o editorial do "grande jornal" dos mineiros, na capa, exaltando todas as qualidades do nosso administrador e ressaltando o absurdo que é o país deixar de ter tão bom governante e não ter uma qualidade de vida e um progresso como o que estamos tendo aqui no interior.

Olha... pensando no que eu vi na Pedreira ontem... Na situação das pessoas... Nas casas... Tudo ali, do ladinho da obra faraônica (e interminável) da Antônio Carlos... realmente... Absurdo mesmo o resto dos brasileiros não ter TANTA qualidade de vida, tanta segurança, tanto trabalho, tão bons serviços de saúde pública como o que temos por aqui.

Amanhã será um dia histórico aqui em TuBHcanga. Mais um dia de grandes conquistas para todos nós.

Tão bom que a política brasileira tenha evoluído tanto e agora seja assim tão focada nas pessoas e não seja mais apenas um caso descarado de disputa de poder e garantia de anunciantes.

É a tua cara, Brasil. Gracinha.
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