quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

todo mundo é um pouco Charlie Harper

Começou por acaso o hábito de assistir "Two and a Half Men". Talvez não exatamente por acaso. Em outubro, num momento um tanto ruim e quando eu tive muita dificuldade de dormir, resolvi voltar a assistir a série desde o primeiro episódio. Talvez pra matar a saudade, talvez porque eu já soubesse que ia me fazer rir um pouco.
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Fato é que agora, quando estou perto de chegar ao último episódio gravado, percebo que muito mais que me fazer rir, "Two and a Half Men" tem sido uma terapia pra mim. As aventuras e desventuras de Charles Francis Harper, o famoso Charlie Harper, me fizeram pensar em muitas coisas que fizeram comigo ou que eu também fiz com os outros, sob muitos ângulos diferentes.
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Também acho curioso como eu acabo me identificando um pouco com vários dos personagens adultos (com o Jake, o half man, não rola, graças a Deus): seja o próprio Charlie, seu desarranjado irmão Alan, sua mãe "incomum" (será?), sua diarista peça-rara, sua admiradora doida de pedra ou suas milhões de peguetes, consigo ver em cada deles traços de comportamentos que já tive em algum momento.
. Há ainda a Chelsea (com o ator Charlie Sheen nas fotos), de certa forma o único grande amor do protagonista. Eu gosto particularmente dela e dos episódios estrelados por ela. São tramas que se passam quando Charlie perde um pouco do medo de crescer e se arrisca numa vida e numa relação mais adultas. Não consegui achar pra linkar, mas mesmo as cenas mais bobas dessa (6ª) temporada, como aquelas em que alguém pisa no Sir Lancelot, o gato da Chelsea, e ele solta aquele grito que só uma pessoa sabe fazer igual, me fazem sentir uma saudade boa... ao mesmo tempo que me lembram que eu toquei o barco. E que tá tudo bem, lá e cá.
.Gosto mesmo muito da série e, talvez pelo hábito, vou sentir falta quando chegar ao episódio final. Mas assim como as pessoas e tudo na vida, também os seriados vêm, nos fazem felizes (ou não) e se vão. Afinal, o mundo é redondo e tudo tem um ciclo. E não é porque esse ciclo se fechou que você precisa esquecê-lo. Dá pra lembrar com carinho e continuar crescendo.
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P.S.: Na última foto, Charlie e Evelyn Harper, sua mãe, pra mim uma das melhores personagens de sitcom de todos os tempos.
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3 comentários:

Caroline disse...

As vezes assisto a essa série. Muito boa.

Abs,

david era uma vez... disse...

Ola meu amigo!

Eu não sei te dizer, mais essa série nunca me chamou a atenção... assisti uns dois episodios no inicio.. e sei la... achei xoxo... ja me falaram que melhorou muito.. mas ainda não tive a vontade que me pegasse.


Falando do meu blog (não gosto de fazer isso,mas efim) vc disse que ficou bravo por não precisar usar aparelho...
leia essa historinha da minha filha.. veja que meus filhos todos tem parafusos a menos igual o pai:
http://davidoldtiger.blogspot.com/2010/10/papai-quero-ser-nerd.html

Beijos meu lindão

R. Paschoal disse...

E hoje foi anunciado que Charlie Sheen não volta mais a gravar a série, por conta de uma briga com o produtor Chuck Lorre ( sem fala em seu vício no crack e outras drogas ).

Nunca vi um episódio, mas futuramente posso vir a mudar esse status.