segunda-feira, 11 de abril de 2011

pondo em dia I

Na correria das últimas semanas muitos assuntos ficaram sem post. Eu sei que o tempo passou, alguns temas esfriaram, mas eu resolvi falar sobre eles assim mesmo. Em partes.

Começando pela patética história daquele deputado escroto (e seus eleitores imbecis), Preta Gil e "CQC". Serei sucinto:

1) Sobre o parlamentar, nem há o que falar. É uma vergonha completa. E dá muita vergonha pensar que ainda se elege esse tipo de gente. Mas, né?, quem sabe daqui uns 200 anos o brasileiro aprenda a votar?

2) Preta Gil tem toda a razão em se sentir ultrajada. A resposta do tal senhor à pergunta dela foi de uma escrotice chocante. Só que aí pegaram a Preta Gil pra rainha dos gays e tal. Olha, não custa lembrar, Preta Gil ano passado ia dia sim, dia sim no programa da Ana Maria Braga, junto com a Deborah Secco e a Betty Lago, fazer campanha ferrenha pró-Dourado. Ou seja, vamos jogar menos confete aí porque ela já fez a parte dela ajudando um moço que pensa bem, bem parecido com o deputado fluminense a respeito de homossexulidade. . 3) "CQC". Eu já gostei muito do programa. Sempre tive minhas ressalvas com Marcelo Tas, mas gostava do programa como um todo. Claro, até a vaidade (e o merchandising) subir à cabeça e rolar o mesmo que rolou com o "Pânico na TV".

Se por um lado eu achei idiotice dar visibilidade a um insano como o tal deputado (claro, só pra causar e ganhar audiência), por outro achei válido porque jogou mais lenha na fogueira e reacendeu a discussão (a propósito, que fim tomaram os playboyzinhos que agrediram um rapaz com uma lâmpada fluorescente em São Paulo?). Mas daí, na semana seguinte, de novo um festival de "causação": o programa inteiro enrolando pra exibir a matéria sobre a polêmica causada pela entrevista com o deputado (natural, TV é assim), muito sensacionalismo e pra fechar, o apresentador mostrou uma foto da filha lésbica, como se ele fosse um mártir por isso. É uma linha de raciocínio meio esquisita não? A mim parece a mesma do deputado, que alegou não ser racista mostrando a foto de um cunhado mulato.

Pra piorar, imediatamente depois de heroicamente mostrar a foto da filha homossexual, como se isso não fosse algo natural, Marcelo Tas exibe, no "Top 5", uma cena de Sílvio Santos tirando sarro da cara de "uma figura diferentona" (palavras de Tas) um gay afeminado, como se fosse a coisa mais engraçada do mundo. Peraí, tá incoerente isso, não tá, não? Eu sei que, em tese, o "Top 5" mostra os micos da TV, mas ficou meio ambíguo isso aí? De quem era o mico? Do Sílvio Santos?

Enfim, nesse imbróglio todo, fiquemos atentos. Já que o assunto veio à tona, seja da maneira que for, que se transforme num debate em busca de soluções. Porque o deputado dizer que estava falando que gays, e não negros, eram promíscuos, todos nós sabemos que é para escapar da punição (já que ofender negros é crime inafiançável, já ofender gays...).

Toma vergonha nessa cara, Brasil. Tá na hora.

4 comentários:

o Humberto disse...

Fui SUPER sucinto.

o Humberto disse...

Amigos, os posts serão moderados temporariamente. Sorry.

Alan Raspante disse...

Ou seja: todos defendem a jogam pedras [ou algo do tipo]. O que me chamou a atenção foi o fato de todos os envolvidos que paritiram em cima do deputado, terem já feito algo parecido.. Seja a Preta com sua torcida para o Douradou ou o Taz tirando o sarro de um vídeo. Ou seja, nenhum tem tanto "tato" para julgar tal ação do deputado. Agora, esse Bolsonário (é este o nome, né?) deveria ser tirado fora do cargo, como uma pessoa que pensa deste modo está no poder? como pode isso? Realmente, inexplicável um treco desses!

...
abs :)

Janaína disse...

"Ah... esse Brasil lindo e trigueiro, é o meu Brasil brasileiro, terra de samba e pandeiro"... e de corrupção, de racismo, de demagogia, da amnésia crônica por conveniência, de heroismos infundados, de homofobia, e de inúmeras outras moléstias sociais para as quais, infelizmente, ainda não descobriram a vacina apropriada. Lamentável. Vergonhoso. É realmente triste sermos um país desse tamanho e com mentalidade tão pequena, com potencial pra tantas coisas boas e viver potencializando as piores coisas, com tanta gente em metrópole vivendo e agindo como se isso tudo aqui fosse uma província. Mais uma vez reitero meu Tio Alcides, filósofo do cotidiano: "Isso é Brasil, minha gente! Isso.. é Brasil."