terça-feira, 29 de março de 2011

tempo pra assimilar

Estava vendo os últimos posts e achei que talvez seja o caso de eu dar um tempinho. Coisa pouca. Dias. Achei que os últimos textos, se não estão passando uma imagem errada de mim estão indicando que eu preciso de um tempinho mais quieto.

Eu não quero soar o sem noção (Deus me livre). Não quero fazer parecer que esses draminhas que passo (e que todo mundo passa) são mais sérios do que são (eu tenho consciência de que há gente com problemas muito mais urgentes, o que, convenhamos, não impede que eu me preocupe com os meus próprios problemas).

De toda forma vou fazer um intervalinho. Ler mais (inclusive os blogs dos amigos, que eu adoro), encontrar mais o povo por aqui, ouvir uns casos. Tentar atividades que me coloquem no lugar. Não gosto e não quero ser dessas pessoas que ficam cultivando bobaginhas (mesmo quando não são exatamente bobaginhas).

Enfim, vou ali e já volto. Do jeito que eu sou ridículo, capaz de voltar amanhã.

Besos pra todos. .

segunda-feira, 28 de março de 2011

mudando?

Impressionante como a gente amadurece e, em algum momento, passa a lidar com as coisas de uma maneira muito menos complicada.

Por acaso, caí num vídeo no Youtube, que me fez pensar no estado que eu fiquei quando meu primeiro relacionamento de verdade acabou. Eu tinha 23 anos, mas era como se tivesse uns 18, eu acho, de tão bobinho que ainda era. Foi um namoro longo, muito longo, e a gente se gostava muito (tanto que hoje em dia ainda somos muito amigos, e o amor não diminuiu um nada). Mesmo assim, naquele momento, meu mundo caiu com força. Muita força.

Clica aqui pra ouvir (alto) a música (do filme "The Wedding Singer"). Me leva diretamente pra julho de 2000. E me faz pensar que ou a situação atual já não machuca tanto ou eu ama(en)dureci demais nos últimos dez anos. Porque agora eu tô dispensando somebody to kill me. Please.

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alguém, por favor?

Vocês viram isso? Um panda agarrado à perna de um policial, depois de sobreviver ao tsunami no Japão.

O que não é um trauma?... Eu morro de dó.

Tem que ser muito forte pra sobreviver à dor causada pelos tsunamis.

aparece logo, Policial, porque eu preciso me agarrar à sua perna.

sempre em frente

Ótima semana pra todo mundo.
Não importa o que acontecer, sigam em frente. ...........
Não se sabe onde, mas o certo é que a gente vai chegar lá.

Besos.

Cansado de desapontamentos, mas caminhando. Seja lá pra onde for.

domingo, 27 de março de 2011

e quem há de explicar o amor?

Acho que todo mundo soube, mesmo que por alto, da morte da (hum, atriz, escritora) Cibele Dorsa. Eu só lembrava dela como capa da Playboy de uns anos atrás, ex-mulher de um rico, ex-namorada de um diretor da Globo. Mas nada disso vem ao caso -- mesmo.

O que vem ao caso é o fato de ela ter (provavelmente) se suicidado três meses após seu último namorado ter se suicidado. Ninguém levou a mulher a sério quando isso aconteceu. Ela twittou alguma coisa logo em seguida, os sites escrotinhos de zombaria caíram de pau em cima, o "TV Fama" fez o sensacionalismo de sempre. Mas ninguém cogitou o fato de que a mulher estivesse sofrendo. Daí que agora todo mundo percebe que, sim, a perda do parceiro doeu de verdade. Mas quem se importaria se Cibele Dorsa estivesse sofrendo, né?

Lendo o Twitter dela dá pra ficar até meio deprimido, porque fica evidente que ninguém estava atento aos sinais de que ela precisava de ajuda. E assim acontece muito. As relações e os sentimentos andam tão esvaziados que ninguém acredita mais que possa haver alguém que ame tão intensamente.

Eu não morreria por amor, menos ainda me mataria por amor (eu posso até ficar mal, mas estou cada vez mais certo que não há quem mereça ser mais amado por mim que eu mesmo). Mas eu entendo essa moça. E mesmo não sabendo muito do que foi a vida dela, não conhecendo nada do trabalho dela, lamento muito pelo que aconteceu.

A vida é muito louca, né? (mas eu amo assim mesmo)

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cremDeusPai

Achei que era só eu que sentia aflição toda vez que o tal Jonatas Faro aparece ainda mais magro. Mas parece que não é coisa só minha, não. .

S.O.S. por um mínimo de gordura corporal. .

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sábado, 26 de março de 2011

sai da frente!

Pra fechar a semana e abençoar a sexta-feira, uma musiquinha pra variar, né? Pra já ir deixando tudo no ponto pra hoje à noite, escolhi "Get Outta My Way", da Kylie Minogue. Clica aqui e começa a se jogar. :D
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Besos a todos, divirtam-se horrores!
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P.S.: Alguns amigos leitores do blog podem gostar mais desta versão do clipe, hehehe...
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sexta-feira, 25 de março de 2011

uns chamariam de vilã, mas eu prefiro chamar de musa

Eu amo a Naza. A Maria Regina era linda. A Odete Roitman era cruel. A Flora era má. Mas nenhuma, nenhuma vilã de novela mora em meu coração como Perpétua Esteves Batista. Perpétua era o cão, era invejosa, era amargurada, mas era engraçadíssima.
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Eu lembro bem uma cena em que o filho dela bate na porta do quarto à noite, dizendo que tava com fome. Ela, com seu jeitinho nada meigo, manda o menino dormir que a fome passa. Quando ele vai embora ela senta na cama se e se empanturra de comida, hahahahaha!!!! Badass é apelido!
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Joana Fomm estava perfeita no papel, tudo era ótimo, o jeito de falar, de andar, de olhar. O jeito como a Perpétua mandava e desmandava na cidade inteira, até no padre. Melhor beata da teledramaturgia brasileira ever.
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Sei lá por quê, lembrei da Perpétua esses dias. Talvez seja porque tenho notado que quem não me acha mau pra caralho acha que eu sou santo demais. E eu sou só mais um pateta --. igualim a Dona Perpétua! :P
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Ah, clica aqui e ri um pouquinho dessa vilã do meu coração, vai. Vai que eu tô mandando!
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na sua estante

Eu voltei a ter algum problema de insônia. Não exatamente insônia, mas voltei a um ponto (ruim) que eu estava, de não querer dormir. Fico enrolando noite afora, fazendo tudo pra não pensar no que não devo, até uma hora em que apago. Enfim...
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Nessas, umas duas noites atrás revi na TV o clipe da música "Na minha estante", da Pitty. Eu não sou o maior fã da cantora (acho meio "rockeira de butique), mas eu tenho que dizer que este é um trabalho perfeito dela (e no meio da madrugada foi a hora exata pra assistir). A letra é linda, a música é linda e o clipe é lindo. Eu gosto muito quando vejo trabalhos muito bem feitos, especialmente se considerarmos que a produção de clipes nacionais tem sido uma tragédia.
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Clica aqui pra ver, se você não lembra ou não viu. Depois me conta o que acha.
Mandou muito bem, Pitty.
;)

quinta-feira, 24 de março de 2011

até as paquitas choram

Procurando a abertura da "Sessão da Tarde" da nossa época caí, sem querer, numa veiculação do "Sem Censura" onde a então Paquita Louise Wischermanan, a "Paquita Alemã", noviiiiiinha, era entrevistada. .
Várias emoções ao mesmo tempo:
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1) Pra falar do "Sem Censura" tenho que fazer um outro post. Eu adoraaaava o programa, uma das "brigas" mais engraçadas que protagonizei na faculdade foi defendendo ele.
2) Lúcia Leme no comando do programa: era a melhor! Nada contra a Leda Nagle (que tá cada dia pior), mas nunca entendi a substituição.
3) Gente, eu não lembrava que uma paquita tinha sido entrevistada no "Sem Censura". Daí, pra quem não lembra, dá pra avaliar a repercussão que tinha toda essa coisa de Xuxa nos Anos 80 e 90.
4) A Louise, antecessora da Letícia Spiller, era minha preferida. Eu era doido com ela, nossa, ah meus 12 anos. Era a mais lindona de todas e tinha uma coisa, bom, mexia com tudo.
5) Fiquei impressionado com a semelhança dela novinha com a Amanda, bailaora da Cia. Andaluz de Flamenco. Mesma carinha linda.
6) Coisa de admirador mal informado, fiquei todo felizinho aqui de saber que a bonita faz aniversário no mesmo dia que eu (hehehe).
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Enfim, adorei ter achado esse vídeo perdido. Daí fui abrindo outro e outro... Eu sabia que a Louise tinha ido pra Alemanha, que tinha virado atriz por lá e tal. Eu lembro quando ela esteve no Brasil em 96 (aff!, até o retorno já ficou velho), para alguma comemoração no programa da Xuxa, e ela foi a ex-paquita que mais chorou (só podia ser a pisciana mesmo). Enfim, disso eu sabia.
.O que eu não sabia é que ela está (ou estava, espero) passando por um daqueles perrengues que a gente não imagina nunca que vão acontecer (muito menos com uma paquita): Louise se casou com um Zé canadense e logo depois foi diagnosticada com esclerose múltipla. Teve um filho com o cara. O cara se separou dela. Depois, Louise resolveu (como não poderia ser diferente nessa situação), voltar ao Brasil, onde, vejam só, o sistema público de saúde é melhor que o do Canadá. Só que não pôde trazer o filho.
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A todas as minhas amigas e amigos que acham que a solução de todos os problemas é arrumar um marido estrangeiro e ir embora pra seja lá onde for, sugiro assistir à participação da Louise no programa da Ana Maria Braga, onde ela conta melhor o drama (aqui). E olha que o caso da Louise nem é esse, já que ela já vivia no exterior há anos e naturalmente acabaria se envolvendo com um "não-brasileiro".
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Mais uma vez o assunto saúde mexendo comigo... Quando é que eu, ou qualquer um, nos tempos áureos do Xou da Xuxa, ia imaginar que uma das paquitas passaria por isso? Por que é que a gente acha que é imortal e jovem pra sempre? Por que é que a gente nunca sabe de nada?
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"Isso mostra que a gente não é melhor que ninguém." Palavras da Pituxa Louise. E a verdade mais verdadeira do mundo.
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P.S.: Tô tentando saber que fim tomou essa história. Se alguém souber, me conta (Mr. TV???). Espero, de verdade, que ela esteja bem. Não porque ela era a paquita dos meus sonhos de pré-adolescência. Mas porque ela é só mais uma de nós.
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quarta-feira, 23 de março de 2011

olhos violeta

Lembram quando a gente era criança e depois do "Jornal Hoje" vinha a "Sessão da Tarde"? Naquele tempo o programa era bom e os filmes eram filmes de verdade. Eu tinha um pouco de medo da abertura, mas mesmo muito, muito novinho eu já sabia que as caras que apareciam ali eram dos grandes ícones do cinema.
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Nem tenho certeza se a carinha da Elizabeth Taylor era uma dessas, mas hoje, quando li que ela morreu, pensei nisso na hora. Vai-se um ícone. Vai-se toda uma época.
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Esquisito, né?
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P.S.: Juro que achava que ela tinha uns 90 anos.
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oi?

Queria postar, mas não veio nada. :S
Volto outra hora.
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segunda-feira, 21 de março de 2011

prontos pra overdose?

Então, pessoal, a vida continua. :)
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Hoje eu estava lendo alguma coisa no "Dasbancas", blog de revistas do bacana Leandro_S, e caí num post sobre capas com pessoas que estão na mídia e pessoas que não estão (pra variar deixei um comment provocativo por lá).
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Bom, claro que é interessante (especialmente em termos comerciais) que quem esteja na crista da onda ganhe várias capas. Mas pelo menos a mim cansa muito ver a mesma cara em todas as capas. Fala a verdade, os rostos de Grazi Massafera e Paola Oliveira, por exemplo, na capa de alguma publicação ainda te fazem ter vontade de comprar a revista? Não, né?
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Daí que a campeã de birra pra mim é justamente aquela que, com certeza, vai morar nas bancas a partir de abril. Sim, amigos, preparem-se porque Flávia Alessandra entra no ar hoje interpretando uma robô na novelinha das 7h. Por alguns meses, vamos ver muita expressividade e o biquinho de sempre em publicações que vão da clássica Nova até a Globo Rural.
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Enfim, dá uma olhada no que estará nas bancas em abril e me responda:
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Vale a pena todo mundo apostar na mesma pessoa, em evidência, pra estrelar uma capa? Será que não chama mais a atenção escolher justamente alguém que vai se destacar da Flávia Alessandra de sempre?
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domingo, 20 de março de 2011

amor e vida

O último post que eu deixei aqui estava meio desesperançoso e aflitivo. Quando o escrevi eu estava muito tenso, preocupado com uma situação que eu não esperava e que eu não gostaria nunca de ter que lidar.
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Você percebe que está meio perdido quando qualquer coisinha parece um problema gigante pra você. Perdeu o ônibus? Caiu o mundo! Mas daí vem a vida, e aparece com questões de verdade, que no mínimo servem pra te fazer "relaxar", respirar, e por a cabeça no lugar. Te fazer criar juízo. Os problemas de verdade na vida vêm pra fazer você ver as coisas do tamanho que elas são e, sobretudo, pra fazer você dar valor à vida e passar a vivê-la com mais plenitude, deixando de sofrer por bobagens e valorizando mais o carinho que você recebe das pessoas.
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Na sexta-feira eu estive num hospital. Não tem jeito, é só o problema envolver saúde pra você lembrar que problema de verdade é só o que envolve saúde mesmo. É bem aquela coisa mesmo de que "tendo saúde, o resto a gente se vira".
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Enfim, estive no hospital pra visitar essa pessoa que eu amo e que está lá com sua questão pra resolver (e vai resolver, e bem rápido). A primeira coisa que me ocorreu é que problema de saúde incomoda, mas incomoda N vezes mais quando acontece com alguém que é importante pra você. É impressionante como todo o resto se torna nada, você só quer que a pessoa fique bem logo (e, repetindo, é o que vai acontecer).
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Mas o curioso desta vez foi que o que mais mexeu com a gente, com certeza, foi a história que estava ali ao lado. No mesmo apartamento havia esse rapaz, de 30 anos, pai de um menino de quatro meses -- e aguardando pra operar um câncer que começou no estômago e se espalhou até a coluna. Era de dar gosto a tranquilidade, a paz e o bom humor do moço. Nem dá pra descrever.
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Ele se tornou tão importante pra mim quanto a pessoa querida com quem eu estava. A vontade de que ele se cure logo passou a ser a mesma. E o que mais precisa ser ressaltado: minha ficha caiu e eu lembrei do valor da minha vida, lembrei que mais importante que o tudo que eu já vivi é o tudo que eu ainda vou viver. Eu tenho certeza que ali, naquele apartamento, todo mundo tinha a mesma importância e todo mundo tinha o mesmo cuidado e carinho por todos que estavam lá.
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Eu ainda estou sob o efeito de tudo que vi, ouvi e pensei ali. Eu ainda me pergunto por que a gente dá tanto valor a bobagem, por que a gente cultiva mágoa, por que a gente tem tanta dificuldade em demonstrar afeto. Acho que assim é o ser humano, não tem muito jeito, não. Mas também sei agora que na hora do aperto de verdade, sempre vai haver alguém que vai cuidar da gente. Deus sempre manda um anjo, nem que seja pra dizer duas ou três palavras que vão te fazer bem e te dar força pra fazer sua parte. De resto é só aproveitar pra crescer com as experiências, sejam elas boas ou ruins, inesperadas ou não.
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Eu desejo de coração que meus amigos, o de sempre e para sempre e o novo, fiquem bem logo. Aliás, eu sei que vão. Agradeço aos dois pelas lições.
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No mais, sei lá, agradeço a vida, agradeço os amigos, agradeço até quem não vai com a minha cara. Tudo me faz ser quem eu sou, e do jeito que está tá bom.
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É isso, pessoal. Ótima semana pra todos nós. Ótima vida pra todos nós. Mesmo.
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P.S.: Abraço muito especial pras minhas amigas Letícia Estanislau e Dica.
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sexta-feira, 18 de março de 2011

enough

Eu não sou nem nunca fui de fugir pro fundo do mar quando os problemas tomam conta. Mas sinceramente, hoje, só hoje, e mais por cansaço espiritual que por temor de encarar os sustos, eu queria correr. Sem rumo, sem precisar chegar a lugar nenhum. Só dar uma de Lola mesmo, correr, correr, correr, correr bastante. Sei lá, até que uma hora o corpo alcançasse o cansaço da alma e o dois adormecessem um pouco. Só pra aliviar.
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forte

Boa sorte.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Paris x NY

Dia desses o grande Railer, do "Railer Online", fez um post muuuito legal comparando Paris e New York. Tudo por conta do trabalho do designer Vahram Muratyan, que faz imagens bacanérrimas como essa aí acima.
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Interessou? Clica aqui pra saber mais.
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Eu sempre tive uma coisa com Paris, claro, mas por mil motivos acho que NY tem mais de mim. Infelizmente ainda não conheço nenhuma das duas, apesar de ter pousado em New York em 99 (de verdade, por um momento senti uma aflição daquelas, de pensar que eu estava lá mas tinha que pegar outro voo ir pro Texas).
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Enfim. Muito bacana o trabalho do cara, muita vontade de conhecer as duas cidades... mas neste momento, meu coração bate por um outro ponto do mundo, uma cidadezinha ali no Mediterrâneo. Depois falo disso. ;)
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Besos!
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nível

Eu tenho uma relação de carinho com Maria Bethânia por conta daquele segundo mágico que nos uniu, em 2003, quando eu quebrei meu nariz e ele, já bem grande, ficou do tamanho do dela por uns instantes.
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Obviamente, além desse motivo, tenho a consciência de que ela é uma artista com história pra contar, que tem toda uma carreira e que, indiscutivelmente, é dona de um vozeirão muito poderoso.
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Daí ontem rolou aquela coisa toda, do R$ 1,3 milhão de incentivo fiscal que ela vai receber do Ministério da Cultura pra fazer um blog, onde, por um ano, vai postar um vídeo todo dia, recitando um poema.
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Bom, eu não vou escrever a respeito disso exatamente. Se você não sabe do que se trata, ou se quer saber o que eu acho de tudo isso, clica aqui neste link. É o mesmo link que eu postei no meu Facebook, já esperando todo tipo de trauletada, porque sabe como é?, não pode falar mal desse povo.
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Mas é justamente aí que entra o real motivo deste post: o maior fã de Bethânia que eu conheço é meu amigo Heron. Fãzão mesmo. Obviamente eu não esperava que ele apelasse, tipo fã de Britney Spears (há uma diferença de nível muito grande e óbvia), mas ainda assim ele se superou. Heron deu espaço a um debate inteligente, argumentando, cedendo, dialogando mesmo. Ganhou mais ainda minha admiração.
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Eu tenho percebido esse mesmo nível de debate por aqui, e posso dizer sem erro que é uma das coisas que mais adoro no blog: os leitores daqui se sentem à vontade pra discordar do que eu escrevo, pontuam bem seus pontos de vista, leem minhas réplicas... "O Humberto Explica", mais do que um blog onde eu escrevo qualquer coisa, tem sido um espaço pra troca de ideias. E, pra minha felicidade, sempre com gente muito inteligente. :)
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O que vai dar essa coisa toda do blog da Maria Bethânia, eu não sei. Mas pra mim já valeu, pela maturidade do debate.
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Abrazos!
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P.S.: Posso sacanear só um pouquinho? Vocês viram o blog fake que criaram pra ela? Tem até o vídeo de "Terezinha de Jesus", dos Trapalhões, que eu sempre amei, hehehe...
P.S.2: Isso tudo me lembrou o "Contos da Meia-Noite", que eu adorava. Será que a Bethânia vai fazer coisa melhor?
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quarta-feira, 16 de março de 2011

my own Toy Story

Em 1995 eu tinha 18 anos. As chances de eu assistir "Toy Story" eram tão poucas que eu passei outros 16 anos sem ter a menor vontade de ver.
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O fato é que quando os mais diferentes amigos meus, todos muito inteligentes, começaram a falar muito de "Toy Story 3", eu reconsiderei. Pensei em só ver o último filme mesmo, mas fui convencido pela Tainá, uma entre esses amigos (e ainda mais jovem do que eu era quando saiu o primeiro filme), a acompanhar a trilogia toda.
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Eu vou tentar passar neste post a dimensão do sentimento que me tomou logo no primeiro filme. Este post foi programado pra entrar no meio da tarde, mas não se enganem, foi escrito de madrugada, logo depois que terminei de ver "Toy Story 3".
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Então... Primeiro assisti aos dois primeiros filmes numa mesma noite. Logo no primeiro senti um milhão de coisas diferentes. Primeiro, pensei que foi melhor mesmo esperar tanto tempo. Em 95 eu já era oficialmente adulto, mas ainda era muito inocente. Ver uma coisa dessas, depois que já endureceram meu coração foi a melhor coisa que podia acontecer (justamente porque amoleceu um pouquinho de novo).
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Eu não pude deixar de lembrar, logo no primeiro filme, que eu, como provavelmente qualquer criança, abria os olhos várias vezes durante a noite porque eu tinha certeza que os brinquedos mexiam e falavam enquanto a gente dormia. Esperei tanto pra ver isso... "Toy Story" tem tanta coisa, mas tanta coisa da minha infância que chegou a ir num estado de vida meu que eu já não lembrava mesmo.
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Aqui em casa fui criança, junto com minha irmã mais nova, depois que sete (isso mesmo, sete) outros filhos já eram adultos e adolescentes. E sendo filhos de "avós", a gente só tinha a gente mesmo e os brinquedos pra brincar. Não podia sair na rua, não podia receber nem ir na casa de ninguém. Então era bem como no filme. Todos os brinquedos "tinham vida", eu lembro que a gente tinha essa cidade fictícia, era igualzinho em "Toy Story", até os cubinhos de madeira falavam.
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Todo dia todos tinham de ser guardados numa caixa à noite, mas ao amanhecer, a cidade (lembrei agora, era um Estado, e cada parte do quintal era uma cidade -- com prefeitos, escolas, empresas, tudo), enfim, ao amanhecer, tudo era montado de novo (adivinha por quem).
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Eu tinha dois terrores nisso: um, que achassem que eu estava brincando de boneca. Agora vê que merda, era igualzinho o Andy, sem maldade nenhuma, mas em se tratando da realidade atrasada daqui, aquela coisa inocente toda ao mesmo tempo já era motivo da minha própria censura, aos, sei lá, 6 anos de idade.
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O outro terror tinha até nome: Gilson. Meu irmão adorava falar com a minha mãe que a gente (eu) tinha brinquedo demais e que ela tinha que dar aquilo pros outros. Ele mesmo já virava a caixa no chão pra mostrar pra ela que "tava tudo velho" e passando da hora de jogar fora. Ou seja, aquele terror todo do filme, ah sim, vivi na pele quando era bem novinho.
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Eu me pergunto que fim terá tomado o Pluto, um cachorro de plástico que eu tinha desde muito neném... neste momento aqui eu lembro de muitos, muitos do "cidadãos" da minha cidade fictícia, mas nem vou ficar descrevendo pra não passar por ainda mais louco. Ah, a gente tinha dois Cabeças de Batata!
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Restaram aqui comigo minha ambulância do Dr. Saratudo (eu queria ser médico), meu bombeiro do Snoopy e o Lino, um urso (tinha que ser um urso), que era algo como o meu Woody. Fizeram muita companhia a mim até eu ficar bobo e passar a gostar de revista.
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Enfim... o fato é que a trilogia "Toy Story", pela qual eu não dava nada, mexeu num baú de recordações que eu nem lembrava que tinha mais. Não sei se eu chorei no 3 tanto quanto me falaram que eu ia chorar, mas, né?... (acho que este post dá uma ideia do quanto o filme mexeu comigo. Na verdade, acho que não dá não, rs...).
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Obrigado, Tainá. Por depois de tantos, tantos anos me fazer sentir um pouco do Humbertozinho que fui há muito tempo. Só que desta vez, sem medo, sem culpa, só com carinho.
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Chorei pra caralho.

terça-feira, 15 de março de 2011

tudo ao mesmo tempo agora

Os dias têm sido, e pelo menos até o fim do mês ainda serão, de muita correria. Nessas, só entro no computador rapidinho, algumas vezes por dia, é verdade, porque o vício me impede de só ver o que se passa antes de dormir.
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Daí tem vááários assuntos que eu gostaria de ter feito post a respeito, mas não tá dando. Então, pra não deixar passar em branco também, resolvi falar de todos aqui, neste um post. Vai um resuminho muito, muito básico e o link sobre o assunto (se interessar, você lê mais e, se der, comenta por aqui).
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Vamos ao que tá pegando?
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Cês viram o vídeo da Ione Lao? Não conhece a Ione Lao? Nem eu. É desses hits do Youtube, mas é curtinho e engraçadinho. Fica só uma questão, que aparece ali no finalzinho: será que ela é tão doida, tão desajuizada assim?
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Eu já falei alguns milhões de vezes que detesto fã, né? Fã, seja lá de quem for, costuma ser chato a ponto de fazer o ídolo sentir vergonha. Agora, um tipo de fã que eu particularmente tenho ojeriza é o fã de Britney Spears. Porque NINGUÉM me convenceu até hoje de um único talento dela ou de uma única coisa realmente brilhante que ela tenha feito. Ainda assim, tem gente que se presta a isso aqui. É ou não é pra odiar?
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Eu amo a Regina Guerreiro. Acho que é a última jornalista de moda que ainda dá pra levar a sério (as edições da Elle da época que ela era a diretora eram as melhores). Ela agora tem um, sei lá, programa, na internet, e os comentários dela são sempre muito sensatos (e cruéis). Vale muito a pena ver essa análise que ela fez sobre os famosos que são fashion victims. Não é à tõa que tanta gente detesta Regina Guerreiro, ainda mais no meio da moda.
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Vocês viram que a Al-Qaeda lançou uma revista feminina? (essa vai ter que ganhar post). Pra quê uma revista dessas, já tem aí a Nova, a TPM e tantas outras por aí? Sério, será que a "revista feminina" dos extremistas vai ser assim tão diferente das revistas "liberais" do mundo ocidental? Eu tenho minhas dúvidas.
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E a Tyra Banks cursando Administração na Harvard, quem viu? Eu gosto da Tyra. Ela sempre modelo mais comercial do que uma top propriamente dita, mas como personalidade ela sempre foi bacana. É bom ver esse tipo de exemplo.
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Pra este blogador, que quase não gosta de gato, não foi novidade ler esta nota sobre a gata que "previu" um ataque epilético do dono. Achei a matéria até fraca, mas eu confesso que a convivência com os bichos aqui de casa tem me feito ficar cada dia mais abismado com o quanto esses bichanos prestam atenção à gente. Se eu me sentir mal o gato já sabe e já se comporta diferente, fica mais meigo. Em compensação, nesse carnaval eu tava tão bem que eles capricharam nas capetices. Só pararam quando eu tive febre.
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Sei que é tardíssimo pra comentar, mas ri demais desses posters alternativos que fizeram para os indicados a Melhor Filme no Oscar. Gostei paraticularmente do cartaz de "A Rede Social" e do "127 Horas".
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Eu adoro gente coerente. E um bom exemplo (NOT) é o Walcyr Carrasco. Eu adorei alguns trabalhos dele (como "Xica da Silva", o "Cravo e a Rosa" e "Chocolate Cumprimenta"), mas já aprendi a separar criatura do criador. Esses autores de novela da Globo andam se achando muito estrelas. Enfim, lembram que ele escrotizou com a Leila Lopes quando ela fez pornô? Pois é. Daí que o cara, que paga de suuuuper espiritualizado, aproveitou (vê se pode) a tragédia no Japão pra fazer uma propagandinha da sua próxima novela. Diz ele que ele previu a catástrofe. Sério, e escrota era a Leila Lopes, né? Feio é fazer pornô, não é fazer marketing em cima do sofrimento alheio, não. Pavor dessas coisas.
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Quem viu a Amy fazendo caridade? Ninguém, né?, o povo só gosta de falar quando ela faz barraco. Ela doou mais de R$ 50 mil em vestidos do Alexander McQueen e de Lulla Bartley (importante: em bom estado) para uma lojinha que arrecada dinheiro pra caridade. Dá pra não amar minha louca favorita? (não, não sou fã do tipo dos da Britney. Sou admirador, rs).
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Lembram aquele post revolts que eu fiz sobre gente falsa e interesseira, que puxa o saco dos outros pra conseguir as coisas? Pois pouco depois, foi publicado na Carta Capital um artigo do professor Thomas Wood Jr., da FGV, onde ele avalia, em português muito melhor que o meu, esse comportamento lastimável nas empresas. Tem que ler!
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Vocês todos devem ter visto aquela vergonha que foi o fim de carreira do John Galliano. Precisava? (Se você não viu, clica aqui). Como é que um cara que fez um desfile como este tem que ser tão burro no fim das contas??
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Eu aqui, imberbe que só eu, tentando crescer uma barbinha pra não ser rejeitado nunca mais... e o porra do Bell(zebu, agora com dois "L"s), do Chiclete com Banana, ganhando uma fortuna pra raspar a dele. Eu diria que ele confirmou minha teoria de que a maioria dos caras que usam barba fazem isso pra esconder que têm o rosto muito feio. Mas no caso dele, vamo combinar, né?, é feio sem barba, com barba, é feio até com uma sacolinha de supermercado na cabeça.
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E, pra fechar, você sabe o que aconteceria se a vizinhança aqui de casa resolvesse colaborar comigo? É que esse povo bunito adora ouvir música boa enquanto eu tô tentando estudar, daí acho que uma boa seria eles começarem a ouvir isso aqui. Continuaria bom pra eles (continuariam nao entendendo nada) e eu talvez eu conseguisse aprender alguma coisa (vou te contar, ô vontade de alugar essa casa pra Regina Casé, já que ela gosta tanto de gente de nível).
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Bom, povo, já esvaziei todos os links que eu tinha guardado no Favoritos pra comentar depois por aqui. É isso, então. Depois volto. :)
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Besos!
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P.S.: Ah, tava esquecendo. Peço a todo mundo boas vibrações pra uma pessoa especial que tá precisando delas. Especialmente na sexta-feira, todo mundo com pensamento positivo, tá? ;)
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Japão, 2011

Este blog lamenta muito, muito, pela tragédia no Japão. Fico muito triste de pensar no sofrimento desse povo todo.

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Resta torcer por eles, rezar pra que os dias melhores cheguem logo.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Manga na Shakira

Vocês sabem que a Shakira vem aqui por essas bandas esta semana, né? (não "essas bandas" TuBHcanga, onde Judas perdeu as botas, mas "essas bandas" Brasil).
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Enfim, não vai ser desta vez que eu vou ver a lindona cantando, dançando e mostrando aquela barriga que ela não tem. Mas meu amiguinho Zé Mangueira, figura ímpar de Brasília (e de mudança aqui pra roça) tem uma chance boa de chegar bem perto dela.
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É que, corajoso que só ele, o Zé tá participando de uma promoção pra dançar Waka-Waka no palco com a Shakira. Pra isso ele precisa de votos no site da promoção. Então, já sabem, quem puder, dá um pulo aqui, assiste o vídeo-peça-rara dele e vota. É rapidinho.
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Ele prometeu trazer um tufo do mega-hair dela pra mim se ganhar -- e eu divido os fiozinhos com vocês depois. :P
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Agora, votem rápido aí porque a votação só vai até as 23.59h de amanhã, dia 15.
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Então é isso. Waka-waka pra vocês aí (seja lá po que isso significar).
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oi, tchau

Ótima semana pra todo mundo!
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Por aqui a correria já começou...
Mas pra não deixar sem nada, e também pra começar com bom humor, clica aqui pra ver um dos momentos da Véia que eu mais gosto. Hehehe, é desesperador, mas sempre me faz rir.
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Prometo voltar logo com algum post decente.
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Então, besos, fui correndo!
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domingo, 13 de março de 2011

oremos

Dá licença, mas hoje eu vou começar uma novena pra Santa Luma de Oliveira. Porque tá difícil acreditar que a dedicação vai me levar a algum lugar nesta vida.
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sábado, 12 de março de 2011

findi poderoso!

Como o tempo anda curto e a correria anda muita, passando por aqui só pra desejar um fim de semana muito rico pra todo mundo!
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Besos!
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quarta-feira, 9 de março de 2011

Maria Madalena, rogai por nós

Acabou o carnaval. Pelo menos pra mim o ano já havia começado há muito tempo.
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E, na quarta-feira de cinzas, uma pergunta não para de martelar na minha cabeça: Até quando vai se achar normal uma religião que considera a mulher inapropriada para guiar seus seguidores? Até quando vai se achar a coisa mais normal do mundo que só os homens sejam considerados aptos para ser papas, cardeais e padres na Igreja Católica?
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Que palhaçada é essa, afinal? Que tal uma Campanha da Fraternidade pela igualdade dos sexos?
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só um tombinho

Que eu adoro rainhas, madrinhas e sei lá mais quem da bateria das escolas de samba de carnaval, vocês se lembram, né?
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Como de costume, não assisti nada, não dou conta, mas acompanhei por fora e escolhi a Ana Hickmann como a minha favorita em 2011. Porque, né?, a pobre caiu feio duas vezes na avenida. E continuou até o fim, literalmente linda e loira.
.Vamo combinar que tem que ter muito jogo de cintura pra passar por uma dessas e manter a pose. .
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Isso aí, Dona Ana Hickmann, quem pode pode até depois de se esburrachar na Sapucaí!
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