quinta-feira, 27 de outubro de 2011

eu juro que...

Quando eu ando pelas calçadas cariocas eu escuto isso na minha cabeça...

Quando eu ando pelas calçadas paulistas eu ouço isso na minha cabeça...

Quando eu tento andar nas calçadas belo horizontinas eu escuto isso na minha cabeça.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

me engana que eu gosto

"Sem maneiras de agarrar seu homem". Essa brincadeirinha com aquelas tradicionais dicas de como arrumar, agradar e manter um marido esteve presente já na capa da primeira edição da TPM, lá em 2001, como uma maneira de deixar bem claro que ela era uma revista feminina diferente das outras.

A TPM é uma publicação que nasceu da costela da Trip (coincidentemente, elogiada ontem neste blog). Eu sempre gostei da proposta da revista, já no nome (o trocadilo TPM, sigla de Trip Para Mulheres), na linguagem e até nesta proposta de ser uma revista feita, em tese, para a mulher que se preocupa consigo mesma e não em arrumar um parceiro pra ser completa, uma revista diferente das outras.

O negócio é que a TPM nunca foi essa revista (se não me engano, já falei disso aqui e aqui). Pelo contrário, ela acabou sendo sempre uma revista que nunca realizou sua proposta porque nas entrelinhas, com seu discurso cool e moderninho, sempre fez exatamente a mesma coisa que as outras, que tanto desdenha -- colocar a mulher no seu lugar.

Nem vou falar das questionáveis escolhas de capa (qual a relevância de uma sobrinha da Malu Mader?). Também não vou ignorar que quando a revista acerta, acerta com vontade (exemplo). Fato é que a escolha da estrela para a capa de sua edição de 10 anos só confirma essa percepção que eu sempre tive da TPM como uma Claudia disfarçada. Porque no mesmo mês que TPM completou sua primeira década, Claudia completou cinco. E as duas escolheram Angélica como capa.

Já falei, nada contra Angélica ou contra a vida que ela escolheu (ainda que eu tenha lá motivos para discutir). O que me irrita é a insistência em colocar Angélica como exemplo de vida perfeita para a mulher: mãe, CASADA, sempre levemente atrás do marido. Angélica sempre trabalhou, ainda que sempre sendo uma sub-Xuxa, mas só foi ganhar visibilidade (e muitas capas) depois que se casou e saiu por aí repetindo o discurso manjado de que "a vida da mulher só começa depois do casamento e dos filhos". Aos sábados, faz a anfitriã que recebe bem (mas não come, pra não engordar) os convidados, preparando a sala pro programa do esposo, que vem logo depois. Como diria Huck, na época em que não fazia anúncio de nada, "essa é pra casar".

Enfim. Daí vêm a moderninha e cabeça-feita TPM e a vovó Claudia e contam com a mesma Angélica em edições importantes. TPM ainda se esforça e descreve a moça (digo, senhora casada) como livre, leve e loura. Será que alguma das revistas daria capa a ela na fase em que realmente estava assim, aquela em que ela chutou o balde da pose de virgem e até rompeu com a família pra ficar com um Maurício Mattar doidão? Não, né?

A TPM devia assumir sua caretice. Começar a assumir suas "100 dicas para arrumar um marido e passar a ter vida". Ou então, melhor, passar a ser uma revista realmente alternativa, que realmente pense na mulher como dona de si mesma, independente de padrões ultrapassados. A Claudia, com 50 anos, se mostra mais atual às vezes.

Coisas de revistas.


P.S.: Uma lástima essa edição de 50 anos da Claudia. Uma publicação com tudo isso de história, com tamanha importância nas mudanças que marcaram a vida da mulher brasileira, fazer uma ediçãozinha mixuruca dessas (e com essa capa cafooona) numa data tão especial, é de dar dó.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

good Trip

Já quero a Trip de novembro.

Faz tempo que não leio uma edição, mas essa é bem uma das poucas revistas que ainda me interessam.

De modo geral, a Trip sempre capricha na discussão do tema que se propõe discutir. Lembro daquela edição sobre o desarmamento (com um furo de bala perpassando por todas as páginas, desde a capa) e de uma outra, que inclusive tenho aqui, sobre o silêncio. Mês passado escolheram Bruna Lombardi (59 anos) como a "gostosa da capa", não é maravilhoso?

Enfim, parece ser uma publicação que ainda vale (num momento em que estou realmente perto de romper minha relação com as revistas).

Vou comprar e depois escrevo mais sobre essa edição dedicada à diversidade sexual.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

boa noite, boa sorte

Difícil dizer se vivemos numa época de pessoas chatas ou de pessoas burras mesmo. A falta de noção vai-se espalhando como um vírus. Alguém pode me explicar qual é o problema desse tipo de gente?

Depois da vergonha dos casos da ministra que não entendeu o comercial da Hope nem que novela é ficção, vem agora os moralistas (ou sei lá o quê) de plantão apelarem porque a Carol Castro está fazendo a campanha do Enem este ano. Tudo, segundo informações da Mônica Bergamo, porque a atriz posou nua (láááááá em 2008).

Eu não sei o que me choca mais nesta história:

1) Um vestibulando, que tem no mínimo 17, quase 18 anos, não tem discernimento pra entender que uma coisa não tem nada a ver com a outra? Ou é necessário "proteger" essas pobres criancinhas do "perigo" que essa mulher que "posou nuuuuuuaaaa!!!" oferece? Se uma pessoa não está preparada para entender um trabalho como um nu, especialmente para um ator, e entender que isso não é um crime não deve estar preparada pra exercer profissão nenhuma, eu imagino.

2) Qual é, afinal, o problema com o corpo? É pra passar a ter vergonha do corpo, é isso? Voltar séculos atrás, tratar a sexualidade como super tabu? Por que esse moralismo importado, agora?

3) Francamente, se posar nua é algo tão errado, por que a revista ainda vende? E mais ainda, se é tão censurável, por que apelar com a atriz e não com a revista?

4) E essa inquisição, sobretudo com a mulher: se posar nua nunca mais pode fazer mais nada? Não pode atuar, não pode seguir com a carreira? Tem que ser excluída da sociedade? A pessoa agora tem que ter um passado de santidade pra poder fazer qualquer coisa? É isso??

5) Por último, esse povo todo que gasta energia se preocupando com esse tipo de coisa: por que eles não se preocupam em se engajar contra políticos corruptos, por exemplo? Uma mulher posar nua é censurável, mas um governante desviar recursos públicos para fins particulares é aceitável, né?

Juro que não entendo esse tipo de mentalidade que, ao que parece, vai-se tornando cada vez mais comum por todo lado. O que é essa patrulha à la macarthismo? Deus nos proteja dessa gente doente e desocupada.


P.S.: Dica de filme, se me permitem: "As Bruxas de Salém".
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

barraqueiras

Joana Machado. "Quem é Joana Machado?", você, assim como eu, pode se perguntar. Joana Machado, sub-celeb, ex- de um jogador de futebol, agora vencedora do "A Fazenda" (a imitação da Record para o "BBB"). As credenciais da moça não poderiam ser piores, né? Poderiam sim. Joana é descrita como "barraqueira".

Isso é o que você vai ver pelos portais e "TV FAMA"s da vida ao longo do dia de hoje. Agora, se você, caro leitor, está se perguntando por que, afinal, eu resolvi falar dela, aí vai o motivo...

Ontem à noite, antes de dormir, por acaso, liguei a TV e vi que era a final do tal programa. Resolvi assistir porque os comentários no Twitter estavam empolgados, e havia a perspectiva de que a Monique Evans ganhasse. Enfim, resolvi "ver qual é".

Sem saber NADA sobre o programa ou sobre a participação dos "fazendeiros", vi no Twitter mesmo que havia algumas torcidas engajadas. E foi daí que eu comecei a ler algumas resenhas a respeito. A mais bacana que achei foi a dessa moça aqui, retwittada por alguém que eu sigo. E daí comecei a perceber que havia uma torcida de pessoas que viam na tal Joana uma mulher que "peitava" os homens e que não se deixava maltratar. Mais do que isso, percebi que muito da fama da moça de "barraqueira" (e até de bêbada) que insistiam em reforçar era exatamente para ressaltar essa ideia, esse senso comum, de que mulher não pode se manifestar, de que a mulher tem o seu lugar na sociedade e ele é abaixo do do homem, bem quietinha.

Acabei de vir do barbeiro -- sim, corto meu cabelo em barbeiro, não me julguem. Num ambiente cheio de homens, presumivelmente heterossexuais, dos mais jovens aos mais velhos, todos repetiam o mesmo discurso enquanto assistiam à moça num desses programas matutinos: "barraqueira, barraqueira, barraqueira", "mulher que fala tudo na cara" e "mulher que tem coragem de por o dedo na cara de um homem, vê se pode?".

Tudo isso me fez pensar em como ainda se cria e se espera que as mulheres sejam sujeitos dóceis. E mesmo se, por acaso, tiverem de se manifestar, lutar pelo por direitos, por respeito ou pelo que for, ainda se espera que façam isso com doçura e quase pedindo desculpas. O ideal feminino ainda é uma Sandy, que acha que devassidão é fazer comercial de cerveja.

Eu não assisti à "Fazenda", ainda não li o bastante sobre Joana Machado e sou do tipo que acha que tudo se resolve conversando. Mas se essa moça, de alguma forma, conseguiu levantar mais uma vez o debate sobre o que (ainda) se espera da mulher na sociedade e sobre o machismo, então acredito que valeu. E fico mais feliz em pensar que foi essa mulher, "barraqueira", a escolhida do público para levar o prêmio. Deve ser mais um sinal de que, enfim, as pessoas estão começando a perder o medo de encarar que mulheres são seres completos e não precisam do homem para definir sua identiade e para ter seu lugar no mundo.


P.S.: Caríssimos, peço desculpa pelo sumiço. Andei trabalhando muito, sem parar, nas últimas semanas. Justamente por isso estou me dando alguns dias de férias. Volto logo. Se der ainda posto mais alguma coisa durante a folga -- tem muito assunto esperando pra gente comentar.

Abrazos a todos!
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

vai buscar Rebecca

E daqui a pouco finalmente acaba essa semana maluca. Eu queria escrever alguma coisa interessante, afinal hoje é sexta (e eu tenho andado sumido), mas acho que não vai sair nada muito espetacular, não.

Estou acordado há umas 24 horas, pelas minhas contas, deverei ficar mais umas 20... quem serei eu na noite hoje? Hum?

Queridos, tô não falando coisa com coisa, simplesmente pra desejar um ótimo fim de semana pra vocês! Aí abaixo um videozinho das antigas, mas acho que serve pra ir entrando no clima de alívio de qualquer sexta-feira que se preze.

Besos!


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terça-feira, 4 de outubro de 2011

quem nunca?



Este é um comercial que eu uso em algumas aulas. Não tem motivo nenhum em especial para eu tê-lo postado aqui, além do fato de eu realmente adorá-lo. Todo mundo gosta de um final feliz, vai? É bom ver as pessoas se entendendo.

Adoro publicidade bem feita. Na verdade, adoro qualquer trabalho bem feito. E em tempos cabeçudos como esses, onde as pessoas ou não entendem o humor num anúncio (vide o vergonhoso caso Hope) ou acham que humor é falar qualquer bobagem sem pensar nas consequências (vida Raivinha Bastos), fica esse comercial da Vodafone como exemplo de uma boa peça (do jeito que é, se fosse exibido no Brasil ia ter reclamação da Sociedade Protetora das vacas, das pseudo-feministas, do Movimento do orgulho hétero...)

Bom, é isso. Besos, bom dia.
:)


P.S.: Permitam-me dizer, contudo, que eu fiquei chocado com o Machado de Assis branco no comercial da Caixa (ia fazer post sobre isso, mas né?, cadê tempo?). O que me espanta na verdade é como que agência, produtora e principalmente cliente veem um erro tosco desse e deixam passar? Licença poética? Ou má intenção mesmo? Coisa feia, hein Caixa?
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

next

"You just keep trying. You're weird. You don't give up. It's actually kind of almost impressive. You're like this dork optmist." (and dork optmists never give up.")

De Axl Heck para sua irmã, Sue (aquela, lembra?), no episódio 3 da terceira temporada de "The Middle" -- que eu assisti há dois dias e que, por mais uma dessas do destino, parece ter sido dito pra mim também.

Humberto, you dork optmist.
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trilha sonora do meu fim de semana



Pra quem tava "todo, todo", achando que ia se jogar horrores, Murphy me pôs no lugar direitinho.
M.C.
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