terça-feira, 29 de novembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

para onde foi a vaca?

Era já pra eu ter feito um post decente, semaaaanas atrás, falando de "Um Conto Chinês", filme lindo, lindo que assisti em companhia do querido Thiago. Passou o momento, o filme com certeza já saiu de cartaz... mas fica aqui, nem que seja pra registrar o quanto eu gostei ou pra valer de sugestão pra quem não viu.

Fica aqui também pra ressaltar o quanto eu amo cinema argentino (? e ?). Tudo bem que o Ricardo Darin é praticamente o Selton Melo de lá (presente em todos os filmes), mas é um Ricardo Darin, então não fica aquela sensação de estar vendo sempre o mesmo personagem em filmes diferentes (brincadeira: por mais que eu ache o Selton Melo repetitivo, ele também tem seu mérito. E o cinema argentino não é só Ricardo Darin, apesar de que, se fosse, já estaria de ótimo tamanho).

Enfim, só mais uma dica solta, pra começar bem a semana.

Besos a todos.
.

sábado, 26 de novembro de 2011

e de que adianta tanta mobília se você não está comigo?



Tava vendo agora há pouco no "Jornal da Globo" (sim, fiquei em casa sexta à noite, estou cansado) uma matéria sobre a Cássia Eller. Na hora me ocorreu se eu, em algum momento, deixei claro neste blog o quanto eu adorava essa mulher (se não lembrei de imediato de nenhum post, entretanto lembrei que desde o começo tem aí, à direita, uma menção a "Segundo Sol", portanto, bingo!).

Eu lembro de gostar de Cássia Eller desde novinho, quando ela era só uma qualquer talentosa tentando trilhar seu caminho na música. Lembro de assistir todo santo sábado ao clipe de "Por Enquanto" num programete qualquer na televisão.

Depois disso fez bastante sucesso aquele duo dela (que eu também adorava) com o Edson Cordeiro (lá em 1993).

Mas acredito que o nome Cássia Eller entrou pra história da música em 95, quando "Malandragem" explodiu.

Eu não sei dizer por quê, mas além da música, eu sempre gostei da Cássia. Quando morei fora do país ela gravou o "Segundo Sol" e aí, quando voltei, foi que eu me apaixonei de vez.

No auge do sucesso ela gravou aquele acústico da MTV, lindo, meu favorito até hoje. Na época ela deu esta entrevista para a Marie Claire, e ficou mais fácil compreender porque eu gostava da pessoa, além da cantora.

E também no auge da carreira, Cássia teve um infarto e morreu. Eu fiquei muito revoltado. Até hoje não posso ouvir o nome daquela senhorita que bate tamborzinho que eu tenho vontade de socar, porque a pessoa podia ter socorrido a Cássia, mas né?

Eu já esperava por algumas matérias sobre minha saudosa musa por esses dias, ja que está perto de completar dez anos de sua morte. Em tempos de uma produção musical brasileira de dar vergonha em qualquer um é sempre um alívio voltar a ouvir a obra de uma intérprete tão honesta e talentosa como Cássia Eller. Que faz muita, muita falta.


P.S.: Amo a música e o clipe que abrem este post. Reparem como a Cássia tá linda no minuto 2'33".
.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

violência não mesmo

Era de lei: todo domingo, ali pelas 7h da manhã, começava o desespero. E era sempre a mesma cena (ou melhor, os mesmos sons): o marido chegava bêbado e batia no portão para a mulher abrir. Ela, apavorada e sabendo o que a esperava, gritava que não ia abrir. As crianças já choravam. Ele pulava o portão e aí começava o terror. Ela gritando, pedindo socorro, as crianças chorando e gritando também, e aquele manguaça filho da puta descendo o cacete na pobre. Do lado de cá do muro, outra briga: nós, os filhos e minha mãe, tentando falar com a polícia, e meu pai, criado nos anos 1920 (mesmo) brigando com a gente porque "em briga de marido e mulher ninguém mete a colher" -- e a melhor, "ele deve ter motivo pra bater nela".

Só quem já presenciou, acompanhou ou soube de perto de casos de violência doméstica contra a mulher sabe o pavor que é isso. Durante meses a gente acordou tenso por aqui todo domingo porque aquilo se repetia.

"E por que ela nunca fez nada pra mudar a situação?"
, você pode se perguntar. É muito fácil ver a solução quando se está de fora, já diria Taty Piriguete. Mas para a mulher que é vítima dessa violência, há toda uma série de outras questões que fazem com que a solução não seja assim tão fácil. Além da dor e do trauma dela, há a dos filhos; há a vergonha; há a sociedade, que vai sempre achar que ela deu motivo pra apanhar. A mulher, sem fazer nada, já nasce culpada. Ao contrário do que eu li num blog semanas atrás (escrito por mulher, diga-se de passagem), a mãe que apanha não é uma fraca, covarde, que deixa para os filhos a tarefa de se livrar do pai agressor. Por pior que seja o pai, e eu digo isso por pura intuição, eu tenho certeza que a boa mãe ainda se preocupa com a imagem que os filhos vão ter dele, e com os traumas todos. Enfim, não é uma questão de se livrar sozinha de um demo, é afastar os filhos do único pai que eles têm. Olha, só quem já ouviu aqueles gritos pra saber, é muito, muito tenso.

Está rolando hoje um movimento de blogs pelo fim da violência contra a mulher. Vocês conhecem o blog, sabem que este espaço não depende de datas para fazer isso. Mas estou aqui fazendo a minha parte. Por outro lado, justamente porque eu sempre procuro levantar a questão da igualdade, gostaria de frisar que meu interesse é pelo fim da violência de modo geral. Odeio todo tipo de comportamento violento, seja contra a mulher ou contra quem for.

Não custa lembrar que os dados do IBGE divulgados há poucos dias chamaram a atenção pelo fato de que no Brasil os homens jovens morrem, vítimas de violência, quatro vezes mais que as mulheres. Então eu penso que se é pra juntar forças, que lutemos pela segurança de todos.

Eu compreendo que, de alguma forma, são questões diferentes. Mas ao menos por aqui, neste blog, fica a torcida para que a conscientização seja maior e que o direito de viver em paz seja de todos, independente do sexo.

É isto.


P.S.: Nunca mais soube daquela mãe e seus filhos. Sabe Deus que fim tomaram.
.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

V, de vergonha

Eu normalmente não costumo perder meu tempo xoxando Ana Maria Braga porque já tem blog demais que faz isso. Na verdade, já falei algumas vezes e tomei partido dela quando aquela Miss xuruca fez um comentário estúpido a seu respeito. No geral, acredito de verdade que Ana Maria merece algum respeito.

MAS... francamente, existe aquele componente de tosqueira na pessoa que não sai nem com o tempo. Aquela luvinha com os dedos de fora pode ter sido arrancada ao vivo, mas a cafonice continua lá, e dá as caras sempre que pode.

O fator "pobreza" de Ana Maria Braga resolveu voltar à tona no novo projeto da apresentadora, que decidiu lançar sua própria revista (não, aquele semanário chamado AnaMaria não é dela). Bom, tudo bem lançar uma revista, tudo ótimo, ainda mais sua própria revista, quem ME dera. O negócio é: podendo criar algo, diferenciar-se no mercado, vem Dona Ana Maria e copia DESCARADAMENTE a revista da Oprah (layout, conceito e, pelo que eu entendi, até o fato de ela ser a única estrela da capa em todas as edições). Porra, Ana Maria, precisava disso??

Até o título: Da O Magazine, da Oprah, para Revista A, da Namaria. Francamente. Copiasse mais então e chamasse logo de uO Magazine.

Quero ver conseguir copiar uma capa na Vogue também, ainda mais com esse trato todo. Isso daí tô pagando pra ver.

Conclusão: achei shame on her total.


P.S.: Agradecimentos ao grande amigo Heron, que mandou essa belezura (só que not) de capa pra eu comentar aqui no blog.
.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

deslumbre



"Gente rica não faz feitiço, gente rica faz cruzeiro."

Meu querido amigo Philleas, que nem tinha nascido na época, me lembrou esta tarde dessa pérola de sabedoria da sempre musa Abertina Pimenta, Tina Pepper para os íntimos.

Agora sim, dá pra começar bem a semana. Porque bom senso e dinheiro nunca são demais.

E pra não perder a prática, aperte e repita o mantra:




melancholia

Lars von Trier.

E eu nem tinha visto o filme ainda quando escrevi o post dos planos.
.

domingo, 20 de novembro de 2011

desencana



O pior é que muito mais vezes do que a gente imagina isso é a mais pura verdade.
.

constatação na casa dos 30

Planos não foram feitos para dar certo.
.

natural born stars

Dia desses, fuçando nesta internet de meu Deus, achei dois vídeos muito fofos. Não, não tinha nenhum gatinho correndo nem nenhum cachorrinho descendo de skate. A fofura toda dos vídeos fica por conta de Scarlett Johansson e Natalie Portman quando eram criancinhas, fazendo teste de elenco.

Scarlett, pelo que eu entendi, perdeu o papel em Jumanji (aquela bosta) para Kirsten Dunst. Já Natalie simplesmente começou a carreira já arrasando muito em "O Profissional". Em algum momento no futuro, as duas se encontraram no ótimo "A Outra".

Acho talento uma coisa muito digna. Dá gosto ver quando a pessoa realmente nasceu pra coisa. Fora que no caso das duas ainda por cima se tornaram mulheres maravilhosas (bom, na verdade já eram duas lindinhas, né?).

Ficam os vídeos pra começar bem a semana.
Abrazos a todos.


Muita fofura nessa vida.

E pensar que nego paga pau pra Luana Piovanni. tsc-tsc..
.

sábado, 19 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

God, why?

Taí o melhor registro da passagem de Britney Spears pelo Brasil. Acho que é um daqueles casos em que uma imagem diz mais que mil palavras.

Solta o playback DJ!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

foi dada a largada para o fim do ano

"PelamordeDeus, Humberto, já falando de natal??" Calma minha gente, é só a marca do fogão.

Bom, não quero ser eu a anunciar que chegou aquela época do ano em que as ruas e lojas são tomadas pelo som horrível da Simone cantando traduções de músicas toscas e em que as pessoas se tornam amáveis, digo, desesperadas. Mas a verdade é que o natal tá, sim, batendo aí na porta.

De alguma forma, 2011 já foi pra mim. Minha cabeça já está em 2012 e eu já comecei a fazer aquilo que costumo fazer todo fim de ano, uma limpa no que já não me serve mais, no que já não faz parte da minha vida -- e isso inclui pensamentos, atitudes, pessoas e, claro, roupas.

O objetivo deste post é justamente propor a quem me que faça o mesmo. Porque ao menos no caso das roupas, elas podem não combinar mais com nosso estilo ou way of life, mas seguramente ainda valem muito pra muita gente. Então, você aí, procure tirar um tempo pra dar uma limpa no seu guarda-roupa, abrir caminho pra uma energia nova -- e aproveite pra doar o que já não funciona mais pra você.

Aqui em TuBHcanga, costumo dar as minhas roupas (lavadas e passadas) para uma Sociedade Assistencial para cegos (assim que achar o telefone prometo que atualizo o post e coloco aqui). Eles buscam em casa, inclusive. Mas a gente sabe que tem asilos, creches e outras tantas entidades precisando, é só você escolher a quem ajudar.

Outra coisa muito bacana nesse sentido é o famoso Papai Noel dos Correios. Acho que todo mundo sabe como funciona: você visita uma agência, geralmente a central, e escolhe uma carta (ou quantas quiser), leva pra casa e depois deixa o presente pedido na mesma agência dos Correios, que entregam à criança. Acredite, ainda tem criança que precisa. É claro que tem muito espertinho tentando a sorte (e por que não tentaria?), mas tem muita carta que vou te contar, te faz repensar todas as suas necessidades na vida. Em TuBHcanga você pode escolher de quem ser o Papai Noel até o dia 5 de dezembro. Caprichem.

Enfim, são pequenas coisas que te ajudam a fechar mais esperançoso um ciclo e a começar um outro com melhor energia. Há tempos não tenho muita paciência com o natal, por conta de Simones e do consumismo num grau irritante que todos conhecemos, mas se dá pra pensar em algo positivo trazido pela data, não custa tentar.

É isto. Besos.
.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

agora vamos



Bom, vamos sacudir a poeira por aqui, né?

Resolvi recomeçar postando esse vídeo acima, sugestão da amiga/leitora Caroline Malho (agora, graças a Deus, só Malho). Além de ser ótimo, me lembra o tempo em que este blog era frequentado só pela mulherada aflita (por conta de quem, aliás, ganhou o nome de "o Humberto Explica").

Trata-se de uma ótima campanha da MRV, estrelada por ninguém menos que a espetacular Talita Werneck. Eu simplesmente AMO Tatá Werneck (todo mundo fala muito da Dani Calabresa, que eu também adoro, mas como comediante considero Tatá infinitamente superior).

Vale também ver os outros vídeos no site da campanha (o endereço está no vídeo) e vale muito mais ver outros vídeos da Tatá (como, por exemplo, a clássica Taty Piriquete do "Supertrash" e a sua Patrícia Poeta).

Enfim, por ora é isso.

E muito obrigado pelo carinho de todos nas mensagens deixadas no post anterior. Muito obrigado mesmo!

Besos pra todos.
;-)


P.S.: Não perca Tatá também no filme "Teste de Elenco", sugestão do amigo Luca, que você pode assistir na íntegra aqui.
.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

palavras: as que não deveriam ser ditas e as que não dizem o que deveriam


"Você é um porco". Alguns minutos depois, outra pessoa, no mesmo contexto: "Você é um chato que se preocupa demais com limpeza". Difícil saber o que as pessoas esperam de você. O bom é que em certa altura da vida o que as pessoas querem ou não de você não é mais problema seu e você passa apenas a viver a sua vida, deixando para essas pessoas o problema de lidar com a sua felicidade.

Pensei muito nas picuínhas esse fim de semana e no quanto elas já nem me incomodam tanto assim. Mas é chato. E eu já me perguntava porque ficar remoendo bobagens quando aconteceu algo que eu já esperava:

Fui pra casa de uma grande amiga sábado, mas minha cabeça estava longe. Estava na minha casa, onde um dos nossos nenéns já dava sinais de que ia partir. Passei o dia fora, dormi fora, tentei esfriar a cabeça, não deu, voltei no domingo. Em não mais de dez minutos depois que entrei em casa o Koji se foi. Eu sentei ao lado dele, ele levantou a cabeça, olhou pra mim, respirou um pouco ainda, mas se foi. Só me esperou voltar...

Kojac morreu de câncer. Do diagnóstico até a partida foi rápido, coisa de semanas. Enquanto eu estava com ele, pensei nessa coisa da picuínha e do tempo que a gente perde com elas. E de tudo que a gente perde com elas. Senti por não ter estado mais ao lado dele. E senti um aperto também por pensar no outro amigo meu que teve câncer e no fato de ele, pelos motivos dele, nunca mais ter me dado notícia -- a picuínha, o câncer, a vida.

Não vou virar santo da noite pro dia e provavelmente amanhã já estarei de volta à correria de sempre, à esquentação com as pequenas bobagens. Mas ao menos por ora acho que posso me permitir sentir muito por não ter ao meu lado algumas das criaturas que eu mais amo. Porque a última coisa que o Koji me ensinou foi que uma hora elas têm que partir -- e que assim é a vida, que nunca para.
=(

Tchau Koji. Eu vou cuidar do seu irmão.


Boa semana pra nós todos.
Abrazo especial pra Cris.
.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

a igualdade é rosa. os estereótipos de gênero nem tanto.

Chegou em casa ontem a edição de novembro da Claudia. Depois daquela decepção no mês passado, fiquei me perguntando se teria algum tesão em abrir a revista. Eu sempre soube que não sou o público-alvo, mas, como vocês bem sabem, (ainda) adoro revistas, e vinha pondo fé na Claudia desde o ano passado.

Daí que este mês veio com Ivete Sangalo na capa (descrita como "forte e autêntica" -- e só isso já justificaria ELA e não Angélica na capa dos 50 anos). Eu sou desses leitores cuja primeira leitura é sempre do editorial. E lá está Cynthia Greiner, atual diretora de redação, de quem eu me lembro quando ela era colunista da Nova, uns 20 anos atrás (é dela, aliás, o mérito de ter emplacado a primeira negra na capa da Cosmopolitan brasileira).

Enfim. Daí o editorial vem com o título "A igualdade é rosa". Mais do que a menção à trilogia das cores de Krzysztof Kieslowski, esse título me remete à maneira como as meninas são educadas, desde novinhas, para entender o feminino como delicado, meiguinho, diferente do masculino, forte e independente. Então fica difícil falar em igualdade quando, do começo, já se ressalta a diferença.

O tema em questão é a nova campanha da revista, pelos salários iguais entre homens e mulheres. Eu acho importante e muito válida. Confesso que em minha experiência profissional eu nunca vi essa diferença na prática, mas sei que é uma realidade que atrasa bastante o desenvolvimento do país.

O curioso é que o editorial começa com a seguinte declaração da sempre brilhante ministra Iriny Lopes: "Minha preocupação é com a perpetuação dos papéis". Insistir em ligar o feminino ao cor de rosa não é uma espécie de perpetuação dos papéis?

A diretora da revista explica que isso foi dito durante um almoço das duas, no auge da polêmica em torno da campanha da Hope com Gisele. Segundo ela, a ministra ainda garantiu que "Queremos igualdade, mas queremos ser femininas". E, de novo, fica pra mim uma sensação de perpetuação da ordem que estabelece o papel da mulher (como frágil) e que estabelece o homem como merecedor de maiores salários porque ele tem que manter essa mulher. Ou seja, que espécie de luta é essa, afinal? É complicado ir fundo e buscar igualdade de fato, não é mesmo?

Eu não digo que é pra mulheres e homens passarem a ser todos iguais. Não acredito que ninguém seja realmente igual a ninguém. Só questiono esse discurso de luta contra uma ordem baseando-se nas diferenças estabelecidas por essa mesma ordem. O tal feminino cor de rosa do título do editorial e da fala da ministra é o mesmo feminino criado e mantido pela sociedade patriarcal.

No mais, como leitor chato que sou, não pude deixar de achar ruim o fato de não haver uma entrevista com a ministra. Não há nem uma citação dela na tal matéria com a nova campanha. Ficou pra mim a impressão de que a foto das duas ali, no editorial, foi só pra mostrar um certo "poder" da Cynthia Greiner.

Como leitor adoraria saber o que a ministra disse a uma diretora da Claudia, o que ela realmente achou da campanha da Hope; o que ela acha de Gisele, do exemplo de profissional excepcionalmente bem sucedida que ela passa à outras mulheres; o que ela achou da polêmica das declarações dela, ministra. E principalmente, como apaixonado por revista e leitor atento, morri de curiosidade para saber o que a Sra. Iriny Lopes achou de ser recebida pela diretora da maior revista feminina do país numa sala com um poster enorme da clássica edição da Playboy de julho de 1978, a primeira no Brasil com a famosa logomarca...


"Achei arreganhada, mas feminina."

Complicado, né?
=S
.

padroeiro do blog

Ah gente, como assim ontem foi dia do Xará e ninguém lembrou? (nem eu). Ah, seus leitores de pouca fé!

São Humberto, não custa pedir atrasado, rogai por nós caçadores, amém!
.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

tá bonita!

Gostei da capa da QG de novembro. Acho que é a primeira vez que deu vontade de comprar a versão tupiniquim de uma das minhas revistas favoritas. E essa Grazi, ah, essa Grazi...
.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

susto e violência

Vocês devem ter ouvido falar do episódio lamentável que ocorreu ontem durante a exibição do "Jornal Hoje", certo? (não, não falo dos trocadalhos do carilho da Sandra Annemberg, que também são lamentáveis, mas são regulares, a gente nem sente mais).

Falo do bando de imbecis que invadiram um link ao vivo e empurraram a repórter Monalisa Perrone, que estava trabalhando. Invadiram de estúpidos que são, sem propósito que justificasse tal escrotice (e tem propósito que justifique uma escrotice dessas?).

Enfim, se você não viu ou não sabe do que se trata, clica aqui.

Agora, na verdade o que me choca mais nem é a coisa em si (já suficientemente chocante). O que sempre consegue me deixar pasmo são os comentários infelizes na internet (e olha que dessa vez muito mais gente achou o ocorrido de um mal gosto inominável). Os piores comentários estão sempre na Folha on line. Acho que nêgo acorda e pensa "o que tem na Folha hoje pra eu poder fazer um comentário babaca e preconceituoso?". Só pode ser isso.

Ontem teve a galera que achou graça no fato, teve quem não viu violência nenhuma (as pessoas perderam mesmo o referencial de bom senso), teve quem achou um exagero a Globo registrar boletim de ocorrência, e teve um infeliz que achou tudo isso junto e ainda completou, às gargalhadas, que foi só um susto:

Filho, susto enorme é viver numa sociedade onde um analfabeto funcional que se autodenomina "sem hipocresia" se acha capacitado pra avaliar qualquer tipo de acontecimento e pessoa. Faça-me o favor, vá estudar.

Que mundo é esse, né? Isso é a proximidade de 2012?


P.S.: Nem vou falar dos comentários sobre o câncer do Lula. Quando envolve doença (e preconceito de classe) aí a boçalidade dos leitores comentaristas da Folha é elevada à enésima potência. Chega a assustar os jornalistas do próprio portal.
P.S.2 (veja bem, sou EU falando): E que bobagem zoarem a Sandra Annemberg pelo "Que deselegante" que ela soltou na hora. Achei que ela se saiu muito bem até, queriam que ela dissesse o quê?, um "sai daí fii duma égua, vai procurar uma trouxa de roupa pra lavar!" (cá pra nós, não seria má ideia).
.

gostei

Eu fico super com o pé atrás com essas versões brasileiras de revistas que eu amo, mas vamos dar um voto de confiança, né? Chega às bancas a versão nacional da Harper's Bazaar, publicação estadunidense que eu amo. Eu adorei a capa da primeira edição (lembram da minha paixão por amarelo + preto?). E começa com o necessário, começa com Gisa. Boto alguma fé.

Lindolfos, bom dia pra vocês.
.