quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

not a believer

São 2h e cacetada da madruga. Este sou eu, assistindo "Sex and the city" antes de dormir, como normalmente faço (tenho este hábito de assistir alguma coisa em inglês antes de descansar). Acordo daqui a pouco pra dar aula do outro lado da cidade, but I'm fine.

Estou na 5a temporada da série. Alguns dos últimos episódios foram incrivelmente próximos da minha realidade. Mas hoje, agora há pouco, ouvi Charlotte proferir as seguintes palavras:


"That's the thing, though. I did find love. I believed that there was someone out there for me, and I met him, finally. And we had a beautiful wedding. And then everything just fell apart. And I'm worried.
I'm afraid that he took away my ability to believe. I hate him for that, because I always believed before... and now I just feel lost. I'm trying to put myself out there, but I feel hopeless."


Francamente, não me sinto exatamente perdido (pelo contrário, até). E também não sei se posso falar em odiar. Mas o fato é que essas palavras são o mais próximo do que poderia definir como eu me sinto (aquilo que eu tento explicar cada vez que recebo uma das 20 mil notificações semanais de namoro). Estou num ponto onde simplesmente não posso dar um passo em direção a uma coisa na qual eu, ao menos por ora, não acredito mais.

Eu estou muito bem sozinho. Muito bem. Eu tenho um prazer sem precedentes em simplesmente poder fazer as coisas que eu quero, poder estar com meus amigos quando quero, poder experimentar as coisas (e as pessoas, por que não?) quando quero. Uma hora, talvez, alguém vai acabar me conquistando e eu vou me jogar de novo. Mas relacionamento pra mim pressupõe confiança. E neste momento eu ainda sou um poço de desconfiança. Não gosto disso, mas enfim. Eu não vou me envolver com ninguém antes que eu esteja pronto para isso. E antes que eu possa voltar a acreditar que existe alguém que mereça isso. Ponto final.

Hora de terminar de ver o seriado, para depois dormir. E, quem sabe?, sonhar.


P.S. curioso: E lá fui eu buscar uma imagem pra ilustrar o post. Achei uma perfeita e logo descobri que a moça que a postou, num outro blog, usou para citar exatamente a mesma passagem do episódio 2 da 5a temporada de "SATC". E o mais curioso: dei de cara com dois comentários do Dan no post. É isso mesmo, agora até o mundo virtual é pequeno assim?
;)
.

12 comentários:

Alan Raspante disse...

O mundo da blogsfera é realmente pequeno! Eu acho que você está certo, você se sente bem assim, mas ao mesmo tempo sabe que isso, querendo ou não, é temporário. E isso é bom, creio eu. Você sabe das imensas possibilidades que pode acontecer.

Janaína disse...

Pra variar, eu tô contigo e não abro, Humberto! Estamos na mesma situação. Você, no entanto, já atingiu um status quo mais evoluído que o meu. De mim, preciso ainda aprender a ficar um pouco mais egoísta, porque eu me ferro justamente em procurar conhecer tudo, priorizar e ser o máximo que eu puder ser para o outro. E é só depois que eu me estrepo lindamente é que eu passo a perceber coisas e sentimentos em mim que eu sequer sabia que existiam, e que a gente só conhece no momento em que está sozinho, quando nos permitimos olhar pra nós mesmos.
E por falar em frases de personagens que são encontradas ao acaso, mas que marcam de alguma forma o momento da gente, vagando pela rede, dei de cara com uma declaração da Miley Cyrus que achei bem interessante: "Não tenho espaço para o ego de outras pessoas." Li, pensei e concluí: Se eu, na idade dela, tivesse tido essa percepção, certamente hoje eu estaria com meu coração mais calmo, ou pelo menos, mais inteiro. Ele não seria esse coração de Duralex que apesar de se quebrar em pedacinhos não cortantes, também é muito difícil de ser remendado em algo que não denuncie as cicatrizes.
Vivendo e aprendendo, meu caro!
Vivendo... e aprendendo...

Dan disse...

E não é que é verdade?
Jana, do outro blog, é uma de minhas paixões. Amiga de longa data!
Nao me admira posts parecidos dos dois, sensíveis como são. Por isso que gosto tanto!

bjo!

Lobo disse...

"Estou num ponto onde simplesmente não posso dar um passo em direção a uma coisa na qual eu, ao menos por ora, não acredito mais"

Eu não sofri um choque, mas me sinto exatamente assim. Mas meu caso é um pouco mais grave: eu sei também que um dia isso pode mudar, mas olha, é bom que meu amado venha com uma armadura muito boa a prova de farpas, flechas, jacarés, lança-chamas, que as defesas andam altas por aqui.

Beijo!

Janaína disse...

Oi Humberto, que coincidência incrível, nâo?! :)
além desse mesmo momento "Sex and the city", o Dan em comum! ADOREI!

que bom que gostou do blog, visite-me sempre!

bjao, J.

FOXX disse...

bem, eu não sei pq vc tem esse problema, Humberto, vc sempre volta a esta tecla. meu querido, vc tem o direito de ficar sozinho, de sentir-se bem sozinho, they shoot single people here, mas a gente não. vc tem todo esse direito, não peça perdão, não peça desculpas por estar feliz. aproveite este momento.

Caroline disse...

Faço das suas palavras:

Eu estou muito bem sozinho. Muito bem. Eu tenho um prazer sem precedentes em simplesmente poder fazer as coisas que eu quero, poder estar com meus amigos quando quero, poder experimentar as coisas (e as pessoas, por que não?) quando quero. Uma hora, talvez, alguém vai acabar me conquistando e eu vou me jogar de novo. Mas relacionamento pra mim pressupõe confiança. E neste momento eu ainda sou um poço de desconfiança. Não gosto disso, mas enfim. Eu não vou me envolver com ninguém antes que eu esteja pronto para isso. E antes que eu possa voltar a acreditar que existe alguém que mereça isso. Ponto final.

as minhas palavras e tenho dito.

Bjo.

o Humberto disse...

Alan, meu querido, já dizia o poeta, "mas tudo passa, tudo passa, e nada fica, nada fica". Então a gente tem de estar preparado pra todas as mudanças na vida. Isso, aliás é o que caracteriza a vida, o movimento, as mudanças. ;)

Janaína (a de casa), como sempre, eu nem tenho palavras pra te responder. VOu dizer só o seguinte, tomemos, por favor, vergonha na cara e vamo-nos encontrar pessoalmente logo pra por a pauta em dia. A gente tem coisa demais pra compartilhar, minha amiga, demais. Beijo, te amo.

Dan, obrigado pelo sensível (mas eu sou bronco :P). E sendo Jana (a nova) sua amiga, então já gosto dela também! :)

Hehehe, Lobo, meu caro, amor quando é amor mesmo desarma. Não tenha dúvidas disso. O negócio é não perder o amor próprio enquanto ama outra pessoa, porque isso só te torna desinteressante pra ela e só te faz mal. Acho que a grande lição é aprender a amar sem deixar de perder o equilíbrio, sem deixar de se cuidar.

Jana do Dan, vou voltar sempre no seu blog. Também adorei a coincidência! Beijo. :)

E Foxx, meu caro, vc já disse algumas vezes que eu tô pedindo desculpas, mas não tô não (até reli pra ver se parece que tô). Nem dando explicação tô, apesar do nome. É mais uma coisa de compartilhar, de desabafar. Cada um de vocês que me lê é um amigo, é como se quando escrevesse estivesse abrindo meu coração (sobretudo quando escrevo de madrugada, rs...). Thanks pelo toque, vou ver isso de toda forma.

Grande abrazo a todos!
;)

o Humberto disse...

Amiga, acho que vc comentou junto comigo. Isso aí mulher, ter alguém é bom, mas estar bem independente disso é imprescindível. beso.

railer disse...

adoro satc, adoro a 5a temporada. ótimo texto.

a jana é minha leitora também!
aliás, somos leitores um do outro!

abraços!
r.

o Humberto disse...

Opa, Railer! Eu vi lá ontem que você tava entre os seguidores da Jana tb, bacana.

E que bom que gostou do texto. :)

Abração, bom fds!

Edu disse...

Quando alguém vier te encher o saco por você estar solteiro, recomende que assistam Shameless do Loius C. K. - solteiros é que estão bem na fita! :-)