terça-feira, 3 de abril de 2012

fortinha

Um dos posts antigos deste blog pelos quais eu tenho mais carinho é este aqui. É de 2009, e fala da patrulha em cima do peso da Kelly Clarkson. É um post muito bom, modéstia à parte, e eu lembro de ele ter sido linkado em outros blogs etc.

Fato é que, como qualquer ser humano, eu mudo de ideia às vezes. Ou passo a ver a coisa um pouco com outros olhos, sei lá. Ou vejo anos depois o que todo mundo já tava vendo, se você preferir me xoxar.

Hoje mais cedo eu procurei mais um clipe da Kelly pra pôr no meu mural do Face, em homenagem a um babaca que sempre foi, sempre será um babaca. Queria o clipe de "Stronger (what doesn't kill you)", que eu adoro. Como eu achei o clipe meio bobinho, fui procurar outros, de preferência ao vivo, já que a garota canta pra caraglio.

Daí a coisa: caí neste aqui e achei que tava faltando vibração dela, ao menos pelo que eu esperava pela música, pela força da letra. Eu pensei que que fosse por causa do figurino que arrumaram pra ela, um mini sem noção e salto alto (que a deixaram obvia e compreensivamente pouco confortável pra pular). Procurei então outro clipe, acústico, e, de novo, achei que faltou performance (e não dá pra culpar roupa e muito menos sapatos, já que nesse ela está descalça; e é uma versão acústica, mas a canção continua poderosa e dançante, então ainda merecia uns pulinhos nervosos...).

Nisso me dei o trabalho de buscar uma outra apresentação dela que eu adorava, de outra música que eu adoro, "Since you've been gone", no VMA de 2005.

Olha, é foda, mas eu preciso ter a humildade de dar o braço a torcer: tá mais gordinha do que precisava. Continuo achando um saco a patrulha em cima do peso das pessoas, acho que cada um deve ser como lhe convém, e também acho que dá pra ser cantora, gorda e feliz na boa (nossa querida Adele não nos deixa mentir). Mas a impressão que fica pra mim, vendo esses vídeos, é de que pra Kelly, cantora pop, cheia de músicas pra "se jogar", podia ser um pouco mais cuidadosa (profissional?) com o corpinho. Não digo pra virar vara-pau, pagar de gostosa como visivelmente a obrigavam a pagar no começo de carreira, mas se cuidar (porque, e pode ser impressão minha, fica parecendo que ela tá custando aguentar o tranco pra cantar).

Enfim, fica o post, nem que seja pra servir de prova que eu não sou tão cabeça dura quanto parece. E também pra dizer que continuo achando Kelly Clarkson muito, muito talentosa e que tô aí na torcida pra ela estar bem, cheínha ou não, mandando ainda melhor, que isso a gente sabe desde o começo que ela sabe fazer (spia aqui).

That's all.
Abrazos.


P.S.: Uma versão bacana com as meninas magrinhas (ou não, né Mercedes?) de "Glee". Mas não conta muito porque pular e bater cabelo dublando até Madonna e Britney conseguem.
P.S.2: Antes que algum doido de pedra me amole, sim, eu sei que são as meninas do "Glee" mesmo que cantam e, sim, são bacanas. Mas no vídeo é dublagem, nós todos sabemos.
P.S.3: Já que já descambei pro "Glee", deixa aproveitar pra comentar: adoro essa "metamorfose" pela qual a Brittany passa quando canta. Em todos os ambientes e situações ela tem uma espécie de retardo mental que a faz se comportar como uma criança de seis anos, mas no palco ela, de repente!, é um mulherão, caruda e totalmente diferente. Legal, né? Deve ser a magia do teatro (ou então mais uma dessas pequenas milhões de falhazinhas no roteiro de "Glee" que a gente finge que não vê).
.

5 comentários:

FOXX disse...

porque pelo amor de Deus ser gordo é deixar de se cuidar? ela pode estar se cuidando sim, mas geneticamente, ela é gorda e a não ser que ela passe fome, ela sempre será gorda. a questão é: porque nossa sociedade (e vc reflete) acredita que alguém ser gordo é pura e simples falta de amor consigo mesmo?

o Humberto disse...

Não disse que ser gordo é sinônimo de não se cuidar. Conheço gordos saudáveis como conheço magros bem ruizinhos de saúde.

Mas se você é do tipo que se cuida, e por 'do tipo que se cuida' eu digo alguém que é atento à alimentação, tem acompanhamento médico e se exercita, então você percebe fácil quando alguém não é assim. E me desculpa aí, mas o aspecto todo da menina, até a respiração, é de quem tá ralando ali pra dar conta. Até a Beth Ditto, muito mais gorda, se vira melhor no palco.

Não estou julgando se a Kelly está feliz ou não (aliás, não julgo ninguém, ainda mais sobre essas coisas), mas acho (do verbo, estou palpitando apenas) que como boa cantora pop que é, ela pode fazer um esforcinho, não pra ficar gostosa, como obviamente não é o biotipo dela, mas pra dar conta de se jogar mais, ter uma performance melhor.

Eu convivo com gente que pena pra caramba porque não cuidou do corpo, achando que era futilidade. Sofro todo dia de pensar que alguém que eu amo, que adorava pagar de "eu sou gordo mesmo e como e bebo de tudo e sou feliz assim", agora tá mal pra caraglio por conta disso.

Enfim, longe de mim pagar de gordofóbico. Não sou. Mas não caio mais nessa de que "basta eu estar emocionalmente bem para estar bem de saúde" (e isso vale pra gordinhos, saradinhos ou anoréxicos).

Abraço meu querido, obrigado pela opinião.

Tainá disse...

ai humberto, olha essa barriga chapada ! pra quem tem biotipo deve ser um sacrificio insano manter, mas eu acho que vale a pena. eu faria de tudo pelo menos. Não tem como, é mais bonito, mais confortável e mais fácil. (e aliás, a única coisa que gosto da kelly clarkson é NEVER AGAIN <<--- MEU DEUS ESSA MUSICA)

Lobo disse...

Eu sou daqueles que acha que, desde que não afete a saúde ta pessoa, tá valendo tudo. Pode até estar afetando as apresentações dela, mas se ela estiver se sentindo bem assim, cabe a gente se conformar...

Beijo Humberto!

railer disse...

concordo com o lobo, saúde em primeiro lugar.

em relação ao glee, na turnê ao vivo pode-se perceber que todas, inclusive a brittany, cantam sem playback e muito bem. acho legal o espaço que ela vem ganhando na série.

essa versão que você citou delas na performance da música da kelly clarkson ficou muito boa também.