quinta-feira, 26 de julho de 2012

the great escape


"Afaste-se daquilo que não é belo... Feiura contamina a alma como vírus... a gente fica exposto e cria rejeição ou consegue adaptar-se (nem sempre um bom caminho)."


Há um contexto em que essas sábias palavras me foram ditas por um amigo fino. Mas mesmo assim, "soltas", elas resumem bem um objetivo que eu defini nesta longa semana de gripe (estou bem agora, thanks!).


Um outro amigo, mais cedo, tirou onda com a minha cara dizendo que eu mudo de plano toda hora. Eu podia tê-lo mandado à merda, o que seria ótimo porque eu tô morrendo de saudade dele por aqui. Mas enquanto eu o respondia eu acabei, sem querer, dando-me conta de um traço da minha personalidade que eu nunca tinha parado muito pra prestar atenção: eu tenho muitos planos, toda hora, porque além de eu ser hiperativo (o que adia um pouco a conclusão deles), eu preciso disso pra me manter vivo. Não teria razão, pra mim, viver sem que eu tivesse algo pelo qual me mover.


De volta à gripe, nesses dias todos em que eu passei deitado mesmo (odeio muito), eu pensei bastante em tudo isso e concluí que, ótimo, posso ter três milhões de objetivos -- mas vou realizá-los. Preciso de closure. Como eu me impus a obrigação de concluir as coisas, isso me fez reduzir a lista de planos, de modo que eu fui peneirando, peneirando, até chegar na UMA grande meta que eu quero alcançar -- e é aí que entra a citação que abriu este post.


Eu não preciso contar qual o objetivo X. Sou mineiro, pisciano, e mais cansado de guerra que Teresa Batista, então pra mim está de bom tamanho apenas registrar esse turning point aqui. Porque só isso já será o bastante pra ficar me lembrando.


O mais curioso é que eu falo isso tudo, falo sobre concluir as coisas, e agora não sei como fechar este texto. Bom começo pra mim! E péssimo final pro post.

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3 comentários:

Cores da Crise de meia idade! disse...

HH,

Fechamentos são necessários, mas isso não quer dizer que se tenha de ser um juiz de vara (?) criminal e bater o martelo (??) de uma só vez!
Sempre tive um certo receio de quem toma decisões imperativas!
bjs

o Humberto disse...

Vc sempre pontual, hein Ze?
Eu nem ia publicar esse post, mas acabei postando.

Não sei no que vai dar, provavelmente em nada. Mas realmente não ligava de conseguir desta vez.

Vamos acompanhar.

Abraço meu caro.

Alan Raspante disse...

Eu gostei do final. Ué, porque nem tudo precisa de um final grandioso ou bem pensado... E ter planos? Estamos vivos pra quê? Mudar sempre de planos, bem... Temos essa escolha e é sempre melhor "mudar", já que assim, podemos também "impedir" algum tipo de cagada, risos