quarta-feira, 25 de abril de 2012

Há cinco anos, o Humberto Explica!

Não vou dizer que parece que foi ontem porque não parece. Se tem uma coisa para a qual este blog vale, particularmente, é para eu me dar conta do quanto mudei desde aquele 25 de abril de 2007.

Muitas coisas continuam as mesmas, muitos acontecimentos continuam iguais, mas a maneira como eu lido com eles não é nem de longe o que era então.

Eu decidi ter um blog porque queria um motivo para me manter escrevendo todos os dias. E eu comecei este blog totalmente por acaso. E sem que eu fizesse muito esforço ele foi ganhando uma personalidade, amigos e um número surpreendente de leitores.

O "o Humberto Explica" não é um diário pessoal, não é um blog especializado em nada (até porque nada sei), e realmente não explica coisa nenhuma. Mas eu arriscaria dizer que, ainda assim, ele tem lá seu espaço, depois de cinco anos.

Vez ou outra eu penso em parar, que já deu, mas acabo sempre optando por continuar mais um pouco. Talvez o ritmo de postagens diminua, ou talvez o santo baixe de novo e eu publique cinco posts no mesmo dia... Na verdade, eu nunca me cobrei nada aqui, nunca pensei "ai, caralho, tenho que postar". Talvez seja justamente esse o meu barato com o blog. Eu escrevo quando quero, assim como os amigos leitores leem quando querem e ainda comentam também apenas se lhes apetecer. Não é uma relação de obrigação, mas uma ligação que se forma apenas por quem e quando se interessa em fazer parte dela.

Agradeço muito, portanto, aos muitos amigos (e muitos de verdade) que fiz aqui; agradeço pelas experiências trocadas, agradeço a cada um que faz parte dessa breve (e ao mesmo tempo, em se tratando de internet, bem longa) história.

Acima de tudo, agradeço por lerem minhas bobagens. Porque para alguém que vive de escrever, e que criou um blog justamente pra não perder essa energia vital, saber que há gente louca o suficiente pra ler o que quer que eu escreva, de coração, é o mais incrível e fascinante nesta aventura.

Muito, muito obrigado.
Um grande abraço a todos aí.
;-)
.

domingo, 22 de abril de 2012

reencontro com a boa literatura (primeiros sete parágrafos são, de certa forma, spoilers)

"Felicidade, eu não sei nem me interessa saber o que é (...). Mas tenho certeza de que não é essa coisa romântica e brega que você imagina. O dinheiro dá segurança, proteção, permite aproveitar a vida sem se preocupar com o amanhã. É a única felicidade que se pode apalpar."

"O segredo da felicidade, ou, pelo menos, da tranquilidade, é saber separar sexo e amor. E, se possível, eliminar da vida o amor romântico, que é o que faz sofre., Assim se vive mais sossegado e se aproveita mais, pode crer."

"Essa atividade incessante foi me tirando, pouco a pouco, da balbúrdia emocional que (...) me provocara. Mas não me eliminou certa tristeza íntima, certa decepção profunda, que me perseguiu durante muito tempo como um duplo, e que corroía como um ácido todo entusiasmo ou interesse que eu começasse a sentir por qualquer pessoa."

"Mesmo o cinema, os concertos, a leitura, os discos eram apenas maneiras de ocupar o tempo e não atividades que me entusiasmassem, como antes. Também por esse motivo eu sentia rancor de (...). Por sua culpa, eu perdera as ilusões que fazem da existência algo mais do que uma soma de rotinas. Às vezes me sentia um velho.

"Não se engane, senhor. Ela não foi iludida. Era uma vítima voluntária. Aguentou tudo, sabendo muito bem o que fazia. (...) Pode chamar isso de amor tortuoso, paixão barroca, perversão, pulsão masoquista ou, simplesmente, de submissão a uma personalidade esmagadora, diante da qual ela não conseguia opor resistência. Foi uma vítima de bom grado, aceitou de bom grado todos os caprichos desse cavalheiro. Isto, agora que toma consciência, é o que a deixa mais enfurecida, desesperada."

"Estou perfeitamente treinado para essas coisas (...). Em matéria de chifres e abandonos, já sei tudo o que há para saber, e muito mais."

"O tumor (...) foi detectado muito tarde e, apesar de ter sido extraído, o exame pós-operatório indicou que havia metástase e que virtualmente não restava nada a fazer. A quimioterapia apenas retardaria o inevitável e, além disso, no estado de fraqueza extrema em que se encontrava (...), provavelmente não resistiria."

***


Meu amigo Diego me pediu, em algum momento meses atrás, para escrever uma resenha em seu blog, sobre qualquer livro que eu tivesse lido em 2011. Depois de pensar, pensar e pensar mais um pouco eu tive que, muito envergonhado, admitir que não tinha lido nenhum. Na verdade tinha lido 4.832.109 livros acadêmicos para N provas de mestrado. Mas nem unzinho de literatura. Morri.

Daí um outro amigo meu, Andrucha, também menino do Rio, mandou pra mim aqui na roça, no meu aniversário, um exemplar de "Travessuras da Menina Má", do Mario Vargas Llosa . Arrisco dizer que foi a primeira vez que me deram de aniversário algo que eu realmente gosto. E eu nunca tinha lido nada de Vargas Llosa (segunda vergonha assumida neste post).

De alguma forma, o pedido de um e o presente do outro (e um cansaço generalizado da programação televisiva à noite) me incentivaram a voltar a ler mais. Eu inclusive defini o número mínimo de 24 livros que quero ler este ano. Há duas semanas reli "Diário de um Fescenino", do Rubem Fonseca (gostei mais quando li da primeira vez, cinco anos atrás). E na semana passada comecei a ler o do escritor peruano (Nobel de Literatura em ano impronunciável).

Eu me apaixonei tanto pela história de Ricardo Somocurcio e sua Lily, bom menino e menina má, que em cinco noites devorei o livro de 302 páginas. É literatura na sua melhor forma, aquela que te faz pensar até sobre o que não quer, a que te toca, que te transforma, mesmo quando você se identifica muito com ela. É verdade que o livro ainda não superou o impacto que me causou "Cem Anos de Solidão", de Gabriel Garcia Márquez, mas definitivamente já entrou pra minha lista de favoritos.

A única parte ruim de ler um livro tão bom é quando ele chega ao fim. Leio as últimas páginas dividido entre a excitação e curiosidade pelo desfecho e a tristeza de que haja um desfecho. Com o perdão da comparação tosca, me apego tanto à história e às personagens que fico meio órfão no final, do jeito que muitos nós ficamos, por exemplo, com o fim de "Sex and the City" ou de "Ugly Betty" (saudade eterna de Wilhelmina).

Longe de mim querer parecer pedante (tenho pavor), mas realmente gosto que eu tenha retomado o prazer da leitura. Ainda esta semana começo a ler "Tia Júlia e o Escrevinhador", também do Vargas Llosa, que coincidentemente saiu hoje pela Coleção Folha de autores ibero-americanos.

Enfim, sempre falei de sujar All Star pra se divertir, de correr e malhar pra cuidar do corpo e de outras tantas coisas das quais não tenho propriedade nenhuma, vocês sabem. Então, da mesma forma que sugiro filmes e séries e tudo o mais, deixo também a sugestão de dar uma chance à literatura. Sei que a maioria de nós chega exausto em casa e tal, mas não custa tirar um tempo para uma boa história. E está cheio delas por aí.

Aceito sugestões para os outros 21 livros que pretendo ler este ano ainda.

Abrazos, ótima semana a todos.
.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ah, tá

Você sabe que alguém na Falha de S.Paulo adora muito a Miss Piggy quando você vê uma manchete dessas. Galisteu, três décadas na TV? Sérião?

Ou, sei lá, de repente alguém na Falha na verdade detesta ela, porque dizer que tem 30 anos de TV e até hoje não emplacou nada, especialmente nada que prestasse...

Francamente, esse site da Folha piora a cada dia. Quando a gente acha que chegou no fundo do poço, os estagiários mostram que sempre dá pra descer mais um pouquinho.
.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Igreja, gays e um diálogo possível

Quando o assunto é Igreja e homossexualidade a gente já espera um festival de ignorância dos dois lados. Se for em matéria jornalística, então, aí que a gente já fica contando com um "debate" onde ninguém quer ouvir ninguém e o que enteressa é o sensacionalismo e a troca de farpas.

Por conta disso, esta matéria aqui, exibida mais cedo no "Jornal Hoje", me surpreendeu positivamente. Chega a dar gosto o bom senso do povo de Maringá, ao menos o dos entrevistados. Penso que os representantes da Igreja e do Movimento se mostraram bastante sensatos e também os pontos observados pela população são bem válidos.

Mais uma prova de que nesse mundo onde todo mundo é dono da verdade, nada é realmente tão importante (e, por que não?, tão fácil) como um pingo de respeito e capacidade de diálogo.

E vocês, o que acharam?
Abrazos.
.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

sobre galãs e mocinhas

Ai, Globo, leva a mal não, mas eu posso ver essa foto de divulgação de "Gabriela" mil vezes...

...que mil vezes eu só consigo ver esta outra:


Desculpa aê, sou limitado.

Raj chora.
.

aumenta o volume

Só eu acho um pecado chapinharem um cabelo desses? Eu entendo que era necessário, afinal a menina interpreta a "Miss Chapinha" (kkkkkkkkkkkkkk!!!) na novela, mas, como diria o menino da formiguinha, "que dó", porque que cabelo bonito. Aliás que mulher bonita essa Débora Nascimento, benza Deus.

Mulheres, eu sei que vocês vão defender a chapinha (minha experiência neste blog já me mostrou isso), mas acreditem, um cabelo cacheado, anelado ou crespo, se bem tratado, é uma coisa muito linda também.

Só não vale usar aquele estilo Kolene, empapado. Se usarem aquilo eu finjo que não conheço e proíbo de me ler, hehehe. Aliás, se a novela era pra ser suburbana mesmo tinha que rolar era o "Miss Kolene". :P

Deus, quanta bobagem.
Besos.

.

MCSE

Hi There, folks! Eu sou a Madonna. O Humberto tá dormindo, aquele à toa.

Eu só vim aqui porque o idiota esquceu de mencionar meu nome no post anterior. Onde já se viu uma coisa dessas?

Como sabiamente argumentaram meus fãs mais inteligentes, meu pé estava aquela bagaça toda por puro marketing, porque até meus peidos são estratégias de marketing. Aliás, eu inventei o peido, depois todo mundo copiou, principalmente a Gaga.

Meu trabalho anda tão bom que eu me dou ao luxo de sair com o pé mais mal tratado que o de qualquer Suéle do subúrbio apenas para chamar a atenção. Porque eu sou um gênio. E muito humilde também.

Bom dia pra vocês, seus pobres. E se não gostaram dos meus pés então vão cheirar hortêsias, porque vocês são feios, burros e têm mau gosto.

Peace out,
MDNA.
.

domingo, 15 de abril de 2012

alô, J Sisters?

E essas patinhas bonitas e bem cuidadas, curtiram?
.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

let's try again

Mais uma passada por aqui, pra fechar a semana com um mood melhor. E nada mais apropriado pra isso que matar saudade (eterna) da voz, do talento e do carisma da minha Amy -- clica aqui, clica! (e aqui e aqui e aqui...)

Bom fim de semana, amigos.
.

boo

Tem gente que tem medo de gato. Tem gente que é mais específico, tem medo de gato preto. E tem gente que consegue ter mais medo de gato no dia de hoje.

Hoje é sexta-feira 13. Eu nunca dei atenção a esse tipo de bobagem. Mas sei lá, essa semana não foi bacana, o astral não foi dos melhores, até evitei escrever aqui.

A verdade é que ando tão cansado de algumas bobagens e imbecilidades das pessoas que vou me recolhendo um pouco, talvez só por pouco tempo. Talvez pra evitar que eu aja da mesma maneira idiota, ingrata, imbecil e medíocre que muitas das pessoas agem.

Nesta sexta-feira 13, meu "terror" não são gatos pretos. Meu terror é a estupidez humana, que cria e cultiva todo tipo de imbecilidade, como preconceito contra bicho, por exemplo. Meu terror mesmo é pensar que a espécie humana, especialmente seus piores exemplares, não param de procriar.

Que fim terá isso?
.P.S.: Sim, há momentos em que eu faço a Regina mesmo, sorry.
.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

tem alguém aí?

Toda vez que eu passo uns dias sem escrever eu acho que todo mundo cansou e foi embora de vez. Mas amanhã tem post novo, gente, prometo.

Besos, boa noite!
;)
.

domingo, 8 de abril de 2012

friends forever

Não sei dizer por que motivo, mas de repente ressuscitaram o hype de "Friends". Não que a série não mereça e não que ela tenha sumido (continua a ser reprisada desde sempre, e sempre com muito sucesso). O fato é que a Vanity Fair deste mês, especial de TV, saiu com uma matéria caprichada sobre o programa (eu achei que merecia capa) e, talvez até por conta dessa matéria mesmo, o canal Warner emplacou uma daquelas maratonas "Friends", que logo reinou absoluta no Twitter, inclusive na hora da novela das 9h, já queridinha dos twitteiros.

Como disse, acho merecido. "Friends" ainda é uma das minhas séries favoritas, apesar de não ver há muito tempo. Eu lembro bem da impressionante popularidade da série nos EUA e mesmo quem nunca se interessou conhece bem nossa querida Jen, por exemplo.

Foram muitas as cenas que me fizeram rir (dia desses me acabei vendo a Rachel na entrevista pra Ralph Lauren). Mas outras tantas cenas também conseguiram me tirar lágrimas (algumas até bem bestas, como a do Marcel, o macaco, pegando no dedo do Ross, no hospital).

Uma única cena, porém, me fez chorar de verdade quando vi, e ainda hoje mexe bastante comigo. É essa aqui, do episódio em que o Chandler pede a Monica em casamento. Definitivamente, ao menos pra mim, o mais interessante em "Friends" é a semelhança com coisas vividas por cada um de nós. É possível se identificar com várias passagens dos personagens todos.

Essa cena foi ao ar em maio de 2000. Quando eu me preparava pra fazer o mesmo... Algumas semanas depois, contudo, a chance de isso acontecer acabou pra sempre. E provavelmente o fato de que essa é uma semelhança entre "Friends" e a minha vida que não vai se concretizar é que ainda me sensibiliza toda vez.

Como estará minha Mônica?... E qual teria sido minha vida de Chandler?
:/

Um abraço apertado, TJ.
.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ressurreição do coelhinho

Uma coisa que me irritava profundamente quando eu morei nos EUA era o número de feriados no Brasil. Toda hora tinha um, sempre "emendado". Não, eu não me irritava pelo fato de não poder aproveitá-los, acredite. Na verdade, o que me emputecia era que sempre que eu precisava de alguma coisa aqui ou que alguém resolvesse alguma burocracia pra mim, isso ficava sempre pra muito depois porque era feriado -- de novo e de novo.

Vamos dar um desconto para o fato de que eu já estava imerso numa cultura protestantista onde tempo é dinheiro, mas, convenhamos, precisa mesmo tanto feriado no Brasil? Precisa parar toda hora? Tá, a gente rala pra caraglio, ganha pouco, mas será que é tão necessário assim?

Bom, esse era um questionamento que eu tinha muito em 1999. Lembro que naquele mesmo ano de 1999, pela primeira vez em que eu não fui à procissão da Sexta-Feira da Paixão. Eu fui criado numa família católica. Ninguém aqui em casa nunca foi beato ou xiita, mas a gente teve essa educação religiosa (basicamente, fazer catecismo, coroar, crismar), mas tudo sem pressão -- eu, por exemplo, nunca fiz questão nenhuma de me crismar, e aos 14 anos já era crítico o suficiente pra não concordar com muita coisa no catolicismo.

Se toda essa criação católica isso serviu pra alguma coisa, serviu para a gente desenvolver um senso de respeito. E de compromisso e de coerência. Eu não fui à procissão em 99 porque eu fiquei de cara com o "Ô Jesus Cristo, cadê você?, Eu vim aqui só pra te ver!" que eu ouvi os "fiéis", incluindo várias Donas Marias, gritando na quinta-feira de lava-pés. Então, como eu não acreditava naquele teatro na rua, eu simplesmente não participava dele. Tirava o dia pra refletir sobre coisas que a gente não costuma parar pra pensar.

Enfim. À medida que eu fui me desencantando com as práticas e, sobretudo, com os representantes da religião católica, eu fui me afastando. Mas sempre mantive o respeito, seja por quem professa essa ou qualquer outra fé, por mais estúpida que me pareça. Respeito por quem não tem fé nenhuma também, até os que defendem isso de maneira quase tão insuportável quanto os mais crentes. Eu não me acho melhor que ninguém porque acredito ou não em qualquer coisa.

Juntando as duas histórias, chego no ponto que queria neste post: ainda me incomoda o excesso de feriados neste país, mas agora me deixa ainda mais encucado o fato de que toda aquela galera que adora criticar religião, ou que (muito apropriadamente) se "empenha" pra relembrar condição do Brasil como país laico, não tem o menor problema com os feriados religiosos. Tudo bem pra eles em descer a lenha na Igreja Católica por N motivos, mas que ninguém se atreva a cancelar os cerca de oito feriados santos de que fazem muito bom uso os religiosos ou não.

Bonito isso, né?

Penso mesmo que dia santo nenhum devia ser feriado. Por que cargas d'água só as comemorações católicas merecem parar o país? Pra quê parar o país? E que zona ainda maior se tornaria isso se todas as religiões passassem a ter feriados também? Melhor seria deixar a fé para cada um, no máximo dentro dos templos que cada um adora.

Boa Páscoa a todos. Seja lá o que ela significar pra você.


P.S.: A quem possa interessar, hoje me considero agnóstico, isso (equivocadamente) entendido como "aquele que crê em Deus, mas exercita sua fé independentemente de igreja". Ainda acredito e procuro praticar o que de bom aprendi na minha formação católica. E fico chocado tanto com um Papa escroto e seus muitos padres pedófilos quanto com o que sobrou daquelas procissões que a gente acompanhava duas décadas atrás.
P.S.2: Confesso, não tenho muito respeito por devotos da Madonna.
.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

fortinha

Um dos posts antigos deste blog pelos quais eu tenho mais carinho é este aqui. É de 2009, e fala da patrulha em cima do peso da Kelly Clarkson. É um post muito bom, modéstia à parte, e eu lembro de ele ter sido linkado em outros blogs etc.

Fato é que, como qualquer ser humano, eu mudo de ideia às vezes. Ou passo a ver a coisa um pouco com outros olhos, sei lá. Ou vejo anos depois o que todo mundo já tava vendo, se você preferir me xoxar.

Hoje mais cedo eu procurei mais um clipe da Kelly pra pôr no meu mural do Face, em homenagem a um babaca que sempre foi, sempre será um babaca. Queria o clipe de "Stronger (what doesn't kill you)", que eu adoro. Como eu achei o clipe meio bobinho, fui procurar outros, de preferência ao vivo, já que a garota canta pra caraglio.

Daí a coisa: caí neste aqui e achei que tava faltando vibração dela, ao menos pelo que eu esperava pela música, pela força da letra. Eu pensei que que fosse por causa do figurino que arrumaram pra ela, um mini sem noção e salto alto (que a deixaram obvia e compreensivamente pouco confortável pra pular). Procurei então outro clipe, acústico, e, de novo, achei que faltou performance (e não dá pra culpar roupa e muito menos sapatos, já que nesse ela está descalça; e é uma versão acústica, mas a canção continua poderosa e dançante, então ainda merecia uns pulinhos nervosos...).

Nisso me dei o trabalho de buscar uma outra apresentação dela que eu adorava, de outra música que eu adoro, "Since you've been gone", no VMA de 2005.

Olha, é foda, mas eu preciso ter a humildade de dar o braço a torcer: tá mais gordinha do que precisava. Continuo achando um saco a patrulha em cima do peso das pessoas, acho que cada um deve ser como lhe convém, e também acho que dá pra ser cantora, gorda e feliz na boa (nossa querida Adele não nos deixa mentir). Mas a impressão que fica pra mim, vendo esses vídeos, é de que pra Kelly, cantora pop, cheia de músicas pra "se jogar", podia ser um pouco mais cuidadosa (profissional?) com o corpinho. Não digo pra virar vara-pau, pagar de gostosa como visivelmente a obrigavam a pagar no começo de carreira, mas se cuidar (porque, e pode ser impressão minha, fica parecendo que ela tá custando aguentar o tranco pra cantar).

Enfim, fica o post, nem que seja pra servir de prova que eu não sou tão cabeça dura quanto parece. E também pra dizer que continuo achando Kelly Clarkson muito, muito talentosa e que tô aí na torcida pra ela estar bem, cheínha ou não, mandando ainda melhor, que isso a gente sabe desde o começo que ela sabe fazer (spia aqui).

That's all.
Abrazos.


P.S.: Uma versão bacana com as meninas magrinhas (ou não, né Mercedes?) de "Glee". Mas não conta muito porque pular e bater cabelo dublando até Madonna e Britney conseguem.
P.S.2: Antes que algum doido de pedra me amole, sim, eu sei que são as meninas do "Glee" mesmo que cantam e, sim, são bacanas. Mas no vídeo é dublagem, nós todos sabemos.
P.S.3: Já que já descambei pro "Glee", deixa aproveitar pra comentar: adoro essa "metamorfose" pela qual a Brittany passa quando canta. Em todos os ambientes e situações ela tem uma espécie de retardo mental que a faz se comportar como uma criança de seis anos, mas no palco ela, de repente!, é um mulherão, caruda e totalmente diferente. Legal, né? Deve ser a magia do teatro (ou então mais uma dessas pequenas milhões de falhazinhas no roteiro de "Glee" que a gente finge que não vê).
.