sexta-feira, 28 de setembro de 2012

destaque nas bancas

Vocês sabem que eu sou desses que param na banca -- quase todas as bancas  =P -- e ficam analisando as capas. Geralmente me pegam as femininas e masculinas mesmo. Mas hoje cedo essa da Car Magazine Brasil me chamou muito a atenção. 

Eu só tinha olhos pra ela. Achei uma capa sensacional, e linda. Não sei pra quem gosta e realmente entende de carro, que tipo de capa seria considerada bacana. Mas pra mim, que sou leigo, deu uma vontade bem grande de ter um. 

Tá de parabéns Car mag Br!


P.S.: Por sugestão do meu amigo David, tô meio revisteiro de novo. Aguardem mais uns dois ou três posts comentando revista. 




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

abraço

Eu não lembro ao certo quando comecei a abraçar as pessoas. Digo, conscientemente e gostando. Lembro que aos sete anos, quando era louco pra ter um Ferrorama e uma bicicleta, também queria muito um Ted Bear pra poder abraçar (pensei a mesma coisa, podem zoar).

Depois disso a lembrança que eu tenho de abraço é no colégio, quando eu fui popular pela primeira vez na vida. As meninas viviam todas me abraçando o tempo inteiro e eu adorava. Daí comecei a namorar e elas pararam, porque morriam de medo da felizarda (que era mesmo muito ciumenta).

Aí foram cinco anos com a felizarda e os melhores abraços. Lembro muito também do abraço da mãe dela, no dia que eu fui pro Texas e chorava como se o mundo fosse acabar. Quase que eu não soltava.

No Texas mesmo aconteceu a gande merda -- desaprendi a abraçar. Voltei arredio e, acreditem, depois de mais de dez anos ainda não deixo qualquer um me abraçar. 

Mas continuo adorando abraços. Se são verdadeiros, então, e não aquela coisa de "ah, tá, é o esperado", aí eu adoro muito.

Abraço é algo tão bom. Eu amo o beijo, claro, mas há uma troca no abraço que eu acho que é mais uma coisa de energia. O abraço mexe com tudo, parece que te põe no lugar (no mínimo, alguns põem sua coluna no lugar). Lembram aquela citação do filme "Waitress"?

Nos últimos dias recebi muitos abraços. Eu não conseguiria dizer da importância de todos eles. O abraço a minha mãe, na noite de sexta, o abraço da mãe dele, na quarta, quando me reviu depois de mais de um ano, o abraço dos amigos dele, especialmente o que recebi esta noite, da amiga dele que eu nem conhecia pessoalmente (mas de quem ele gostava muito, muito, e que, eu sei, fez muito bem a ele no momento mais difícil)... o abraço da amiga-irmã dele, da família... o abraço de todos os amigos que ele deixou pra mim, tantos... O abraço "virtual" do Edu Caxa, do David, do Diego, do Lobo, de todo mundo que é tão carinhoso comigo que eu nem sei dizer o quanto me confortam. O abraço do senhor advogado.

Adoro abraços. E nesses dias, quando sabe Deus como precisei, foram eles que me deram força.


Na noite de segunda pra terça eu recebi o abraço que eu mais sentia falta. Eu o reconheci justamente pelo abraço, apertado, forte. Foi um abraço cheio de calor, de luz, e acompanhado de um sorriso que era só felicidade e paz. Muita luz, muita felicidade, muita paz. Eu me sinto muito abençoado por isso.


Abraços a todos que passam por aqui. Abraços com vontade! Gratidão e vontade.

Bom dia.


P.S.: O gatinho do gif: o daqui de casa, meu parceirinho inseparável, faz igualzinho comigo, só comigo. Não tem por onde amar mais.


P.S..2: Daqui pra frente, só alegria, combinados?


terça-feira, 25 de setembro de 2012

where the wild things are

Foi meio assim a segunda-feira. Mas a semana ainda é longa, as possibilidades estão aí, sigamos tocando o barco.

A terça-feira já está sendo diferente. Este é um post programado, foi escrito ontem à noite, tenho certeza que quando cair na rede, a terça-feira já estará sendo diferente.

Bom dia pra vocês.


P.S.: Deve custar os ôi da cara, mas taí um livro que eu ia amar ganhar.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

tentar


Toda nova semana é sempre uma nova chance pra tentar fazer diferente, pra tentar fazer melhor. Uma nova oportunidade pra tentar o novo. Pra seguir em frente. 

Nem sempre a gente consegue. E nem sempre a gente acerta. Mas é preciso continuar tentando. De novo e de novo. 



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

VIVIR CON ALEGRÍA


Escrevi o post de ontem na emoção. Ainda assim, enquanto escrevia, aos prantos, achei que não combinavam vídeo e texto. O vídeo era só alegria, não cabia no texto. O texto, de dor, não dava conta de um vídeo que é só alegria, emoção e vida.

Então eu achei que tinha que postar de novo. Porque esse vídeo é, sempre foi e sempre será meu preferido com meu Tomui Iofe. A Farruca sempre será a coisa que eu mais amo no Flamenco. É muito sangue na veia. Sangue quente.

Ontem o padre disse algo do tipo "A vida é como o Flamenco: precisa de força, mas também de delicadeza". Foi muito certo o que ele disse. Nunca parei pra pensar porque eu sempre gostei tanto de Flamenco, mesmo antes de tê-lo vivido e amado. Acho que é por isso mesmo. Flamenco é vida, e é a beleza da vida, é o trabalho e o equilíbrio necessários pra fazer uma vida bela, intensa, inesquecível.

Muitas, muitas coisas vêm passando pela minha cabeça nos últimos dias. E muitas lembranças...

Pão de queijo com pernil
Argentina
Ursos
Cuspir farofa
Cerveja
Sexo
Carinho, muit carinho, ainda que demonstrado de forma peculiar e sem jeito
Empurrões durante a noite
A janela do quarto
A chuva pela janela do quarto
A cortina escura
O amanhecer ensolarado pela janela do quarto, de cortinas abertas
Café da manhã na bandeja
Café da manhã no Carrefour
Acordar cedo, muito cedo, pra caminhar na Lagoa
Acordar cedo pro dia durar mais  -- só agora eu entendo :(
Levantar a pata pra amarrar o cadarço
Almoço com a Babãe
Descansinho de tarde
Sexo
Leona, assassina vingativa
Casa dos Estanislaus, como eu amava aquelas gargalhadas na casa dos Estanislaus
Petit Gateau com a Aninha (e fazer a Aninha ficar com vergonha)
Contar pra Ju que não assiste jornal mesmo, fodas :)
Sorriso, sorriso, sorriso, o mais lindo do mundo
Podreiragens
As meninas do Framengo
Pegar garrafinha de água na geladeira
Encher garrafinha de água na geladeira
Fazer compra
O cheirinho da M.Martin
Ir na locadora
Cantar no carro, que às vezes era dele, às vezes era nosso 
Unwritten (que foi assunto da nossa última conversa... quando eu traduzi a música pra ele, e disse que ela não era sua favorita à toa, mas porque descrevia exatamente como ele via as coisas)
Sangria
Taberna
Estresse na Taberna
Alegria na Taberna
Êxtase na Taberna
Risadas
Macacos de manhã
Cocamas
Linhoves
Iofe Deísma
Amigas da Afonso
Gata do Sexo
Corrimão
Piriguete
Tá fundo, Tá raso
Viajar, viajar, viajar
Viajar mais
Economizar só se for pra viajar
Exuzinhos
"-Eu sou a exu sem luz!"  "Não, eu é que sou a exu sem luz!"
Dormir, mas não quando as pessoas comuns dormem. E só aquele mínimo necessário pra continuar aproveitando cada minuto de pé
Magdala
La Locura, dançando com a Alice
Bailando com a Cia. Andaluz, Tainá, Amanda, Luíza, Anas Claras, Marcela, Cabeça, Melina Podrona, Cristine, Duda, Letícia, Leticinha (aliás, como tinha amiga chamada Letícia, não é à toa que esse nome, que eu adoro, significa Alegria)
Mais Cia. Andaluz, Dra. Mary, Mana Cráudia, Cláudia Assengo, Crizânia, Lau, Masako, Béra, tanta gente... Mara...Valéria Kelly...
Comprar OMO pra Dica no Carrefour
Fazer vela (ah, como essas velas me deram dor de cabeça. Veja bem, foram as velas!)
Escolher o nome das velas, pensar em mil coisas e fechar com o mais óbvio e perfeito, Candelas
Big Tê
Hunviérto
Viérto
Iofe
Um-hummmm...
Passar a gosma
Marcar Dra. Dinalva
Atender mãe de aluna no telefone
Webcam
Amigos
Amigos da Onça
Amigos, os de verdade
Dancinha com a música de abertura do "Furo MTV"
Dani Calabresa e Tatá Werneck
Acho Um Absurdo (que ia se chamar "Axo um absurdo", inspirado no "Acho Páia", da Tainá, mas eu achei um absurdo um professor escrever Acho com X e ele me ouviu. Acreditem, mesmo sabendo de tudo, muito mais do que eu poderia supor, às vezes ele me ouvia, rs)
Comer
Comer
Comer mais um pouco
Cerveja
Parar de comer depois da cerveja
Dormir depois da cerveja
Rir
Macarrão à carbonara
Banana Saquarema
Dona Dica
Baleiro cheio
Baleiro vazio poucos dias depois.
Baleiro cheio de novo
Macarrão do Ouro Burguer, com 3 horas de atraso
Zara
Açaí na pracinha com as meninas da Cia. e a Amanda fazendo a Cameron Diaz, com sorriso lindo e dente todo roxo
Jogar buraco
Brigar porque pra quem não sabia jogar Buraco eu tava ganhando demais
Acorda piriguicinha, você tá dormindo demais...
Fruta, só picada. E com Nutella, claro.
Cinema. Muito cinema. Filmes bons, filmes ruins, mas muito filme. Rir no "Precious" e fazer a sala inteira rir por isso ou então soltar um "Vai chorar, quer ver?" bem alto, pra avisar pra todo mundo que eu ia chorar com o filme do Sr. Fredricksen (e com todos os outros)
Mexidão no Padre Esutáquio
Almoçar na Fleming. Baião de Dois no Butiquim Ouro Preto (com muita pimenta pra mim)
Óleo Séve
Kendra
Two and a Half Men
The New Adventures of Old Christine
Assistir Modern Family, eu rir o programa todo e depois eu chorar no final 
Rir de gargalhar das gagazices do Sílvio Santos
Ximbica
Coxinha com massa de abóbora da Pádua
Dar uma fungadinha no meu protetor solar caro e falar "Praia Grande. Jericoacoara." ou qualquer outra praia que eu não conheço
Tocar cajon e levar o som diretinho, diretinho no coração de quem ouve
Bailar, leve como uma pluma, firme como só ele, e deixar todo mundo boquiaberto
Fovres, fodres, Fandras, fueda
Sentar na janela do avião, sempre na janela
Buenos Aires
Recoleta
Blue Seduction Antonio Banderas
Rosário
Punta
Montevideo
Colônia
Quilmes
Curitiba, 11 graus
Brindar, com o melhor vinho, numa noite linda, no Acaso 75, em Ouro Preto
Aquele cabelo, sempre aquele cabelo, até todo o sempre aquele cabelo
Ensaio com as meninas da Cia. na sala de spinning, morrendo de calor
Brigar, brigar. Fazer as pazes daquele jeito de quem tá sempre certo, mesmo quando sabe que não tá
Graças a Deus, fazer as pazes. Na hora certa
Flamenco
Flamenco
Sexo
Flamenco
Festival de Fim de Ano no colégio
Café da manhã com pão de queijo no colégio, preparado pela tia da cantina
Sair pra almoçar no Verdim cedo, pra pegar a comida novinha, ou pedir almoço na Ângela.
Flamenco
Pastel no Carrefour
Azeitonas
Vinho em noite fria
Sevillanas
Syguirias
Farruca, ah, tão maravilhosa Farruca
Colombianas, odiava as Colombianas, vai ver porque era a única que eu conseguia dançar. Eu queria a Farruca, mas só com meu sangue fervendo não dava certo, precisava talento. Ainda mais pra dançar perto de alguém que tinha o sangue quente, o talento e uma luz sem cabimento.
Luz, muita, muita luz
São Francisco de Assis
Espanha
Andaluzia
Granada
Castanholas
Almodóvar
Sex and the City
Odiar a Carrie juntos
Queer as Folk, que nem viu todo, pra se achar ainda mais parecido com o Brian
Como eram mesmo os nomes do leque pequeno e do leque grande?
McDonalds, especialmente o shake
Comida de verdade, pra compensar  o McDonalds
Trocar de lado à noite, pra ficar mais perto do ventilador
Sair pelado na varanda, com as mãos na cintura, pro vizinho escroto parar de fazer barulho
Muitos sabonetes
Capim Branco
Aniversário da Lindi
Lindt
Biscoito
Café na Padaria antes da aula de segunda à noite
Abraçar, abraçar forte, abraçar muito
internet, ah, essa droga de internet
Subir escada, descer escada, subir escada
Espelhos
Aquele poster em preto e branco
Pegar o Jornal Pampulha no jardim, no sábado de manhã, antes da aula, só pra ler a coluna da Laura Medioli
Crianças
Alunas
Cachecol
Barba
Perfume
Hiperatividade
Ronco
Coxa
Peito
Barriga
Mãos
Púbis
Calor
Calor demais
Tentar entender o que a Shakira dizia na música, não entender, passar meses tentando achar no Google, e descobrir que ela tava cantando... cantando simplesmente o inevitável.
Plantinha no jardim
Piscina regan
Xícaras
Pratos quadrados
Lunares, tudo de lunares
Comida
Sedução
Risadas
Inquietação
Fotos, muitas fotos
Verdade
Mentira
Verdade
Fazer café
Medir a pressão
Inteligência
Criatividade, muita Criatividade
Muito Talento
Brilho
INTENSIDADE
Alegria
Vida
Vida
Muita Vida
Amor, desde o primeiro sorriso, até o todo sempre
Amor.
Coca-Cola de 2 litros.

Como bom pisciano que sou, ainda choro. Eu sei que o normal é chorar mesmo e eu nem nunca fui de segurar choro. Mas hoje eu pensei bem. Não vou parar de uma hora pra outra, mas também não vou ficar prolongando essa sensação ruim. Porque o Paco nunca gostou de tristeza. Ele odiava "deprê-shows". Muito pelo contrário. Ele sempre gostou de tudo que dá valor e sentido à vida -- como comer, beber, dançar, estar com os amigos, rir, rir muito. Então já chega de tristeza.

A maior homenagem que eu posso fazer ao Paco, a maior prova que posso dar de que eu aprendi o que ele ensinou (Deus, e como me ensinou) é levantar a cabeça, estufar o peito, deixar brilhar os olhos de novo e viver com intensidade, muita intensidade. Viver com alegria. Viver de verdade.

Obrigado, Tomui Iofe, obrigado por tudo. Segue seu caminho, vai aí iluminando muito tudo e todos por onde você passar. FicomDeus, Descajude! 

Já disse e repito, você está pra sempre no meu coração. Sempre.
Muito obrigado.

E agora toca essa Farruca de novo e solta uma sangria bem gelada que eu quero encher a cara pra celebrar a vida!
:'-)
S2
 
¡Vale, tío!
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Paco



Pra sempre no meu coração, Tomui Iofe. 
Pra sempre, Señor, pra sempre, pra sempre, pra sempre.
:'-(
Pra sempre.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Tomui iofe

Você me pediu um post, Tomui Iofe. E eu venho enrolando esse post desde então. Porque acho que neste vló, como você chama, eu já falei tudo que tinha pra falar de você. Do quanto me fez feliz, do quanto me fez passar raiva, do quanto eu o admiro, sobre o quanto eu acho o seu sorriso a coisa mais linda do mundo.

Na verdade eu acho que não escrevi antes porque post nenhum, nem aqueles todos sobre você e sobre o Flamenco e sobre a gente, jamais daria conta de expressar o que é conhecer você. Porque ninguém jamais conseguiu, jamais vai conseguir. Deus, talvez. Palavra nenhuma dá conta do que vai nos seus olhos. Palavra nenhuma descreve o que aconteceu a primeira vez que eu vi esses olhos.

Desde que você pediu seu post eu já sabia que não conseguiria escrever. Mas ao menos eu tinha encontrado uma imagem que passa beirando no que poderia ser uma descrição de você: por fora esse ursão que faz a alegria do planeta -- e por dentro um menino. É isso que você é, um menino. Não surpreende nem um pouco que as criancinhas todas te amem tanto, a ponto de dar tchau pra você de dentro do carro. Acho que as criancinhas se reconhecem.

Muita gente conviveu e ainda muito mais gente vai conviver com você, Tomui Iofe. Mas poucas pessoas, eu acredito, vão ter a sorte de viver, tão intensamente, com e como você. Eu te amo, rapaz.

...


Taí seu post, seu iofedeísma. Você pediu, e eu escrevi.
Agora exijo seu comentário (cheio de KKKKs e rindo da minha cara).
¡Exijo!
S2

não deixe para amanhã o que pode te fazer feliz hoje

A gente tem essa mania de deixar tudo pra depois. Tanto quando realmente deixa as coisas para fazer uma outra hora quanto quando abre mão de tudo em função de um objetivo distante, que só vai ser alcançado, se for, num futuro que ninguém sabe ao certo quando é.

É claro que a gente precisa de metas e é obvio que dedicação e bom senso são valiosos pra ter uma certa segurança. Mas eu penso que a gente (e por "a gente" eu quero dizer é eu mesmo) precisa aprender a viver o dia de hoje. Tenho aprendido que viver bem também é viver uma coisa de cada vez, toda coisa na sua hora. Ainda vai chegar o dia em que eu não vou sofrer com a ansiedade, mas aos poucos eu vou aprendendo a valorizar o presente e a curtir o que o dia de hoje me oferece (parece aqueles discursos de AA, não parece?).

Minha amiga Mari postou a imagem aí acima. E na hora eu lembrei da imagem aí abaixo, mais tosquinha, que eu fiz cerca de um mês atrás. Voltava da academia, pela via mais movimentada do bairro, que a gente já toma por "rua feia que só serve pra levar de um shopping a outro", e aí, sabe Deus por quê, resolvi vê-la com outros olhos. Vi um dia lindo, as árvores fazendo um túnel ou arco (a foto não ajuda, sorry), gente caminhando e peladando, beleza bem na minha cara. Naquele momento eu pensei que a gente sempre tem que buscar melhorar, mas que tem que saber ter prazer enquanto busca. Não vale viver adiando a felicidade, não pra mim. Acho muito mais merecedor ir vivendo feliz. Óbvio que há dias de estresse, que há gente escrota por perto, que há períodos pra baixo... mas não faz sentido viver esperando algo que pode já estar, e provavelmente já está, presente em sua vida.

Este post ficou igualzinho aqueles trabalhos que precisam de um número X de linhas e a gente fica repetindo um milhão de vezes a mesma coisa que disse no primeiro parágrafo, só pra completar. E o que é melhor, nem sei se me fiz entender. Ia tirar 7/10, só pra passar. É o calor. :D

Besos pra vocês aí.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Boa Noite


Ah, Norah... e agora a dois! ;-D
Ah, Norah, Norah!...
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it's all coming back to me now

Eu me lembro bem quando, aos 10 anos, minha professora me tirou no amigo-oculto de fim de ano da turma. Todo mundo achava que ela tinha tirado outra pessoa, então quando eu vi que era o sorteado foi como se eu tivesse ganho na Mega-Sena -- porque ela foi provavelmente a professora mais perfeita que eu tive na vida.

Os alunos todos morreram de inveja, porque ela me deu uma caixa de Faber Castell com 36 lápis de cor (não sei como são as crianças de hoje, mas naquela época isso era o cúmulo da felicidade, ainda mais pra mim que vivia desenhando). Mas mais importante que ter sido tirado por ela, que ter ganho um presente como aquele, foi o que veio escrito no cartão que ela me deu. Um "Eu te amo".

Ninguém nunca tinha me dito aquilo, ainda mais sendo verdade. Foi desconcertante pra mim; eu não tinha sido preparado pra lidar com carinho, muito, muito antes pelo contrário. Foi tão especial pra mim que ainda tenho esse cartão, 25 anos depois. Nunca mais vi a Maria Emília, mas eu guardo no coração todas as palavras que ela me disse e todas as ações que ela tomou para me ensinar que eu não era só um saco de pancadas, mas um mocinho muito especial.

Contudo, aos 10 anos a vida estava só começando, e ainda que eu já tivesse passado por um bocado de coisas, tinha muita coisa pra viver, muito toco pra levar, muita cara pra quebrar. Eu fui me embrutecendo. Daí veio a minha preta, e a família da minha preta, e eu experimentei de novo essa coisa de receber carinho.

O tempo passou, mudou tudo, muito, e eu cresci. Daí veio muito do que vocês já leram neste blog. Com uma outra pessoa eu dei uma de Roberto Carlos, e emoções vivi, ainda que sofrendo e chorando. E essas emoções me tornaram um ser arredio como bicho e mais desconfiado que a população do estado de Minas Gerais inteira.

Agora eu já estava lidando super bem com isso. Só que aí, quando eu menos esperava (ou não), o carinho apareceu de novo. Me deixando desconcertado de novo, com sorriso bobo na cara. E lá vou eu reaprender. O mais curioso é que o professor nasceu bem naquele natal em que a Maria Emília me deu a primeira lição. Eu vou me esforçar pra ser um bom aluno dessa vez. De repente, uma hora dessas, eu passo a ensinar também... : )

Boa semana pra vocês.


P.S.: Guardo, como se tivesse valor histórico, as cartas que recebi na vida. Quando fui procurar o cartão achei umas que, Nossa Mãe... eu adorava escrever e receber cartas. Amo a tecnologia, mas quem vai se lembrar dos 4 milhões de emails que cada um de nós manda por dia? Cadê dedicação e carinho em dez mil toques, hum? :P
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

e lá vamos nós!...



Será que estoy enamorándome sin querer?
No sé bien, no sé bien

¿Seré yo o serás tú?
Todo está tan diferente y eres tú

El color de mi vida cambió desde que tú llegaste



Ótimo fim de semana pra vocês também!
:D

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

viajando na maionese com Marisa Monte

"Se nos mantemos em sintonia com nossos sentimentos, se nos conservamos íntegros, aumentam as chances de esbarrarmos na felicidade. Além do mais, o ser humano possui uma capacidade incrível de recuperação. Claro que certas tristezas nos abalam enormemente. Ainda assim, acho possível superá-las -- não no sentido de eliminá-las, mas de transformá-las. 'Faça sua dor dançar', não é? Ou melhor: compreenda que a dor pode até continuar presente, desde que modificada."


Essa foi a resposta dada por Marisa Monte quando perguntada pela revista Bravo! deste mês se ela acredita em suas canções otimistas. Não morri de amores pelo que ouvi do álbum novo dela, "O que você quer saber de verdade" (PAVOR da música do Xorxinho e da Nina), mas gosto da voz da Marisa. Também acho que ela administra de maneira inteligente sua imagem.

A entrevista é bacana. Um pouco rasa, especialmente pra uma revista que paga de cult, mas é bacana. Das declarações da cantora, gostei particularmente dessa aí acima. Acho que é bem por aí mesmo a coisa.

Lembro bem quando Marisa Monte começou, eu gostava muito de "Bem que se quis". Depois fui gostando de outras, mas nunca fui desse povo (comentado por ela na revista, inclusive) que trata a mulher como o último biscoito do pacote intelectual. Gosto da voz, gosto de algumas músicas, acho uma artista coerente. Ponto final.

Quem me deu a revista foi meu amigo gaúcho, loirinho e não tão baixinho, Clênio. E do repertório da Marisa, minhas músicas favoritas são "O Que Me Importa" e "Não Vá Embora", (que apesar de adorar, eu evito como posso ouvir, porque é me traz uma das lembranças mais doídas que eu tenho -- e que continua presente, mas, como sugere a cantora, modificada. Bem modificada.


P.S.: O Mr. TV já tinha me mandado a capa pelo Facebook. Eu gosto. Ficou meio Frida Kahlo, o que eu curto, é um tanto escura, o que não sei se curto, mas eu gosto do resultado final. Tá minita.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

minha amiga Alanis Morissette

Fazia tempo, muito tempo, que eu não ia a um show. Confesso que nem sei porquê, talvez por ter pouca muita grana. Mas música ao vivo é um prazer que eu adoro e que, definitivamente, preciso me permitir mais.

Como disse uns dois posts atrás, domingo estive na apresentação da Alanis Morissette aqui na roça. Ela já veio algumas vezes, mas só agora fui ver a bonita.

A música tava ótima, a acústica do Chevrolet Hall tava aquela boxta de sempre, fez menos calor do que eu esperava e tinha mais gente feia do que eu estou disposto a ver quando saio de casa. Mas eu estava ali com meus amigos, encontrei outros tantos, a energia tava ótima, então no fim foi só alegria.

Mas o que me chamou a atenção foi que, ao contrario de todos os outros shows em que eu estive, nesse eu senti uma conexão entre a artista e o público que eu nunca observei. Acho que todo mundo ali sentia a mesma coisa que eu: que as músicas daquela mulher fizeram parte de TANTOS momentos intensos da minha vida que mais parecia que era uma amiga próxima que tava ali no palco, e não uma estrela internacional. Eu tinha a nítida sensação que a Alanis, a qualquer momento, ia acenar pra mim no meio do show e me chamar pra ir pra Velvet com ela depois. Ela também, se não estava trincada, tava curtindo muito aquilo ali. Era como se ela não estivesse trabalhando, mas só se jogando e fazendo um som com a galera.

Eu adorei muito. Queria matar a classe C com testa crocante que tava grunhindo no meu ouvido justo quando a Alanis cantou "You Oughta Know", mas nem isso atrapalhou. Foi perfeito. A Alanis não é mais aquela garota raivosa (até porque, né coitada, se não amadurecesse e ficasse mais tranquila um pouquinho depois de 20 anos, putaquipariu) e ela também não cantou "Not The Doctor", que eu aaaaamo, mas foi perfeito. Uma noite pra não esquecer nunca mais.


P.S.: Thanks de novo Amiga (Carol Malho).
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

queixo do Noel Rosa



Só queria dizer que amarei meu amigo Augustto para todo o sempre por ele ter me mandado o vídeo acima.

SUPER precisava ter visto isso ano passado. PASSEI MAL de tanto rir.

Sensacional, muito bom, parabéns Porta dos Fundos!
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

thank U :-)

Morto de cansado. Pedindo pra dormir. Ainda assim, extremamente ansioso pelo que viria, numa excitação causada pela expectativa de receber amigos queridos no feriado prolongado.

Os amigos queridos vêm, daí começa a sucessão de passeios (quando eu viro turista), nites todas as noites, muita diversão genuína.

Vendo de fora poderia passar apenas como três dias de farra. Mas é tão muito além disso. É um momento, em que estando ao lado de gente que te ama e que você ama de verdade, te faz ver mais claramente o que te faz feliz e como fazer pra conseguir isso, como fazer para administrar. É uma felicidade que vem com a maturidade, ouvindo e observando pessoas diferentes, que mesmo por poucos dias trazem vida e renovam suas energias. Gente que te faz ver que você está no caminho certo.

Pra completar, às vezes o destino dá uma forcinha (ou talvez uma energia boa puxa outra, vai saber) e você se surpreende, conhecendo alguém cujo beijo e cujo abraço apertado te dão uma confiança capaz de te fazer querer se mover, querer resolver logo tudo aquilo que você vive adiando. Alguém que com um sorriso te lembra que a merece ser bem vivida, e que pra conseguir isso não custa ter um pingo de juízo (até pra poder se jogar na pista).

Esse foi um feriado abençoado. Eu agradeço muito aos meus amigos que vieram pra roça, Sr. Clênio Viégas e Sr. Philleas. Obrigado pelo carinho com meus pais e comigo, e por tudo. Obrigado aos meus amigos daqui, Vitor e Augustto, pela cia. também. Obrigado gigante à Amiga Carol Malho, que me deixou pertinho da outra amiga, Alanis. Obrigado àquela criatura curiosíssima e muito boa de cupidagem .que eu conheci.

E obrigado a você, do sorriso lindo, por me compreender tão bem (você e o Garfield, rs...) e me deixar tão feliz por eu ser do jeito que eu sou.

Besos a todos, boa semana.
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P.S.: David e Gui, vocês não estiveram aqui esses dias, mas tudo o que eu disse vale pela visita de vocês também. Voltem logo. :)
P.S.2: Obrigado ainda ao Rodrigo, leitor aqui do blog, que me escreveu na sexta-feira. Olha, repito o que disse no email, sem palavras pra semelhança das histórias (e pelo carinho). Tamo junto, amigo revisteiro. :)
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

vou precisar

Ótimo feriadão procês tudo!
(Vem Clênio! Vem Fábio! :D)
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

o que você quer da vida (em três palavras)

De acordo com o tal joguinho, as três primeiras palavras que você vê são o que você quer da vida (", Humberto, sei ler em inglês!").

As minhas foram Love, Experience e Lust, nesta ordem. Fiquei meio sem saber o que dizer.

E vocês aí, querem o quê da vida (ao menos de acordo com essa bobagem)?
Bom noite. ;-)
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terça-feira, 4 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

dejé mi amor en Buenos Aires

Um post que eu prometi e nunca fiz é aquele sobre minha viagem a Buenos Aires, em janeiro do ano impronunciável. Este post que agora escrevo não tem o objetivo de cumprir a promessa, mas, de alguma forma, acaba por remeter àqueles 16 dias inesquecíveis (por bons e nada bons motivos).

Eu amo Buenos Aires. É uma cidade linda, muito metrópole (como eu adoro) e muito cheia de cultura -- as livrarias daquele lugar, pra quem gosta de ler, são algo desesperador. A noite é animadíssima; as pessoas são mais politizadas; as ruas são largas. Há problemas na cidade, claro, mas enfim...

Uma das coisas que mais amei em Buenos Aires (y en Rosario, y en Colônia del Sacramento y en Montevidéo, as duas últimas no Uruguai) foi a identificação que eu senti, a sensação de pertecimento (veja bem, eu morei bem e fui muito feliz no Texas, por um ano, mas sempre sabendo que eu era um estranho ali; em Bs As eu me senti latinoamericano, e orgulhoso disso, pela primeira vez).

A cidade, entretanto, sempre significou uma dor pra mim; porque foi na véspera de minha viagem pra lá que a maior ilusão que eu vivi na vida se acabou, e de forma bem cruel. E nisso, ainda que a cidade e as experiências vividas por lá fossem ótimas, foi impossível evitar o gosto muito amargo que eu senti naquele momento. Começou ali a ser construído o muro que me tornou um paredão, concreto muito difícil de ultrapassar.

Apesar de eu ter insistido pra não deixar que essa barreira se criasse, não houve como impedir. Eu acabei me tornando um desconfiado, incapaz de acreditar no desejo e nos bons sentimentos de outra pessoa por mim. Qualquer promessa, qualquer palavra, vinha sempre pra mim com uma placa luminosa bem grande escrita: "É TUDO MENTIRA."

Eu sempre soube de que não é bom se fechar tanto. Também sempre tive consciência de que não permitir que ninguém se aproximasse de mim só coroaria a estupidez que fizeram comigo, só reforçaria o estrago que ele fez. Mas eu andei realmente muito machucado, e antes que deixasse outro alguém chegar junto eu precisava me refazer, me curar, reaprender o que é ter amor próprio (eu acredito que ninguém está pronto pra amar ninguém sem que se ame primeiro).

Enfim, reaprendi a ser carinhoso comigo. Voltei a ter respeito por mim. E já até aceito que tenham motivo pra me achar gostosinho, rs.... eu ainda quero alguns meses mais só pra mim, mas não preciso mais esconder que o muro está ruindo. Em algum momento em breve eu já estarei pronto pra deixar alguém entrar (olha, bem a bem da verdade, alguém quase chegou lá, mas a distância física acabou atrapalhando).

Buenos Aires volta pra fechar este post porque eu acabei de assistir "Medianeras" (que se passa lá e revisita magistralmente a arquitetura da cidade). Se você não viu o filme, assista. E se você viu, já entendeu o quanto ele tem a ver com esse espírito que vai voltando a fazer parte de mim. Além de muito lindo, "Medianeras" conseguiu a proeza de me fazer perder o medo de voltar a Buenos Aires e sentir toda aquela dor de novo; pelo contrário, me fez pensar que veneno também pode se tornar antídoto. Quando eu voltar à cidade vai ser como deveria ter sido da outra vez: só amor (nem que seja só por ela mesmo -- e por mim, claro).

Boa semana a todos.
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