terça-feira, 30 de outubro de 2012

something keeps (it) moving

 

Estamos aqui, muito feliz, querendo postar, mas com preguiça.
Fiquem, por ora, com este vídeo, desta música, que eu adoro.

Consegui fazer a Ilze Scamparini e a Isabeli Fontana num post só, musicado pelo Cake. Acho que há esperanças para este blog.

Besos, bom dia.


P.S.: aquela sensação de que eu já postei esse vídeo antes.

 


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

open my ears


Aquele momento em que você descobre que a única música do Snow Patrol que você gostava é na verdade uma música do Lifehouse.

Desculpa aí Snow Patrol, mas ainda não foi dessa vez.


P.S.: Mentira, eu aguento bem aquela única que tocava em rádio na época em que eu ainda ouvia rádio.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

travessia

Adoro livros. 

Não vou dizer que sempre os adorei porque, por conta de uma professora escrota no primário, passei a infância com pavor deles. Só ali, pelos meus 12 anos, é que eu tomei gosto pela leitura, graças à minha saudosa madrinha (que adorava Ágatha Christie -- que eu nunca li) e à Série A Inspetora.

Também adoro receber livros. E semanas atrás aconteceu algo ainda melhor: recebi um livro do autor, com essa dedicatória maravilhosa aí.

O livro, "Travessia", é a primeira obra publicada do meu unique amigo Diego Rebouças. Lembram quando a gente votou pro conto dele, "Ponto de Partida" ganhar no concurso da Cantão? Pois bem, como vocês sabem, este blog dá sorte (e, mais importante, confia e aposta no talento dos amigos) e não apenas o conto foi publicado, como ele ganhou a oportunidade de publicar esse primeiro livro, primeiro também de uma série da Cantão, chamada "Eu Amo Escrever", com livros dos outros nove autores vencedores.

Quanto ao livro, NAONDE que eu conseguiria fazer uma resenha crítica sobre um trabalho de Diego Rebouças? EU não me atreveria!

Só posso dizer que o livro agora habita lugar de destaque na minha biblioteca, de forma que todo mundo que passe por aqui já bata o olho e já dê uma lida. Posso lembrar também que meu outro amigo, Átilas Lobo, descreveu a publicação de maneira certeira: "você lê e vê o Diego falando na sua frente".

A melhor "análise" que eu poderia fazer sobre "Travessia" é sugerir MUITO que você aí adquira o seu exemplar e leia. Eu, Adauto que sou, sempre fui um moço de prosa (toda a verborragia deste blog confirma isso). Mas mesmo pra mim, um asno da poesia, "Travessia" é uma leitura extremamente prazerosa e edificante. Repito: leiam!

Pra concluir o impossível, deixo (com autorização do autor) dois de seus poemas. O primeiro, na minha opinião, já um clássico; e o segundo, especialmente dedicado àquela amiga que não gosta das cotas, que tem um valor pessoal muito grande pra mim.

Deliciem-se com Diego Rebouças e seu "Travessia", primeiro de muitos outros livros brilhantes que meu amigo vai escrever -- e me mandar! ;-D


"Agora só me resta sonhar"

já sei namorar,
já sei beijar de língua,


mas essa herpes,
meu Deus,
e essa íngua,


Francamente.



"Mas se todos fazem"

minha terra tem favelas
onde canta o tiroteio


se você acha isso poesia
experimente ficar no meio.



P.S.: Tem como não amar?
P.S.2: Compre o seu "Travessia" ou presenteie sem erro clicando aqui.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

importar, fazer falta

"Que a vida, apesar de curta, não seja pequena".
 Mário Sérgio Cortella

Este é um trecho do documentário "Eu Maior", sobre a felicidade. Tem vários outros depoimentos do filme no Youtube. Mas, pra mim, Seu Mário Sérgio é imbatível.

Ia fazer um post maior, mas adiei por muito tempo, esperando ter mais tempo, então achei melhor postar o vídeo e deixar as conclusões para vocês.

 Boa tarde pra nós.


P.S.: Em algum momento eu volto no assunto, especialmente nessa coisa aí do fazer falta, do importar.
Besos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

working boy

Dá licença que o sucesso me espera, e eu preciso levantar e ir ao encontro dele.

Bom dia.
Aliás, bom dia não, o melhor dia pra todos nós!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

eu vou entrar, porque eu mereço ser feliz

- E aí, vamo entrar ou não vamo?
- Vai ter ninguém aí hoje, amigo, amanhã acordo cedo, vou entrar não.
- Mas o menino não conhece, tem que entrar nem que seja pra ele conhecer. Além do mais, fodas né?, já gastei o que não tinha, acabei de ver a Alanis, o feriado foi perfeito, azar se essa porra tá vazia. Vão bora Clênio, vamo entrar e vamos fechar esse fim de semana com chave de ouro. Tchau procê, Vitor, depois eu te conto se tava bom.


Foi mais ou menos isso mesmo a discussão, pra decidir se valia ou não entrar naquele clube, especialmente depois que o porteiro veio com um "vou mentir não, tem só 40 pessoas lá dentro"

O porteiro não mentiu mesmo: tinha 40 pessoas na pista, 20 bonitas, elegantes e sinceras e os 20 amigos imaginários delas.

O dance floor no fim das contas tava ótimo. Tinha até uma louca lá, saída não se sabe de que Barreiro de Baixo (ou de Cima), que queria beijar todo mundo. Tinha também uma sapa gente fina resolvendo a vida amorosa da geral. Tinha até uma batalha fracassada de DJs que nos fez rir um bocado...

E tinha a coisa mais linda lá. Fazendo cara de "não te conheço, não amola?", mas ainda assim (aliás, principalmente por isso), a coisa mais linda. E aquele sorriso?

O jogo duro foi mútuo (vocês bem sabem, Humberto = badass). Quando finalmente se aproximou fez piada com o tamanho da minha camiseta. Tirou onda com a minha cara. Mas no fim me deu aquele abraço que eu tava esperando. Aí eu tive que me fazer de durão pra não demonstrar muito que tava ali, enfim, quem devia estar. Na hora certa, no lugar certo.

Obrigado Destino por, um mês atrás, eu ter tido um feriadão tão bom com meus amigos que espantou minha preguiça dominical -- e não permitiu que, por um "desincentivo" do porteiro, eu deixasse passar a coisa mais fofa que podia ter me acontecido nesses tumultuados últimos 30 dias.

Obrigado Goku!


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

vem do berço

"Pessoas autoconfiantes são serenas e conquistam a confiança dos demais, o que é um atributo imprescindível para a boa liderança. E, acima de tudo, jamais, em hipótese alguma, demonstram a mais leve sombra de arrogância, prepotência ou superioridade. Essas são marcas das pessoas exatamente opostas, que, por insegurança, procuram se impor pela força".

(revista Você s/a, setembro de 2012)


O nome disso é noção. Quem recebeu educação do pai e da mãe em casa sabe essas coisas desde criancinha. Nem precisava do moço dizer na revista ou de eu republicar aqui; Mas, sabe como é?, sempre tem alguém que precisa de um toque camarada, mesmo na vida adulta. Acontece muito.



P.S.: Na foto, vocês sabem, Audrey Hepburn, em uma de suas visitas à África. Pra mim, sempre um belo exemplo do que é uma pessoa completa e verdadeiramente bonita. E estou certo de que, incrivelmente, tem ainda muito a ver com a humildade e a compaixão que com os traços perfeitos.
P.S.2: Ainda nesse clima, sugiro a leitura deste post do meu amigo Edu Caxa. Especial ênfase na última linha do trecho "não roubar".

ADMIRAÇÃO

Diante da já dada como certa possibilidade de vitória do Sr. Celso Russomano na disputa pela prefeitura de São Paulo, e diante de todo o retrocesso que isso significaria, os cidadãos paulistanos não se acomodaram. Nos últimos momentos uniram força, se mobilizaram, se organizaram. 

Mesmo debaixo de uma chuva daquelas, por exemplo, se reuniram na Praça Roosevelt, na última sexta-feira, para dar voz ao movimento "Amor Sim Russomano Não". No Twitter, no Facebook, nos blogs, todo mundo partiu para o debate, sem se acanhar.

E o resultado foi que Russomano foi lindamente escurraçado nas urnas. Os eleitores conseguiram um segundo turno com candidatos da esquerda e direita e uma nova possibilidade de escolher um governante para a cidade. Toda uma nova perspectiva para um pleito que estava já beirando o ridículo (e o assombroso). 

Se não se pode esperar dos candidatos uma disputa de nível (porque dá pra imaginar o que virá, e algum deles vai ter que aceitar apoio do próprio Russomano), ao menos é possível respirar aliviado porque o cidadão já demonstrou que não está mais para brincadeira.

Seja quem for o vencedor, desejo muito boa sorte à cidade de São Paulo, que eu amo. E declaro aqui minha profunda admiração e respeito pelos eleitores paulistanos.


VERGONHA

Apenas muita vergonha do eleitor belo horizontino. Muita vergonha.

A quem interessar, aqui o Programa de Governo do Poste reeleito. Na medida do possível acompanharemos bem de perto desta vez.

A quem interessar também, aqui os vereadores eleitos em TuBHcanga. Coragem.

Impressionante. Porque não basta reeleger o pior prefeito que a cidade já teve, tem que fazer isso quando ele concorria com o melhor prefeito que a cidade já teve. É muito pra mim.


domingo, 7 de outubro de 2012

Fora Lacerda!


Nunca tive medo de chuva. Pelo contrário, eu era daqueles que adoram tomar chuva, especialmente na volta pra casa. Coisa de muleque -- ou, como sempre argumentei, simplesmente porque dava uma sensação de que lavava a alma.

Nunca tive medo de chuva até o da 31 de dezembro de 2008, quando, no fim da tarde, saí da casa de minha irmã a caminho da minha, numa distância de uns 12 quarteirões -- e me vi no meio de uma enchorrada absolutamente violenta, com direito a árvores e portões caindo, uma coisa de pavor mesmo, bem daquelas que a gente vê em jornal em dia de catástrofe.

E foi o que houve em Belo Horizonte naquela noite, uma catástrofe, um estrago em diversas regiões de TuBHcanga. Pra quem viu pelo jornal foi muito feio. Pra quem estava na rua na hora foi aterrorizante. Pra quem perdeu casa, Deus do céu, não consigo nem imaginar.

Essa não foi a primeira tempestade que causou toda sorte de estrago e tristeza na cidade, e infelizmente nem foi a última (mas, ao menos pra mim, foi a mais traumática). 

Não se pode lutar contra a fúria da natureza, eu imagino. Mas é de se esperar que a administração pública trabalhe em função de evitar que essas tragédias sigam se repetindo. No dia seguinte à coisa horrorosa que foi essa chuva, tomou posse o prefeito da capital. Um senhor que ninguém nunca nem tinha ouvdo falar, um poste que foi colocado no governo da cidade graças aos Neves, ao Pimentel e ao Tom Cavalcanti, que não mora na cidade.

Era de se esperar que esse senhor-poste-prefeito, dentro dos quatro anos que ganhou como prefeito, fizesse alguma coisa no sentido de buscar uma solução ou criar meios de evitar que a história se repetisse. E tudo que o digníssimo fez foi espalhar plaquinhas como essa aqui, ó:


Em português tão claro que chega a ser ofensivo, elas dizem "Se começar a chover, corre mané, que o máximo que a gente vai fazer é te lembrar que aqui rola enchente quando cai água"

E é esse o senhor prefeito que espera ser reeleito hoje. O mesmo prefeito que adotou uma política higienista na cidade, que não desenvolveu nenhuma política social minimamente relevante e que nada mais fez que quebrar avenidas, impondo obra atrás de obra no mesmo lugar, nequele velho esquema que enriquece construtoras e faz o povo achar que o governo tá trabalhando (sobretudo quando fica horas parado no trânsito a caminho do trabalho).

Esse governo foi a maior vergonha que eu vi nessa cidade. E apesar de todo o aparato, especialmente midiático, pra tentar reelegê-lo, até o último minuto terei esperanças de que isso não aconteça. Ainda mais quando o principal oponente é um homem como Patrus Ananias  -- que infelizmente vem com o mesmo Pimentel por trás, não sejamos tão inocentes, mas ainda é, acredito, a saída mais digna para essa tentar pôr fim à calamidade que se tornou a administração pública em Belo Horizonte.

Esse é o meu ponto de vista. Eu não sou ligado nem defensor de partido nenhum, mas também não escolho candidato em época de eleição -- escolho administradores ao longo dos quatro anos entre um plebiscito e outro. 

Vote com consciência. A responsabilidade pelo cenário político deste país não é só dos políticos, corruptos ou não, mas também de cada um de nós, que damos a eles o direito de nos representar.

No dia de hoje estarei particularmente tenso, acompanhando a votação aqui  na roça, na cidade do Rio de Janeiro e na capital de São Paulo. Três lugares que eu amo e que, a meu ver, correm sério risco de serem administradas por gente da pior espécie nos próximos anos.

Oremos. Votemos. 
E que no futuro eu possa voltar a transitar pelas ruas de TuBhcanga sem medo de chuva.


P.S.: Queria ter feito um post à parte sobre a campanha para vereadores. Até quando elegeremos nossos representantes municipais baseados em carros de som com musiquinhas que não dizem nada e em campanhas televisivas que apelam pro grotesco? Até quando vai se dar menor importância a isso?


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Homem de verdade, masculino e natural

Adoro essas coisas. Porque o que poderia ser só mais uma revista segmentada acaba sendo só mais uma mostra de como preconceito é uma coisa bizarra. Essa revista H, vejam bem: posso estar equivocado, mas me parece só o preconceito do preconceito.

A começar pelo nome da revista: H. Vem em claro contraponto à G. Porque H é HOMEM, diferente de G, que é Gay. Então, não é uma revista pra gay, não pra qualquer gay, é uma revista pra gay homem, MACHO, rapá. Porque azar o seu se você é afeminado, se você curte Madonna abertamente, se é sensível. O negócio aqui na H é pra você que dá o cuzinho gostoso, mas se comporta e especialmente se apresenta como a sociedade (ainda? será?) espera que você se apresente.

Em outras palavras, parece mais uma revista pro gay que não se aceita. Claro, óbvio, evidentemente não existe só um tipo de masculinidade homossexual, tem gay, assim como tem gente, de tudo quanto é jeito. O meu problema com esse tipo de discurso é que acaba sendo um tipo de IDEIA que inferioriza as outras expressões de masculino (gay) -- e antes que alguém aponte o dedo, eu sei que minha própria piada com a revista e o anúncio nela publicado, aí acima, partem do mesmo estereótipo de macho ideal.

As ideias equivocadas vão se contretizando, os preconceitos, até por quem é vitima desse mesmo preconceito, vão se fortalecendo, e a história, que é uma bagunça e devia, quem dera, avançar pra uma solução, vai ficando cada vez mais sem cabimento.

O que motiva quem faz esse tipo de publicação a gente já sabe (não, não deve ser só jornalismo segmentado). Eu queria entender mesmo é o que motiva alguém a comprar.

Comentários, please, quero diálogo about.

Muito macho.
.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Tainá, a da caixinha

No primeiro post de fato deste ano eu falei sobre presentes. E comentei que, pra mim, "presente é uma demonstração de atenção e consideração por você" (peço desculpas pela autocitação e, mais uma vez, pela quantidade de ãos na frase).

E pra mim é bem isso mesmo. Não importa o valor do regalo, porque é a intenção e, sobretudo, a demonstração de afeto que me desconcertam e me deixam feliz sem tamanho com um presente. Uma visita, uma palavra certa na hora certa, um montinho de bala Chita só pra mim, um sofá no Paraíso, tudo isso vale muito pra mim.

Como vocês sabem, nas últimas semanas passei por algo que nunca imaginei que um dia passaria. E ainda assim, no meio desse furacão, recebi de presente muito carinho. Muito, muito. Confesso que até me impressionei um pouco com o quanto as pessoas foram atenciosas comigo, especialmente aquelas que estavam sentindo também a perda (também foi muito fofo comigo aquele que tinha acabado de chegar e já teve que lidar com uma situação dessas).

No meio disso tudo, num dia que eu tava mais triste, eu postei aqui que um presente que me faria feliz seria o livro "Onde Vivem os Monstros", do Maurice Sendak. No mesmo dia meu amigo Edu procurou pra mim. ♥ E isso por si só já me acarinhou muito mesmo.

Daí ontem, no meio de um dia corrido que só, e quente que só, eu sou pego de surpresa pela minha amiga Tainá, a da caixinha, que? Que? Que? Que me dá um abração, e junto com ele me dá "Onde Vivem os Monstros" embrulhadinho em papel vermelho de bolinhas brancas. CO-MO-FAZ com tanta fufura no coração??? Sai abraçando todo mundo também?

Tainá, amor, sem palavras, muito sem palavras pra isso. Eu sei que nao deve ter sido fácil achar o livro... e eu sei que você, talvez mais que qualquer um, sabe o quanto a história do Max e do Carol significa pra mim... fora que eu sei que você também sofreu um bocado com o baque todo (né?)... então, assim, MUITO OBRIGADO mesmo! Acho que nenhuma caixinha da Tiffany retribui tamanha atenção. Thank YOU for every little thing. Descajude!

Besos pra vocês todos.
:)
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012