quinta-feira, 29 de novembro de 2012

amém!

Santa Luma que estás no céu
Eikeficado seja oVo$$o nome
Venha a nós o Vo$$o reino,
Seja feita a nossa vontade
de tirar o pé da lama e também achar um bombeirão sem quartel.
O milionário nosso, de algum dia, nos dai hoje,
Perdoais as más língua da imprensa
Assim como nós perdoamos (e dispensamos) todos os bofes fudidos.
Não nos deixei cair nas mãos de pobretão,
E livrai-nos de viver no cheque-especial,
Amém! 





P.S.: Agradecimento eterno à Janaína (texto) e ao Átila (tratamento de imagem). E, claro, à maior musa deste blog, cuja inspiração nos faz lembrar, todos os dias, que a vida vale ser muito bem vivida, especialmente sem se importar com os julgamentos equivocados e as limitações de espírito dos outros.



um sonho

























bem isso



igualdade MC Hammer

Eu ia escrever a respeito dessa imagem do Joaquim Barbosa que andou circulando no Facebook semana passada [e sobre o que ele (e os outros ministros, brancos ou coisa parecida) realmente pensa das cotas  -- e sobre o que eu penso das cotas], mas a minha preguiça da Sociedade está muito maior. Fora que eu ando repensando a necessidade de conversar.

Então vou deixar essas imagens todas soltas aí. Concluam o que quiserem -- até porque, a julgar pela piadinha (oops, nao era piadinha?) no Face, e por outras N coisas, cada um entende o que quer como melhor lhe convém, não é mesmo?




P.S.: Se um dia o saco (e a inocência) voltar, eu volto ao assunto. Até porque minha opinião a respeito é menos óbvia do que faz parecer este post .
P.S.2: Joaquim Barbosa, "o Batman". Apenas preguiça das pessoas.


L.

Certeza. Apenas cer-te-za que minha missão na vida é fazer Deus rir. Apesar de que eu acho que se era pra rir, ontem eu fui meio fail de novo, porque tem que ser muito escroto pra rir daquilo tudo.

Cultura Inglesa (onde a gente não fala), ontem: de fato uma experiência pra levar pra vida inteira -- Ainda que seja pelo fato de ter sido uma das piores inimagináveis.

Super recomendo.



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Betty, a âncora

Isso não é "Jornal da Alterosa" (SBT local), é "Jornal da Horrorosa".

Quem é o responsável por vestir essa pobre dessa âncora, gente??!!
Que jornalismo-Betty-a-feia é esse, Brasil??!!!

Evidentemente que a cobertura do noticiário deve ser o mais importante nesse tipo de atração, mas, gente!, figurino faz parte do conjunto que leva à credibilidade. Como prestar atenção à notícia com uma mulher nesses trajes? Como levar a sério um jornal apresentado por uma pessoa vestida de maneira inapropriada pra se apresentar na padaria da esquina?

Fiquei com dó dessa moça hoje. Cer-te-za que a figurinista responsável (se é que tem isso na Alterosa) tem alguma mágoa de cabocla para com ela. Achei sujeira.

Vida difícil essa de jornalista.


Duque de Caxias

Certeza que minha missão nesta vida é provar que a caxiice não leva a lugar nenhum. Otário since 1984.


P.S.: o pior é a memória boa pra coisas inúteis. Por exemplo, lembrar direitinho do dia que eu escrevi "bOraco" na prova de composição do ursinho que caiu no bUraco. Foi por conta desse erro pavoroso que eu fiquei com 99 em Comunicação e Expressão. E pensar no nível de texto do profissional pós-graduado de hoje... no ursinho no buraco nem vou pensar.
P.S.2: Só a título de esclarecimento, achei meu boletim (saudade de cheirar prova rodada no mimeógrafo) porque procurava meus diplomas. Nevermind.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

leva vento

Aberta a temporada de faxina do desnecessário/não me pertence mais 2012. Hora de abrir espaço pro que 2013 me trará de bom -- e de permitr que o que já me fez bem faça agora a outras pessoas.

Experimente você também.
Bom dia!


terça-feira, 20 de novembro de 2012

compre Claudia para ler, leve Lola pra firmar o pé da mesa

Lembram da Lola? Não a Lola da Madonna, a Lola revista. Sim, aquela revista péssima, que em tese é feita pra mulher, mas na verdade é feita pra veado misógino metido a cool. Essa mesmo!

Então, a Lola faz umas capinhas engraçadinhas, escolhe mulheres socialmente bacaninhas, praticamente tenta (sem muito êxito) ser uma TPM da Abril... 

Eu comprei uma primeira edição em maio, com a Carolina Ferraz na capa. Tenho isso de ler alguns exemplares de qualquer revista que lancem, pra ver qual é. E eu fiquei de cara com o quanto a revista é fraca, até fiz metade das minhas amigas lerem pra ter certeza que não era só eu que achava que era uma revista feita pra uma mulher muito vazia.
 
 Nunca mais esquentei com a revista, nem mesmo com as capas. Daí este mês eu vi que comprando a (eternamente bem sucedida) Claudia de novembro você leva "completamente, inteiramente grátis" um exemplar da Lola (a propósito, o mesmíssimo exemplar de maio que eu ainda tenho aqui).


Pelo visto minhas avaliações revisteiras continuam em dia. 



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

super nanny BH

Quando eu disse que sentia MUITA vergonha de uma cidade que reelege um prefeito ignorante e desumano era DISSO AQUI que eu estava falando, ó (pra quem não mora em TuBHcanga).

A foto acima é for real, apesar da Nana aparecendo pra posar na tragédia. Eu estava bem ali, na Av. Prudente de Morais, zona sulíssima, lugar de gente que tá podendo. Em não mais que cinco minutos de chuva, o celtinha de um pobre que o deixou estacionado na rua foi TOTALMENTE engolido. A foto é de quando o rio começou a baixar. Observem que há uma das fantásticas plaquinhas do Márcio bem no local.


Se você mora aqui na roça sabe bem o que é isso. E sabe que pro âncora de um "MGTV" da vida se estressar é porque a situação chegou no nível do inconcebível. Aliás, convenhamos, nem precisava de âncora nenhum de telejornal nenhum de nenhuma emissora poderosa ficar bravo pra gente saber que a situação ultrapassou qualquer limite da sem-vergonhice -- basta ouvir um prefeito, recém-reeleito, num momento desses, dizendo que o cidadão quer uma babá. Mas é um vá com vontade para a senhora puta que o pariu.

Vale dar uma olhadinha neste outro vídeo aqui também. E vale pensar num curso de mergulho pro futuro.



Esse prefeito Lacerda não é uma Super Nanny, é uma Super Nana, isso sim. É de lascar.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Little Humans -- or "Why can't I be who I want to be?"

Nota inicial: se você foi uma criança gay, ou se você foi só uma criança que os outros achavam que era gay, lembre daquelas risadinhas que davam pra você na escola ou na rua apenas pelo simples fato de você ser/existir. Agora pode ler o post.


Não fui ao show da Gaga. Sou uó (e não compro na Riachuelo).

Gosto dela. Não gostei do seu som de cara, mas depois paguei a língua e desde então tenho gostado cada vez mais. Acho até sacanagem ficarem comparando com a Véia, porque pra mim são duas ideias completamente distintas. Na verdade, a única coisa que aparentemente têm de igual são fãs insuportáveis. Mas até nisso há diferença, a julgar pelos relatos que li ontem no Face dos amigos que foram aos shows da "Mother Monster" no Brasil.

Meu fim de semana chuvoso foi ótimo e não fiquei muito tempo no computador. Mas o pouco tempo que dei uma fuçadinha (tal como porco) na internet, deu tempo de ver as piadas sobre os fãs da Gaga, na fila. Eu confesso que fiquei de cara com vários.

Acontece que daí, lendo o que meus amigos disseram sobre a relação da cantora com seu público, acabei me perguntando o quanto a gente, até sem querer acaba sendo retrógrado e preconceituoso.

Um relato dos mais bacanas que eu li foi o do SAM (e que, cara de pau que sou, vou copiar aqui):
"Eu confesso que subestimava muito a Lady Gaga, mas vi nela alguém humilde e que ama demais seus fãs. Também vi uma voz esplendrorosa e uma artista incrivel. Isso, para quem nao curte pode parecer distante mas para quem testemunhou o carinho de uma artista que encheu seu palco com fãs, como uma mãe quando reune todos seus filhos debaixo da saia, pode finalmente compreender porque ela é famigeradamente apelidada de MOTHER. Ela se tornou mãe de uma geração carente, muitos carentes de carinho dentro da própria casa.
Acho que esse é o tal segredo dela."

(Pausa pra ressaltar o quanto eu sou fã do SAM, desde sempre. Adoro o bom senso dele. E dos fãs da Madonna que conheço, não esperaria uma avaliação tão sensata como essa vindo de outra pessoa. Sou um little eterno/garoto!

Um outro relato (e este eu catei no Face de um amigo que catou no de outro amigo... sorry a kibação, povo):

"Sobre o show da Gaga :
Fui para o show achando que seria um show bom, eu iria gostar e apenas isso. Me enganei, gaga nao é a melhor dançarina no do mundo e nem é a melhor ao vivo, mas gaga tem algo que nenhuma tem : o carinho e respeito pelos fãs. já vi shows de beyonce a madonna, de lana del rey a No Doubt e ninguem tem mais respeito pelos fas do que lady gaga, sendo eles little monsters ou apenas curiosos. Queria eu ter aos meus 14 anos uma cantora que falasse abertamente sobre ser gay ou ser quem voce realmente quer ser. Gaga ganhou muito mais que meu carinho, ela ganhou meu total respeito. Sou um little monster? nao sei, mas se eu for e voce estiver achando graça desse texto, me desculpe mas FUCK YOU BITCH. PAWS UP MOTHER FUCKERS!"

Enfim.. Meu ponto nessa história toda é que eu penso que precisamos todos, especialmente os gays, trabalhar mais a própria capacidade de conviver com o diferente. Não basta apenas "aceitar", mas é preciso que haja a compreensão de que as diferenças são essenciais -- e são bacanas. Não precisa ser nenhuma Tati Pirigueti pra perceber que pedir 'aceitação e tolerância e direitos' é muito fácil quando não se consegue aceitar que alguém seja mais "excêntrico" (do SEU ponto de vista) que você.

Vi muita gente rindo dos fãs da Lady Gaga. Aliás, praticamente só vi gays rindo dos fãs da Lady Gaga. VÁRIOS postaram este vídeo aqui. Na hora que vi lembrei das risadinhas na infância. E não pude deixar de me perguntar por que essas pessoas reproduzem esses comportamentos (aliás, blog de xoxação é coisa típica de gay, já repararam?). Geral gosta de reclamar dos Malafaias e Bolsonaros, que pregam a "normalidade" e o ódio aos "diferentes", mas está sempre alerta pra apontar, rir e alijar quem for mulher mais velha que tiver namorado mais novo, hétero que não tem namorada ou mesmo gay que gosta de uma cantora que não é a sua diva favorita. Fã (os sem noção) da Madonna zoando as excentricidades dos fãs da Gaga me fazem perguntar se eles ao menos sabem o quanto Madonna era, ela mesma, contestadora e muito diferente (e, por isso mesmo, se tornou estrela tão bacana e respeitada).

Enfim, ninguém é santo, todo mundo tem direito de gostar ou não do que for, graças a Deus. Mas não custa olhar um pouco pro próprio nariz (ao invés de olhar pro próprio umbigo) e começar a conviver melhor com as diferenças; começar a apreciar a beleza do diferente, mesmo quando (inicialmente) ele nos parece apenas bizarrice. Sobretudo quando o diferente não formos nós mesmos.

Pra fechar este post gigante, e antes que eu me perca, conto um fato que ocorreu aqui em casa ano passado: minhas sobrinhas, com 4 e 6 anos, entraram no meu quarto enquanto eu assistia uma apresentação ao vivo de "Hair", que eu adoro. Assistiam caladiiinhas, maravilhadas com a música. Eu, cheio de cuidados, já me preparava pro momento em que a Gaga tira a peruca e aparece careca. Qual não foi minha surpresa (e orgulho) quando, com a aparição da carequice, a mais nova das meninas soltou um "Que linda!". Tão maravilhoso ver que elas conseguiam ver beleza além dos padrões imbecis que a gente vai assimilando. Claro que dois minutos depois minha irmã católica carismática, mãe delas, entrou no quarto e deu um grito TÃO grande porque eu tava mostrando a "cantora do satã" pras meninas que não só elas, como eu também, adquirimos um novo trauma pra vida inteira. Enfim (o 3o enfim deste post), preconceito também se aprende de novinho. E o mais triste, costuma vir de casa. E, como podemos ver, muitas vezes costuma ser ensinado por quem é vítima dele.

Fim do post, ninguém aguenta mais. E eu nem fui no show da Gaga pra aproveitar o bacana disso tudo.

Besos.


P.S.: Resumo do post imenso, by Tati Pirigueti: "Reclamar de discriminaçao quando a vitima é você é muito fácil. Discriminar pelo mesmo motivo quando você ja está à salvo das risadinhas já são outros 500, né?"
P.S.2: o post do André Mans também tá bacana.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

se os dois lados são um



Eu não escuto rádio. Pelo que me disse uma aluna minha, que me apresentou a música, ela deve estar tocando muito -- também acho que vi um tempo atrás nos Facebooks de todo mundo (e por isso mesmo demorei pra ver, porque detesto as ondinhas, como, por exemplo, quando cismaram com aquela banda mais chata da cidade).

Enfim, fato é que semana passada, provavelmente depois de todo mundo, eu ouvi "Somebody That I Used to Know" pela primeira vez e ainda não consegui parar de ouvir. Também não canso do clipe.

Acho o vídeo lindo, a música me dá arrepios e a letra, putamerda, me deixa cheio de coisas na cabeça. Muitas coisas.

Eu já tinha ouvido falar de Gotye, mas nunca tinha ouvido nenhuma música dele também, eu acho. Já a Kimbra eu adoro (especialmente esta aqui), desde que meu amigo Heron cantou a bola, lááá no ano passado. Muito bom o encontro dos dois cantores (e a expressividade dos dois no curta, maravilhosa!).

Parece bobagem, mas um pouco das mil coisas que a música me faz pensar, somado ao momento que estou passando, me deu ideia pra um projeto. Vamos ver se eu vou conseguir tocá-lo pra frente, até que se torne realidade. Vamos acompanhar.

Bom dia pra vocês, sorry se você até já enjoou da música. Se, assim como eu, você nunca ouviu, escuta aí e me diz depois o que achou.

Besos, boa semana pra nós!



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

chuta pro gol, Gaga!

Homens leitores deste blog (viados ou não): lembram quando a gente era moleque e jogava pelada no cimento, e sempre, SEMPRE, arrancava o tampo do dedão? E aí a gente vinha com um montinho de sal na mão, jogava em cima, sentia o barato da dor até na alma, mas continuava jogando como se NADA tivesse acontecido?

Pois é, o nome disso era 'falta completa de viadagem'. Só quem jogou uma peladinha na infância é que sabe o que é felicidaade.

Aí vem a Gaga, esse amor, sobe o morro no Rio, e faz isso. Desculpa Madonazzis queridos, mas não tem como não amar uma coisa dessas. Não tem.

Gaga, vem jogar pelada comigo! O cimento do quintal aqui de casa é super irregular, a gente vai arrancar o tampo dos dedo tudo!


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Frida Kahlo na capa da Vogue México: Maravillosa!

Coisa mais linda a capa da Vogue México de novembro! Ítem de colecionador. Ao que tudo indica (e, em se tratando de tudo que envolve Frida Kahlo, ao que se pode esperar), também o conteúdo é maravilhoso.

A edição mexicana da revista ainda vai abrir uma exposição com vestidos de Frida, "descobertos" apenas em 2004. Dá uma olhada neste link aqui.

Se alguém aí passar pela Ciudad del Mexico ou der de cara com essa edição em algum aeroporto traz uma pra mim!

Muito fina.



domingo, 4 de novembro de 2012

da infinitude da alegria

"Everyone brings joy into my life: some when they enter and others when they leave."

Em um ensolarado fim de semana numa cidadezinha perto de Houston, no Texas, eu conheci Dorothy Reeves. Avó da Altrivice, amiga para a qual seria necessário criar todo um blog novo só pra dar conta da importância que tem em minha vida.

Nesse meu primeiro weekend texano, Altri me levou pra conhecer sua família. E eu me hospedei na casa de sua avó. Não vou falar dessas 48 horas, as mais importantes do meu intercâmbio (escrevo sobre isso, com prazer, um outro dia). Mas para falar do que quero neste post, decidi partir das sábias palavras de minha avó texana, postadas por sua neta no Facebook esses dias. Pra quem não está familiarizado com o inglês, "Todo mundo traz alegria à minha vida: alguns quando entram e outros quando se vão." Ah, como eu sinto falta da Grandma!

Então. Vocês bem sabem que minha já intensa vida tem passado por momentos ainda mais intensos. E eu tenho pensado muito na vida, porque a minha chegou num ponto em que só há espaço para a transformação: agora é mudar ou mudar.

Nesse processo, e quase paralelamente, duas pessoas têm me ajudado bastante a crescer. Uma que se foi, outra que chegou. Ambas igual e definitivamente importantes pra mim.

Provavelmente o que minha Grandma Dorothy quis dizer com "pessoas que nos fazem feliz ao sair" são aquelas malas que só nos dão sossego quando se vão. Mas no meu caso nem foi assim. Especialmente porque quem se foi, foi-se (fisicamente) pra sempre, e isso não foi bom. Eu amadureci justamente com a perda. Meu amor que se foi me ensinou até o fim, e a cada dia eu penso e eu lembro e eu procuro não esquecer o que eu aprendi, tanto pra não cometer os erros quanto para conseguir os acertos. Acima de tudo, esse alguém me trouxe alegria justamente me ensinando a importância da alegria, de se viver com alegria, de se superar, de não fazer drama, de rir. De dar mais importância à luz que à treva (que só existe pra que a gente lembre de valorizar a luz na nossa vida). Serei eternamente grato, e espero nunca, nunca desaprender a lição.

E por uns dois anos, vocês também sabem, eu esperei pacientemente por quem chegou agora. "Olha esse, que lindo!", eu disse (pro meu amigo Vitor) da primeira vez que vi. Estava praticamente na minha frente, mas do alto da (falsa) segurança de quem tá sozinho numa festa à procura dos amigos, olhou com cara de bravo pro horizonte e certamente nem me ouviu. Ali, naquele mesmo lugar, algumas semanas depois, até manteve a cara de bravo, mas chegou. E só me tem trazido alegria. Muita, muita alegria. Uma alegria que me transforma e me faz querer melhorar todo dia, me dá coragem de melhorar todo dia. Na hora certa veio e me desconcertou, me consertando das maneiras mais inacreditáveis. E me enche de carinho de um jeito que eu nem sabia que tinha como. 

Às vezes eu me vejo muito em um. E por isso mesmo tento não fazer como fez o outro. Ou melhor: tento ser para um o que de melhor foi para mim o outro.

Pode parecer comparação ou coisa do tipo. Nem é. Não mesmo. São, como todos somos, criaturas únicas. Realmente só mesclei as histórias porque a partida de um foi quase simultânea à chegada do outro, nessas ironias e circularidades da vida. Sou muito grato aos dois, muito. Assim como sou grato a qualquer pessoa que me traga alegria na vida.

A citação da minha avó texana termina com "Today will be a joy-filled day!". E eu tenho certeza que ela está certa mais uma vez: Sim, Grandma, "Hoje vai ser um dia cheio de alegria". Pra todos nós!

Obrigado Grandma, obrigado Altri. Obrigado Tomui.

E muito, muito obrigado a você, Goku. É tanta admiração (mas tanta!) e tanto amor que eu vou sentindo cada vez mais por você que eu nem sei, viu?

Besos a todos.