segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

adeus ano velho, feliz ano novo

Rio das Ostras, praia, "We Found Love" (in a hopeless place), caramujo e recalque 1, Xuxa no "Fantástico" (que eu nem me dei ao trabalho de fazer post, mas que rendeu bastante), Odete do Mário Alberto, Carms, "Medianeras", amigos vindo à roça, hortênsias, Goku e recalque 2, troll doente no blog, Mario Sergio Cortella, Mario Vargas Llosa, a cara de pau alheia, o surto. Cair mil vezes, levantar mil e uma.


Não consigo fazer uma retrospectiva decente de 2012. Nesse calor nem sei se faria. Como bem diz meu amigo Edu, ninguém lê blog nessas épocas, então qual o sentido?

Esse foi um ano que resolveu uma questão que me doía muito, mas daí, como nada vem de graça, me custou um preço que vai doer o resto da vida pra pagar. Paciência, assim crescemos. Por outro lado o ano me trouxe uma alegria que eu nem acreditava mais que ia sentir. E por um outro lado ainda (três lados, tão vendo, né?), os dois momentos, o de dor e o de alegria, me custaram uns afastamentos, os quais eu nunca sonhei que seriam possíveis. Mas assim é a vida, assim são as pessoas, umas mostram a cara verdadeira quando você tá na merda (e como eu estive na merda neste ano de merda), outras mostram a cara quando você tá na boa (porque você só vale se estiver cagado).

Chega de 2012. Você não foi nem de longe o pior ano da minha vida, mas também não disse a que veio, portanto, já vai tarde.


Amigos deste blog que atravessa mais um ânus (uia!), apesar dos pesares, desejo de coração que os próximos 365 dias sejam melhores, que sejam cheios de alegria e de força, que tragam boas experiências que no futuro se tornarão boas recordações para todos nós. Que a gente feche 2013 com ainda mais alegria no coração!

Leidi, Mr. TV, Jana, Edilson Cravo, Edu, RaFa, Morello, Zé Antônio, Heron, Nil, Carol, Bratz, os novos leitores, os que lêem sempre mas preferem não comentar, a todos vocês meu obrigado pelo carinho, meu abraço e meu agradecimento sinceropor continuarem por aqui.

E agora bebamos e celebremos, seja o fim de um ano chuén ou o completar de um ano maravilhoso (porque tem que ter sido maravilhoso pra alguém, né?), ou mais ainda, às possibilidades todas que o ano novo traz. Amanhã pode ser só mais ou dia, mas pode também ser um recomeço supimpa. Não nos custa tentar.

Um beijo pra vocês, até o ano que vem!


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Daniela

Meio bizarro, meio tenso falar disso, ainda mais às vésperas das "comemorações" de fim de ano. Mas serve pra ter uma noção do quão tenso foi isso, 20 anos atrás. 20 anos!

O assassinato da Daniela Perez foi um dos casos de violência que mais me incomodaram nessa vida. Evidentemente há toda a coisa midiática, mas isso pra mim não o torna diferente dos outros. Era uma menina que estava no topo, começando a brilhar, cheia de vida, e foi morta por uma dupla de imbecis pavorosos que hoje em dia estão livres e soltos por aí, pregando naquela igreeja que diz que a mulher tem que dar até o controle remoto pro marido.

Não suporto violência, e tenho pavor de lembrar desse caso, do susto, do choque que foi. 20 anos se passaram e eu continuo sentindo o mesmo mal estar. Continuo lamentando muito.

As fotos são da Interview póstuma da atriz, imagens lindas que remetem à paixão que Daniela tinha pela dança.


PS.: O fim do ano traz à mente ainda outra perda que eu tenho muita dificuldade em acreditar, o jornalista Daniel Piza. Exatamente um ano atrás esle postava pela última vez em sua coluna, que eu adorava. 


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

só falta o mármore

Obrigado Primavera/Verão 2012, por ter me feito sentir saudade do frio pela primeira vez desde 1999.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal é dia de alergia!



Eu descobri que Papai Noel não existia no natal de 85. Isso não fez a data perder a graça nem um pouco pra mim. Até 1991 eu ainda adorava o natal! Depois, sabe cumé?, eu fui desencantando. Depois da "celebração" de 2003 ele passou a ser uma data bem chata pra mim.

Eu não quero ser aquele azedo, aquele Grinch, mas não consigo evitar. Natal hoje em dia, pra mim, é só aquela ocasião do cacete onde ficam muito evidentes as diferenças sociais, a solidão, a diferença entre quem tem parentes e quem tem família, quem é amado e quem não é. Se você está no lado bom disso tudo, ótemo, fico feliz de verdade por você. Se joga na Simone!

Mas se você tá no lado fudido dessa história, bem, tamo junto mano! Não é porque tudo evidencia que a gente tá cagado na vida que a gente vai abaixar a cabeça entre as mãos e pronto. Amanhã essa data passa, todo mundo tá fudido igual a gente (ou mais, haja vista as dívidas que fizeram), então nada de chorumela. Tamo combinado?

Feliz natal pra você aí, então. De um jeito ou de outro.


Girus


Beijo Pará de Minas!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

calendário maia

Madonna (sim, isso aí é a Madonna) cancela metade de um show porque alguém na plateia tá fumando.

Todo mundo tem pós-graduação. Mas esse todo mundo escreve "agente fomos", "concerteza" e "nada haver" (e curte Luciano Huck).

Adriane Galisteu apresenta concursos de beleza.

Dois trogloditas agridem alguém de graça numa rua movimentada porque esse alguém é homossexual. E vão responder apenas por lesão corporal, não por homofobia.

IGREJA BATISTA DA LAGOINHA...


...e gente que ainda não entendeu o conceito de Estado Laico.

Britney Spears é jurada em um programa de talentos musicais.

Sertanejo universitário. Veja bem, é Universidade (agora "facu") + cantores "sertanejos". Juntos!

Claudia Leitte.

Como duvidar que Os Maias estavam certos?


Bom, se tudo indica que o mundo vai mesmo acabar, que a gente ao menos se vá daqui ouvindo boa música. DJ, trilha sonora decente pra ocasião, por favor! 




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Laila

O ano era 2003. 

Ali naquele lugar eu acreditava que estava começando a tornar realidade meu maior projeto nesta vida. Era só um pequeno primeiro passo, o caminho ainda era longo, mas era finalmente o primeiro passo.

Depois de ralar feito um cavalo, por um ano, como recepcionista num hotel com um gerente maluco de verdade (RIP Seu Creysson), eu juntei todas as minhas economias e fui pagar um cursinho pré-vestibular. Larguei tudo e me dediquei a estudar dia e noite pra finalmente cursar jornalismo.

Não é dos meus sonhos e menos ainda da realidade que veio depois que eu quero falar neste post. Quero falar da cena que presenciei no cursinho, ali por agosto daquele ano.

Logo nos primeiros dias de Soma eu estava sem lugar. Tinha 25 anos, uma graduação na Federal (quando isso significava alguma coisa), um ano de Universidade do Texas, e estava ali, no meio da pirralhada de 16. Mais misfit impossível. Mas a gente se igualava na ansiedade, na expectativa, na crença de que era um começo (e, no meu caso, que agora era o caminho certo).

Daí eu acabei me enturmando ali com um rapazinho, o Breno, e duas mocinhas, Laila e a Irmã da Laila (que a gente nunca soube o nome). Não demorou muito para a gente se dar conta de que o Soma era a maior enganação. Eu ficava estarrecido, por exemplo, com os erros de português nas apostilas todas.

Sempre acreditei que um gambá cheira o outro, e isso talvez explique o fato de que meus três únicos "coleguinhas" ali, assim como eu, se bancavam. Talvez também justamente por isso a gente, mais que a maioria ali, se emputecia em pagar por um ensino tão mequetrefe -- claro que tinha alguns bons professores, como o Adson de física, que era fenomenal, mas no geral, pra quem tava depositando ali todas as suas esperanças (e reservas!), o Soma tava uma boxta.

A gente reclamava, chiava, mas aguentava, né? Bem, a gente vírgula. Toda noite a Laila xingava. E xingava. E xingava mais. Eu, Breno e a Irmã da Laila ríamos. Daí numa dada noite, sei lá, três semanas de cursinho, a gente tava tendo uma aula muito ruim com um dos donos do cursinho, e a Laila estava mais inquieta que o comum. E aí ela começou: "Eu vou embora. Eu vou embora. Não aguento mais essa enganação, eu vou embora." Nós três nos olhamos, segurando pra não rir, e a Laila prosseguiu, séria, emputecida como sempre, e firme: "Eu vou embora." E então ela levantou e foi.

Na hora a gente riu, mas achou que era piti. Isso até passar um minuto e a Irmã da Laila juntar os cadernos dela (dela Laila, que deixou tudo pra trás) e correr atrás da irmã. Laila (e irmã) nunca mais voltou. Nunca mais.

Aquela cena nunca me saiu da cabeça. Porque a Laila, naquele pouquíssimo tempo de convívio (o suficiente pra adorar ela), já tinha ficado como a "louquinha". Mas no fim ela foi a única a tomar uma atitude para mudar uma situação que estava ruim (e que a gente sabia que não ia melhorar).

Toda vez que a vida ou alguma coisa específica chega no fundo de um poço me vem à mente essa cena da Laila levantando e descendo firme pelas escadas até sumir pela porta. E eu fico pensando que uma hora dessas eu vou, enfim, fazer igual: levantar, sair, deixar tudo de ruim pra trás e partir, pra onde for, pra dar a cara a tapa e recomeçar certo. Nestes últimos dias, principalmente, tenho pensado muito nisso.

Mas o simples pensar já enfraquece. "Fazer a Laila" requer, sei lá, um Divino Espírito Santo, que bate na hora, dá clareza e coragem, e faz com que você simplesmente levante e vá e faça. Queira Deus que Ele baixe logo.

Encontrei a Laila, num ônibus, uns dois ou três anos depois do ocorrido. Ela me reconheceu e mexeu comigo: "Você não é um doidinho que fez Soma comigo?" Laila estava linda. Eu estava estagiário de uma agência que não deu em muita coisa. Sim, Laila, eu era aquele doidinho. E continuo sendo o doido que até hoje não aprendeu que a vida é pra ser vivida como a gente quer e não como esperam que a gente viva.


P.S.: Sobre saídas em situações cuja única solução é a saída, ler também S.A.M. e Ibsen.
P.S.2: Pouco depois que a Laila se foi eu conheci a Jana (e consegui sobreviver ao cursinho). E lá se vão quase 10 anos de amizade . Do Breno nunca mais se soube.
P.S.3: Para Laila, com carinho:



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

guia do mochileiro interfavelático



Tá sem grana e quer fazer turismo? TuBHcanga é o seu lugar!! Spia só esse vídeo lindo que eu achei ontem, magavilha

Vem pra roça que eu e o Bratz teremos prazer em apresentar todos esses pontos felomenais pra vocês! (não garanto a 6a posição, porque na verdade eu fico tão impressionado com o entra e sai de cidadão nas ali, que é capaz de eu ficar só na porta mesmo, fazendo algum estudo antropológico)

Faltou incluírem nadar nas enchentes, mas essa, de fato, é uma opção que só acontece no período das monções (agora), então tem que ser no fim do ano. As opções do vídeo são atemporais.

Então, já sabe, quer viajar mas tá difícil, não titubeie, vem pra roça!
:D



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

heterofobia no Brasil do século XXI

Do Portal R7:

Um heterossexual foi agredido por dois homens na zona oeste de São Paulo. Os suspeitos foram detidos e indiciados por tentativa de homicídio. Segundo testemunhas, ataque teria motivação heterofóbica.

A vítima foi atacada, por volta das 19h desta segunda-feira (3), na rua Henrique Schaumann, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Segundo as testemunhas, a agressão teria sido gratuita e com motivação heterofóbica.

Uma testemunha, que viu a cena ao sair do trabalho, disse que a vítima andava pela calçada com o fone de ouvido quando um carro diminuiu a velocidade. As pessoas dentro do veículo começaram a insultar a vítima, que retrucou. Nesse momento, os homens desceram do automóvel e a confusão começou.

Populares conseguiram separar os envolvidos e policiais que realizavam patrulha na região levaram o caso para a Central de Flagrantes do 91º Distrito Policial. A vítima ficou com o rosto ferido.


Absurdo? Com certeza. 

Mas o que é mais absurdo? Que em 2012 ainda haja gente que desce de um carro pra espancar os outros? Que em 2012 ainda haja gente em Pinheiros, São Paulo, que desce de um carro pra espancar os outros? Que em 2012 ainda haja gente em Pinheiros, São Paulo, que desce de um carro, às 19h , com a rua movimentada, pra espancar os outros, certos de que não vai acontecer nada? 

Eu acho tudo isso absurdo. Assim como achei muito absurdo o portal jornalístico descrever a vítima não pelo nome, não pela profissão, mas pela orientação sexual. É importante no caso, porque o crime foi motivado por ódio sexual? Sim, claro. Mas limitar o indivíduo (e é limitar mesmo) a um detalhe de sua vida particular como esse, pra mim, é quase tão violento quanto chutar sua cara até sangrar. E pra mim é algo que ao contrário de noticiar só ajuda a alijar porque, afinal, "não foi um homem, um cidadão, uma pessoa que foi vítima de violência -- foi um heterossexual".

Claro, talvez alguns de vocês estejam achando mais absurdo ainda nessa história toda o fato de ele ter sido descrito como heterossexual. Só que obviamente não foi isso que ocorreu. Eu que tomei uma licença literária aqui no post, trocando os prefixos homo por hetero -- já que ler sobre homens homossexuais vítimas de violência já não mais assusta nem parece tão absurdo pra muita gente, não é mesmo?

Até quando isso?


P.S.: Verdade seja dita, láááá no fim da matéria tem um vídeo, da Record mesmo, mostrando que um homem foi vítima de violência por conta da sua opção sexual (e aí vem nome de todo mundo, inclusive dos trogloditas).
P.S.2: Observe que o André estuda e trabalha. (ainda que, mesmo que fosse um vagaba, isso não daria a ninguém o direito de espancá-lo). Vocês entenderam o ponto.
P.S.3: Lembram das risadinhas, né? "Apanhou de besta", veja bem, podia ter seguido ouvindo as risadinhas e em segurança, ora bolas.
P.S.4: Ah, os valentões, sempre em dupla... Gente sempre tão segura de si, da sua vida.
P.S.Final: André recebeu ajuda de desconhecidos. Impressionante, ainda há sinais de humanidade.



♥ W

Apenas muito, muito amor por essa capa e pelo editorial da W de dezembro. Tudo tão intenso. E não bastasse ser brilhante, ainda por cima tem Marion Cotillard.

Muito amor.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012