sábado, 6 de abril de 2013

amigo

Taí uma tirinha que define muito bem ao menos um dos traços da minha personalidade. Nunca consegui me aproximar de alguém pensando no tipo de benefício, especialmente material, que essa pessoa poderia me trazer. 

Pode até ser uma falha de caráter minha. Pode ser uma inabilidade ou uma maneira equivocada de ver as relações interpessoais. Mas eu costumo me aproximar de alguém pela energia que ela me transmite, em primeiro lugar. Pra isso se tornar uma relação costuma ser preciso que a pessoa me transmita confiança e que me faça ter admiração por ela. Sobretudo, eu gosto de estar rodeado de gente que me parece ter bom coração, dignidade e o que eu costumo chamar de berço, que é aquela vergonha na cara que a gente normalmente adquire cedo, em casa, com pai e mãe. Se você tem, sabe do que eu tô falando.

Me julguem, mas eu tenho até uma certa aversão de gente que se envolve, e às vezes até depende, com outra pessoa unicamente com o propósito de ter algum benefício em troca nessa relação, seja material ou de "status". Me dá um certo desprezo, eu confesso.

Normalmente as pessoas chamam minha atenção num sorriso. E elas me ganham na inteligência, na firmeza e, sobretudo, na alegria. Se eu sentir que estou conseguindo corresponder ao bem-estar que estão me dando, aí mesmo é que o laço está criado.

Comigo funciona assim. Mas somos todos diferentes, e cada um sabe o que lhe faz bem. Se estar com as pessoas por interesse faz bem a uma pessoa, então tudo bem também... só tenho certeza de que esse é o tipo de gente que não vai se envolver comigo; tanto porque eu não consigo lidar com elas quanto, sejamos realistas, porque eu não tenho nada que possa interessar a gente desse tipo.

Beijo, bom fim de semana pra vocês.


P.S.: Sobre networking, que passa um pouco por esse assunto... olha, quem sou eu pra falar de mercado de trabalho?... Mas considerando minha história profissional, e as pessoas e líderes com as quais convivi nesse âmbito, o meu entendimento de networking é que ele significa justamente aquela relação que você vai construindo com pessoas que trabalham com você, direta ou indiretamente, através do seu bom trabalho e da sua boa conduta profissional e pessoal. Acho que é dessa forma que você consolida seu nome, que você se torna reconhecível no meio. 

Até sei que tem gente que se aproxima e bajula pessoas influentes e tal... na verdade sei que tem gente que faz carreira só amparado na babação de ovo. Mas de novo, ao menos comigo, não é assim que funciona. Como disse, não sou expert no assunto. E minha situação talvez seja um indicativo de que eu tenha muito o que aprender a esse respeito, no mínimo, talvez, tenha que me atualizar.

P.S.2: O título original deste post era (a) conta comigo. Mas eu achei que o foco era em amizade sincera, não em gente que compra os outros. Então ficou amigo mesmo, sempre muito melhor, né?


5 comentários:

Edilson Cravo disse...

Humberto:

Alguns amigos que me conhecem dizem que eu sou o cara das energias, que amo falar disso e ainda tiram sarro de mim, mas eu sou assim e pronto.

Acredito muito em tudo isto que você disse, gosto de gente que olhoa no olho, que sorri com a boca e com a alma.

Beijo seulindo.

Alan Raspante disse...

Penso do mesmo modo como você. Até porque, quando você precisar de verdade de um bom amigo, aquela pessoa que vc bajulou, certamente, não estará do seu lado...

E tem coisa melhor do que aquela amizade sincera, de FATO? Não tem não :)

Ro Fers disse...

As amizades verdadeiras são espontâneas, e realmente amizades pretensiosas são abomináveis.

Fred disse...

Fala Humbertão! Tudo blz?
Assim ó... #super-entendi o conceito e #super-compartilho do teu pensamento. Mas acho que - dadas as proporçoes, claro - toda relação que se estabelece é - de certa forma - uma relação de interesse.

Não precisa ser necessariamente esse "interesse material" dos bajuladores, invejosos, puxa-sacos ou "daqueles amigos" que só querem saber da sua piscina... hehehe!

Tipo assim: se preferimos nos relacionar com pessoas de sorriso honesto, coração generoso, dignidade ou mesmo "berço" é porque - de certa forma - este é de nosso "interesse" prevalecendo na forma como escolhemos quem nos cerca, nzé? Viagens da (minha) mente atormentada... hahahahaha!

Curti o texto, man! E espero te ver nos "festejos" do milésimo post do TPM... Hugz!

Diego Rebouças disse...

Droga. Você descobriu o interesse que me une a ti.