sábado, 18 de maio de 2013

when I think of "you"


Nota de abertura: este post foi escrito umas três semanas atrás. No dia achei melhor esperar pra publicar. Agora acho que tá meio vencido. Mas como a inspiração (e o tempo) andam curto, pra não deixar o blog pelado, vai aí. Me digam depois se ficou passado. Beijos.


Leitores mais atentos, frequentes e pacientes já devem ter percebido que eu ando numa vibe "No Fundo do Baú". Por algum motivo que eu desconheço (ou não) eu ando pensando muito na pessoa que eu era em tempos longínquos. 

"Porra, Humberto, que coisa mais chata.", alguém pode dizer. Eu também acho. E tinha super me prometido não ficar escrevendo essas coisas aqui. Mas daí que o blog é meu mesmo, tô sem grana pro psicanalista e escrever me ajuda a resolver essas histórias. Então, se o assunto te cansar volta pro Facebook. Se não, puxa o banquinho aí que lá vem a história.

Já escrevi muito aqui sobre minha infãncia. Daí, numa noite dessas, na hora de desligar o note, eu comecei a cantarolar na mente uma musiquinha. Não aguentei, procurei (e achei!) o vídeo (aí acima) e dele fui pra mais um monte. Quando dei por mim, já tava lá lembrando do Humberto que eu era com 17 anos.

Era toda uma outra época, claro (pra se ter ideia, a tal música mesmo, nunca tinha visto a cara da cantora); SemYoutube, sem nada (nem MTV tinha aqui na roça), a gente ouvia essas coisas era na Jovem Pan mesmo. E nessa outra época, eu era muito um outro eu, mas muito.

Ouvindo essas músicas eu lembro do L'apogeé e de outras boates (danceterias?) que tocavam tudo isso... mas lembro apenas dos amigos contando, porque eu, hahaha!, nem cheguei a botar os pés. Dançar, sá dançava em casa mesmo (sozinho e morrendo de medo do meu irmão *bully chegar).

Pensa que eu era um menino (menino mesmo) magriiinho, já alto e com míseros 60 quilos, tííííííííííííímido de dar dó, feio de doer. Menina nenhuma chegava perto de mim se não fosse pra fazer amizade e eu só queria morrer por conta disso. Aliás, tinha certeza que ia morrer aos 18 (e sem beijar).

Quando fiz 17 mudei de escola e as coisas mudaram muito. Eu entrei no meio do ano, então, pra minha inimaginável sorte, virei queridinho da sala. Eu já tinha a habilidade de circular entre as panelinhas, mas pela primeira vez eu tinha a minha. E era com essses outros meninos que eu ia pro shopping bater perna atrás de mulher (HAHAHAHAHAHAHAHA, ô Deus, como era feliz e como voltava sempre feliz do shopping mesmo que todos nós tivéssemos dinheiro pra, no máximo, tomar uns tocos das mocinhas).

No fim das contas, e por pura ironia do destino, de todo o bando eu fui o único que arrumou uma namorada (amor da minha vida, amiga pra sempre, de quem já falei muito aqui no blog também).

Eu sei lá, mas essa coisa de ficar lembrando de mim em outros momentos da minha vida tem me feito bem. É meio como se apesar de as coisas não estarem 100%, de não estarem como eu imaginei que estariam (e será que isso aconteceu pra alguém?), elas ainda assim estarem certas. As coisas estão como tinham de estar.

Quando eu olho pra trás e vejo esses "outros" Humbertos, minha vontade é de abraçar cada um deles e falar: "Ó, nao vai dar tão certo não, mas vai dar certo; Não precisa sofrer tanto. Se joga e curte tudo que é de agora porque a hora disso é agora mesmo, o que for de depois você se vira depois. E você vai dar conta de tudo."

Eu odiava ser criança. Então ser adolescente já era meio caminho andado pra tão sonhada idade adulta. E apesar dos pesares de pisciano dramático, essa fase eu aproveitei bem.

Licença que eu vou ouvir mais das sete (milhões de) melhores da Pan.
Bom fim de semana pra vocês.


P.S.: Pode comemorar aniversário fora da data, pra encher (muito) a cara e pedir pra tocarem tudo isso, do jeitinho que eu não fiz quando tinha 17?
P.S.2: Ô 1994, que mora no meu coração! 


*Irmão bully. Hoje Gilda, para os íntimos.


8 comentários:

Anônimo disse...

pensava que voce era gay, decepção, rs,

Serginho Tavares disse...

Adorei chegar aqui e encontrar um pouco mais deste Humberto! Foi muito gostoso ler tudo isto e me fez voltar ao meu tempo também!

Beijos

Clenio disse...

Adorei o comentário anônimo hehehe.

Mas eu te entendo totalmente nessas lembranças da adolescência. Recordar é viver.

Abraços
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com

Caroline disse...

Ah... e quem diz que saudade é ruim não entende nada mesmo. Saudade é algo que traz lembranças boas e que nos tornem quem somos hoje.

Bjo

Tainá disse...

em 94 eu tinha um ano e tava falando minha primeira palavra (gol).... assim, só pra constar

Alan Raspante disse...

Ao menos, você pode olhar pra trás e dizer: valeu a pena.

Né?

Jose Antonio disse...

HH,

Voltar ao passado é bom!
Voltar ao passado e ver o quanto de um caminho se percorreu!
Voltar ao passado é entender porque estamos aqui.
Voltar ao passado é poder ver a tragédia antiga com outros olhos e ver beleza no que antes era tragédia!
Volte quantas vezes quiser!
O espaço é seu e fico feliz quando alguem se abre pro mundo como você!
Bjs

Penny Wise disse...

Amo, não tem jeito.